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22 de junho de 2009

estrada da Foz

Abordamos hoje este tema a pedido dum comentador (anónimo).
Sugeria-nos que divulgassemos a obra feita, recorrendo-se do exemplo da estrada da Foz.
Aceitamos a sugestão por nos parecer válida.
Estavamos à espera que conseguissem acabar a obra para a comentar.
Antecipámo-nos. Vale sempre a pena falar sobre factos concretos. Optamos por privilegiar as imagens porque valem por mil palavras.
Aqui está a nossa opinião sobre este "projecto consistente" de "quem dá o seu melhor a pensar em si".


Fomos visitar o local no dia 18 (quinta-feira) para fundamentarmos a nossa opinião.

Começamos por referir que a obra não está terminada.
Mas, de acordo com a informação oficial, já deveria ter terminado em Janeiro...
Tendo em atenção os estado do pavimento, deveriam ter intervindo uns dois anos antes. Não o fizeram.

Não conseguiram?
Será que dava jeito adiar a intervenção para ter qualquer coisa feita à porta das eleições?

Felizmente, esta simples obra tem decorrido melhor que a "estrada" da EPAC... o que, para uma equipa capaz de governar o mundo, deve ser motivo de orgulho e satisfação.





Segundo a folha de Alcácer, as obras iniciaram-se em Julho e deveriam terminar 180 dias depois.
O que significa que a sua conclusão deveria ter ocorrido em Janeiro de 2009.


Observamos que aquele troço já foi asfaltado!
Parabéns!
Mas o Urbanismo não se resume a alcatrão e a passeios estreitos.

Observamos também outras coisas:


Vê-se nesta fotografia o asfalto novo. E não só.
Verificamos que alguns erros cometidos na estrada da Ameira se repetem agora na estrada da Foz.
Não aprendem com os erros ou não conseguem fazer melhor?
É isto o urbanismo de proximidade?

Enterrar as cablagens dá muito trabalho? É muito complexo?
Será preferível abrir valas para o fazer depois de terem renovado os pavimentos?
E depois, ainda haverá financiamentos comunitários para fazer a mesma obra duas vezes? Haverá?
Ou não sabem fazer melhor?

O que se observa nesta fotografia é uma das característica de sub-desenvolvimento urbano.
Para quem diz apostar no turismo...


Esta é uma situação que representa um risco concreto.

Ao desprezarem as questões de segurança estão a desprezar os Alcacerenses e aqueles que nos visitam. Pelos vistos acham-se com legitimidade para o fazer: foram eleitos com maioria absoluta...

Vejamos com maior detalhe duas destas verdadeiras armadilhas:


Neste buraco cabe uma pessoa.

Imagine que cai ali uma criança e fica inconsciente. Como descobri-la se ela não emitir nenhum som?
Imagine como é fácil prevenir essa situação.
Imagine porque isso não acontece...

Mas se o buraco anterior era grande, há outro ainda maior - tem uma profundidade de 2,40 metros!
Assim mesmo, aberto, à beira da estrada, ao pé de várias habitações e estabelecimentos comerciais.

Sabemos que a obra não está pronta. Mas isso não é, em situação alguma, justificação para que não haja ali alguma protecção (nem que seja provisória).

Nós achamos que aquilo que vale a pena fazer, vale a pena fazer bem feito.

Infelizmente não vemos esse princípio ser aplicado nas acções desenvolvidas pelo executivo liderado por Pedro Paredes.
Procuramos por "projectos consistentes" e não os encontramos.
Mas não duvidamos que estejam a dar o seu melhor...
O que foi explicado por Pedro Paredes em 05.11.2006: "Estamos a fazer o nosso máximo e o nosso máximo é fraco".

Motivo de sobra para mudar!

20 de junho de 2009

atrasados, como sempre

Em Dezembro já se anunciavam as obras na "estrada da EPAC" (300 metros de via).



Em Janeiro anunciavam a conclusão da obra para Fevereiro.
O tempo de execução previsto era de 3 meses.
Completam-se por agora 6 meses desde o seu início.
O dobro do tempo previsto para a conclusão da obra.
Que está longe, muito longe de estar terminada.
Aliás, a obra está parada!
Mal sinalizada e cheia de ratoeiras...
Vamos ver quando ficará concluída!


Uma vez mais, não cumpriram a sua palavra.
Ninguém estranha.
É a marca deste executivo.
O executivo rosa azul.


Motivo suficiente para perderem a nossa confiança.
É que assim não vamos a lado nenhum.
Há que mudar!



Alcácer merece mais!

18 de junho de 2009

quer ganhar um relógio?

Hoje, juntamente com o recibo do ordenado, os funcionários da CMAS receberam uma comunicação interna (assinada por Pedro Paredes) e um folheto publicitário.
Note-se que, na maioria dos casos, as comunicações são enviadas para os vários serviços e não individualmente para cada funcionário. O que revela a atenção especial dada a este facto.



Documento assinado por Pedro Paredes e distribuído aos funcionários
(clique na imagem para ampliar e melhorar a sua visualização)



Percebemos, da comunicação interna, que Pedro Paredes está a promover uma entidade bancária privada, recorrendo-se de uma instituição pública - a CMAS.
Repare no destaque dado ao folheto publicitário...
...e compare este facto com a ausência de informação sobre o protocolo em causa.
Efeitos negativos da ergomania?
Ou métodos samurais?

Sabemos que a CMAS já efectuou muitos protocolos com outras entidades, bancárias e não só.
Mas não nos lembramos da CMAS alguma vez ter recorrido a esse argumento para apoiar uma campanha publicitária duma entidade privada.

Estranhamos o tratamento diferenciado dado, neste caso, à banca. Há outros operadores que gostariam de ter um tratamento equivalente...

Estranhamos o tratamento diferenciado dado ao BPI em detrimento de outras instituições bancárias a operar em Alcácer - a CGD (estatal) e a Caixa Agrícola, o BES e o BCP (privados).

Estranhamos a utilização duma instituição pública, e dos seus recursos, para divulgar comercialmente o BPI.



capa do folheto trifólio anexo ao recibo de ordenado e à comunicação interna da CMAS

Observando o folheto do BPI, não percebemos a mais valia oferecida.
Mas estamos abertos a possíveis esclarecimentos!
No trifólio é apresentada a conta ordenado, o crédito pessoal, o crédito à habitação e o crédito automóvel. Nada que os outros bancos não ofereçam também. E, se tiver capacidade negocial, nada lhe garante que não encontre opções mais vantajosas na concorrência.
.
Mas o marketing não se fica por aqui!
O funcionário da CMAS pode ganhar um relógio! (made in china?) Mas há restrições! Não é para todos.
.
O presidente da CMAS pode ganhar o quê?
.
E a CMAS ganha alguma coisa?
.
A comunicação interna deveria explicar estas questões.
Mas não o faz.
Se calhar porque "falar" com as pessoas é uma perda de tempo...
....................................................................
NOTA:
Se alguém - que não seja funcionário/a da CMAS - for ao BPI, não consegue condições equivalentes (ou até melhores) do que aquelas que são apresentadas neste folheto? Será que não consegue? Querem apostar?

17 de junho de 2009

PP explica porque não pode ser candidato

"Em princípio e, à partida, esse candidato natural, em quase todas as câmaras do País (também, mais uma vez, não estamos a fazer história), todas as estruturas partidárias dão instruções às suas concelhias, para que mantenham o cabeça actual se ele está a fazer um bom trabalho. Normalmente é assim."

afirmações de Pedro Paredes ao Litoral Alentejano 5-6-09

Segundo Pedro Paredes, um Presidente da Câmara em exercício deve manter-se como cabeça de lista às eleições que se aproximam, desde que esteja a fazer um bom trabalho.

Segundo este critério, Pedro Paredes está seguramente excluído das próximas eleições.
Por um simples facto que faz todo o sentido.
Se ele em 4 anos não foi capaz de fazer um bom trabalho - os resultados comprovam-no facilmente - então não pode ser cabeça de lista pelo PS.

Todos de acordo.
O PS merece um candidato credível!
Para bem da Democracia.

16 de junho de 2009

a violência como método de resolução de problemas

(*) - da entrevista de Pedro Paredes, em 5/6/09, ao Litoral Alentejano





a técnica do pavão aplicada na navegação à vista

"Sou até um bocado ergo-maníaco"
afirmou Pedro Paredes em entrevista ao Litoral Alentejano (5/6/09).

Se Pedro Paredes se quer promover, escolheu uma imagem pobre e infeliz.
O mais importante não é ele trabalhar em grande quantidade.

O mais importante era ele ser capaz de trabalhar inteligentemente.
Saber usar o poder de influência sobre toda a equipa, de modo a alcançar resultados pretendidos.
Mas, para isso acontecer, era necessário cumprir alguns pressupostos. O que não aconteceu.
Era necessário ter uma visão clara para Alcácer do Sal.
Delinear de uma estratégia compatível.
Definir objectivos detalhados.
Alocar os recursos correctos.
Acompanhar a execução do plano, reagindo eficientemente aos seus desvios.
Infelizmente, Pedro Paredes já mostrou que não sabe fazer isto.
Pelo que entendemos das palavras de Pedro Paredes, ele só quer ir para o poder. Porque é um "candidato natural" que anda "em campanha há 4 anos". Alcácer pode esperar... as eleições não!

Pedro Paredes distraiu-se (mais uma vez). E mostrou que a sua visão se limita à sua luta do poder pelo poder.
É triste que assim seja.

O muito muito trabalho a que Pedro Paredes se propõe - ergomania - aplicado na sua forma de governar - navegação à vista - não dá nada que se aproveite.
A prova está nos resultados de 4 anos deste executivo.
Certo, certo é que não há obra que se veja!

15 de junho de 2009

Finalmente! A obra imaterial deste executivo está explicada

Há um ano, a 15 de Junho de 2008, Pedro Paredes afirmou em entrevista ao Litoral Alentejano:

"a nossa obra - obra no sentido genérico - está a ser imaterial, é também a de gerar consensos. Gerar esperança. Gerar um bocadinho de alegria e, o resto, as pessoas fazem."

Um ano depois, a 5 de Junho de 2009, também em entrevista ao Litoral Alentejano, Pedro Paredes explica porque não há obra que se veja, o que motivou o seu refúgio no imaterial.
.


E a explicação aparece quando Pedro Paredes afirma
(na entrevista de 5/6/09 ao Litoral Alentejano):

"Eu não penso muito em eleições.
...
permita-me a imo­déstia, eu não preciso fazer campanha eleitoral. Ando a fazê-la há 4 anos
...
A partir daí eu sou um candidato natural"

Andando Pedro Paredes em campanha eleitoral há quatro anos, não lhe deve ter sobrado tempo para trabalhar em prol do desenvolvimento de Alcácer do Sal.

Ou seja, não houve disponibilidade para fazer obra concreta e real.
Aquela que conta e que pode alterar o funcionamento da nossa vida colectiva.
E, não havendo nada de relevante para apresentar aos munícipes, Pedro Paredes avança com a obra imaterial! Criatividade não lhe faltou. Mas faltaram-lhe muitos outros atributos indispensáveis para uma gestão profissional da autarquia.
Enfim... cada um faz o que sabe... e para quem não pensa em eleições...

Infelizmente, a história do imaterial não acaba aqui. Porque Pedro Paredes, quando apresentou essa falácia, acrescentou que a obra do seu executivo "é a de gerar consensos..."

Têm-se visto os consensos gerados por Pedro Paredes.
E para quem ainda tivesse dúvidas, as suas palavras mais recentes elucidam claramente qualquer pessoa:

"eu aqui tenho que funcionar como um samurai – peço des­culpa – que é, desembainhar o sabre e, quem se meter à frente, ficará magoado"
(em entrevista de 5/6/09 ao Litoral Alentejano)

Estranha forma de gerar consensos... cor de rosa.

Estranha forma de praticar a Democracia...

O poder tolda algumas mentes. Está aqui uma evidência.


ergo-maníaco hein!












(*) afirmação de Pedro Paredes extraída da entrevista dada a 5 de Junho de 2009 ao Litoral Alentejano.

14 de junho de 2009

a explicação de Pedro Paredes

Pedro Paredes deu uma entrevista a Aliette Martins no dia 5 deste mês, publicada no Litoral Alentejano. Leia a entrevista na íntegra em: http://www.jornallitoralalentejano.com/

No final da entrevista é feita uma pergunta muito importante a Pedro Paredes:

Litoral AlentejanoCon­vido-o a deixar uma pala­vra para os alcacerenses, esclarecendo-os, sobretudo no sentido de afirmar o que é importante para “desfa­zer” a confusão que, em princípio, se instalou, com a retirada de confiança política ao Vice-Presidente do seu executivo.

A resposta de Pero Paredes foi:

"O que há a dizer é o seguinte: Os 3 membros do actual executivo perma­nente, visto que havia 4, estão coesos; estão a fazer – garantidamente - o traba­lho dedicado ao conceito de servir a população; estão preparados para se apresen­tarem para um novo man­dato, exactamente com essa estrutura que, depois, terá que ser reforçada e, estão ao lado de todas as pessoas que aceitarem estar connosco nesse projecto, sejam elas de que partido for, organização, associações, empresários, etc., e, há um esforço aqui de união.
Se momentaneamente ouve que retirar delegação de competências, é uma ques­tão circunstancial. "

Pedro Paredes falou do seu umbigo e dos seus satélites.

Prometeu mais do mesmo.

Volta a falar no envolvimento de todas as pessoas contradizendo-se. Todos nos lembramos da sua tirada de que dialogar com as pessoas era uma perda de tempo... e que os vereadores eleitos não tinham que ouvir ninguém...

E tenta desvalorizar um facto da maior importância: trabalhou três anos e meio com um vice presidente que não mereceu a sua confiança. Em qualquer dos casos possíveis - se se enganou, se foi enganado ou ambas as coisas - o que se passou é grave. Só é possível considerar este facto como uma questão circunstancial numa perspectiva de navegação à vista. Que é de facto aquilo que ressalta na acção deste executivo.

Pediram para Pedro Paredes falar aos Alcacerenses. Ele apenas falou de si e da sua desfalcada "equipa".

Nem uma palavra sobre Alcácer.

Nem uma visão para a nossa terra.

Nem um esboço dum plano que nos conduza no sentido do crescimento, do desenvolvimento ou da qualidade de vida.

Porque Pedro Paredes, e a sua equipa, representam um deserto de ideias, sem capacidade de concretização, actuando de forma desconexa e descontrolada. O poder parece ser mais importante que tudo o resto. Mas para que servirá o poder pelo poder? Só uma mente menor o poderá ambicionar.

Pedro Paredes não conseguiu esclarecer se o afastamento de João Massano foi vantajoso para Alcácer do Sal e porquê. Continuamos sem saber se a sua decisão teve por base os interesses da autarquia ou se, pelo contrário, foram questões partidárias e/ou pessoais que a fundamenaram.

Mas Pedro Paredes mostrou que quer mais.

Como se aquilo que tem feito nestes quase 4 anos se tivesse notabilizado de alguma forma que justificasse a sua repetição.




a luta contra a pobreza em Portugal

A Fondazione Brodolini desenvolveu um estudo financiado pela Comissão Europeia.
Paola Bertolini liderou os trabalhos.
O Público de 12/6/2009 publicou um artigo sobre este assunto intitulado "risco de pobreza em Portugal duplica nas zonas rurais".

Destacamos aqui 3 trechos desse artigo que pode ler na íntegra em http://ultimahora.publico.pt/noticia.aspx?id=1386292

"A concentração de serviços básicos nas zonas urbanas afecta a qualidade de vida de quem está em risco: as crianças, os idosos, as mulheres."

"O problema coloca-se noutros níveis de ensino. Com a redução de escolas em meio rural, relacionada com a estratégia de as agrupar, o ensino básico e secundário ficou mais distante. Os alunos gastam mais energia e as famílias mais dinheiro. A frequência do secundário acaba por ser inferior. "

"Paola Bertolini usa a expressão "armadilha": "A única janela aberta a crianças e jovens de famílias pobres e pobremente educadas é sair: enfrentar a mobilidade geográfica como forma de mobilidade social". E isto leva ao envelhecimento das populações e a um declínio económico."

Este estudo vem confirmar aquilo que muitos de nós já apregoamos: o problema da pobreza aumenta com a estratégia da concentração.
Exactamente aquilo que os últimos governos têm feito:

  • fechar escolas rurais e transferir os alunos para os grandes centros urbanos

  • fechar urgências e especialidades médicas em hospitais da província e transferir os doentes para os grandes centros urbanos

  • fechar serviços vários na província por questões economicistas

Estas são algumas das grandes obras do Ministério da Educação, do Ministério da Saúde, etc.

Há pouco tempo havia a crise e o défice...
... era preciso poupar dinheiro!
Começou com a tanga, quando o neo-liberalismo acelerou ainda mais.
E assim tem continuado, ininterruptamente.

Hoje vivemos com a crise que tínhamos, acrescida da crise internacional.
O défice, miraculosamente, deixou de ser problema e já pode subir por aí acima.
Não falataram apoios financeiros para a banca.
Não falta dinheiro para obras faraónicas.
Mas os Portugueses continuaram a penar.

E da análise efectuada conclui-se que muitas das medidas recentemente tomadas vêm agravar - duplicar - o risco de pobreza. Num país que já tem cerca de 20% de pobres...

Por outro lado, as classes muito altas correm o risco de aumentar, substancialmente, as suas riquezas. Vejam os lucros da banca, da edp, da pt, ...

Esse país é Portugal.
Que vai um bocado mal... mas há excepções!

12 de junho de 2009

trabalha-se hoje?

Quarta-feira foi feriado.
Quinta-feira também.
E hoje, sexta-feira, faz ponte? Ou mete um dia de férias?

Ou dão-lhe a ponte, como mais uma manobra eleitoralista?
Você é dos que podem faltar porque "sexta-feira" é por si uma justificação aceitável?

Para melhor esclarecimento, deixamos aqui a opinião do presidente dum órgão de soberania de Portugal:

« Não se paga aos deputados o suficiente para que sejam todos apenas profissionais. Quanto às justificações para as faltas, é verdade que a sexta-feira é, em si própria uma justificação, porque é véspera de fim-de-semana. Eu compreendo isso. Talvez esteja errado que as votações sejam à sexta-feira. Não julguemos também que ser deputado é uma escravatura, porque não é, nem pode ser.».
Almeida Santos, destacado membro do PS, presidente da Assembleia da República


Para mais detalhes sobre a escravatura a que um deputado está sujeito, clique em: http://www.inverbis.net/sistemapolitico/deputados-abonos-duplicam-vencimento.html

Perante esta, para além de tantas outras, que confiança podem ter os Portugueses nos seus representantes?
Que dizer a isto depois dos discursos do 10 de Junho?

11 de junho de 2009

tapar o sol com a sondagem

O clube de Política de Alcácer do Sal - http://osadao.blogspot.com/ - informa que o PS encomendou uma sondagem à empresa Eurosondagem. Embora não divulguem os resultados de tão importante estudo, informam que a referida sondagem "deu uma vitória ainda superior à de quatro anos, se Paredes enfrentar Balona".

Fabuloso.
Ainda este mês, mais precisamente nos dias 1 e 2 de Junho, a mesma empresa - Eurosondagem - fez um estudo equivalente para as eleições europeias que decorreram no último domingo.
Os resultados apresentados por essa empresa quase garantiam a vitória do PS.
Previam, para o partido socialista, uma votação entre os 33,7% e os 38,3%.
Os resultados das urnas deram ao PS 26,6%.
Uma diferença muito significativa entre as previsões e os resultados.
Acrescido do facto da vitória prevista se ter transformado numa derrota assombrosa.
Por analogia, se a Eurosondagem dá a vitória a Paredes, no previsto duelo autárquico Paredes/Balona, os votos nas urnas dar-lhe-ão a derrota...
De nada vale este nervoso miudinho.
Vamos esperar tranquilamente por Outubro e verificar o que os Alcacerenses têm a dizer.
É isso que vale.

É isso que tem que ser respeitado.
Usar sondagens como quem usa peneiras para tapar o sol... pode ser uma evolução tecnológica, mas não vale a pena!

10 de junho de 2009

a campanha da peneira

O clube de política de Alcácer do Sal - http://osadao.blogspot.com - afirirma:

"importa trabalhar para mobilizar todos os recursos disponíveis no concelho. E todo o cidadão tem algum contributo a dar. Se Alcácer tem poucos como se pode compreender que uns queiram afastar outros? Não há, afinal, lugar para todos?"

Ficamos na dúvida.
Será que se pretendem justificar mais um "diz que faz mas não faz" de Pedro Paredes?
Ou apenas querem atenuar o discurso anti-Democrático de Pedro Paredes?
Explicamos melhor as nossas dúvidas.

1.
A agência Lusa informou, após entrevista com Pedro Paredes, que:
"Além da vice-presidência da autarquia, o vereador [João Massano] vai também perder os pelouros que tinha a seu cargo - Administração Financeira e Juventude - e a liderança da Empresa Municipal de Serviços Urbanos, que ficam, "para já", a cargo do presidente da Câmara."

A realidade mostra que Pedro Paredes disse mas não fez. Uma vez mais.
Porque João Massano continua na "liderança" da Empresa Municipal de Serviços Urbanos.
Isto acontece porque afinal há lugar para todos? Então e os outros?
Ou porque se quer mobilizar todos os recursos disponíveis?
Ou ainda, porque é preciso satisfazer interesses partidários e pessoais para manter desesperadamente as suas pretenções de se manter no poder?

2.
Apela-se agora ao contributo de todos...
Mas nós não nos esquecemos que, quando ainda estávamos longe das eleições, Pedro Paredes considerava que

consultar as pessoas era uma perda de tempo...

e que,

"os sete elementos que constituem este executivo eleito para gerir e representar todas as forças sociais assim como as pessoas deste concelho por um período de quatro anos, não necessitam de ouvir a opinião de mais ninguém.

Agora, com a aproximação das eleições autárquicas, muda-se o discurso.
São só palavras.
A essência mantém-se lá.
Nós já aprendemos a avaliar as pessoas não pelos seus discursos mas pelos seus comportamentos.
Mas percebemos que, perante tamanhas trapalhadas, o nervosismo cresça.
Nessas situações, é comum tentarem tapar o sol com a peneira.

Tenham calma!

sistema de saúde

Ao contrário do que nos querem convencer, o Estado pode fazer bem sem ter que privatizar.
É preciso vontade política.
E ter capacidade para resistir às fortíssimas pressões dos grandes financeiros.
Porque ganhar dinheiro à custa de pessoas doentes não nos parece correcto.
Mas, para muitas pessoas muito poderosas, isso não tem qualquer significado.
O que faz a ganância...

Andam há anos a quererem convencerem-nos de que só há uma solução para os problemas.
O que é um atentado à inteligência de quem quer que seja.
Mas, a realidade mostra que há muita gente que se deixa convencer.
Caso contrário este actual colapso do liberalismo económico não teria ocorrido.

É possível fazer diferente.
É possível fazer melhor.

Eis aqui um simples exemplo, entre tantos...
Um sistema de saúde dum país que enfrenta um embargo há cerca de 50 anos....
O que não impede que muitos Portugueses já lá tenham ido tratar-se.
Que têm andado a fazer os nosos ministros da saúde?

As imagens falam por si. O autor/realizador é americano. Veja em:
http://video.google.com/videoplay?docid=-8478265773449174245&hl=pt-BR

8 de junho de 2009

uma campanha negra

Anda por aí uma campanha negra...


Depois da "licenciatura", dos lindos "projectos na câmara da Guarda", dos resíduos sólidos da Cova da Beira, do apartamento da mãe, do freeport...
...eis que ontem apareceu mais uma faceta da campanha negra.

Da análise por Distritos das Europeias 2009, o partido rosa apenas ganhou em dois - Lisboa e Portalegre.

A CDU ganhou em três: Setúbal, Évora e Beja.

O PSD ganhou as restantes.




Nem os rosa Açores deram a vitória ao partido de Sócrates.

Nas Europeias 2004, o PS teve 44,5% dos votos.
Agora, em 2009, teve 26,6%.
Uma descida de 18%...

Aí está a campanha negra!
E os responsáveis, agora, estão bem identificados: são os Portugueses.

6 de junho de 2009

antes... e depois das eleições

1.
O discurso de Pedro Paredes, na última campanha eleitoral autárquica:

Com as pessoas, para as pessoas e para todos” podia ser o lema desta candidatura, que pretende “envolver toda a gente nos projectos” e garante ainda que “todos os políticos, seja qual for o cartão político, poderão trabalhar com o PS”.

trecho recolhido do artigo de Joana Ferreira - 10-09-2005 11:07 publicado no Setúbal na Rede
veja em: http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=2024

2.
O discurso de Pedro Paredes, já em funções como Presidente da Câmara:

O Sr. Presidente respondeu que se considera adepto da democracia representativa, e que, os sete elementos que constituem este executivo eleito para gerir e representar todas as forças sociais assim como as pessoas deste concelho por um período de quatro anos, não necessitam de ouvir a opinião de mais ninguém. No final desse período serão naturalmente julgados pelo trabalho que executaram e eventualmente desclassificados ou não."

FONTE: CÂMARA MUNICIPAL DE ALCÁCER DO SAL - REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA - Acta n.º 07 de 2006-03-23

Porque será que Pedro Paredes não cumpriu a sua palavra?
Pode-se confiar numa pessoa que num contexto diz uma coisa e noutro contexto diz o oposto?
Avalie você!

Alcácer merece mais!

5 de junho de 2009

"publicite-se"

Na formalização do afastamento de João Massano da CMAS, Pedro Paredes solicita a publicitação dos despachos por ele assinados.
Apresentamo-los aqui.

(clique nas imagens para ver com mais detalhe).






Já só nos falta entender os verdadeiros motivos desta decisão.
Assim como o momento escolhido para tal...

Os Alcacerenses merecem ser esclarecidos...
... mas parece que para Pedro Paredes, falar com as pessoas é uma perda de tempo.
Para além de sermos mal governados, somos desprezados.
É o que temos.
Mas não o merecemos!
.

do "imaterial" ao "concreto"

"a nossa obra - obra no sentido genérico - está a ser imaterial, é também a de gerar consensos. Gerar esperança. Gerar um bocadinho de alegria e, o resto, as pessoas fazem."
Pedro Paredes in Litoral Alentejano de 15 Jun 2008

Tarde, já no final do mandato de 4 anos, Pedro Paredes descobriu que se tinha enganado, mais uma vez.
A obra imaterial não é suficiente e, isoladamente serve para muito pouco.
Não basta ficar à espera que as pessoas façam.
Também é preciso fazer, concretizar ou executar no plano do concreto, do real.

Foi o que aconteceu quando Pedro Paredes afastou João Massano da sua equipa.
Porque andava de passo trocado.
Esta foi, sem dúvida, uma "obra" material.
Esperemos que cumpra os outros aspectos da sua afirmação:
"gerar consensos", "gerar esperança", "gerar um bocadinho de alegria".

Já vai tarde.
Mas mais vale tarde do que nunca!

4 de junho de 2009

condutor de automóvel

João Massano estreou um Toyota atribuído pela câmara, assim como os restantes vereadores com pelouro.
O veículo tem matrícula de Maio de 2007.
Acabou de fazer dois anos.
Foi devolvido esta semana em consequência do seu processo de destituição.



.................................... desprezo pelos peões...


Na hora da devolução, verificou-se que o conta-kilometros deste veículo marcava mais de 206.000 Km .

Imaginemos um cenário extremo - o carro circulou todos os dias durante estes 2 anos.

Nesse caso este veículo andou, em média, mais de 280 Km por dia!
Trinta dias por mês, doze meses por ano. Fabuloso não é?

Note-se que 280 Km é, aproximadamente, a distância de Lisboa a ... Faro!

Para uma velocidade média de 70 km/h (dentro da cidade o limite é de 50 Km/h e nas estradas nacionais 90 Km/h) isso corresponderia a uma ocupação diária de 4 horas! Férias e fins de semana incluídos. Ou seja, meio dia de trabalho normal ao volante... sem dias de descanso.

Para um consumo médio de 6 litros por 100Km (uma condução económica!), isto corresponde a um consumo total de 12.360 litros de combustível nestes dois anos.
O preço do combustível tem tido inúmeras alterações.
(Pode fazer uma pequena estimativa do valor em Euros de mais de doze mil litros)

Acontece que, as deslocações em serviço são suportadas por ajudas de custo... ou seja, despesas adicionais a juntar às despesas de manutenção e circulação.
Dinheiro há. Todos nós sabemos.

Imaginemos agora uma outra situação.
O caso em que o veículo fosse utilizado apenas nos dias de trabalho. Ou seja, excluindo as férias e os fins de semana.
Nesse caso, a kilometragem apresentada corresponderia a 425 Km por dia!
O equivalente à distância de Setúbal a Viana do Castelo, diariamente!

Isto é obra!
Mas não é desta obra que Alcácer necessita para sair desta abominável crise.
Talvez por isso é que nos mantemos nesta abominável estagnação.
Será isto mesmo assim? Corresponderá tudo isto à verdade? Vejamos a questão noutra perspectiva.
A Toyota, maior construtor automóvel do mundo, com índices de qualidade elevadíssimos, considerada em muitos aspectos como "state of the art" na indústria e na engenharia deve ter colocado um conta-Kilometros defeituoso no carro que esteve ao serviço de João Massano.

Isto merece uma verificação e uma reclamação.

Resta saber se a reclamação deve ser feita pela CMAS à Toyota ou ...
pelos Alcacerenses à equipa capaz de governar o mundo... com o passo trocado!


___________________________
Nota:
Caso o conta-kilometros esteja avariado, a sua reclamação já deveria ter sido feita há muito tempo. Porque os lubrificantes, como outros elementos do veículo, são substituídos em função dos Km percorridos.
Pelos vistos, os mecânicos que deram assistência ao carro não encontraram motivo para reparar essa eventual anomalia.
Nem o seu condutor assíduo. Que, passando tantas horas ao volante, acabaria por descobrir a deficiência.
Ou será qualquer coisa diferente daquilo que estamos a imaginar?
Bem, o responsável directo pela situação pode sempre explicar-se. Como autor anónimo de mais um comentário ou assinando por baixo, como eu faço. O seu silêncio certamente que não o beneficiará. Quem cala...

3 de junho de 2009

imaturidade

com a chancela: rosa azul