Pedro Paredes revelou à agência Lusa, a 27 de Maio passado, o afastamento de João Massano.
De acordo com a notícia publicada, Pedro Paredes afirmou:
"... um membro da equipa, que é o vereador João Massano, nunca acertou completamente o passo connosco, por uma razão apenas de método de trabalho", justificou o autarca.
E a notícia da agência Lusa acrescenta:
Além da vice-presidência da autarquia, o vereador vai também perder os pelouros que tinha a seu cargo - Administração Financeira e Juventude - e a liderança da Empresa Municipal de Serviços Urbanos, que ficam, "para já", a cargo do presidente da Câmara.
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E Pedro Paredes ainda disse mais:"Não trabalharemos com o presidente da concelhia" .
Isto foi no final de Maio...
Em Junho, menos de um mês depois, Pedro Paredes arrepia caminho e dá o dito por não dito. Não cumpre a palavra. Acabando por se propor a trabalhar com o presidente da concelhia.
Apoiou, contrariamente ao afirmado, a integração de João Massano numa posição de liderança na EMSUAS, onde ele mesmo, Pedro Paredes assume a posição de Presidente da Empresa Municipal. Ou seja, aqui já podem trabalhar juntos sem trocarem o passo?
Se na CMAS havia uma incompatibilidade grave derivada do "método de trabalho" agora na EMSUAS essa incompatibilidade desaparece?
Como? Por magia?
Será que as suas funções na EMSUAS não são de trabalho? Nesse caso, sim, o problema de "método de trabalho" não se aplica! Mas se as suas funções não são de trabalho, o que é que vão para lá fazer?
Por outro lado, Pedro Paredes tinha sido peremptório e nem sequer admitia a permanência de João Massano numa posição de liderança na EMSUAS.
Mudou de ideias?
Enganou-se, outra vez?
Ou esqueceu-se do sabre na Madeira?
Acentua-se assim, ainda mais, a ideia de que alguém se serve do poder... para fins distintos daqueles para que foram eleitos.
Ideia essa que, com uma explicação lógica e clara, poderia ser anulada.
Só que não há meio dessa explicação aparecer.
Por outro lado, o assobiar para o lado fingindo que nada se passa, só reforça a ideia de que, na realidade, há quem ande, realmente, a servir-se do poder.




