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12 de novembro de 2009

proteger o ambiente

Há poucas semanas publicamos um artigo sobre o impacto ambiental causado pela cultura do arroz em Alcácer do Sal.
Nesse artigo eram apresentadas duas fotografias em que era visível a queima do restolho.

O artigo causou incómodos.
Gerou reacções... anónimas, como é de esperar.
Reacções que não apresentaram factos na defesa dos seus argumentos.
Nem na contestação dos que aqui foram apresentados.
Mas não deixou de recorrer ao insulto, tornando a questão pessoal, quando ela não o é nem nunca o foi.
Motivo pelos quais os comentários não foram publicados.
Coitados.

Decidimos regressar ao tema.
E apresentar mais factos.

De acordo com as regras aprovadas, as candidataruras aos subsídios comunitários / medidas agro-ambientais relativos ao arrozal – medida 44 - obrigam os agricultores, entre outras coisas, a:

“NÃO QUEIMAR RESTOLHO”...
e
“NÃO EFECTUAR TRATAMENTOS FITOSANITÁRIOS DE AVIÃO”...

As regras definidas pela Comunidade Europeia foram transcritas pelo Ministério da Agricultura.
Estarão eles enganados?
Irão agora insultar o Ministério e a Comunidade Europeia?
Ou já o fizeram?

Só falámos na defesa do Ambiente.
Não pretendemos incomodar ninguém, nem ganhar (ou manter) vantagens à custa de outros.


NOTA:
1. A Califórnia, uma das zonas de grande produção de arroz do mundo industrializado, começou a abandonar a queima do restolho em 1991. E, em 2000, este processo tinha sido praticamente banido do cultivo de arroz...

2. O arroz é importante para a economia do concelho.
O Ambiente também.
Arroz temos mais todos os anos.
Ambiente só temos um. Este!


10 de julho de 2008

apontar a um alvo; acertar no outro...

A Câmara de Alcácer anunciou, há alguns meses, um processo inovador para a irradicação dos mosquitos.

Envolvia uma empresa estrangeira e tecnologia inovadora para alcançar os objectivos propostos.

No decorrer da campanha descobriu-se que essa acção não contemplava Alcácer do Sal cidade. O alvo era a zona da Comporta. Enfim, nada inesperado...

Recentemente, a Câmara de Alcácer levou a cabo uma acção para combater os mosquitos na cidade.
Não temos conhecimento do processo utilizado para o efeito.
Mas sabemos que morreram muitos pombos em consequência dessa acção.

O facto é confirmado num documento oficial (de 3/7/2008), assinado por um vereador, a que tivemos acesso.
Estranho não é?

Se queriam matar mosquitos, porque é que aingiram os pombos?

Se queriam matar pombos, porque é que disseram que queriam matar mosquitos - ou, mais propriamente, "desmosquitizar" a área?

Se queriam matar mosquitos e acabaram por atingir os pombos, provavelmente causaram também outros impactos, aparentemente menos visíveis. Falamos do impacto noutros animais, domésticos ou não (desde os cães e gatos aos pardais e outros seres vivos). E quem nos garante que os químicos usados não afectaram, involuntariamente, pessoas?

Depois de tudo isto fomos, há poucas horas, intensamente atacados por mosquitos, no Largo Luís de Camões.

Não valeu a pena.


Falharam, mais uma vez...

11 de junho de 2008

bora lá mudar

Notícia do Público de 11-06-2008

A maior câmara municipal do país - Lisboa - analisa a criação de uma rede de bicicletas de uso partilhado.
Nos aglomerados populacionais, a bicicleta é uma alternativa credível ao automóvel, há já muito tempo.
Esta solução tem sido adoptada em muitas cidades da Europa. Com especial incidência na última década do século XX.
São inúmeras as vantagens da sua utilização. Desde a protecção ambiental, à saúde dos seus utilizadores, à gestão do espaço público, ao seu custo reduzido, passando pela elevada flexibilidade, etc., etc.
Não sendo a solução de todos os problemas (o que de todo não existe) é uma alternativa que o bom senso não permite desprezar.

Em Alcácer do Sal foi implementado um sistema de uso partilhado de bicicletas em 2005. As bicicletas eram disponibilizadas a custo zero. No entanto, o seu utilizador responsabilizava-se por ela, durante o período de utilização.
O processo funcionava com base nas novas tecnologias da comunicação e informação. Era acessível automaticamente, através do Cartão do Munícipe, em quiosques multimédia construídos para o efeito.
Foram construídos 14 parques para bicicletas. O sistema permitia que uma bicicleta recolhida num parque pudesse ser devolvida em qualquer outro parque existente para o efeito.
O projecto foi financiado e foi alvo de elogios pela CCDR-A. Não sendo perfeito, era inovador, moderno e capaz.


Este sistema foi desmantelado e destruído pelo executivo do Sr. Pedro Paredes.

Foram devolvidos mais de 200.000,00 €uros à Comunidade Europeia.
Houve outros custos acrescidos, e não desprezáveis, que o executivo não divulgou.
Houve perda de credibilidade perante as instituições financiadoras.
E tudo isto em troca de quê?

De nada!



E para quê?
Não sabemos.
Mas Pedro Paredes, presidente do Município, tem obrigação de saber porquê.
E deve explicar aos cidadãos de Alcácer porque destruiu todo o sistema, em troca de nada. Com argumentos sólidos e coerentes, sem tentar tapar o Sol com a peneira.
São estas as regras das sociedades democráticas. É esta a forma de agir de quem se dispõe a servir a comunidade, em vez de se servir dela.
Alcácer merece uma explicação credível. E, como quem não deve não teme, ou a explicação aparece ou ... há falta de coragem para enfrentar os factos.

Precisamos de entender porque continuamos mergulhados neste abominável estado de estagnação. Destroem-se equipamentos. O que é urgente e importante para o concelho não aparece feito. E, o pouco que se faz, resvala rapidamente para um, aparentemente inevitável, fracasso. O facto é tão evidente que já é motivo de chacota nas ruas de Alcácer. Exemplos não faltam.
É o muro da vergonha.
São as obras do museu.
A feira da aventura e a feira do turismo.
O concurso de presépios.
O mês do desporto, que este ano se desvaneceu.
A estrada da Ameira,(menos de 2 Km em obras há mais de meio ano).
A falta de condições para velarmos os nossos mortos.
A confusão da Rotunda 25 de Abril.
O desordenamento do Largo Luís de Camões.
O Pavilhão da Feira.
O Plano de Urbanização de Alcácer com um PDM desactualizado.
A estrada de casebres.
O toldo do camarão, o toldo dos taxis e outras arquitontices.
A margem sul.
A entrada norte da cidade (quando chove mais do que o normal).
A desorganização da circulação e estacionamento automóvel (em toda a cidade).
A nova escola do Morgadinho (a funcionar em Set 2008, conforme prometido).
As obras do edifício da sopa - ponto net - que arrancaram e pararam.
As escavações em frente à Escola Secundária.
O gabinete da juventude.
A intervenção no antigo cinema.
A remodelação do mercado municipal.
O novo canil.
O... ... ...
A... ...
...

Até que, Pedro Paredes e a sua equipa (capaz de governar o mundo...) reconheceram a sua incapacidade, acabando por se socorrer duma empresa de Lisboa, para lhes fazer aquilo que é da sua responsabilidade - elaborar um projecto de desenvolvimento estratégico para a nossa terra.
Como se não houvesse pessoas, em Alcácer do Sal, capazes de levar esta tarefa a bom porto! Como se não houvesse mais onde gastar, só para começar, cerca de 130.000,00€uros.

Todos nos lembramos das promessas eleitorais.
Todos nos lembramos dos discursos de rei na barriga, após a chegada ao poder.
Todos vimos aquilo que se está a passar na nossa terra.
E não gostamos.

Até quando?

22 de abril de 2008

dia da terra, 22 Abril

Hoje é o Dia da Terra.

Houve debates, divulgação de informação, campanhas de sensibilização,..., enfim uma série de iniciativas por esse mundo fora. Afinal a Terra diz respeito a todos nós!
E em Alcácer?
Andámos pela cidade e recolhemos algumas imagens significativas. Ei-las:
1. No largo Pedro Nunes a Câmara deu continuidade à destruição do sistema de bicicletas com utilização gratuita pela população .
Numa época em que tanto nos preocupamos com o aquecimento global do planeta, com a poluição e com a necessidade de reduzirmos o consumo de combustíveis fósseis, a Câmara rejeita um sistema alternativo ao automóvel com reconhecidas vantagens para todos nós.

A bicicleta apresenta-se, em muitas situações e por essa Europa fora, como uma alternativa viável ao automóvel nas cidades (e não só). A sua taxa de utilização tem crescido imenso, principalmente nos países mais evoluídos...

O sistema instalado em Alcácer integrava soluções tecnológicas evoluídas e inovadoras. Estava instalado e pago. A câmara preferiu deita-lo fora! Arrancou-o hoje, dia 22 de Abril, dia da Terra!

E não criou qualquer alternativa, demonstrando uma vez mais a sua forma de (des)governar.
Resta-nos assim uma marginal atafulhada de carros, estacionamento abundante em segunda fila (com os veículos da câmara a darem o exemplo), circulação muito lenta e no sistema pára-arranca, falta de espaço para circulação pedonal, ...
Como não sabem resolver o problema, pagaram 110.000,00 €uros a uma empresa de Lisboa para lhes dizer o que fazer...

O nosso executivo deve julgar que somos muito ricos... (o pior é que os ricos não fazem disparates deste tipo).
Mais uma vez Alcácer anda para tráz...

2. Os parquímetros instalados no Largo Pedro Nunes e no Largo Luís de Camões foram também hoje arrancados.

Estes equipamentos, que funcionavam com moedas ou cartão do munícipe, pretendiam desincentivar o estacionamento de longa duração. Mas não era um sistema cego. Permitia a diferenciação de utilizadores, nomeadamente os residentes locais, os deficientes e os comerciantes. Desta forma melhorava-se a mobilidade. O comércio tradicional também beneficiava com esta medida. E quem estacionasse o seu veículo na margem sul poderia usufruir de um crédito, no seu cartão do munícipe, no valor duma viagem de mini-autocarro.
Medidas que ajudariam a melhorar a qualidade de vida nesta terra...

O executivo camarário actual quiz mostrar como se governa no mundo...pena ter escolhido como exemplo a república das bananas...


3. Quando este executivo tomou posse também arrancou uma série de sinais de trânsito para reserva de estacionamento a veículos da câmara.
Foi bonito.
O resultado não é no entanto brilhante nem dignificante.
Para além dos muitos carros da câmara estacionados em 2ª fila, observamos um exemplo repetitivo a não seguir. Eis esta situação capatada hoje, Dia da Terra.

Infelizmente muitos outros exemplos poderíamos apresentar.
Alcácer está insustentável.
Mas pode mudar!

15 de janeiro de 2008

Ambiente

Ninguém tem dúvidas de que a água do nosso Sado anda mal tratada.
Na maré baixa vêm-se facilmente vários esgotos a serem despejados directamente no rio.
É mau.
Mau para a saúde, para a pesca, para o turismo, para o ambiente, ...mau para todos nós.
Isto verifica-se na cidade de Alcácer, onde reside a grande maioria da população do Concelho.
Na Folha de Alcácer nº 32, de Dezembro de 2007, aparece uma listagem de obras previstas para 2008. Nele se aborda a questão das estações de tratamento de esgotos. Acontece que apenas estão contemplados os aglomerados com menos de 500 habitantes!
E, vá-se lá saber porquê, a cidade de Alcácer continua à espera duma ETAR. (A única que existe tem capacidade para tratar as águas residuais da zona Norte da cidade – Bairro de S.João / Olival Queimado, ZIL e eventualmente as Majapoas. O que é uma percentagem muito pequena dos esgotos gerados em Alcácer do Sal...)
Porque não se tratam os esgotos que sujam a nossa cidade?
Porque somos discriminados?
Que mal fizemos nós?
Uma ETAR não é uma construção complexa.
Mas, mesmo assim, não vislumbramos quaisquer acções para a sua construção.
Você entende?
Nós não!

Bora lá mudar este estado de estagnação.
Alcácer merece mais!