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20 de junho de 2009

quando a bota bate com a perdigota

Numa das esplanadas de Alcácer, alguém nos alertou para um facto digno de registo.
Estava ali uma rara oportunidade para todos nós elogiarmos o executivo camarário.

É que Pedro Paredes (com a sua equipa) escolheu, para cabeça de cartaz da PIMEL 2009, aquilo que melhor o representa:

"xutos e pontapés"

que o digam João Massano, Clemente, Ana Massano, vários funcionários da CMAS, alguns empresários, alguns agricultores, alguns comerciantes, muitos Alcacerenses...

Mesmo assim ainda houve quem, naquela mesa da esplanada, fizesse uma correcção:
fica a faltar, na PIMEL, "a dança do sabre e o samurai".

Ao que um terceiro participante na conversa acrescentou:
esse lema já foi escolhido para o processo de selecção do cabeça de lista do PS nas próximas autárquicas.

Nesse momento o tema da conversa esgotou-se e mudou-se de assunto, naquela agradável esplanada, num belo fim da tarde, em Alcácer do Sal...

21 de abril de 2009

Jornalista processado por Sócrates


Eis o texto que incomodou Sócrates a ponto de motivar uma queixa-crime contra o seu autor.
( http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=1173560 )


JOSÉ SÓCRATES, O CRISTO DA POLÍTICA PORTUGUESA


Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.


José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que "quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena". Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro - se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.


Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras." Reparem bem: não podemos "consentir". O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?


À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez.


João Miguel Tavares
Jornalista - jmtavares@dn.ptpublicado a 2009-03-03 às 00:00
João Miguel Tavares foi ouvido no DIAP de Lisboa. Contactado pelo DN, o colunista declarou: "Agradeço a atenção que o senhor primeiro-ministro me dedicou de que não me acho merecedor."

Para mais detalhes consulte:http://www.dn.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=1190073
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30 de outubro de 2008

você confia?



Segundo um estudo recente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, ainda há em Portugal 20% de pessoas que confiam nos tribunais Portugueses.

Ficamos admirados por haver um sector tão vasto da população com esta opinião.
São tantos quantos vivem, também em Portugal, abaixo do limiar de pobreza!
O que é imenso.

Explicaram-nos o fenómeno à mesa do café.

Primeiro, ainda há pessoas que nunca sentiram necessidade de recorrer à Justiça. Por isso ainda não deram pela sua ausência.

Segundo, há cada vez mais pessoas a venderem a alma ao diabo. A troco de benefícios pessoais. E esses dizem que está sempre tudo de acordo com o seu mandante.

Terceiro, há quem se dê muito bem com a Justiça Portuguesa. Falaram-nos do Sr.Isaltino de Oeiras, da Sra. de Felgueiras, dos Sr.s do caso Furacão, dos Sr.s do Apito Dourado, dos Sr.s do processo Casa Pia, dos Sr.s do BCP 2007, da família McCain, dos... (querem mais nomes? olhem para o País!)

Quarto, e último, há ainda pessoas que gostam muito desta situação da Justiça Portuguesa porque ganham muito dinheiro com todos estes embróglios. E eles sentem necessidade de proteger o "seu" mercado! Esta é uma das formas de garantirem o crescimento dos seus negócios.

Estará errada a explicação apresentada?
Caso discorde dela, apresente o seu comentário através de alcacerdosol@gmail.com
Divulgaremos a sua opinião!

10 de junho de 2008

conversa na rua


A abordagem aconteceu no Largo Luís de Camões.
Uma pessoa amiga dirigiu-se a nós, indignada.
Tinha ido ver um filme Português, no auditório Municipal, com a Soraia Chaves: Call Girl. O argumento do filme desenrola-se à volta duma prostituta de luxo, "capaz de tudo".
A indignação não tinha a ver com o filme. Que tinha algumas cenas mais ousadas. Mas nada que pudesse indignar uma pessoa adulta bem formada.

Por algum motivo existe uma classificação que determina a idade mínima de acesso ao espectáculo. Este filme não era excepção. Até aí estava tudo normal.

Excepto a presença de crianças durante as projecções.
Segundo nos foi relatado, uma criança de oito anos, entre outras, visionou o filme! Criança essa que, durante o espectáculo, teceu vários comentários vernáculos. E que, ao ser abordada por um adulto, reagiu negativamente. Os comentários continuaram... E o adulto em causa calou-se, sem deixar de se sentir incomodado com o facto.

Deste acontecimento sobressaem duas questões:

1- quem controla (e como controla) o acesso aos espectáculos no Auditório? Como se aceita que uma criança de 8 anos assista a um filme com cenas mais ousadas sobre sexo? Será que este é o processo normal de desenvolvimento das crianças?

2- quem garante que os espectáculos no Auditorio decorrem de acordo com as normas socialmente aceites da educação e do respeito mútuo? Será que um espectador, ou um pequeno grupo, tem o direito de perturbar, de forma intencional e continuada, o restante público presente na sala?

Não sabemos as respostas para estas perguntas.
Mas sabemos que o Auditório Municipal funciona sob responsabilidade da Câmara Municipal.

Terá sido este, um caso isolado?

Ou terá sido mais uma evidência do desleixo que reina na gestão autárquica?

Responda quem sabe. Com base em factos. Sem querer tapar o sol com a peneira...

29 de maio de 2008

conversas na rua

Comentava-se hoje, em Alcácer do Sal, a sessão de câmara extraordinária.
Foi convocada para aprovar a carta educativa do concelho.
O assunto é tão sério que merece os devidos cuidados e atenções.

Ouvimos dizer que a reunião mal começou...
...porque os deputados da oposição abandonaram a sala, em protesto.

Alguém intrigado questionou: Não é costume isso acontecer. O que é que se passou?"

Houve quem explicasse:
A oposição queixa-se de não ter recebido a documentação com a antecedência necessária para a analisar e assim fundamentar a sua opinião. Por isso propôs adiar a reunião 1 semana. É que, segundo afirmaram, não foram cumpridos os requisitos legais...
A proposta da oposição não foi aceite.
Em protesto, os 3 deputados do PCP abandonaram a reunião, deixando os deputados da maioria PS a falar uns com os outros.

Eis que um terceiro acrescenta:
O mais caricato foi o motivo apresentado para recusar o adiamento da reunião.
Sabem qual foi?
Pelo que ouvi dizer, a Srª Ministra da Educação não deixa avançar a nova escola secundária enquanto Alcácer não tiver uma Carta Educativa. E para isso, os vereadores têm que votar e aprovar. Agora estão cheios de pressa. Estarão com medo que a escola não esteja pronta antes das eleições?

Quando outro interviniente remata:
Não pode ser. Então o executivo não disse, alto e bom som, que já tinha feito a sua parte relativa à nova escola e que só faltava o governo cumprir a sua palavra? Enganaram-se outra vez?
Ou sou eu que estou errado?

Dos presentes, todos responderam à última pergunta.

15 de maio de 2008

houve outra alegria nas ruas

Comentava-se na rua uma reunião importante que decorreu em Alcácer no início da semana.
Foi à noite e até vieram pessoas de Setúbal...
Houve quem não conseguisse ficar até ao fim. E, pela cara dos intervenientes que saíam da reunião, a agenda era certamente indigesta.

Tão indigesta que um dos participantes da conversa na rua lembrou: "nunca as palavras do Presidente Paredes se aplicaram tão bem; nessa noite via-se que havia outra alegria nas ruas, que andavam mais ocupadas à noite..." (1)

A que um outro acrescentou: "é verdade, o Presidente acaba por ter razão ao dizer que as pessoas achavam que em Alcácer não se passava nada, mas que entretanto passou a passar-se..." (2)

Advinhe você que reunião importante terá sido para merecer tantos comentários nas ruas de Alcácer do Sal.

...................................................
NOTAS:

(1) - Pedro Paredes afirmou "vê-se que há uma outra alegria nas ruas, que andam mais ocupadas à noite" ao semmais jornal de 10 NOV 2007

(2) - Pedro Paredes afirmou "As pessoas diziam que em Alcácer não se passava nada. Então passou a passar-se." ao semmais jornal de 10 NOV 2007

3 de maio de 2008

servem ou servem-se?

O Município de Alcácer tem apoiado jovens Alcacerenses que pretendam continuar os seus estudos no ensino superior. Esse apoio é dado através de bolsas de estudo, há já muitos anos.

O actual executivo, aqui há uns tempos atrás, vangloriava-se de ter aumentado o número de bolsas de estudo.

Tentava autopromover-se, como sempre, com o dinheiro dos contribuintes. Ou seja, com o nosso dinheiro. Afinal estavam apenas a exercer as suas obrigações. Faziam-no duma forma remunerada. No final não faziam nada demais. Apenas a sua obrigação. Mas mesmo assim achavam que havia espaço para vangloriações. Coitados...
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Ouvimos dizer na rua que, nessa altura, o actual executivo diminuiu o valor individual das bolsas, numa percentagem muito significativa. Mas não o disse. Pelo contrário, escondeu esse facto. Só falou que tinham aumentado o número de bolseiros... A ser verdade, é estranho que, sobre o mesmo assunto, omitam aspectos relevantes enquanto empolam outros. Também ouvimos dizer que o número de estudantes apoiados através de bolsas de estudo era substancialmente menor do que aquele que a equipa do Sr. Presidente Paredes divulgou. Estranhas discrepâncias entre a realidade e o divulgado, vulgo propaganda...
Quando andávamos na escola, ensinaram-nos que a este tipo de acções se chamava manipulação. E neste caso, será ou não será?
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Nesta conversa na rua, ouvimos mais.
Alguém descrevia um caso caricato com muito detalhe e muito pormenor.
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Falava-se concretamente de uma jovem Alcacerense que continuou os seus estudos superiores fora do concelho. Por preencher os requisitos necessários à atribuição de uma bolsa de estudo, esta foi-lhe naturalmente atribuída pelo anterior executivo.
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Com o novo executivo, a imaginar-se capaz de governar o mundo, essa bolsa de estudo não foi renovada. De acordo com o regulamento, a sua renovação seria automática caso se verificassem duas condições:
  1. o aproveitamento escolar da aluna

  2. o rendimento familiar da aluna não ultrapassar os limites regulamentados

Acontece que ambas as condições se verificaram na transição de ano da aluna em causa.

No entanto, a equipa liderada pelo Sr. Paredes julgou, inicialmente, que não havia lugar para renovação da bolsa de estudo.

Pelos vistos não interessavam as normas regulamentares.
Pelos vistos as decisões nem sempre se tomam de acordo com os regulamentos.
Pelos vistos há outros interesses que se subrepõem...
Serão sombras?
Serão mãos invisíveis que tentam manipular?

E porquê?
A justificação nunca foi clara.
No entanto é público que a jovem em causa não era adepta do partido da rosa.
Não sabemos se esse foi o motivo para suspender o apoio. Mas, dos presentes na conversa, ninguém vislumbrava outra razão para aquela atitude descriminatória. Seriam todos muito ignorantes?
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A história não acaba aqui.
Os lesados, a jovem e os seus familiares directos, reclamaram da situação. Primeiro sem qualquer sucesso. O que os levou a recorrer a apoio jurídico. Que também não obteve resultados positivos na abordagem inicial. Consequentemente, acertaram-se estratégias, recolheram-se dados e confrontou-se o executivo camarário com a iminência dum processo judicial. Perante esta situação, em que era claramente desfavorável ao executivo camarário, este cedeu. Restituiu, com efeitos retroactivos, os valores em falta, relativos à bolsa de estudo.
Entradas de leão, saídas de cordeiro...
E porquê?
Porque a jovem tinha legítimo direito a esse apoio, cumprindo os requisitos legais para o seu usufruto.
Porque não basta dizer que se apoiam os jovens neste concelho.
Porque não basta criarem gabinetes da juventude despidos de jovens.
Porque é preciso ser coerente. E a coerência não permite a discriminação negativa de pessoas conforme a Constituição Portuguesa prevê.
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Esta conversa durou bastante tempo...
...e ficaram no ar algumas dúvidas sobre a qualidade da democracia na nossa terra.
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Relembro algumas questões colocadas pelos presentes:
"se a jovem tinha o direito a receber uma bolsa de estudo, porque lha queriam tiraram? Por não ser do partido do poder? Por não gostarem da família dela?..."
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a que alguém completou:
"sim, porque se a Câmara acabou por pagar tudo o que estava previsto, é porque assumiu que estava errada... ao pagarem assumiram claramente o seu erro!"
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e outra pessoa acrescenta:
"isto é inacreditável. Quer dizer que a câmara toma decisões com base em interresses estranhos em vez de decidir objectivamente com base em princípios e valores! O desfecho foi este porque as pessoas se souberam mexer, preparando-se para recorrer ao tribunal."
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Entretanto a jovem já terminou o seu curso superior! Está de Parabéns!
Assim termina esta história.
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Tristes histórias se ouvem na nossa terra.
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Será que alguém se anda a servir do poder, quando deveria servir Alcácer do Sal?
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Quando será que isto muda?

recorte da folha de Alcácer de Set / Out 2007