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17 de outubro de 2009

Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

Celebra-se hoje o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

Em Portugal há muito por fazer.
Os números oficiais indicam que 18% da nossa população é pobre.
Mas estão desactualizados.
A realidade é, provavelmente, ainda mais desagradável.
Seja como for, 18% é vergonhoso.


No último ano não faltaram apoios públicos para o sector financeiro.
A banca paga, desde há muitos anos, cerca de 10% de IRC.
O valor cobrado às empresas "comuns" é de 25%...
Mais um apoio dado aos mais favorecidos.
Porquê? Porque é assim no liberalismo económico...
Para a pobreza restaram, e continuam a restar, apenas algumas migalhas.

Os apoios aos mais desfavorecidos, sistematicamente repetidos por Sócrates, abrangem apenas uma pequena faixa de pobres.
Muitos outros ficam de fora.
Sem que isso pareça preocupar Sócrates...
As fileiras dos "novos pobres" engrossam de semana para semana.
O desemprego sobe de mês para mês.
Os empregos precários generalizam-se.


Para resolver o problema, o governo vai lançar obras públicas faraónicas, criando assim emprego.
Obras que vão beneficiar, preferencialmente, as grandes empresas construtoras (repararam na sua reacção quando o aeroporto e o TGV foram postos em causa?).
Mais uma vez, para os mais desfavorecidos ficam as migalhas.
Há quem chame a isto consciência social.


E assim vamos andando, cantando e rindo, neste Portugal pequenininho...
Governado pelo liberalismo económico.
E, ao que parece, assim vamos continuar.


Até quando?

Liceu Camões (Lisboa) fez 100 anos

De acordo com os relatos da imprensa, as comemorações dos 100 anos do Liceu Camões também correram mal a Lurdes Rodrigues...
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Foi acusada de várias coisas, nomeadamente de "tirar credibilidade à democracia".
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Sobre estas acusações, Lurdes Rodrigues ouviu e calou-se...
... contra factos não há argumentos!
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Está de saída mas já vai tarde.
Que venha alguém capaz de revitalizar a Escola pública!
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Para mais detalhes veja a notícia do jornal Público em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405537

16 de outubro de 2009

o recordista

Não temos conhecimento de Sócrates se ter vangloriado da sua licenciatura terminada num domingo (terá sido depois da missa?).

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Mas temos bem presente a forma exuberante com que Sócrates se autopromoveu, repetidamente, por ter alcançado o défice mais baixo da nossa História democrática.
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Para o conseguir subiu impostos, atacou vorazmente a classe média, retirou direitos e regalias a muitos profissionais e cidadãos. Fecharam-se escolas, hospitais, centros de saúde. A justiça emperrou ainda mais...
E o défice desceu.
Sócrates orgulhou-se!
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Neste ano de 2009, Sócrates terá mais um motivo de orgulho.
É que este ano vamos ter o défice mais alto desde o lançamento do Euro!
Há quem fale em 7%. Há quem aposte que será superior. O tempo o dirá.
Certo é que Sócrates consegue bater dois recordes opostos, na mesma especialidade, e num curtíssimo espaço de tempo.
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Razão para perguntar:
então para que serviu tanto sacrifício, exigido ao Português comum, em nome dum défice inferior a 3%?
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Você pode não entender facilmente.
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Mas há quem saiba responder com todo o detalhe.
Pergunte à EDP, à Galp, à Banca, à Brisa, à REN, à LusoPonte, à Mota-Engil, etc...
Eles conhecem bem a resposta mas, provavelmente, não a dirão.
Há que não espantar a caça...

surpresa

Lurdes Rodrigues teve direito a uma surpresa quando visitou, esta semana, uma escola nova no Norte do País.

Ao perguntar a um aluno "E o que é que gostas mais nesta escola nova?"

o aluno em causa desprezou a escola nova e respondeu "da Professora".

Surpresa!

Para quem tão maltratou os professores, esta resposta é no mínimo incómoda. Uma forma delicada de referir o sapo que Lurdes Rodrigues teve que engolir. E disfarçar.

Para quem tanto valorizou a burocracia, as papeladas, a hierarquia, o betão, os magalhães, etc... ser confrontada com esta resposta é, no mínimo, motivo para mudança de rumo.

Certo é que o ensino público tem vindo a piorar nos últimos anos.

O que dá um jeito bestial ao ensino privado...

Que ganha Portugal com isso?

14 de junho de 2009

a luta contra a pobreza em Portugal

A Fondazione Brodolini desenvolveu um estudo financiado pela Comissão Europeia.
Paola Bertolini liderou os trabalhos.
O Público de 12/6/2009 publicou um artigo sobre este assunto intitulado "risco de pobreza em Portugal duplica nas zonas rurais".

Destacamos aqui 3 trechos desse artigo que pode ler na íntegra em http://ultimahora.publico.pt/noticia.aspx?id=1386292

"A concentração de serviços básicos nas zonas urbanas afecta a qualidade de vida de quem está em risco: as crianças, os idosos, as mulheres."

"O problema coloca-se noutros níveis de ensino. Com a redução de escolas em meio rural, relacionada com a estratégia de as agrupar, o ensino básico e secundário ficou mais distante. Os alunos gastam mais energia e as famílias mais dinheiro. A frequência do secundário acaba por ser inferior. "

"Paola Bertolini usa a expressão "armadilha": "A única janela aberta a crianças e jovens de famílias pobres e pobremente educadas é sair: enfrentar a mobilidade geográfica como forma de mobilidade social". E isto leva ao envelhecimento das populações e a um declínio económico."

Este estudo vem confirmar aquilo que muitos de nós já apregoamos: o problema da pobreza aumenta com a estratégia da concentração.
Exactamente aquilo que os últimos governos têm feito:

  • fechar escolas rurais e transferir os alunos para os grandes centros urbanos

  • fechar urgências e especialidades médicas em hospitais da província e transferir os doentes para os grandes centros urbanos

  • fechar serviços vários na província por questões economicistas

Estas são algumas das grandes obras do Ministério da Educação, do Ministério da Saúde, etc.

Há pouco tempo havia a crise e o défice...
... era preciso poupar dinheiro!
Começou com a tanga, quando o neo-liberalismo acelerou ainda mais.
E assim tem continuado, ininterruptamente.

Hoje vivemos com a crise que tínhamos, acrescida da crise internacional.
O défice, miraculosamente, deixou de ser problema e já pode subir por aí acima.
Não falataram apoios financeiros para a banca.
Não falta dinheiro para obras faraónicas.
Mas os Portugueses continuaram a penar.

E da análise efectuada conclui-se que muitas das medidas recentemente tomadas vêm agravar - duplicar - o risco de pobreza. Num país que já tem cerca de 20% de pobres...

Por outro lado, as classes muito altas correm o risco de aumentar, substancialmente, as suas riquezas. Vejam os lucros da banca, da edp, da pt, ...

Esse país é Portugal.
Que vai um bocado mal... mas há excepções!

1 de julho de 2008

estórias de Portugal de hoje

Foi hoje divuldado o breve arquivamento do processo judicial Madie, a pequena Inglesa desaparecida no Algarve. Já todos nós esperavamos por este desfecho. Foi, talvez, a investigação policial mais cara de Portugal. Foi a mais mediatizada. Envolveu o governo central. Para não se chegar a nenhuma conclusão.
Ninguém estranhou.
A justiça não funciona no nosso país. Porque é que agora seria diferente?
Ao mesmo tempo, é divulgado o facto de que há falta de médicos em Portugal. Para resolver o problema, a nossa ministra da saúde propõe ir buscar médicos ao estrangeiro. Ficamos embasbacados! Descobriram agora que há falta de médicos? Mas há tantos e tantos estudantes, brilhantes, espalhados por Portugal fora que gostariam de seguir medicina. E só não o fazem porque a sua média escolar é de 17 ou 18 valores (em 20)! O que os impede de ingressarem no curso que mais desejariam... Alguns, com mais posses, vão estudar para o estrangeiro, onde são bem acolhidos e têm sucesso. O governo sabe fechar hospitais, centros de saúde, maternidades, etc. e não sabe que é necessário formar mais médicos? Mal vai a saúde neste país.

O assunto acaba por nos levar para a política da educação em Portugal. O ministério da Educação anda obcecado com os professores, fecha escolas, junta o 1º ao 2º ciclo (com consequências negativas para os mais novos), põe crianças a deslocarem-se muitos kilómetros para irem à escola, separando-as da sua família e do seu meio social (há muitos que saem da sua terra às 8 da manhã para só regressarem às 5 ou 6 da tarde)... numa autêntica jornada de trabalho ... infantil. Vendem-lhes computadores portáteis a preço de saldo. Mas não os ensinam a utilizá-los plenamente. Pressionam e penalisam os professores mais exigentes e mais profissionais. Fazem exames fáceis, pretendendo com isso dados estatísticos convenientes. Comprometem a preparação dos jovens para enfrentarem um futuro que se assume como cada vez mais difícil.
Depois, aparece o Ministério da Educação 2, (do ensino superior) que se esquece das necessidades de formação de médicos. Mas não é só em Medicina que há falta de profissionais qualificados. Em contraste há outras áreas em que se formam muitos alunos sem saídas profissionais. Agora desempregados. Triste política de educação...

Podíamos falar de mais coisas, no Portugal de hoje.
Mas num país em que a justiça, a saúde e a educação mostram tamanhas fraquezas, já está tudo dito.
Num Portugal, em crise profunda, com um governo que se orgulha da redução do IVA em 1%. E nada faz para combater a especulação nos preços dos combustíveis...

18 de junho de 2008

conto do vigário?


Há, em Portugal, uma empresa monopolista.
É muito grande e tem lucros imensos.

Acontece que, entre os muitos clientes que tem, alguns não pagaram as suas contas. Esta empresa corta o seu fornecimento mal haja um atraso maior no pagamento de qualquer factura. Pelo que as dívidas não poderão ser muito grandes... a menos que se refiram a clientes alvo de tratamento especial, vulgo VIP...

O que é certo é que essa empresa, com lucros invejáveis, parece não ter condições para suportar as dívidas dos seus clientes devedores.

E eis que alguém sugere que sejam os clientes cumpridores a pagarem os calotes dos clientes devedores. Ou seja, a empresa não pode suportar as dívidas dos seus clientes mas os clientes cumpridores podem.

Faz-se com que o justo pague pelo pecador. Algo mais vulgar do que parece... O que não deixa de ser inaceitável.

Como é possível que, uma ideia destas, não seja liminarmente destruída logo que seja anunciada?
Como é possível que este assunto seja oficialmente tema de discussão pública?
Infelizmente isto acontece, em Portugal.
Onde há entidades reguladoras que vivem dos nossos impostos e que, pelos vistos, desregulam.
Onde o estado, muitas vezes, não garante as suas funções mais elementares como a justiça!
Onde, uma vez mais, se verifica que as empresas é que são importantes. As pessoas nem tanto. Claro que há um espaço reservado para as excepções... ou melhor, para os VIPs.

Já temos um estado para proteger as grandes empresas.
Só falta criar um estado que represente os cidadãos!

por: Portugal ao Sol

16 de junho de 2008

vendedores de ilusões?


"O Tratado de Lisboa é absolutamente fundamental para o governo, é fundamental na minha carreira política"

José Sócrates, primeiro-ministro, no Parlamento Português, a semana passada

Os Portugueses podem esperar?

por: Portugal ao Sol

desprezo pelos cidadãos


"Referendos sobre tratados internacionais são um erro. (...) Os tratados internacionais nunca deveriam ser objecto de referendo e tivemos agora a prova disso"

afirmação de Cavaco Silva após a divulgação dos resultados do referendo à constituição Europeia na Irlanda, a semana passada.

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Para o Presidente da República, o facto dos cidadãos poderem ter ideias próprias é razão suficiente para os impedir de se pronunciarem sobre o seu destino colectivo. Os políticos, esses sim, têm legitidade para decidir, mesmo que seja contra a vontade dos seus povos...

Assim sendo, não se deveria ter deixado a população da Irlanda expressar a sua opinião, porque a sua opinião era NÃO!
Porque razão é que os políticos não devem representar as vontades daqueles que os elegem?
Os eleitores só servem para eleger políticos, ou seja, só servem para lhes legitimar o poder?
Com que direiro é que os políticos agem como se estivessem num clube privado?
Acontece que dos 27 países da União Europeia, só 1 povo é que teve direito a expressar, desta vez, a sua opinião sobre o tratado - a Irlanda.
Aos outros foi-lhes cortado o pio...
Aconteceu em Portugal, em que pior do que Sócrates quebrar uma promessa eleitoral, foi rasgar um princípio básico da Democracia.

Aconteceu aos Franceses e aos Holandeses que anteriormente já tinham dito NÃO. Agora também foram calados...
Aconteceu a outros povos Europeus, que nunca lhes deram a oportunidade de emitir a sua opinião.
O tratado é escrito de forma que a maioria dos cidadãos Europeus não consegue entender. Porquê? Será que, para além de não quererem que as pessoas falem, também não querem que elas vejam? Se os argumentos desta classe política são tão nobres, porque não os apresentam e discutem abertamente com as pessoas? Porque os querem impôr à força? Escondem o quê?

Esta não é certamente a Europa dos Cidadãos!

por: Portugal ao Sol

13 de junho de 2008

"porreiro, pá..."

Re-aborto.
Num país extremamente católico, deu-se o re-aborto da constituição europeia.
... quem diria ...

Inicialmente foram os povos Francês e Holandês a aborta-la. Nessa altura, os donos do mundo, senhores do muito dinheiro, conquistadores da Europa, arranjaram maneira para dizer que aquilo não valia. E nem quizeram repetir. O povo não estava à altura!

Mascararam os factos.
Mudaram o nome.
Mantiveram a intenção - liberdade de crescimento para o liberalismo (neologismo de capitalismo selvagem).

Sócrates foi um aluno bem comportado - cromo?
Fez a cimeira de Lisboa, arrumadinha, certinha, bonitinha, ocazinha...
Correu-lhe bem, a julgar pelo comentário de que "foi porreiro, pá..."
Rompeu com uma promessa eleitoral: referendar o tratado. Provavelmente porque a População Portuguesa pesa pouco na sua balança.
Preferiu alinhar atrás dos seus Senhores. Terá valido a pena?

Os Senhores decidiram que, no resto da Europa, a população não tinha o direito de exprimir a sua opinião sobre o tratado. Fraca democracia esta que despreza as pessoas e tenta impor, artificialmente, vontades alheias.
Foram poucos, ou nenhuns, os momentos em que se discutiu, com a população, o conteúdo do documento. A ideia de que o tratado era pouco claro e objectivo dominou. Seria essa a verdadeira intenção? Daria jeito que não fosse discutido? Estariam a tentar esconder alguma coisa? Estariam a tentar tapar o sol com a peneira?

No entanto, não se deram ao trabalho de "comprar" (sim, comprar também dá trabalho) um aspecto aparentemente menor. A Irlanda!

Pois bem, a Irlanda limitou-se a repetir o que outros povos já tinham dito.
- Não.
Pecado!
Há políticos que, depois de mais uma rejeição inequívoca à constituição europeia, continuam empenhados em leva-la por diante.

Estranhamos. Porque razão há políticos que não "aceitam" as decisões dos seus eleitores se eles, repetidamente, negaram o tratado? Se o problema está na população, ainda alguém se vai lembrar de eleger outro povo (obrigado pela ajuda, Brecht!).

Veremos novas formas, camufladas, para contornar o obstáculo presente.
Contra a vontade de vários povos (alguns dos quais nem sequer tiveram direito a pronunciarem-se).
É a força do dinheiro contra as pessoas, seres humanos, essência da Humanidade!
É a ganância.
Todos nós sentimos o efeito deste capitalismo selvagem.
As pessoas perderam valor na nossa sociedade. O discurso político actual fala mais das empresas e do défice do que das pessoas.
O dinheiro atenua valores e princípios seculares, favorecendo interesses particulares, em detrimento das populações.

Até agora temos visto países que se sentiram pequenos e desenvolveram processos de expansão geográfica. Actualmente vemos mais. Vemos grandes organizações privadas a sentirem que a Terra já é pequena para satisfazer suas desmesuradas ambições. Ambos os casos desembocam em guerras. E nós estamos numa guerra económica. Somos sugados até não termos mais nada para dar. E, ao nosso lado, uma ínfima minoria, acumula desmesuradamente valor. O mundo, duma forma global, não está a evoluir duma forma positiva (não nos referimos à evolução tecnológica, mas sim à evolução económica e social).

Instituiu-se o conceito que tudo se compra, assim haja dinheiro. O que realmente acontece em imensos casos. Consequentemente, é vulgar observarmos nossos semelhantes a venderem a sua alma ao diabo. Esquecendo-se da factura que, mais tarde ou mais cedo, lhes aparecerá.

Com dinheiro é possível criar factos imaginários ou encobrir factos reais.

Mas há excepções.
Há países Europeus que recusaram o €uro.
Há países Europeus que recusaram aderir à comunidade Europeia.
Há países Europeus que se recusam a ser seguidores deste capitalismo selvagem.
Assim como há muitas pessoas, por todo o mundo, que resistem.
Muitas pessoas que acreditam que o dinheiro não é o valor fundamental na nossa existência.
E estas pessoas podem mudar a nossa Terra!


por: Potugal ao Sol

10 de junho de 2008

vale a pena?

Foi apresentado, esta semana, um relatório do Instituto Internacional de Investigação para a Paz.
Mas os dados não parecem ter muito a ver com a Paz...

Como todos nós já percebemos, a guerra é um negócio lucrativo e duradouro... para alguns. Que importa se morrem uns milhares de pessoas numa guerra se, em contrapartida, houver alguém a ganhar milhões?
Vejamos os números.
Em 2007, a indústria do armamento facturou 851.000.000,00 Euros - 2,5% do PIB mundial! O contributo dos EUA para o aumento das despesas militares foi relevante e substancial.
Numa janela de tempo alargada a 10 anos, os investimentos feitos em armas cresceu 45%, em todo o mundo!

Portugal, com toda a sua modéstia, não deixou de dar o seu contributo.
Quem não se lembra dos novos submarinos, dos novos helicópteros, da substituição das G3, da necessidade de novos carros de combate... Questões bem recentes na nossa realidade nacional: num país de tanga, segundo um ex-chefe do governo.

Quem não conhece as forças armadas, dum pequeno país sem guerra, em que o número de generais por soldados no activo está nos tops mundiais?

Quem não se lembra do apoio oficial do governo português à guerra do Iraque, com a cimeira dos Açores a acelerar o processo de busca de armas de destruição maciça?

Já ninguém sabe ao certo quantos morreram em consequência de actos de guerra.

Nem quantos ficaram mutilados, desalojados, famintos, órfãos, ...

O facto de o mundo estar mais inseguro parece, aos olhos de alguns, não ser preocupante nem relevante.

E já não se fazem juras de que o Bin Laden será capturado e severamente punido.

Que pensar de tudo isto?

Que só valeu a pena para os de alma pequena.
O que não os impediu de poderem ganhar muitos milhões!

por: Portugal ao Sol

você é de raça? pura?

O Dia de Portugal, que hoje se comemora, voltou a ser dia da raça. É o que se depreende das palavras, proferidas ontem, pelo Presidente da República.

Será isto uma evolução ou uma regressão?
Provavelmente não será nem uma coisa nem outra.


Evolução?
Evolução não é certamente. Porque raça é algo que o genoma humano não consegue identificar.
No entanto, há características que diferem entre os humanos. Foi a diferenciação que, entre outros factores, garantiu a sobrevivência da nossa espécie. Podemos classificar essas diferenciações e assim definirmos uma raça. Mas para que é que isso serve? Para continuarmos a pensar que somos melhores do que os Espanhóis? Como? Se eles é que têm os combustíveis mais baratos, eles é que ganham mais, eles não têm défice mas superavit, enfim... o povo Espanhol goza duma enormidade de vantagens quando comparado com o povo Português... será uma questão de raça? Não, não é certamente.

Por outro lado, Portugal tem investido avultados recursos no combate ao racismo. Onde o slogan "todos diferentes todos iguais" se evidenciou. Parece-nos que, uma vez mais, se desfez um trabalho longo e difícil num ápice. Até parece que se redescobriu recentemente que nós, os humanos, não somos semelhantes. Consequentemente, há uns que são diferentes, provavelmente especiais. Serão os Portugueses?... Que vivem mal, num país recheado de injustiças e desigualdades gritantes. Onde muitos emigram. E todos sabem que, na sua terra, vale mais uma filiação partidária correcta e bons amigalhaços do que o mérito de dominar uma arte, uma técnica ou um conhecimento. É o país da cunha. O que é triste e corroi a nossa auto-estima.

Sabemos o que é Portugal. Conhecemos a nossa História. Valorizamos a nossa Língua. Partilhamos Valores sociais e culturais. Orgulhamo-nos disso. Temos profissionais exemplares e geniais, espalhados por todo o Mundo. Temos orgulho neles por também serem Portugueses. Sabemos que são da nossa Nação. Mas não sabemos de que raça são. Nem sabemos o que é a nossa raça, nem as características que a definem. Por tudo isto, não percebermos para que serve o dia da raça.

Regressão?
Não, também não acreditamos que o seja. O dia da raça remonta ao antigo regime. Que mantinha, com imensa dificuldade, um império colonial. Esse regime necessitava, para sobreviver, do apoio dos povos colonizados. Desta forma o Estado Novo criou um novo facto (para além de muitos outros): o de que existia uma raça que era composta por todos os habitantes do império. Pretendia-se intensificar a integração de outros povos na Nação Portuguesa. O projecto falhou. Hoje não há império. O que invalida uma possível a regressão.
No entanto, a História Mundial está recheada de episódios em que as questões raciais foram relevantes. Por questões de raça tem-se discriminado, maltratado, torturado, matado, extreminado, ... Mas ninguém de bom senso orientaria os seus desígnios nesta direcção.

Qual será então a intenção deste regresso ao dia da raça, em Portugal?

Descubra você mesmo...

Deixamos apenas uma reflexão adicional.
Hoje, dia de distribuição de medalhas, onde se pretende distinguir alguns Portugueses, volta a ser esquecido aquele que, seguramente, mais contribuiu para o desenvolvimento de Portugal.

Falamos do Povo Português. Que nem sente grande necessidade de medalhas. Mas não deixa de sentir as consequências dum sistema que se tem revelado frágil, injusto e desequilibrado. Em vez de medalhas, este povo necessita de um país em que a Justiça funcione, a Educação seja levada a sério, a Saúde não seja negligênciada, a dignidade do Indivíduo seja respeitada e os equilíbrios sejam ajustados.

O que tem sido esquecido, repetida e continuamente, pela nossa classe dirigente.

Alguma razão haverá para que, quando os nossos governantes se lembram do seu povo, na época das eleições, este lhes responda, maioritariamente, com a abstenção. O que, em linguagem popular, quer dizer: queres votos? toma!

por: Portugal ao Sol

29 de maio de 2008

outro estudo da comunidade europeia

Foi divulgado mais um estudo da Comunidade Europeia.
Abordava um tipo de exclusão específico - a exclusão financeira.
E analisava, entre outros aspectos, a percentagem da população que não tinha sequer uma conta bancária.
Portugal, neste aspecto, destacava-se pela negativa.
No entanto, noutros aspectos da área financeira, Portugal destaca-se de forma exactamente oposta: falamos dos lucros dos operadores bancários.


À primeira vista pode parecer estranho. Mas não é. Vejamos.

O maior banco português é a CGD.
O dono da CGD é o Estado Português.
Este banco, cujos lucros constrastam com o período de crise prolongada em que vivemos, discrimina os seus clientes em função do seu rendimento económico.

Sejamos concretos.

  1. Uma pessoa que tenha uma conta na CGD com um saldo entre 1.000 € e 1.500 € paga de comissão de despesa de manutenção 20 €uros por ano.

  2. Uma pessoa que tenha uma conta na CGD com um saldo entre 500 € e 1.000 € paga de comissão de despesa de manutenção 28 €uros por ano (mais 8 €uros).

  3. Uma pessoa que tenha uma conta na CGD com um saldo inferior a 500 € paga de comissão de despesa de manutenção 52 €uros por ano (mais 32 €uros).

São excepções os jovens até aos 25 anos, os alunos do ensino superior, os serviços mínimos (seja lá o que isso for) e os titulares de conta-ordenado (o que exclui, entre outros, os desempregados e muitos dos empregados precários do país).

Para ter uma conta bancária, quanto mais baixo for o rendimento, mais ela paga . E o valor a pagar não é desprezável!

Note-se que, na situação actual do País, são muitos os Portugueses que não têm economias. Porque o seu salário é escasso para suportar uma vida com dignidade. Ou seja, o único dinheiro que podem ter no banco é o seu salário, e apenas no início de cada mês!

Não ter conta bancária significa não ter acesso à rede de caixas multibanco. Já imaginou sair do trabalho a correr para ir pagar a conta da água ou da luz e quando lá chega encontra a loja fechada? Já imaginou não poder carregar o telemovel no multibanco? Já imaginou não poder receber um cheque traçado (como pagamento dum biscate por exemplo) porque este tem que obrigatóriamente ser depositado? Já imaginou como seria a sua vida sem acesso ao crédito para a habitação?

Não estamos à espera que os bancos façam caridade. Mas também não esperavamos que os bancos discriminassem negativamente as pessoas de menores recursos. Principalmente quando o dono do banco é o Estado.

Mas não é tudo.

Se tiver uma conta à ordem na CGD, com alguns milhares de Euros e por períodos alargados de tempo (2 ou 3 anos por exemplo), o rendimento que lhe é pago é ZERO! Porque as contas à ordem não rendem juros...

Se tiver uma conta à ordem na CGD (por exemplo conta ordenado) em que o seu saldo entre em negativo, são-lhe cobrados juros mensais. Mesmo que tenha uma outra conta, também na CGD, em que o seu saldo seja substancialmente superior ao valor em negativo. Conta essa em que não lhe pagam juros...e até lhe podem cobrar comissões.

Isto acontece num sector da economia sólido e em forte crescimento. Para o ajudar, a taxa de IRC praticada no sector bancário é menos de metade da taxa aplicada aos outros sectores. Continuamos sem conseguir entender a razão desta excepção. Os bancos não estão em crise (vejam-se os lucros declarados; até podem esquecer as off-shore). Em contrapartida, outros sectores da economia estão em crise, nomeadamente a população Portuguesa. E não são merecedores de apoios equivalentes àqueles que são dados aos bancos. Pelo contrário! Ainda são discriminados, negativamente, pelo sector apoiado pelo Estado.


por: Portugal ao Sol

27 de maio de 2008

estado social

O Diário de Notícias de 26 de Maio de 2008 apresenta uma reportagem sobre a Noruega. País com semelhanças à Finlândia, seu vizinho e "inspirador" do nosso governo - de forma passageira, para nossa infelicidade.

Fala-se muito da América, da Alemanha, da França, etc. e muito pouco dos países nórdicos.

Há, na nossa praça, muitos senhores ilustres a convencerem-nos de que Portugal está a seguir o caminho certo, não havendo alternativas viáveis ao rumo escolhido...

Demonstra a realidade outras formas de organizar, estruturar e governar as sociedades com sucesso. Para além do abominável modelo liberal - já lhe chamam socialismo de meia tijela... um neologismo a reter.

E se a nossa realidade difere da realidade do norte da Europa, a ponto de não ser possível a comparação com ela, também difere da realidade da América, da Alemanha e até da França.
Uma coisa é ser cego.
Outra coisa é não querer ver, ou sofrer de visão selectiva. Desprezando o interesse global da sociedade em benefício de uma pequena minoria.

Os dados disponíveis permitem corrigir facilmente os desvios de visão. E infelizmente abundam. Parece que só falta a vontade...
Uma sociedade com 20% da população a viver em pobreza, com a maior diferença na distribuição da riqueza da Europa, com perdas contínuas de qualidade de vida, na saúde, na justiça, na educação, no trabalho e na solidariedade social não é certamente uma sociedade de que alguém se possa orgulhar.
Excepção para os 3% da população que estão cada vez mais ricos. E que consideram, dum modo geral, o estado social como um alvo a abater...


Há mais Portugal para além do défice!


por: Portugal ao Sol

26 de maio de 2008

ivas


O Diário de Notícias de hoje publica uma pequena notícia sobre o México.
O tema é actual. Concilia a questão do aumento do preços dos alimentos com os impostos sobre eles aplicados.
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Em Portugal, o preço dos alimentos também tem subido substancialmente. O que é normal atendendo à característica global do fenómeno.
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Tratando-se de bens alimentares de primeira necessidade, com um grande impacto nos mais carenciados, a questão do IVA que lhes está aplicada aparecerá inevitavelmente em discussão.
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Não estamos com isto a dizer que se devem baixar as receitas fiscais.
Mas há correcções ou ajustes que se podem e devem fazer.
Porque não faz sentido que a taxa de IVA aplicada ao leite, ao pão, ao arroz, etc. seja a mesma que é aplicada à coca-cola ou ao red bull...
Porque não faz sentido que as fraldas para bébés paguem 21% de IVA, quando ao mesmo tempo se diz que é necessário aumentar as taxas de natalidade.
Porque não faz sentido que, para um casal, seja mais caro ir a Setúbal de comboio do que de carro particular...
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Porque não faz sentido vivermos num minúsculo país com mais de 2 milhões de pobres!
E fundamentalmente, porque é possível fazer mais e melhor!
por: Portugal ao Sol

25 de maio de 2008

autoridades para quê?

Os preços dos combustíveis foi muito discutido no último debate parlamentar com o governo.

A determinada altura o governo falou. E disse que era preciso esperar pelas conclusões do estudo encomendado à Autoridade da Concorrência.

Ficamos admirados. Então é preciso pedir àqueles senhores para fazerem o trabalho que devia estar feito? Não é para isso que lhes pagam o ordenado? Não é essa a sua obrigação? Julgamos que a pergunta deveria ter sido feita ao contrário: porque é que o estudo não está pronto? Estiveram a descansar ou a analisar a concorrência das batatas?

O preço final dos combustíveis sobe mais do que o preço do crude - façam as contas em Euros, que é actualmente a nossa moeda. E tenham em consideração a desvalorização do dólar. As subidas dos preços nos postos de distribuição são sincronizadas. Mas mesmo assim há que continuar a esperar. Não vêem motivos para agir rapidamente...

Vamos ter que esperar pela análise da autoridade da concorrência. A mesma autoridade que se pronunciou, há poucos meses, contra a aquisição das Auto-Estradas do Atlântico pela Brisa... e que acabou por ver a sua recomendação contrariada pelo actual governo. Ao que a Brisa agradeceu e... monopolizou.

Se há uns meses desprezaram as conclusões da autoridade porque é que agora dizem que ela é determinante?

Estamos desconcertados perante a sensação de que, em ambas as situações, se privilegiaram os grandes grupos económicos... e não nos parece que o país, ou seja, os Portugueses, tenham tido alguma vantagem com estas decisões.

por: Portugal ao Sol

22 de maio de 2008

opções...

O aumento dos combustíveis, dos produtos alimentares, dos juros, enfim, do custo de vida em geral, estão a asfixiar a grande maioria dos Portugueses.
A este cenário não podemos deixar de referir a influência directa dos governos de Portugal nas últimas décadas. Sempre a decidirem o "melhor" para o país, conduziram-nos a este estrangulamento desesperante. Excepção feita para os grandes grupos económicos.

Há cada vez mais pobres.
O desemprego real não desce.
Os Portugueses voltaram a emigrar em massa.
Voltou a sopa dos pobres em versão século XXI.

Ontem, no parlamento, o primeiro ministro debateu a situação económica do país.
Apresentou acções concretas para combater a crise.
As acções apresentadas, com impacto directo nos Portugueses - as famílias - foram apenas duas:

  1. o preço dos passes sociais, para quem vive na grande Lisboa, vão ser congelados (será que Porugal é Lisboa e nós somos paisagem?)
  2. aumento do abono de família, mas apenas para o 1º e 2º escalões (excluindo quase metade dos abonados...)

Na perspectiva do primeiro ministro não deve ser preciso fazer mais nada em prol da grande maioria dos portugueses.

No mesmo debate, o primeiro ministro considerou que não havia razões para mexer no escandalosos preço dos combustíveis em Portugal.

E não havia razões para actualizar os salários, em função da discrepância entre a inflação prevista em orçamento e a inflação real de Portugal. Fenómeno que se repete sucessivamente, desde o início do século...

E "escandalizou-se" quando lhe lembraram que há pessoas que passam fome em Portugal!

Farão de nós estúpidos? Ou apenas nos desprezam, em detrimento de outros interesses?

por: Portugal ao Sol

20 de maio de 2008

gaz-jacking?

Os combustíveis não param de aumentar em Portugal.
O petróleo bruto também tem aumentado no mercado internacional. Onde as transações se fazem em dólares...
Os valores mudam radicalmente porque o dólar se está a desvalorizar. Ou seja, um €uro vale agora cerca de 1,60 dólares... e quando foi criado valia menos de 1 dólar!

Mas os factos reais parecem não interferir no nosso país.
Senão vejamos:


  • o gasóleo aumentou, esta década em Portugal , cerca de 100%; na Europa comunitária o aumento médio (no mesmo período) foi de 53% aproximadamente
  • a gasolina aumentou, esta década em Portugal , cerca de 62%; na Europa comunitária o aumento médio (no mesmo período) foi de 32% aproximadamente

Porquê?

Será que isto se deve à liberalização do mercado, da autoria do governo do Sr. Durão Barroso?

Será que isto se deve ao facto de haver uma cartelização do mercado?
.
Será que isto tudo acontece, sem uma intervenção concreta do governo de Portugal, porque o preço dos combustíveis não interfere no desenvolvimento do País? Ou será que não convém incomodar aqueles que estão a ganhar com este negócio?

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Afinal o que é que está em causa:

  • o desenvolvimento de Portugal, ou
  • o desenvolvimento económico de um grupo muito restrito de pessoas?

.

A guerra do Iraque deu um impulso no aumento do preço do petróleo.

Portugal, através do Sr. Durão Barroso, também deu um impulso à guerra do Iraque - quem não se lembra da cimeira dos Açores... em oposição à maioria comunitária.

Há razões muito concretas para Portugal continuar a divergir em relação à Europa. Mas não parece haver problemas... afinal temos o campeonato europeu de futebol para nos entretermos.

por: Portugal ao Sol

15 de maio de 2008

no reino do improviso

Com a organização da câmara municipal, decorrerá no próximo fim de semana o programa: Canto de Improviso. (*)

Esperamos um programa de muito elevada qualidade, atendendo ao elevado nível de improvisação aplicado pela câmara na gestão de Alcácer. É que a experiência conta muito nestas coisas.

Estamos mesmo em crer que, nesta área do improviso, existe um potencial tão vasto que poderemos aspirar a uma posição de relevo a nível internacional.
Quem sabe se os Suecos não resolvem criar o Nobel do Improviso para nos premiar?

por: Portugal ao Sol

(*) - de acordo com a informação disponibilizada em www.rostos.pt

7 de maio de 2008

a ilusão dum oásis

Na década passada fomos presenteados com um oásis por um dos governos da altura.
Sim, um oásis!
Ou seja, aquilo que nos rodeava, a Europa e o Mundo, eram um deserto.
Portugal era o oásis no meio desse deserto.
Estava-se na época do dólar e do petróleo baratos. Havia grandes injecções de dinheiro da Comunidade Europeia.

Se não fossem as forças de bloqueio, suponho que teríamos alcançado o estatuto de mega-oásis. Mas não houve tempo para lá chegar...
coisas de tabus...

Desse oásis herdamos, nesta década, uma longa crise económica, social e ambiental, de como já não há memória.

Recentemente, mais concretamente no dia 25 de Abril de 2008, disseram-nos que "vender ilusões não é seguramente a melhor forma de fortalecer o imprescindível clima de confiança que deve existir entre os cidadãos e a classe política". (*)

Acredite que esta é mesmo verdade!
E foi-nos apresentada pelo criador do nosso oásis...

(*) - frase extraída do discurso do Sr. Presidente Cavaco Silva no 25 de Abril de 2008


por: Portugal ao Sol