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12 de maio de 2010

processo de extinção


Ontem, na Assembleia Municipal, durante a discussão das contas do Município - que são preocupantes - Pedro Paredes mostrou-se orgulhoso e decidido a manter a mesma forma de actuação como presidente da Câmara.


A situação económico-financeira da autarquia é débil e mantém uma tendência desfavorável.
A situação social não é risonha.
Não existe um plano de acção que nos tire desta letargia.
Não existe uma estratégia para o desenvolvimento sustentado do concelho.
E há uma série de contradições, longa e incompreensível, na gestão autárquica.
.
Não há espaço para ninguém se sentir orgulhoso.
Mas há motivos para arregaçar as mangas, pôr mãos à obra e começar a trabalhar, para inverter esta situação.
Mais vale começar tarde do que nunca.
.
Pedro Paredes não percebe isto.
Nem parece perceber que quem não se adapta às novas condições está condenado à extinção [Darwin].
Insistindo em continuar no "mais do mesmo", Pedro Paredes caminha "de sabre" em riste, rumo à sua própria extinção, como presidente da Câmara.

Este processo traz custos para Alcácer do Sal e para todos nós.

Donde a questão fundamental é saber qual será a duração deste processo de extinção...
para que cada um de nós desenvolva melhor os seus mecanismos de adaptação à adversidade do meio.

4 de maio de 2010

PEC - Portugal Em Crise

Em Portugal:
  1. desemprego - bate lamentáveis records de crescimento
  2. défice - o maior do regime Democrático
  3. pobres - são uma imensidão
  4. crise - consolida-se ou agrava-se
  5. bancarrota - já há personalidades importantes a falar dela em Portugal
  6. classe média - arrasa-se
  7. prestações sociais - reduzem-se
  8. sector financeiro - apoia-se
  9. justiça - degrada-se continuamente
  10. educação - um rol de contradições, desajustes e incoerências
Tudo isto, e muito mais, tem a ver com a estabilidade e o crescimento de Portugal.
Isto é assim quando José Sócrates, 1º ministro, acha que:

«Digam o que disserem, mas ainda está para nascer um primeiro-ministro que tenha feito melhor no défice». Sócrates - 23 Jul 09

Será que vamos ter que esperar umas décadas para que nasça, cresça e se forme - duma forma prestigiante - um Português que nos tire deste pântano?

Ou será que o pântano é a situação desejada?
Satisfazendo assim uma minoria restrita que acumula vantagens à custa do cidadão comum?
E que por esse motivo se sustenta e prolonga esta degradação de Portugal?


_________________________________________
Nota:
Notícia publicada no Diário de Notícias de hoje:
« os lucros diários das quatro instituições [ BES, BPI, BCP e Santander Totta] foram de 4,3 milhões por dia, tendo por base os primeiros 90 dias do ano»

A pergunta inevitável é:
Na elaboração do PEC, compare o esforço de colaboração pedido à banca com o esforço exigido ao cidadão comum...
E ainda há mais medidas penalizadoras, guardas na gaveta mas prontas para serem publicadas. Aguarde e verá!

27 de abril de 2010


Elaborar o enunciado


Fazer o teste

Corrigi-lo e
................
Chumbar com 24%
(4,8 valores em 20)


Não, não estamos a falar de insucesso escolar.
No ensino, quem faz o teste - o aluno - não elabora o enunciado da prova nem a corrige.

Falamos de quem fez, em total liberdade, as três coisas sucessivamente:
1. elaborou a lista de tarefas a que se propunha fazer
2. trabalhou na sua realização durante o ano de 2009
3. avaliou o resultado do seu trabalho em 2010
concluindo que o seu insucesso foi de 76%.

Por outras palavras:
  1. Em 2008, Pedro Paredes e a sua equipa, com maioria absoluta, elaboraram o "Plano Plurianual de Investimentos" da CMAS (que contemplava mais de 11,7 milhões de euros para 2009)
  2. Em 2009, Pedro Paredes e a sua equipa, trabalharam na execução do plano que eles mesmos definiram
  3. Em 2010, Pedro Paredes e a sua equipa compararam aquilo que planearam para 2009 com aquilo que conseguiram concretizar
  4. E concluíram que falharam em 76% daquilo a que se propuseram fazer
Note-se que toda esta informação foi retirada da "prestação de contas do exercício" referente a 2009. Um documento oficial, da responsabilidade da maioria PS no executivo camarário.

Não estamos a apresentar as nossas opiniões.
Estas afirmações baseiam-se em dados oficiais da autarquia, liderada por Pedro Paredes.
Este é um resultado mau demais.
É uma negativa demasiado baixa.

Este documento também comprova muitas das nossas afirmações.
Porque quem executa apenas 24% daquilo a que se propôs fazer, sem uma justificação válida, não é de confiança.
E quem diz uma coisa e faz outra oposta, não é credível.
Senão reparem.
Pedro Paredes, com a sua equipa capaz de governar o mundo, fizeram um mau trabalho.
Mas tiveram condições para fazerem um excelente trabalho.
Vejamos:
  1. Tiveram tempo; tiveram 3 anos para se adaptarem, planearem e organizarem o ano de 2009; não o conseguiram fazer
  2. Tiveram estabilidade governativa, consequência da maioria absoluta na câmara e do governo central ser da mesma cor; tiveram todo o poder de decisão, ao ponto do presidente chegar a considerar que o diálogo com as pessoas era uma perda de tempo
  3. Tiveram dinheiro; como Pedro Paredes publicamente afirmou, a situação financeira herdada do anterior executivo não era má (na realidade era claramente positiva)
Se tiveram tempo, estabilidade e dinheiro, não fizeram porquê?
Por falta de capacidade, falta de competência, desleixo, ...?
Porquê?

É que a falharem 76% daquilo que decidem, como aconteceu com o PPI para 2009, a estagnação ou mesmo o retrocesso são inevitáveis.
Com consequências extremamente negativas para Alcácer do Sal.

Decididamente, não estamos entregues em boas mãos...

25 de abril de 2010

Hoje, dia 25 de Abril pela tarde, passeamos pela baixa de Alcácer do Sal.

Andamos pelo Lg. Luís de Camões, Rotunda 25 de Abril, Av. dos Aviadores...

Não vimos nenhuma alusão, da autoria da CMAS, ao 25 de Abril.
Mas vimos na Rotunda 25 de Abril um cartaz da CMAS a publicitar o desfile do carnaval de 2010.
Que por acaso não se realizou... no carnaval.



Dois meses e tal depois, aquele cartaz ainda ali está?
Desleixo?
Uma coisa é certa.
Quem governa esta terra dá mais destaque ao Carnaval do que ao 25 de Abril.
Não é de estranhar.
Porque, para quem faz da navegação à vista uma forma de governar, o Carnaval dá para disfarçar muito melhor as incapacidades e as incoerências.
E quem mais não sabe... a mais não é obrigado.

As comemorações dos 850 de Alcácer do Sal foram outro fiasco.
Não deu para ninguém entender.

Imagine a "aventura" que é, para quem faz destas coisas...
Ou faz uma afirmação e executa o oposto...
Ou engana-se repetidamente fingindo que nada se passa...
Alcácer é,
?


15 de abril de 2010

estupidez

"Eu acho que os estúpidos é que dominam o mundo".

afirmou João Massano há dois anos
(Litoral Alentejano de Abril 2008)

Neste aspecto estamos totalmente de acordo com João Massano.
Gostaríamos de estar enganados.
Mas os factos reais do nosso quotidiano impedem-nos de aceitar essa hipótese.

Há poucas décadas atrás, Albert Einstein dizia que só conhecia duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana. E acrescentou que não estava totalmente seguro relativamente à veracidade da primeira...

Resta-nos aprender a viver num mundo dominado por estúpidos, sem sermos contaminados pelo mal dominante - a estupidez.
Pode não ser fácil mas é seguramente possível.
Os cegos não se deslocam de forma autónoma ao longo das nossas caóticas cidades?
Querem melhor exemplo da capacidade de adaptação Humana?

Porque quem não se adaptar à realidade do meio, extingue-se [Charles Darwin].
Ou seja, neste caso é absorvido pelo reino da estupidez.
Porque os estúpidos só conseguem governar o mundo enquanto apoiados por uma grande massa anónima de outros estúpidos.

A estupidez é a anulação da Humanidade.
Contribua para um Mundo melhor!

" O que me preocupa não é o grito dos maus.
É o silêncio dos bons. "
Martin Luther King

4 de março de 2010

curtas e tristes ou Pedro Paredes em plena navegação à vista

1.
Plano Salatia - Ao ser questionado sobre o Plano Salatia, Pedro Paredes esqueceu-se que este plano incluía apoios específicos para famílias e empresários. Ou seja, apenas referiu as Instituições Sta. Casa, Aurpicas e Bombeiros (queria dizer, certamente, investimento público).
É triste que o responsável pela governação do concelho desconheça uma das grandes bandeiras da sua equipa e ignore as acções propagandeadas que já deveriam estar em prática. Este programa é válido apenas para 2009 e 2010...
Ignorância?
A propósito, onde funciona e quem é o responsável pelo Gabinete Anti-Crise (referido no plano) a quem um munícipe se deve dirigir?
Mais um compromisso do executivo não cumprido.
Mais do mesmo...

clique na imagem para amplia-la
aí encontra uma descrição sumária do plano salatia
2.
PDM Para não rever o desactualizado PDM em vigor, Pedro Paredes refugiou-se erradamente no PROT (da responsabilidade do governo central).
Dá o dito por não dito.
Agora o PDM deixou de ser urgente.
Porquê?
Porque mudou radicalmente de posição, Presidente Paredes?

Pedro Paredes não deixou de ser confrontado com a incoerência do seu argumento, tendo sido referida a resolução do Concelho de Ministros nº29/2006.
Perante os factos apresentados, e sem dar seguimento ao tema em diálogo, Pedro Paredes refugiou-se na seguinte afirmação: “decidi assim”.
Brilhante!
Não importa se decidiu bem ou não. O que importa é que decicidiu... É triste, não é?
Quando faltam os argumentos, há quem recorra à arrogância, na tentativa de esconder fragilidades próprias...
O PDM vai continuar parado o que, no mínimo, é lamentável.
Pena é que não haja quem possa fazer melhor...

3.
Escola do Morgadinho – Pedro Paredes foi confrontado com uma afirmação da sua autoria, proferida a 21 de Dezembro de 2007 :

"Quanto à ampliação da Escola do Morgadinho, existe uma verba cativa para que no final de 2008 se possa iniciar a obra, pelo que se não for apoiada pelo Governo será a Autarquia a financiá-la."

Pedro Paredes assumiu publicamente que se enganou.
E voltou a enganar-se quando, no orçamento de 2010, não está contemplada a verba necessária à intervenção em causa.
Quem não cumpre a sua palavra (repetidamente) não é digno de confinça.

Note-se que o Plano Operacional de Desenvolvimento, da responsabilidade do executivo camarário, referia a “ampliação e requalificação da Escola do Morgadinho” para o ano de 2008...

Estamos em 2010.


4.
Orçamento – o vereador Gabriel referiu que, para serem satisfeitas as sugestões apresentadas, seriam necessárias receitas muito superiores.
Ou seja, o orçamento teria que ser muito superior ao que a realidade o permitia.
Acontece que todas as sugestões apresentadas no momento eram promessas não cumpridas, da autoria de Pedro Paredes e do seu anterior executivo.
O que foi claramente referido.
Mas não houve qualquer resposta do executivo.
Ficaram calados porque contra factos não há argumentos...
Donde se confirma, uma vez mais, que as suas afirmações não são para levar a sério.
Prometeram, conscientemente, aquilo que não podiam cumprir.
Porque não fazem aquilo que dizem e não dizem aquilo que fazem?
Uma consequência da navegação à vista, certamente.



5.
Pedro Paredes copiou a Itália e Cascais quando mandou pavimentar, ao mesmo nível, os passeios e a zona asfaltada na calçada do Dr.Alegre.
De Itália não conhecemos os exemplos.
De Cascais sabemos que se trata duma zona de circulação previlegiadamente pedonal. O que nada tem a ver com a calçada do Dr. Alegre.
É uma solução que condiciona psicológicamente os condutores, afirmou Pedro Paredes.
E, com base no condicionamento psicológico, Pedro Paredes desprezou outras importantes recomendações da segurança rodoviária.
Há estudos reveladores da eficácia do condicionamento mental dos automobilistas nestas situações?
Esta ideia será aplicável ao caso concreto de Alcácer do Sal: passeios muito estreitos, via de circulação rodoviária acanhada, declive muito significativo, elevada densidade de habitações, etc.
Vamos ver esta solução a ser aplicada no resto do concelho?
Não acreditamos.
Isto foi apenas mais um vaipe.
Consequências da falta de visão, da falta de rumo, da navegação à vista...


6.
Centro Internet / Edifício da Sopa – houve financiamentos comunitários para este projecto que tiveram que ser devolvidos. Temos pouco dinheiro e desperdiçamos as poucas oportunidades de financiamento... Porquê?
Entretanto Pedro Paredes anunciou que o edifício da sopa já não deverá ser utilizado como Centro Internet.
É a navegação à vista.
O que hoje é assim, para o ano deixa de o ser, sem que haja fundamentos credíveis para a mudança de rumo.



7.
Biblioteca – na sequência das afirmações de Pedro Paredes (em como o Edifício da Sopa já não deve abrigar o centro internet), este informou que o centro internet deverá passar a funcionar na biblioteca, bastando para isso a colocação de barreiras acústicas... ( em minha opinião, a simplicidade na abordagem deste tema só pode ter um fundamento: ignorância)
Mais palavras para quê, tal a pobreza deste tipo de decisões.
Bibliotecas?
Carnaval sim, isso é cultura... e motivo de orgulho.

8.
Museu Pedro Nunes - está fechado há cerca de 4 anos e assim vai continuar porque o actual orçamento não contempla uma verba para as obras do museu.
Entretanto, Pedro Paredes já anunciou que, quando as obras estiverem concluidas (num próximo mandato?) aquele espaço não reabrirá como museu.
Porque já temos a cripta e Alcácer não tem dimensão para ter dois museus...
No entanto, quando questionado, Pedro Paredes não soube explicar qual o destino previsto para o rico património arqueológico do nosso concelho.
Património arqueológico?
O que é que isso importa?
Carnaval sim, isso é cultura...

Note-se que Pedro Paredes afirmou, a 4 de Maio de 2006, que “a nossa [política cultural] é pôr os museus a funcionar”.

E que a folha de Alcácer nº 32 referia “O grande objectivo é reabrir ao público em 2009 as portas do Museu Municipal Pedro Nunes”.

Dava para rir, se não fosse tudo isto uma grande tristeza.


9.
Segundo o Deputado Municipal Luís Pereira, Alcácer do Sal não participou na candidatura ao Projecto Economia Digital e Sociedade do Conhecimento - equipamento informático para Jardins de Infância e Escolas de 1º Ciclo.
Neste projecto, sob coordenação da CIMAL, Alcácer do Sal foi a excepção.
Nenhum dos restantes concelhos do litoral alentejano - Grândola, Odemira, Santiago e Sines - perdeu a oportunidade de poder usufruir deste financiamento.
Pedro Paredes, ao ser questionado por Luís Pereira sobre esta questão, assumiu publicamente a sua total ignorância sobre o assunto.
Não cabe na cabeça de ninguém desperdiçar financiamentos quando temos tão poucos recursos financeiros.
Ainda por cima num executivo que elegeu a Educação como uma das suas grandes prioridades... Que mais dizer sobre isto?

Navegação à vista, a todo o vapor.




10.
A crise intlectual avança, par a par, com a crise económica



1 de dezembro de 2009

referendo - compromisso assumido e desprezado


Entra hoje em vigor o tratado de Lisboa.
Sem que os Portugueses tivessem tido a oportunidade de se pronunciarem sobre o facto.
Não obstante lhes ter sido feita essa promessa... através da realização dum referendo.
São coisas da nossa democracia...
Aquela que concilia verdades oficiais com outras oficiosas (naturalmente opostas...), para além de mentiras privadas e conversas íntimas inescrutáveis.
"A bem da nação".
Uma coisa é certa.
Trilhamos um caminho em que as pessoas continuam a ser preteridas. Com benefícios claros para pequenas, mas poderosas, elites político-económicas.
O liberalismo económico continua a impôr-se, perante a passividade da maioria das pessoas e uma significativa dose de corrupção à mistura...

Como diz o povo, temos os governantes que merecemos...
Por isso não nos queixemos.
Para breve teremos, de novo, o défice para reduzir.
Fecham-se mais escolas, mais centros de saúde, aumentam-se mais os impostos, as taxas e as multas, retiram-se mais regalias ou benefícios há já muito instituídos, aumenta-se a idade da reforma para os 80 anos?

Que se lixe!
Já temos um tratado com o nome da nossa capital.
Já temos um tratado de Lisboa.
E a corrupção está a ser combatida eficazmente com recurso a prescrições, erros de processo e outras habilidades.
Podemos dormir descansados?


Acordem!

8 de julho de 2009

as pessoas passam; Alcácer continuará

A poucos meses das eleições autárquicas, observa-se em Alcácer do Sal uma movimentação de pessoas pouco usual.
Fala-se e continua-se a falar de personagens.
Pouco ou nada se ouve sobre Alcácer do Sal.
Que visão para a cidade?
O que está bem e o que está mal?
O que importa corrigir prioritáriamente, como e quando?
Quais são as nossas fraquezas e como as atacar?
Quais são os nossos pontos fortes e como os explorar?
Afinal, para onde queremos caminhar?


Estas questões parecem esquecidas em detrimento de questões pessoais e lutas partidárias.
Quando, o que deveria estar em causa, era Alcácer do Sal.
Na realidade isso não está a acontecer.
O que é, do nosso ponto de vista, lamentável.


Não há, nem haverá lugar para todos.
E serão os Alcacerenses a decidir quem os representará.
Alguns dos principais protagonistas deste último mandato já estão de saída.
E os que vierem também não serão eternos.
As pessoas passam...
Alcácer continuará, seguramente.

E continuará em função das acções que tomamos no presente.
Que, neste momento, não são muito promissoras...

Alcácer do Sal está a ser desprezada e maltratada mas não o merece.
Até quando?

o projecto da feira

O largo da Feira foi uma das promessas que mereceu mais destaque pelo actual executivo.
A comprova-lo estão as palavras de Isabel Vicente por, segundo afirmou, "haver preocupação com o parque de feiras e exposições que foi prioridade deste executivo desde o início do mandato". (*)

Tratando-se duma prioridade desde o início do mandato, que está agora a chegar ao fim, quando olhamos para os resultados vemos que isto foi um fracasso total.
Mais um.
Ao menos o projecto, com todas as suas vertentes, está terminado?
O orçamento está feito?

Na mesma intervenção, Isabel Vicente, ainda "manifestou a sua admiração ... pelo facto de terem passado alguns anos e só agora haver preocupação com o parque de feiras e exposições". (*)





Perdeu uma boa oportunidade de ficar calada.
Porque, logo de seguida, o seu colega Hélder Serafim a desmentiu, quando "esclareceu que houve um projecto financiado no valor de 750.000 euros"(*).
Só não disse que esse projecto, financiado, foi desenvolvido por outro executivo...
Afinal sempre houve quem se tivesse preocupado com o parque de feiras.
750.000 euros sempre davam para alguma coisa.
Assim houvesse arte e saber para o utilizar!



____________________________
(*) - Fonte: CMAS - Reunião Ordinária, Acta n.º 3 de 07/02/2008

NOTA 1
O dinheiro do projecto da feira foi desviado para as ETARs compactas (<500 hab.). Que são importantes. Mas, para esse efeito, deveria ter sido apresentada uma candidatura específica. Em vez de anularem uma candidatura já apresentada...

NOTA 2
No fim deste mandato verifica-se que a grande intervenção no largo da feira se resumiu à destruição das casas de banho do pavilhão.
Depois de as destruirem descobriram que afinal faziam falta.
E decidiram-se pela sua reconstrução.
Infelizmente, este tipo de processos de decisão não foram actos isolados, nesta equipa convencida de que era capaz de governar o mundo...

7 de julho de 2009

EMSUAS

No início de 2007, Pedro Paredes expressou a sua opinião acerca da empresa municipal - EMSUAS.

E afirmou:
"...a EMSUAS, (que) tem cerca de cem trabalhadores... e eu acho que não devia ter nenhum mas enfim... Estamos a tirar trabalho aos privados, estamos a evitar que a sociedade civil cresça. Portanto, a EMSUAS desse ponto de vista político e estratégico não devia existir."
(Fonte: CÂMARA MUNICIPAL DE ALCÁCER DO SAL - REUNIÃO ORDINÁRIA; Acta n.º 03 de 2007-02-01)




Em 2009, Pedro Paredes deu o dito por não dito e recorreu-se da EMSUAS para resolver um problema: a demissão de João Massano.
Desta forma, utilizou a empresa EMSUAS, "que não devia existir, porque estava a tirar trabalho aos privados", nomeando para uma posição de liderança o vereador demitido. (*)
Vereador de quem tinha perdido a confiança.
Aquele que não serviu na CMAS, mas que agora serve na EMSUAS.
Onde e como encontrou Pedro Paredes a confiança perdida, para aprovar tal nomeação?.

Privilegiou-se o interesse público em detrimento de objectivos pessoais e partidários?
Que pensarão os trabalhadores da EMSUAS disto tudo?
E os Alcacerenses?

................................................................

(*) - com esta acção, e seguindo o raciocínio de Pedro Paredes, ele tirou aos privados a possibilidade de contarem com o trabalho de João Massano. O que, segundo a sua opinião, impede que a sociedade civil cresça...

6 de julho de 2009

a política cultural deste executivo


Senhor Presidente, ponha o Museu Pedro Nunes a funcionar!
A que ritmo estão a andar as obras?
Vai cumprir a promessa, não vai?

Se necesitar de apoio técnico para resolver o problema das lajes muito pesadas, diga! Isso resolve-se!
As questões financeiras não deverão representar qualquer dificuldade. O orçamento comprova que há dinheiro como nunca houve.
Tempo disponível também não falta: ainda tem quase seis meses! Não deixe é o trabalho todo que resta para depois das eleições... Queremos acreditar que o plano de trabalhos da obra (cronograma incluído) foi elaborado com profissionalismo, pelo que essa questão não se colocará.

Aliás, como foi afirmado pelo seu executivo, as obras neste mandato seriam todas projectadas, orçamentadas, cabimentadas e executadas. Pelo que, passado este tempo todo (desde a preparação da intervenção) já tudo deverá estar mais do que definido, até ao ínfimo pormenor.
Neste momento, só pode faltar a conclusão da última etapa: a execução.
Repare bem, é só um pouco mais de trabalho para que a sua palavra seja cumprida.
Vale a pena esforçar-se!

A concretização da promessa, deixará muitos Alcacerenses satisfeitos.
Afinal, para que serve um Museu e um Monumento com as portas fechadas durante anos?
Empenhe-se!
Faça!
Alcácer agradecerá!
O Alcácer do Sol também.



recorte da folha de Alcácer; director da publicação: Pedro Paredes

Nota:
O Museu Pedro Nunes foi encerrado em 2007 para dar início às obras.

4 de julho de 2009

a peneira das ideias e das sugestões

Há quem, na falta de contra-argumentos, acuse o Alcácer do Sol de só dizer mal, em vez de apresentar ideias e sugestões construtivas.
Coitados.

Ideias e sugestões para Alcácer do Sal há muitas e de qualidade. Vindas dos mais variados segmentos sociais do Concelho, inclusive do Alcácer do Sol.
O problema não é esse.
Quem não sabe que é imprescindível actualizar o PDM?
Quem não sabe que é urgente construir uma ETAR para Alcácer do Sal?
Quem duvida que o Largo Luís de Camões necessita de uma remodelação profunda?
Quem não sente a necessidade em atrair empresas para o concelho e em criar novos empregos?
Quem desconhece a necessidade de ordenar o trânsito e o estacionamento com vista a melhorar a mobilidade na cidade?
Quem não sabe...
Quem não sente...
Quem...
...

A falta de ideias e sugestões de qualidade não é nenhum problema. Porque elas existem em quantidade e qualidade. E são públicas.
O verdadeiro problema é a sua concretização!
Ou seja, o problema concreto está no executivo camarário.

  • Porque não sabe ouvir ou não quer ouvir. Sentem-se com o rei na barriga e não perdem tempo a dialogar com as pessoas...
  • Porque não têm capacidade em concretizar qualquer acção que ultrapasse o básico e o banal. Não sabem fazer. Não conseguem alcançar resultados.
  • Porque perdem demasiado tempo em guerrinhas internas em vez de trabalharem em prol do desenvolvimento de Alcácer do Sal.


Ou seja, o problema não é o Alcácer do Sol “só dizer mal”. O que é falso. Leiam-no com atenção e encontrarão variadas sugestões.
O problema é a incapacidade extrema desta equipa que se julgava capaz de governar o mundo. E que só ao fim de três anos e meio é que descobriu a necessidade de acertar o passo... É a essa equipa que compete executar e não ao cidadão comum.

Perante tanta incapacidade, é evidente que os contra-argumentos escasseiam.
O que causa nervosismo, insegurança, agressividade.
Mas não gera resultados positivos.
Eis então que se refugiam nas questões pessoais, na calúnia, na inveja, na guerrinha de quintais...
Daí a tentativa em tapar o sol com a peneira.
Com a acusação de que não são apresentadas ideias... a quem se recusa a dialogar com as pessoas, porque isso é uma perda de tempo.

Trabalhem, com dedicação, saber, arte e competência, focados em resultados em prol do desenvolvimento económico e social de Alcácer do Sal e nós aplaudiremos!
Até lá... o que é que querem que vos diga?
Que minta?
Isso não!

3 de julho de 2009

força, ainda faltam 6 meses!

A folha de Alcácer, sob direcção de Pedro Paredes, anunciava na 32ª edição, de Dez 2007, a intervenção no Museu Pedro Nunes.






E apresentava, como objectivo, a reabertura do museu em 2009.
Vá lá! Ainda têm seis meses para cumprirem a vossa palavra.
Todos nós queremos ver o museu a funcionar este ano.

Ninguém tinha dúvidas de que era necessária e importante uma intervenção no local.
Assim como poucos têm dúvidas de que a sua remodelação, no tempo previsto, é perfeitamente concretizável. Basta, para isso, trabalhar com persistência e determinação.
Não nos venham é com a desculpa de que as lajes são muito pesadas.
Os Engenheiros servem para resolver esses problemas. Qual a dificuldade?
Ainda por cima, naquele local, não existe o risco de alguém ficar "electrificado".
O que facilita as intervenções da cultura.

Estamos à espera de, este ano, assistirmos à inauguração deste importante monumento.
Mostrem o que valem!
Alcácer merece-o!


2 de julho de 2009

mais um recuo, mais uma marcha atrás - mas o caminho é em frente!



Na PIMEL 2008 foi lançado o concurso INOV@LCÁCER.
Integrava-se numa iniciativa duma equipa capaz de governar o mundo, com o passo trocado.
Um dos objectivos deste programa era a dinamização económica do nosso concelho.

Na PIMEL 2009 não encontamos referência a esta iniciativa, que era suposto ter continuidade.
Nem tivemos conhecimento de algo que, duma outra forma, mantivesse aceso o objectivo inicial.
Esqueceram-se?
Ou falharam? Outra vez?

O mesmo se passou com outras iniciativas desta equipa.
Lembram-se do concurso de presépios?
Da Feira da Aventura?
Da Feira Medieval?
E da perda de tempo em falar com as pessoas, quando em campanha propunham a participação de todos?

Há falhanços a mais para tão pouco sucesso.
O balanço é claramente negativo.
Assim não vamos lá...

1 de julho de 2009

PP - dar o dito por não dito a troco de quê?

Pedro Paredes revelou à agência Lusa, a 27 de Maio passado, o afastamento de João Massano.
De acordo com a notícia publicada, Pedro Paredes afirmou:

"... um membro da equipa, que é o vereador João Massano, nunca acertou completamente o passo connosco, por uma razão apenas de método de trabalho", justificou o autarca.




E a notícia da agência Lusa acrescenta:

Além da vice-presidência da autarquia, o vereador vai também perder os pelouros que tinha a seu cargo - Administração Financeira e Juventude - e a liderança da Empresa Municipal de Serviços Urbanos, que ficam, "para já", a cargo do presidente da Câmara.
.
E Pedro Paredes ainda disse mais:"Não trabalharemos com o presidente da concelhia" .

Isto foi no final de Maio...
Em Junho, menos de um mês depois, Pedro Paredes arrepia caminho e dá o dito por não dito. Não cumpre a palavra. Acabando por se propor a trabalhar com o presidente da concelhia.

Apoiou, contrariamente ao afirmado, a integração de João Massano numa posição de liderança na EMSUAS, onde ele mesmo, Pedro Paredes assume a posição de Presidente da Empresa Municipal. Ou seja, aqui já podem trabalhar juntos sem trocarem o passo?

Se na CMAS havia uma incompatibilidade grave derivada do "método de trabalho" agora na EMSUAS essa incompatibilidade desaparece?
Como? Por magia?

Será que as suas funções na EMSUAS não são de trabalho? Nesse caso, sim, o problema de "método de trabalho" não se aplica! Mas se as suas funções não são de trabalho, o que é que vão para lá fazer?

Por outro lado, Pedro Paredes tinha sido peremptório e nem sequer admitia a permanência de João Massano numa posição de liderança na EMSUAS.
Mudou de ideias?
Enganou-se, outra vez?
Ou esqueceu-se do sabre na Madeira?

Acentua-se assim, ainda mais, a ideia de que alguém se serve do poder... para fins distintos daqueles para que foram eleitos.

Ideia essa que, com uma explicação lógica e clara, poderia ser anulada.
Só que não há meio dessa explicação aparecer.

Por outro lado, o assobiar para o lado fingindo que nada se passa, só reforça a ideia de que, na realidade, há quem ande, realmente, a servir-se do poder.

30 de junho de 2009

propor e votar a sua própria nomeação

O Público (*) publicou, a semana passada, duas notícias sobre a possível perda de mandato do presidente da Câmara de Vinhais (PS).
O processo começou a ser julgado no dia 26 deste mês.

Ainda segundo o Público, " o autarca é suspeito de ter agido com parcialidade e de ter tomado decisões ou participado em votações nas quais teria interesse directo".


E acrescenta "entre as matérias que estão a ser analisadas pelo tribunal está o facto de Américo Pereira [presidente da câmara de Vinhais] ter proposto e votado em reunião de câmara a sua própria nomeação para presidente do concelho de administração de uma empresa municipal..."


Acontece que ocorreu, este mês, um fenómeno semelhante na Câmara Municipal de Alcácer do Sal.

Pedro Paredes, nas funções de presidente da câmara participou na apresentação do seu nome para presidente da EMSUAS. E depois votou a mesma proposta... em sessão de câmara.



Como se isso não bastasse, João Massano, agora vereador sem pelouro, também votou a sua própria nomeação para assessor delegado da EMSUAS.


Note-se que, em ambos os casos, estão em causa bens única e exclusivamente públicos.
Em que "políticos" tomam decisões em causa própria... com recurso ao dinheiro de todos nós!

Estranho não é?

Vamos aguardar, tranquilamente, pelas consequências destas acções.

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(*) Público, edição de 27/6/2009, pág 6
O Público de 26/6/2009, pág. 30 também referia a mesma questão

ilustres...

Na Pimel 2009 houve, como sempre, uma sessão de homenagem aos Alcacerenses que se destacaram pelas suas actividades - os ilustres Alcacerenses.

Pedro Paredes fez, como tinha direito, a abertura da sessão.
E, nas suas palavras iniciais, começou logo por destacar duas ilustres personagens: Hélder Serafim e Isabel Vicente.
Reflectimos sobre o caso.
Que acções relevantes desenvolveram estas personagens para serem apresentados como ilustres Alcacerenses?

Começamos por enquadrar as suas actividades públicas na equipa que tem gerido o nosso concelho nos últimos anos.
Uma equipa que soma fracassos atrás de fracassos.

Que executou planos - ou melhor, protótipos de planos - com fartura. Mas pouco ou nada implementou. O último foi o plano anti-crise Salatia. Mas há muitos mais.

Que aumentou as receitas de impostos directos - as receitas da derrama (IRC) aumentaram mais de 100%. Enquanto diziam que queriam estimular a economia.
Que aumentou o preço da água em mais de 6%. Enquanto afirmavam que faziam o seu melhor a pensar em nós...

Que prometeu a ampliação da Escola do Morgadinho para integrar a deficitária Escola dos Açougues. Era para estar pronta há dois anos. Mas a obra não sai do papel nem das palavras. Prometeu a remodelação da Escola dos Telheiros mas já fez marcha atrás e deixou cair o projecto.

Que não satisfez, em tempo útil, pedidos de empresas com intenções de se instalarem aqui. O que poderia corresponder à criação de postos de trabalho. Que embora a actual ZIL esteja visivelmente vazia, apostou em criar uma outra ZIL em vez de activar a existente.

Que se limitou a remodelar ou renovar o que já existia, demonstrando total incapacidade inovadora e empreendedora.
Foi assim quando asfaltaram estradas já existentes, substituiram passeios em bom estado, ou pintaram edifícios municipais.
Mesmo assim fizeram mal e nem sequer cumpriram os prazos que eles mesmos definiram. Daquilo que fizeram realmente de novo (não falamos de papéis), pouco ou nada merece destaque.
A grande excepção foram as mexidas na equipa autárquica. Umas para ajuste de contas, outras para satisfação jobs for the boys.

Isto significa estagnação para Alcácer do Sal.

Vejamos agora, duma forma superficial, algumas posições públicas destes "ilustres", na opinião de Pedro Paredes.

No final de 2007, Hélder Serafim apresentou os seus objectivos para o ano de 2008.
Estamos a meio de 2009.
Compare os resultados com as promessas...


folha de Alcácer de Dez 2007 - clique na imagem para amplia-la

Onde estão as obras do cemitério da cidade? E o novo canil? E a abertura, em 2008, do centro cultural Pomba Cupido? E as obras de beneficiação na ZIL?

E os aspectos fundamentais que foram aqui omitidos? Como uma ETAR para Alcácer, a recuperação e dinamização do rio, a intervenção (tão apregoada e apresentada como prioritária) do Largo Luís de Camões e tantas outras ?

E que dizer sobre as posições públicas de Isabel Vicente?

Uma vereadora da cultura que afirmou, falando sobre a piscina, que teve medo de ficar electrificada, quando a expressão correcta seria electrocutada. Para quem dirige a cultura no concelho, é um erro clamoroso.

Uma vereadora que afirmou que as obras do Museu Pedro Nunes estavam atrasadas porque as lajes eram muito pesadas...

E que afirmou, em Assembleia Municipal de Abril de 2008, acerca do projecto para o parque de feiras que "vai ser uma obra faseada, que espera iniciar ainda este ano". O ano já passou. Onde está o início das obras?
Muito antes disso já tinham sido feitas outras promessas, que passavam pela demolição do pavilhão, pela renovação do espaço, etc. Palavras. Muitas palavras. E pouco mais. Para além da demolição das casas de banho (porque o pavilhão ia abaixo) para as reconstruirem de novo, pois faziam falta...

Para não falar nas marchas, que apesar do empenho e das promessas, não passaram da classe de infantis...

Ilustres. Não há dúvidas... para Pedro Paredes. Que julgava que tinha uma equipa capaz de governar o mundo. E só ao fim de três anos e tal é que descobriu que essa equipa andava com o passo trocado!

Nada de novo.
Mais do mesmo!

29 de junho de 2009

crise? não, que ideia...

Consta que esta foi a PIMEL mais cara de sempre.

A confirmar-se o facto, verifica-se a coerência com as palavras de Pedro Paredes. Que recentemente afirmou que, Alcácer está a passar ao lado da crise!
O "recente" plano anti-crise Salatia foi apenas um lapso, já esquecido pelo executivo.
Crise? Não. Que ideia!
A Festa, essa continua, como quem distribui papas e bolos...

Certo, certo é que há dinheiro.
Aumentaram as receitas dos impostos.
Aumentaram o preço da água.
Aumentou o orçamento...
O que dá para suportar um grandioso (para as nossas capacidades) programa de Festas e Feiras! Falta o resto.
Mas isso parece não incomodar Pedro Paredes. Ele quer mais!
Mais festa. Mais poder. Mais do mesmo.
Até parece que Alcácer pode esperar...
Poderá?

Assim não vamos lá...

o destaque da semana passada

Dia 24, José Sócrates afirma:

"O governo não dá orientações sobre negócios da PT".
(fonte: Público de 27/6/2009, pág.2)

Estava em causa a venda de 30% da TVI à PT.

Nesse mesmo dia Sócrates também afirmou:
"Nada sei disso, [porque] são negócios privados e o Estado não se mete nesses negócios. Não estou sequer informado disso, nem o Estado tem conhecimento disso",
(fonte: Agência Lusa, 24/6/2009)

Dois dias depois, ou seja, a 26/6/2009, Sócrates contradiz-se interferindo, em representação do Estado, nos negócios da PT.
Nessa data afirmou:
"De qualquer forma, o Estado tem uma posição na PT. Comuniquei ao ministro das Obras Públicas, Mário Lino, que os representantes do Estado não votarão a favor desse negócio".
por Agência Lusa, 26/6/2009

E o negócio, pelo que nos é dado a entender, foi anulado.


Que grande cambalhota!


Pedro Paredes já se pode sentir mais acompanhado...

23 de junho de 2009

palavras ocas

Segundo Pedro Paredes, este ano celebra-se na PIMEL "o estuário do Sado como fonte de vida natural e factor de desenvolvimento humano". (trecho extraído do folheto desdobrável da PIMEL2009).



É preciso ter lata.

O que é que Pedro Paredes fez para recuperar o Sado do calamitoso estado em que se encontra?
Fizeram uma ETAR para Alcácer do Sal? Não.
Projectaram-na ao menos? Não.

Reabilitaram as actividades no Sado? Não. Mas como o poderiam fazer com sucesso se o Sado é um receptáculo de esgotos?

Protegeram o Sado, de alguma forma, do efeito nefasto dos pesticidas utilizados na agricultura extensiva?

Protegeram o Sado, duma forma efectiva, dos efeitos das explorações pecuárias no meio ambiente em geral e no rio em particular? Referimo-nos a resultados concretos e não a acções inconsequentes.

E depois desenvolvem uma iniciativa que pretende ser "um hino à defesa da natureza e da água"? (trecho extraído do folheto desdobrável da PIMEL2009).


Bem, em termos de água ninguém se esquece dos injustificados aumentos impostos pela CMAS, superiores a 6%, num ano em que a inflação será inferior, ao que tudo indica, a 1,5%. Será isto que se comemora?

Senhor Pedro Paredes, não nos dê mais motivos de descrença.
Tenha algum rigor entre aquilo que diz e aquilo que faz.
A Pimel faz parte dum programa de Festas e Feiras com que se tenta distrair a população, desviando as suas atenções dos verdadeiros problemas do concelho.
Mas não exagere!
Perde credibilidade.
Não vale a pena...