Em Portugal, contrariamente ao que a Constituição prevê, há vários tipos de Portugueses.
Uns devem ser mais puros. Outros, se calhar, não são.
Não sabemos quais são os parâmetros de selecção e distinção. Mas que há distinção, há. De facto há uns Portugueses mais desfavorecidos do que outros. Vá se lá saber porquê...
Provavelmente a bem da nação.
Ou será a bem de algumas empresas?
Ou será a bem de algumas pessoas (seus parceiros e aliados) que dirigem algumas empresas?
Ou tudo isto junto?
Bem, o que isto deve ser é mesmo
"um delicado processo avaliativo em que as complexas variáveis intervenientes condicionam as conclusões de tal forma que tornam difícil a explicação do seu raciocínio lógico para o cidadão comum ". Conversa de político, não?
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Falemos claro.
Usemos casos concretos.
Há bens essenciais a que todos os Portugueses recorrem.
Todos nós comemos.
Todos nós cozinhamos os alimentos.
Todos nós tomamos banho com água aquecida.
E, maioritáriamente, recorremos ao gás como fonte de energia térmica doméstica.
Acontece que em Portugal, o imposto sobre o gás - o IVA - é diferente consoante as regiões.
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Deste modo, os grandes aglomerados urbanos, em que fruto de economias de escala se torna rentável a distribuição de gás natural, a taxa de IVA aplicada é de 5%.
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Nas regiões de menor densidade populacional, em que não há distribuição em rede, e que o gás é fornecido em garrafas ou botijas , o IVA taxado é de 21% (consta que vai descer para 20%)...
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A diferença é de 5 para 21 (ou 20, daqui a pouco).
A diferença é QUATRO vezes mais. Ou seja, 400% mais.
A diferença é assombrosa.
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Porque será que as pessoas de Alcácer do Sal, e não só, pagam quatro vezes mais IVA sobre o gás do que as pessoas de Lisboa ou do Porto ou de ...?
Não é tudo gás?
Será que temos culpa, e por isso temos de pagar, por vivermos num pequeno aglomerado urbano?
Mas não é tudo Portugal?
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...Se fosse Espanha era certamente diferente...
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Porque será que o nosso governo apoia este tipo de discriminação?
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Porque será que existe um tratamento diferenciado entre os Portugueses?
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Será isto justiça social?
Não. Justiça social não é seguramente!
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Uma coisa é certa. É possivel fazer diferente. É possível fazer melhor!
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Portugal merece mais!
5 de maio de 2008
um governo, dois pesos, duas medidas
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3 de maio de 2008
olhem para o que eles fazem, não olhem para o que eles dizem
Em Portugal há quem diga "olhem para o que eu faço; não olhem para o que eu digo".
Mas há quem se recuse a fazê-lo.
E quem se preocupe a observar factos, tirando daí conclusões sobre os seus autores.
Desse modo, e sem termos nada a ver com a política interna de qualquer partido político, não deixamos de observar aquilo que nos é dado ver. E assim tiramos as nossas conclusões. Tire você as suas!
Ouvimos ultimamente falar, em Alcácer do Sal, sobre "falsificação de assinaturas", "eleições [que] foram viciadas", de alguém que " usou poderes que o próprio poder não lhe confere, fazendo promessas, intimidando pessoas..."
Tudo isto, e mais algumas coisas, no interior do partido que nos governa.
Inevitávelmente pensamos que, se entre eles se tratam assim, como não poderão tratar todos aqueles que não pertencem à sua família política? As nossas questões não são vagas. Nem sequer são menores ou desprezáveis. Caso contrário, estas notícias não teriam eco na imprensa regional... como se pode verificar (uma vez mais) na imagem acima publicada no semmais jornal deste fim de semana.
Ainda fomos tentados a pensar que este era um fenómeno local, característico dum tal deserto jamais.
Puro engano.
A maior seccção do partido que nos governa a nível nacional e local aparece agora na imprensa escrita - ver Expresso deste fim de semana.
Por motivos não menos preocupantes.
Se eles, entre eles, se tratam assim...
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30 de abril de 2008
combustível
Isto acontece sem que o preço da matéria prima, no mercado internacional, tenha sofrido variações substanciais. Basta fazer as contas na nossa moeda, o Euro.
Quem conduz os destinos do país, que se diz preocupado com o nosso bem estar e com o desenvolvimento de Portugal, assiste a tudo isto pacificamente.

Porque razão, em Portugal, tão poucos ganham fortunas imensas à custa do esforço de tantos Portugueses?
Porque razão se compromete o desenvolvimento económico do país ao permitir que o benefício de muito poucos seja alcançado à custo do prejuízo de quase todos?
Porque razão, aqui ao lado, na nossa vizinha Espanha, a situação é tão diferente?
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23 de abril de 2008
petróleo desce no mercado internacional
Ontem o petróleo atingiu, no mercado internacional, os 120 dólares! Record!
Ontem o Euro cotou-se a 1,6019 dólares.
Fazendo as contas, o petróleo comercializava-se ontem ao preço de 74,91 €uros.
Em 2002, o preço do petróleo rondava os 77 €uros...
Alguém anda a ganhar com este negócio, mas não é o Português comum, de certeza!
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promessas rompidas
Hoje o parlamento ractifica o novo tratado da união europeia.
As promessas pré eleitorais contemplavam um referendo para o efeito.
Mas isso foi antes das eleições...
Dar a voz aos Portugueses para quê, se há pessoas que se sentem capazes de decidir por eles?
Será que os Portugueses não sabem pensar e decidir?
Será que os Portugueses não têm direito a definir o seu destino?
Será legítimo cedermos a nossa soberania a outros povos?
Será que elegemos estes deputados para esse fim em concreto (decidir a nossa perda de soberania) ?
E assim, lá vamos nós, cantando e rindo, com futebol, telenovela e perda de qualidade de vida.
Dá para pensar que isto "é uma espécie de mão invisível a tentar ou mesmo a controlar tudo aquilo que puder, na tentativa de manipular..." conforme afirmava o Sr.Vice Presidente Massano, a semana passada, no jornal Litoral Alentejano.
Portugal está insustentável.
Mas pode mudar.
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19 de abril de 2008
conversas da rua
Ouvem-se muitos comentários sobre a visita do Sr. Silva ao Sr. Alberto João.
Entre outras coisas, falava-se do facto do Sr. Silva não ter ido à Assembleia Regional, órgão máximo do poder naquele arquipélago.
A certa altura há uma pessoa que relembra:" isto não é por acaso, porque ele raramente tem dúvidas e nunca se engana"
Ao que respondeu uma outra pessoa: "será que preferiu ouvir os concertos de violino do Chopin em vez de escutar discursos chatos dos políticos?"
E eis que um terceiro remata: "Deixem-se disso! Pelo menos ele nunca se julgou capaz de governar o mundo. Nem consta que tivesse dúvidas acerca disso..."
por: Portugal ao Sol
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