
Ontem, na Assembleia Municipal, durante a discussão das contas do Município - que são preocupantes - Pedro Paredes mostrou-se orgulhoso e decidido a manter a mesma forma de actuação como presidente da Câmara.
12 de maio de 2010
processo de extinção
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4 de maio de 2010
PEC - Portugal Em Crise
- desemprego - bate lamentáveis records de crescimento
- défice - o maior do regime Democrático
- pobres - são uma imensidão
- crise - consolida-se ou agrava-se
- bancarrota - já há personalidades importantes a falar dela em Portugal
- classe média - arrasa-se
- prestações sociais - reduzem-se
- sector financeiro - apoia-se
- justiça - degrada-se continuamente
- educação - um rol de contradições, desajustes e incoerências
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27 de abril de 2010
- Em 2008, Pedro Paredes e a sua equipa, com maioria absoluta, elaboraram o "Plano Plurianual de Investimentos" da CMAS (que contemplava mais de 11,7 milhões de euros para 2009)
- Em 2009, Pedro Paredes e a sua equipa, trabalharam na execução do plano que eles mesmos definiram
- Em 2010, Pedro Paredes e a sua equipa compararam aquilo que planearam para 2009 com aquilo que conseguiram concretizar
- E concluíram que falharam em 76% daquilo a que se propuseram fazer
- Tiveram tempo; tiveram 3 anos para se adaptarem, planearem e organizarem o ano de 2009; não o conseguiram fazer
- Tiveram estabilidade governativa, consequência da maioria absoluta na câmara e do governo central ser da mesma cor; tiveram todo o poder de decisão, ao ponto do presidente chegar a considerar que o diálogo com as pessoas era uma perda de tempo
- Tiveram dinheiro; como Pedro Paredes publicamente afirmou, a situação financeira herdada do anterior executivo não era má (na realidade era claramente positiva)
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25 de abril de 2010
Hoje, dia 25 de Abril pela tarde, passeamos pela baixa de Alcácer do Sal.
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15 de abril de 2010
estupidez
"Eu acho que os estúpidos é que dominam o mundo".

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4 de março de 2010
curtas e tristes ou Pedro Paredes em plena navegação à vista



Note-se que Pedro Paredes afirmou, a 4 de Maio de 2006, que “a nossa [política cultural] é pôr os museus a funcionar”.
E que a folha de Alcácer nº 32 referia “O grande objectivo é reabrir ao público em 2009 as portas do Museu Municipal Pedro Nunes”.
Dava para rir, se não fosse tudo isto uma grande tristeza.


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1 de dezembro de 2009
referendo - compromisso assumido e desprezado
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8 de julho de 2009
as pessoas passam; Alcácer continuará
A poucos meses das eleições autárquicas, observa-se em Alcácer do Sal uma movimentação de pessoas pouco usual.
Fala-se e continua-se a falar de personagens.
Pouco ou nada se ouve sobre Alcácer do Sal.
Que visão para a cidade?
O que está bem e o que está mal?
O que importa corrigir prioritáriamente, como e quando?
Quais são as nossas fraquezas e como as atacar?
Quais são os nossos pontos fortes e como os explorar?
Afinal, para onde queremos caminhar?
Estas questões parecem esquecidas em detrimento de questões pessoais e lutas partidárias.
Quando, o que deveria estar em causa, era Alcácer do Sal.
Na realidade isso não está a acontecer.
O que é, do nosso ponto de vista, lamentável.
Não há, nem haverá lugar para todos.
E serão os Alcacerenses a decidir quem os representará.
Alguns dos principais protagonistas deste último mandato já estão de saída.
E os que vierem também não serão eternos.
As pessoas passam...
Alcácer continuará, seguramente.
E continuará em função das acções que tomamos no presente.
Que, neste momento, não são muito promissoras...
Alcácer do Sal está a ser desprezada e maltratada mas não o merece.
Até quando?
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o projecto da feira
O largo da Feira foi uma das promessas que mereceu mais destaque pelo actual executivo.
A comprova-lo estão as palavras de Isabel Vicente por, segundo afirmou, "haver preocupação com o parque de feiras e exposições que foi prioridade deste executivo desde o início do mandato". (*)
Tratando-se duma prioridade desde o início do mandato, que está agora a chegar ao fim, quando olhamos para os resultados vemos que isto foi um fracasso total.
Mais um.
Ao menos o projecto, com todas as suas vertentes, está terminado?
O orçamento está feito?
Na mesma intervenção, Isabel Vicente, ainda "manifestou a sua admiração ... pelo facto de terem passado alguns anos e só agora haver preocupação com o parque de feiras e exposições". (*)
Perdeu uma boa oportunidade de ficar calada.
Porque, logo de seguida, o seu colega Hélder Serafim a desmentiu, quando "esclareceu que houve um projecto financiado no valor de 750.000 euros"(*).
Só não disse que esse projecto, financiado, foi desenvolvido por outro executivo...
Afinal sempre houve quem se tivesse preocupado com o parque de feiras.
750.000 euros sempre davam para alguma coisa.
Assim houvesse arte e saber para o utilizar!
____________________________
(*) - Fonte: CMAS - Reunião Ordinária, Acta n.º 3 de 07/02/2008
NOTA 1
O dinheiro do projecto da feira foi desviado para as ETARs compactas (<500 hab.). Que são importantes. Mas, para esse efeito, deveria ter sido apresentada uma candidatura específica. Em vez de anularem uma candidatura já apresentada...
NOTA 2
No fim deste mandato verifica-se que a grande intervenção no largo da feira se resumiu à destruição das casas de banho do pavilhão.
Depois de as destruirem descobriram que afinal faziam falta.
E decidiram-se pela sua reconstrução.
Infelizmente, este tipo de processos de decisão não foram actos isolados, nesta equipa convencida de que era capaz de governar o mundo...
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7 de julho de 2009
EMSUAS
No início de 2007, Pedro Paredes expressou a sua opinião acerca da empresa municipal - EMSUAS.
E afirmou:
"...a EMSUAS, (que) tem cerca de cem trabalhadores... e eu acho que não devia ter nenhum mas enfim... Estamos a tirar trabalho aos privados, estamos a evitar que a sociedade civil cresça. Portanto, a EMSUAS desse ponto de vista político e estratégico não devia existir."
(Fonte: CÂMARA MUNICIPAL DE ALCÁCER DO SAL - REUNIÃO ORDINÁRIA; Acta n.º 03 de 2007-02-01)
Em 2009, Pedro Paredes deu o dito por não dito e recorreu-se da EMSUAS para resolver um problema: a demissão de João Massano.
Desta forma, utilizou a empresa EMSUAS, "que não devia existir, porque estava a tirar trabalho aos privados", nomeando para uma posição de liderança o vereador demitido. (*)
Vereador de quem tinha perdido a confiança.
Aquele que não serviu na CMAS, mas que agora serve na EMSUAS.
Onde e como encontrou Pedro Paredes a confiança perdida, para aprovar tal nomeação?.
Privilegiou-se o interesse público em detrimento de objectivos pessoais e partidários?
Que pensarão os trabalhadores da EMSUAS disto tudo?
E os Alcacerenses?
................................................................
(*) - com esta acção, e seguindo o raciocínio de Pedro Paredes, ele tirou aos privados a possibilidade de contarem com o trabalho de João Massano. O que, segundo a sua opinião, impede que a sociedade civil cresça...
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6 de julho de 2009
a política cultural deste executivo

Senhor Presidente, ponha o Museu Pedro Nunes a funcionar!
A que ritmo estão a andar as obras?
Vai cumprir a promessa, não vai?
Se necesitar de apoio técnico para resolver o problema das lajes muito pesadas, diga! Isso resolve-se!
As questões financeiras não deverão representar qualquer dificuldade. O orçamento comprova que há dinheiro como nunca houve.
Tempo disponível também não falta: ainda tem quase seis meses! Não deixe é o trabalho todo que resta para depois das eleições... Queremos acreditar que o plano de trabalhos da obra (cronograma incluído) foi elaborado com profissionalismo, pelo que essa questão não se colocará.
Aliás, como foi afirmado pelo seu executivo, as obras neste mandato seriam todas projectadas, orçamentadas, cabimentadas e executadas. Pelo que, passado este tempo todo (desde a preparação da intervenção) já tudo deverá estar mais do que definido, até ao ínfimo pormenor.
Neste momento, só pode faltar a conclusão da última etapa: a execução.
Repare bem, é só um pouco mais de trabalho para que a sua palavra seja cumprida.
Vale a pena esforçar-se!
A concretização da promessa, deixará muitos Alcacerenses satisfeitos.
Afinal, para que serve um Museu e um Monumento com as portas fechadas durante anos?
Empenhe-se!
Faça!
Alcácer agradecerá!
O Alcácer do Sol também.
Nota:
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4 de julho de 2009
a peneira das ideias e das sugestões
Há quem, na falta de contra-argumentos, acuse o Alcácer do Sol de só dizer mal, em vez de apresentar ideias e sugestões construtivas. 
Coitados.
Ideias e sugestões para Alcácer do Sal há muitas e de qualidade. Vindas dos mais variados segmentos sociais do Concelho, inclusive do Alcácer do Sol.
O problema não é esse.
Quem não sabe que é imprescindível actualizar o PDM?
Quem não sabe que é urgente construir uma ETAR para Alcácer do Sal?
Quem duvida que o Largo Luís de Camões necessita de uma remodelação profunda?
Quem não sente a necessidade em atrair empresas para o concelho e em criar novos empregos?
Quem desconhece a necessidade de ordenar o trânsito e o estacionamento com vista a melhorar a mobilidade na cidade?
Quem não sabe...
Quem não sente...
Quem...
...
A falta de ideias e sugestões de qualidade não é nenhum problema. Porque elas existem em quantidade e qualidade. E são públicas.
O verdadeiro problema é a sua concretização!
Ou seja, o problema concreto está no executivo camarário.
- Porque não sabe ouvir ou não quer ouvir. Sentem-se com o rei na barriga e não perdem tempo a dialogar com as pessoas...
- Porque não têm capacidade em concretizar qualquer acção que ultrapasse o básico e o banal. Não sabem fazer. Não conseguem alcançar resultados.
- Porque perdem demasiado tempo em guerrinhas internas em vez de trabalharem em prol do desenvolvimento de Alcácer do Sal.
Ou seja, o problema não é o Alcácer do Sol “só dizer mal”. O que é falso. Leiam-no com atenção e encontrarão variadas sugestões.
O problema é a incapacidade extrema desta equipa que se julgava capaz de governar o mundo. E que só ao fim de três anos e meio é que descobriu a necessidade de acertar o passo... É a essa equipa que compete executar e não ao cidadão comum.
Perante tanta incapacidade, é evidente que os contra-argumentos escasseiam.
O que causa nervosismo, insegurança, agressividade.
Mas não gera resultados positivos.
Eis então que se refugiam nas questões pessoais, na calúnia, na inveja, na guerrinha de quintais...
Daí a tentativa em tapar o sol com a peneira.
Com a acusação de que não são apresentadas ideias... a quem se recusa a dialogar com as pessoas, porque isso é uma perda de tempo.
Trabalhem, com dedicação, saber, arte e competência, focados em resultados em prol do desenvolvimento económico e social de Alcácer do Sal e nós aplaudiremos!
Até lá... o que é que querem que vos diga?
Que minta?
Isso não!
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3 de julho de 2009
força, ainda faltam 6 meses!
A folha de Alcácer, sob direcção de Pedro Paredes, anunciava na 32ª edição, de Dez 2007, a intervenção no Museu Pedro Nunes.
E apresentava, como objectivo, a reabertura do museu em 2009.
Vá lá! Ainda têm seis meses para cumprirem a vossa palavra.
Todos nós queremos ver o museu a funcionar este ano.
Ninguém tinha dúvidas de que era necessária e importante uma intervenção no local.
Assim como poucos têm dúvidas de que a sua remodelação, no tempo previsto, é perfeitamente concretizável. Basta, para isso, trabalhar com persistência e determinação.
Não nos venham é com a desculpa de que as lajes são muito pesadas.
Os Engenheiros servem para resolver esses problemas. Qual a dificuldade?
Ainda por cima, naquele local, não existe o risco de alguém ficar "electrificado".
O que facilita as intervenções da cultura.
Estamos à espera de, este ano, assistirmos à inauguração deste importante monumento.
Mostrem o que valem!
Alcácer merece-o!
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2 de julho de 2009
mais um recuo, mais uma marcha atrás - mas o caminho é em frente!

Na PIMEL 2008 foi lançado o concurso INOV@LCÁCER.
Integrava-se numa iniciativa duma equipa capaz de governar o mundo, com o passo trocado.
Um dos objectivos deste programa era a dinamização económica do nosso concelho.
Na PIMEL 2009 não encontamos referência a esta iniciativa, que era suposto ter continuidade.
Nem tivemos conhecimento de algo que, duma outra forma, mantivesse aceso o objectivo inicial.
Esqueceram-se?
Ou falharam? Outra vez?
O mesmo se passou com outras iniciativas desta equipa.
Lembram-se do concurso de presépios?
Da Feira da Aventura?
Da Feira Medieval?
E da perda de tempo em falar com as pessoas, quando em campanha propunham a participação de todos?
Há falhanços a mais para tão pouco sucesso.
O balanço é claramente negativo.
Assim não vamos lá...
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1 de julho de 2009
PP - dar o dito por não dito a troco de quê?
Pedro Paredes revelou à agência Lusa, a 27 de Maio passado, o afastamento de João Massano.
De acordo com a notícia publicada, Pedro Paredes afirmou:
"... um membro da equipa, que é o vereador João Massano, nunca acertou completamente o passo connosco, por uma razão apenas de método de trabalho", justificou o autarca.
E a notícia da agência Lusa acrescenta:
Além da vice-presidência da autarquia, o vereador vai também perder os pelouros que tinha a seu cargo - Administração Financeira e Juventude - e a liderança da Empresa Municipal de Serviços Urbanos, que ficam, "para já", a cargo do presidente da Câmara.
.
E Pedro Paredes ainda disse mais:"Não trabalharemos com o presidente da concelhia" .
Isto foi no final de Maio...
Em Junho, menos de um mês depois, Pedro Paredes arrepia caminho e dá o dito por não dito. Não cumpre a palavra. Acabando por se propor a trabalhar com o presidente da concelhia.
Apoiou, contrariamente ao afirmado, a integração de João Massano numa posição de liderança na EMSUAS, onde ele mesmo, Pedro Paredes assume a posição de Presidente da Empresa Municipal. Ou seja, aqui já podem trabalhar juntos sem trocarem o passo?
Se na CMAS havia uma incompatibilidade grave derivada do "método de trabalho" agora na EMSUAS essa incompatibilidade desaparece?
Como? Por magia?
Será que as suas funções na EMSUAS não são de trabalho? Nesse caso, sim, o problema de "método de trabalho" não se aplica! Mas se as suas funções não são de trabalho, o que é que vão para lá fazer?
Por outro lado, Pedro Paredes tinha sido peremptório e nem sequer admitia a permanência de João Massano numa posição de liderança na EMSUAS.
Mudou de ideias?
Enganou-se, outra vez?
Ou esqueceu-se do sabre na Madeira?
Acentua-se assim, ainda mais, a ideia de que alguém se serve do poder... para fins distintos daqueles para que foram eleitos.
Ideia essa que, com uma explicação lógica e clara, poderia ser anulada.
Só que não há meio dessa explicação aparecer.
Por outro lado, o assobiar para o lado fingindo que nada se passa, só reforça a ideia de que, na realidade, há quem ande, realmente, a servir-se do poder.
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30 de junho de 2009
propor e votar a sua própria nomeação
O Público (*) publicou, a semana passada, duas notícias sobre a possível perda de mandato do presidente da Câmara de Vinhais (PS).
O processo começou a ser julgado no dia 26 deste mês.
Ainda segundo o Público, " o autarca é suspeito de ter agido com parcialidade e de ter tomado decisões ou participado em votações nas quais teria interesse directo".
E acrescenta "entre as matérias que estão a ser analisadas pelo tribunal está o facto de Américo Pereira [presidente da câmara de Vinhais] ter proposto e votado em reunião de câmara a sua própria nomeação para presidente do concelho de administração de uma empresa municipal..."
Acontece que ocorreu, este mês, um fenómeno semelhante na Câmara Municipal de Alcácer do Sal.
Pedro Paredes, nas funções de presidente da câmara participou na apresentação do seu nome para presidente da EMSUAS. E depois votou a mesma proposta... em sessão de câmara.
Como se isso não bastasse, João Massano, agora vereador sem pelouro, também votou a sua própria nomeação para assessor delegado da EMSUAS.
Note-se que, em ambos os casos, estão em causa bens única e exclusivamente públicos.
Em que "políticos" tomam decisões em causa própria... com recurso ao dinheiro de todos nós!
Estranho não é?
Vamos aguardar, tranquilamente, pelas consequências destas acções.
____________________________
(*) Público, edição de 27/6/2009, pág 6
O Público de 26/6/2009, pág. 30 também referia a mesma questão
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ilustres...
Na Pimel 2009 houve, como sempre, uma sessão de homenagem aos Alcacerenses que se destacaram pelas suas actividades - os ilustres Alcacerenses.
Pedro Paredes fez, como tinha direito, a abertura da sessão.
E, nas suas palavras iniciais, começou logo por destacar duas ilustres personagens: Hélder Serafim e Isabel Vicente.
Reflectimos sobre o caso.
Que acções relevantes desenvolveram estas personagens para serem apresentados como ilustres Alcacerenses?
Começamos por enquadrar as suas actividades públicas na equipa que tem gerido o nosso concelho nos últimos anos.
Uma equipa que soma fracassos atrás de fracassos.
Que executou planos - ou melhor, protótipos de planos - com fartura. Mas pouco ou nada implementou. O último foi o plano anti-crise Salatia. Mas há muitos mais.
Que aumentou as receitas de impostos directos - as receitas da derrama (IRC) aumentaram mais de 100%. Enquanto diziam que queriam estimular a economia.
Que aumentou o preço da água em mais de 6%. Enquanto afirmavam que faziam o seu melhor a pensar em nós...
Que prometeu a ampliação da Escola do Morgadinho para integrar a deficitária Escola dos Açougues. Era para estar pronta há dois anos. Mas a obra não sai do papel nem das palavras. Prometeu a remodelação da Escola dos Telheiros mas já fez marcha atrás e deixou cair o projecto.
Que não satisfez, em tempo útil, pedidos de empresas com intenções de se instalarem aqui. O que poderia corresponder à criação de postos de trabalho. Que embora a actual ZIL esteja visivelmente vazia, apostou em criar uma outra ZIL em vez de activar a existente.
Que se limitou a remodelar ou renovar o que já existia, demonstrando total incapacidade inovadora e empreendedora.
Foi assim quando asfaltaram estradas já existentes, substituiram passeios em bom estado, ou pintaram edifícios municipais.
Mesmo assim fizeram mal e nem sequer cumpriram os prazos que eles mesmos definiram. Daquilo que fizeram realmente de novo (não falamos de papéis), pouco ou nada merece destaque.
A grande excepção foram as mexidas na equipa autárquica. Umas para ajuste de contas, outras para satisfação jobs for the boys.
Isto significa estagnação para Alcácer do Sal.
Vejamos agora, duma forma superficial, algumas posições públicas destes "ilustres", na opinião de Pedro Paredes.
No final de 2007, Hélder Serafim apresentou os seus objectivos para o ano de 2008.
Estamos a meio de 2009.
Compare os resultados com as promessas...

Onde estão as obras do cemitério da cidade? E o novo canil? E a abertura, em 2008, do centro cultural Pomba Cupido? E as obras de beneficiação na ZIL?
E os aspectos fundamentais que foram aqui omitidos? Como uma ETAR para Alcácer, a recuperação e dinamização do rio, a intervenção (tão apregoada e apresentada como prioritária) do Largo Luís de Camões e tantas outras ?
E que dizer sobre as posições públicas de Isabel Vicente?

Uma vereadora da cultura que afirmou, falando sobre a piscina, que teve medo de ficar electrificada, quando a expressão correcta seria electrocutada. Para quem dirige a cultura no concelho, é um erro clamoroso.
Uma vereadora que afirmou que as obras do Museu Pedro Nunes estavam atrasadas porque as lajes eram muito pesadas...
E que afirmou, em Assembleia Municipal de Abril de 2008, acerca do projecto para o parque de feiras que "vai ser uma obra faseada, que espera iniciar ainda este ano". O ano já passou. Onde está o início das obras?
Muito antes disso já tinham sido feitas outras promessas, que passavam pela demolição do pavilhão, pela renovação do espaço, etc. Palavras. Muitas palavras. E pouco mais. Para além da demolição das casas de banho (porque o pavilhão ia abaixo) para as reconstruirem de novo, pois faziam falta...
Para não falar nas marchas, que apesar do empenho e das promessas, não passaram da classe de infantis...
Ilustres. Não há dúvidas... para Pedro Paredes. Que julgava que tinha uma equipa capaz de governar o mundo. E só ao fim de três anos e tal é que descobriu que essa equipa andava com o passo trocado!
Nada de novo.
Mais do mesmo!
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29 de junho de 2009
crise? não, que ideia...
Consta que esta foi a PIMEL mais cara de sempre.
A confirmar-se o facto, verifica-se a coerência com as palavras de Pedro Paredes. Que recentemente afirmou que, Alcácer está a passar ao lado da crise!
O "recente" plano anti-crise Salatia foi apenas um lapso, já esquecido pelo executivo.
Crise? Não. Que ideia!
A Festa, essa continua, como quem distribui papas e bolos...
Certo, certo é que há dinheiro.
Aumentaram as receitas dos impostos.
Aumentaram o preço da água.
Aumentou o orçamento...
O que dá para suportar um grandioso (para as nossas capacidades) programa de Festas e Feiras! Falta o resto.
Mas isso parece não incomodar Pedro Paredes. Ele quer mais!
Mais festa. Mais poder. Mais do mesmo.
Até parece que Alcácer pode esperar...
Poderá?
Assim não vamos lá...
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o destaque da semana passada

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23 de junho de 2009
palavras ocas
Segundo Pedro Paredes, este ano celebra-se na PIMEL "o estuário do Sado como fonte de vida natural e factor de desenvolvimento humano". (trecho extraído do folheto desdobrável da PIMEL2009).
É preciso ter lata.
O que é que Pedro Paredes fez para recuperar o Sado do calamitoso estado em que se encontra?
Fizeram uma ETAR para Alcácer do Sal? Não.
Projectaram-na ao menos? Não.
Reabilitaram as actividades no Sado? Não. Mas como o poderiam fazer com sucesso se o Sado é um receptáculo de esgotos?
Protegeram o Sado, de alguma forma, do efeito nefasto dos pesticidas utilizados na agricultura extensiva?
Protegeram o Sado, duma forma efectiva, dos efeitos das explorações pecuárias no meio ambiente em geral e no rio em particular? Referimo-nos a resultados concretos e não a acções inconsequentes.
E depois desenvolvem uma iniciativa que pretende ser "um hino à defesa da natureza e da água"? (trecho extraído do folheto desdobrável da PIMEL2009).
Bem, em termos de água ninguém se esquece dos injustificados aumentos impostos pela CMAS, superiores a 6%, num ano em que a inflação será inferior, ao que tudo indica, a 1,5%. Será isto que se comemora?
Senhor Pedro Paredes, não nos dê mais motivos de descrença.
Tenha algum rigor entre aquilo que diz e aquilo que faz.
A Pimel faz parte dum programa de Festas e Feiras com que se tenta distrair a população, desviando as suas atenções dos verdadeiros problemas do concelho.
Mas não exagere!
Perde credibilidade.
Não vale a pena...
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recorte da folha de Alcácer; director da publicação: Pedro Paredes