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6 de maio de 2009

estudar no ensino superior

Uma investigadora da Universidade de Lisboa analisou quanto custa estudar na Universidade em alguns países da Europa.

Concluiu que "as famílias portuguesas são as que mais pagam, em relação ao seu rendimento, para ter os filhos no ensino superior". (1)

Concluiu também que, em contra partida, "os apoios em Portugal também são dos mais diminutos. No resto da Europa chegam aos 93%, enquanto em Portugal se ficam pelos 18% do preço total do curso". (1)

Acresce-se o facto de, em Portugal, entre 1995 e 2005, as propinas no ensino público terem subido 452%. Enquanto a Constituição fala dum ensino tendencialmente gratuito...

Vem isto a propósito duma das "grandes" medidas do actual executivo camarário de Alcácer do Sal.

O de baixar, em 30% as bolsas de estudo dadas pela CMAS a estudantes no ensino superior!

Como se depreende dos dados acima apresentados, esta foi claramente uma decisão errada. Mais uma. Em que os jovens do nosso concelho ficaram prejudicados.

Nem o argumento de que esta medida permitiu alargar o número de bolsas tem qualquer cabimento. Porque as receitas previstas nos orçamentos da CMAS de 2008 e 2009 contemplavam crescimentos anuais superiores a 20%! Ora dinheiro não falta!

Para além disso, os valores relativos ao aumento do número de bolsas de estudo são ridículos quando comparados com alguns desperdícios feitos em perfeitos fracassos, em arquitontices, em disparates...

De que serve um gabinete da juventude se depois cortam nos apoios, a essa mesma juventude, que quer desenvolver as suas competências com recurso ao ensino universitário?

A Educação não deveria ser um negócio...

Alcácer merece mais!

(1) - Fonte: Diário de Notícias de 3/5/2009

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NOTA:

Na acta nº 4, relativa à Reunião Ordinária de Câmara realizada a 21/02/2008 pode-se ler: "A vereadora Isabel Vicente esclareceu que o valor das bolsas não foi reduzido em 50% mas sim em 30%."

24 de abril de 2009

o urbanismo de proximidade


Pedro Paredes apresentou, como obra de mandato, o urbanismo de proximidade.
E projectou uma "Alcácer" selvagem para o futuro da nossa terra.
Fê-lo, este mês, em entrevista ao Diário do Sul.
Mais palavras para quê?

19 de janeiro de 2009

miguel torga

Não sei quantos seremos, mas que importa?!
Um só que fosse, e já valia a pena
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!

Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.

E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.


Miguel Torga

1 de novembro de 2008

imaterialidades ?


A câmara decidiu agir!
Ontem foram as comemorações do dia das bruxas.
Hoje, já está anunciada, no site da CMAS, mais uma actividade com bruxas.
Trata-se do Natal das Bruxas. (veja a foto acima)

Obras imateriais?
Ou realidade pura e dura?

26 de outubro de 2008

Viva a Pazôa!



A Pazôa faz anos!

PARABÉNS!


Não perca o concerto comemorativo, hoje às 21:30.
E aproveite também para ouvir boa música, por outros intérpretes, durante a tarde de domingo (a partir das 17 horas).

Um agradecimento profundo à Pazôa pelo seu contributo cultural e social durantes estes longos 129 anos!

Bem Hajam!

23 de outubro de 2008

matemática

As inscrições das escolas nas XXVII Olimpíadas Portuguesas da Matemática terminam dia 24. Amanhã!

A informação disponibilizada no site da Sociedade Portuguesa de Matemática indicava hoje a não inscrição das escolas do nosso concelho - Torrão (Bernardim Ribeiro), Pedro Nunes e Secundária.

Numa terra em que não se passa nada, faz sentido levar os nossos jovens a participar nestes eventos.
Estamos a tempo de os inscrever! Mas atenção, só falta um dia!
O que deve ser feito pelas escolas através de http://www.opm-online.net





Pode não parecer, mas há muito de matemática nesta representação geométrica.

25 de junho de 2008

850 anos


Segundo reza a História e como afirmou o Presidente Paredes, fez ontem 850 anos que D. Afonso Henriques conquistou Alcácer do Sal.
Data, a partir da qual, passámos a integrar o reino que deu origem ao Portugal actual.

Não vimos uma comemoração condigna do evento.
Ou melhor, este facto quase passou despercebido na nossa terra.

A data coincidia com a Pimel. Poderia ter sido o tema desta Feira. Mas não.
Preferiu-se usar o Sal e o Arroz para cabeça de cartaz.
Destacou-se o Quim Barreiros, a tourada e as tascas.
Mostraram-se ante-projectos de obras que não se sabe quando terão início, muito menos quando terminarão.
E não se deu o devido relevo a uma data tão marcante na vida da nossa cidade.
É esta a cultura que a CMAS estimula.
Porquê?
Terão vergonha da História de Portugal e de Alcácer do Sal?
Terão falta de coragem para assumirem o facto?
Ou foi um equívoco triste, muito triste?

Para quem tanto apregoa a História, as tradições e a nossa cultura, a subalternização deste tema é difícil de entender.
Foi feita a promessa, o ano passado, de que esta data iria ser dignamente celebrada...
Foi o que se viu.
Falharam, mais uma vez.

19 de junho de 2008

pimel

Abre amanhã a Pimel.
Ponto alto da agenda da Câmara Municipal.
Que, neste mandato, apostou essencialmente em feiras e festas. Compradas feitas, a empresas de fora. Para fazer era preciso saber. E, ainda por cima, dava trabalho... Assim é mais fácil. Até há dinheiro para gastar...

Esta opção do executivo, pelas feiras e as festas, foi feita em detrimento de acções globais e estruturantes. Acções capazes de inverter este abominável estado de estagnação. Mas, enfim, cada um faz aquilo que sabe e que pode...

O pior é que, até nas feiras e nas festas, a Câmara evidencia a sua incapacidade.
Este ano já não se realizou a feira da aventura (tamanho foi o fracasso!)...
... e tudo se prepara para que não haja, em Outubro, a feira do turismo (outro fracasso clamoroso)...
Para disfarçar, aparece a Pimel 2008 como "feira do turismo e das actividades económicas". Mas, afinal, o turismo não é uma actividade económica? Claro que é! Então o slogan tem um erro de construção. Provavelmente para tentar justificar a ausência da feira do turismo, no Outono. Chama-se a isto tentar tapar o Sol com a peneira...

Mas não é tudo.
O cartaz da Pimel fala em Sal e Arroz.
O Pinhão e o Mel desapareceram da cabeça do cartaz.
Uma tentativa para serem diferentes?
O pior é que mudaram... para o lado.
Não avançaram, não evoluiram, não acrescentaram valor.
E quando se anda para o lado, qualquer adversário, por mais fraco que seja, desde que siga determinado no seu objectivo, acaba por ultrapassar ou, se já o fez, acaba por ganhar vantagem em relação aos que vacilam, andando para o lado... Quer dizer, passam-nos à frente ou, se já vão à frente, aumentam a vantagem... E nós acabamos por ficar ainda mais isolados, mais atrasados, mais enfraquecidos.

A Pimel já existe há muitos anos.
Vai continuar a existir.
E nós vamo-nos divertir, dentro do possível, neste importante acontecimento da nossa terra.
Assim como vamos continuar à espera que apareça alguém, com capacidade, para inverter este abominável estado de estagnação.

Boa PIMEL para todos!

.........................................
NOTA:
Mais um ano. Mais uma promessa não cumprida. Não há pavilhão novo. Excepto as casas de banho, que deitaram abaixo e ... reconstruiram! Mais palavras para quê?

18 de junho de 2008

enganaram-se, outra vez?

recorte da folha de Alcácer nº34

"Os actuais autocarros, pertença do município, vão ficar disponíveis para reforçar o apoio às escolas e instituições locais"
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Vão?
A sério?
Ou será que se enganaram? ...outra vez?
.
Os alunos do 4º ano da Escola dos Açougues planearam, em conjunto com a professora, uma viagem de estudo a Vila Viçosa. Uma localidade próxima que desempenhou um papel importante no nosso passado. A ideia surgiu nas aulas de História de Portugal. Fazia sentido.
.
Mas a viagem não se vai fazer.
E porquê?
Porque, conforme nos informaram, o dia 23 de Junho de 2008 foi o "único dia disponibilizado pela Câmara Municipal" para efectuar o transporte.
Acontece que este dia é uma segunda feira... dia em que os museus em Portugal estão fechados. Vila Viçosa não é excepção. A Câmara disponibilizou transporte no único dia em que o Palácio de Vila Viçosa está encerrado para descanso do pessoal.
.
Resultado: os alunos da escola não vão a Vila Viçosa.
Nem vão, nesse dia, a nenhum outro local de interesse histórico, científico, arqueológico, etc...
.
Todos nos lembramos de que há muito pouco tempo se privatizaram os transportes públicos de Alcácer.
Também nos lembramos da afirmação de que "os actuais autocarros, pertença do município, vão ficar disponíveis para reforçar o apoio às escolas e instituições locais".
...
É caso para perguntar: então, porque é que não ficaram disponíveis?
.
Os alunos do 4º ano da Escola dos Açougues não vão a Vila Viçosa.
É um facto.
Porque não tiveram apoio do município.
Alguma coisa aqui não bate certo...
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Enganaram-se ou enganaram-nos?
.
Tire você as conclusões.

15 de maio de 2008

embargada?

Terá sido embargada?
Suspensa foi de certeza. As imagens falam por si.


Falamos de uma intervenção camarária em frente à Escola Secundária, perto do Sr. dos Mártires.
A escavação arqueológica começou.
A escavação arqueológica parou.
E daí ainda não passou. Já lá vão muitas semanas.
Quando terminará?
Porquê?

Já é normal que as obras parem sem ninguém entender porquê.
Lembram-se do museu?
Lembram-se da estrada da Ameira?
Lembram-se do pavilhão da feira?
Se for necessário damos mais exemplos.


É evidente a incapacidade deste executivo em conduzir processos de mudança, por muito simples que sejam - vejam o muro da vergonha.
Será incompetência?



Chegou-nos a informação de que neste caso o IGESPAR (antigo IPPAR) teve que actuar. O que originou a interrupção da escavação. E o consequente pedido de esclarecimentos ao responsável da obra. Esclarecimentos que parecem levar muito tempo a dar...
Pelos vistos há dúvidas sobre a metodologia utilizada naquela escavação.
Dúvidas essas que são suficientes para pararem a obra. Que ali está ao completo abandono.


Porque será?
Será incompetência?

P.S. - Falando com as pessoas que ali trabalhavam, foi-nos dito que aquele espaço seria seguidamente aterrado para então se construirem ali moradias...
...isto é que é amor ao património arqueológico!

22 de abril de 2008

dia da terra, 22 Abril

Hoje é o Dia da Terra.

Houve debates, divulgação de informação, campanhas de sensibilização,..., enfim uma série de iniciativas por esse mundo fora. Afinal a Terra diz respeito a todos nós!
E em Alcácer?
Andámos pela cidade e recolhemos algumas imagens significativas. Ei-las:
1. No largo Pedro Nunes a Câmara deu continuidade à destruição do sistema de bicicletas com utilização gratuita pela população .
Numa época em que tanto nos preocupamos com o aquecimento global do planeta, com a poluição e com a necessidade de reduzirmos o consumo de combustíveis fósseis, a Câmara rejeita um sistema alternativo ao automóvel com reconhecidas vantagens para todos nós.

A bicicleta apresenta-se, em muitas situações e por essa Europa fora, como uma alternativa viável ao automóvel nas cidades (e não só). A sua taxa de utilização tem crescido imenso, principalmente nos países mais evoluídos...

O sistema instalado em Alcácer integrava soluções tecnológicas evoluídas e inovadoras. Estava instalado e pago. A câmara preferiu deita-lo fora! Arrancou-o hoje, dia 22 de Abril, dia da Terra!

E não criou qualquer alternativa, demonstrando uma vez mais a sua forma de (des)governar.
Resta-nos assim uma marginal atafulhada de carros, estacionamento abundante em segunda fila (com os veículos da câmara a darem o exemplo), circulação muito lenta e no sistema pára-arranca, falta de espaço para circulação pedonal, ...
Como não sabem resolver o problema, pagaram 110.000,00 €uros a uma empresa de Lisboa para lhes dizer o que fazer...

O nosso executivo deve julgar que somos muito ricos... (o pior é que os ricos não fazem disparates deste tipo).
Mais uma vez Alcácer anda para tráz...

2. Os parquímetros instalados no Largo Pedro Nunes e no Largo Luís de Camões foram também hoje arrancados.

Estes equipamentos, que funcionavam com moedas ou cartão do munícipe, pretendiam desincentivar o estacionamento de longa duração. Mas não era um sistema cego. Permitia a diferenciação de utilizadores, nomeadamente os residentes locais, os deficientes e os comerciantes. Desta forma melhorava-se a mobilidade. O comércio tradicional também beneficiava com esta medida. E quem estacionasse o seu veículo na margem sul poderia usufruir de um crédito, no seu cartão do munícipe, no valor duma viagem de mini-autocarro.
Medidas que ajudariam a melhorar a qualidade de vida nesta terra...

O executivo camarário actual quiz mostrar como se governa no mundo...pena ter escolhido como exemplo a república das bananas...


3. Quando este executivo tomou posse também arrancou uma série de sinais de trânsito para reserva de estacionamento a veículos da câmara.
Foi bonito.
O resultado não é no entanto brilhante nem dignificante.
Para além dos muitos carros da câmara estacionados em 2ª fila, observamos um exemplo repetitivo a não seguir. Eis esta situação capatada hoje, Dia da Terra.

Infelizmente muitos outros exemplos poderíamos apresentar.
Alcácer está insustentável.
Mas pode mudar!

10 de março de 2008

Pazôa

















A Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba vai receber, em Alcácer do Sal, a Banda de Música de Pollenza - Palma de Mayorca.
Esta visita resulta de um intercâmbio cultural entre as duas entidades.
Haverá duas oportunidades para apreciar a actuação dos nossos visitantes:

  • no dia 28 à noite no Auditório Municipal e
  • no dia 29 pelas ruas de Alcácer do Sal em desfile

É agradável, muito agradável, constactar o reforço de laços sociais e culturais criados por pessoas de Alcácer do Sal.

Uma recepção calorosa aos nuestros hermanos e um agradecimento fraterno à Pazôa pela sua dedicação e empenhamento na cultura da nossa terra são os votos do Alcácer do Sol.