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16 de março de 2010

barreiras paisagísticas

Há dois anos, Pedro Paredes falou e disse:


Depois disso Pedro Paredes aprovou a colocação de dois contentores mesmo ali ao lado.

Como facilmente se verifica, a ocultação da beleza da encosta norte da cidade evoluiu substancialmente.

Perante este facto, alguém afirmou num encolher de ombros: "pedriotices arquitótontas".
Prontamente contrariado por outro Alcacerense: "não, aquilo é urbanismo de proximidade!"

Passado este tempo todo - mais de um ano - como comentaria você os contentores ali colocados?
Valeu a pena?
A sua utilidade é uma mais-valia para a cidade?
Deviam colocar mais contentores porque estes dois ainda não tapam totalmente a vista da cidade?

Nota:
A situação actual é muito semelhante à imagem de há um ano atrás.


17 de junho de 2009

não bate a bota com a perdigota

Alcácer foi presenteada com uma passadeira vermelha.

Depois de substituirem passeios em bom estado por paralelos - não é calçada portuguesa! (Rua Bom Jesus dos Mártires);

Depois de substituirem passeios em blocos hexagonais de betão, em bom estado, por blocos em I de betão.

Eis a nova acção deste executivo Paredes - tapar a calçada com uma passadeira.

Que tem esta medida a ver com o desenvolvimento ou a qualidade de vida dos Alcacerenses?

Quanto custou? Que benefícios se pretendem obter com este investimento?

Pedro paredes que responda, sem samurais, sem ergomanias, mas como uma pessoa responsável.

Será possível?


....................................................................
NOTA:
Deixamos aqui um pequeno espaço sobre um detalhe da passadeira: o seu processo de fixação.
É que a bota não bate mesmocom a perdigota...





16 de junho de 2009

a violência como método de resolução de problemas

(*) - da entrevista de Pedro Paredes, em 5/6/09, ao Litoral Alentejano





a técnica do pavão aplicada na navegação à vista

"Sou até um bocado ergo-maníaco"
afirmou Pedro Paredes em entrevista ao Litoral Alentejano (5/6/09).

Se Pedro Paredes se quer promover, escolheu uma imagem pobre e infeliz.
O mais importante não é ele trabalhar em grande quantidade.

O mais importante era ele ser capaz de trabalhar inteligentemente.
Saber usar o poder de influência sobre toda a equipa, de modo a alcançar resultados pretendidos.
Mas, para isso acontecer, era necessário cumprir alguns pressupostos. O que não aconteceu.
Era necessário ter uma visão clara para Alcácer do Sal.
Delinear de uma estratégia compatível.
Definir objectivos detalhados.
Alocar os recursos correctos.
Acompanhar a execução do plano, reagindo eficientemente aos seus desvios.
Infelizmente, Pedro Paredes já mostrou que não sabe fazer isto.
Pelo que entendemos das palavras de Pedro Paredes, ele só quer ir para o poder. Porque é um "candidato natural" que anda "em campanha há 4 anos". Alcácer pode esperar... as eleições não!

Pedro Paredes distraiu-se (mais uma vez). E mostrou que a sua visão se limita à sua luta do poder pelo poder.
É triste que assim seja.

O muito muito trabalho a que Pedro Paredes se propõe - ergomania - aplicado na sua forma de governar - navegação à vista - não dá nada que se aproveite.
A prova está nos resultados de 4 anos deste executivo.
Certo, certo é que não há obra que se veja!

15 de junho de 2009

Finalmente! A obra imaterial deste executivo está explicada

Há um ano, a 15 de Junho de 2008, Pedro Paredes afirmou em entrevista ao Litoral Alentejano:

"a nossa obra - obra no sentido genérico - está a ser imaterial, é também a de gerar consensos. Gerar esperança. Gerar um bocadinho de alegria e, o resto, as pessoas fazem."

Um ano depois, a 5 de Junho de 2009, também em entrevista ao Litoral Alentejano, Pedro Paredes explica porque não há obra que se veja, o que motivou o seu refúgio no imaterial.
.


E a explicação aparece quando Pedro Paredes afirma
(na entrevista de 5/6/09 ao Litoral Alentejano):

"Eu não penso muito em eleições.
...
permita-me a imo­déstia, eu não preciso fazer campanha eleitoral. Ando a fazê-la há 4 anos
...
A partir daí eu sou um candidato natural"

Andando Pedro Paredes em campanha eleitoral há quatro anos, não lhe deve ter sobrado tempo para trabalhar em prol do desenvolvimento de Alcácer do Sal.

Ou seja, não houve disponibilidade para fazer obra concreta e real.
Aquela que conta e que pode alterar o funcionamento da nossa vida colectiva.
E, não havendo nada de relevante para apresentar aos munícipes, Pedro Paredes avança com a obra imaterial! Criatividade não lhe faltou. Mas faltaram-lhe muitos outros atributos indispensáveis para uma gestão profissional da autarquia.
Enfim... cada um faz o que sabe... e para quem não pensa em eleições...

Infelizmente, a história do imaterial não acaba aqui. Porque Pedro Paredes, quando apresentou essa falácia, acrescentou que a obra do seu executivo "é a de gerar consensos..."

Têm-se visto os consensos gerados por Pedro Paredes.
E para quem ainda tivesse dúvidas, as suas palavras mais recentes elucidam claramente qualquer pessoa:

"eu aqui tenho que funcionar como um samurai – peço des­culpa – que é, desembainhar o sabre e, quem se meter à frente, ficará magoado"
(em entrevista de 5/6/09 ao Litoral Alentejano)

Estranha forma de gerar consensos... cor de rosa.

Estranha forma de praticar a Democracia...

O poder tolda algumas mentes. Está aqui uma evidência.


3 de junho de 2009

imaturidade

com a chancela: rosa azul

13 de maio de 2009

aberração irracional

A folha de Alcácer nº 47 escreve acerca da estrada da EPAC:

"Aquela estrada vai proporcionar melhor escoamento de trânsito entre a zona alta e a zona baixa da cidade sem passagem obrigatória pela avenida marginal".

Analisemos com um pouco de detalhe esta questão.

1. Quem está na zona alta da cidade e desça a estrada da EPAC (quando estiver transitável) depara-se com duas hipóteses:

1.1.  ou vira à direita e vai para a estação da CP - o que não é a baixa da cidade

1.2. ou vira à esquerda e, se não passar pela marginal, terá que seguir pela estrada de Santa Luzia. Ou seja, regressa à parte alta, sem ter conseguido chegar à baixa. Nem sequer ao estacionamento no jardim dos pescadores... que está na marginal.

2. Por outro lado, quem está na baixa da cidade e queira subir a estrada da EPAC - sem passar pela marginal - terá que dar a volta à cidade, passar na zona alta, e

2.1. descer à Ameira, passar na estação da CP, para finalmente poder subir pela EPAC. 

2.2. passar pela Escola Secundária descer até à estrada de Sta Luzia, para finalmente poder subir pela EPAC.

2.3. passar pela Escola Secundária, descer a estrada da Epac para a poder subir de novo!

Quaisquer destas hipóteses são perfeitas aberrações.

O que é certo é que este irraciocínio é o fundamento apresentado para justificar esta obra, orçada em mais de 100.000,00 euros! 

É desta forma que este concelho está a ser gerido.
Pelo que não há que estranhar o pouco ou nada bater certo.
Excepto quando se encomendam as coisas, chave na mão, a empresas de fora.
Há dinheiro!
Nós pagamos.
E há quem continue os seus irraciocínios sem sentir a crise...

E ainda nos devemos dar por felizes. Porque se o executivo está a dar o seu melhor, imagine como isto não seria se eles decidissem trabalhar no seu ritmo normal!

Alcácer merece mais!


Nota: Advinhe quem é o autor da linda frase aqui referida.

12 de maio de 2009

pedras de clivagem variável...

A mensagem anterior causou dúvidas.
Não conseguimos ser muito claros na questão da calçada portuguesa versus empedrado com paralelos.
Pelo menos a julgar por um comentário recebido oralmente.
Tentamos agora esclarecer melhor a questão.
E aproveitamos a oportunidade para realçar mais uma parediotice - a pinografia em Alcácer do Sal.





A calçada à portuguesa é feita de pedras duma dimensão muito inferior àquela que foi utilizada nas novas pavimentações dos passeios.



As vulgares calçadas, vias de circulação rodoviária e não zonas pedonais, essas sim, recorriam-se de pedras de maior dimensão, popularmente apelidadas de "paralelos".
Aqui misturaram tudo no mesmo saco.
Terá sido por ficar mais barato?
Por dar menos trabalho?
Se assim é mais valia deixarem ficar como estava, que não estaval mal...
A haver outra explicação, que a dêem!

A acompanhar os paralelos no passeio, colocaram pinos com fartura.
Vão aplicar esta receita na cidade toda?
Ou isto é uma excepção? Se é uma excepção, qual é a razão da sua existência?


É isto o urbanismo de proximidade?
Ou é resultado do Plano Operacional de Desenvolvimento?


E se pensassem um pouco antes de fazer disparates?
E se perguntassem, a quem sabe alguma coisa do assunto, para evitarem incómodos?
E se continuassem sem fazer nada, como até aqui, e não poluíssem a cidade?


Aqui ficam estas 3 propostas.
É o nosso contributo para atenuar as lamentações quanto à falta de alternativas apresentadas aos problemas existentes.


ALCÁCER MERECE MAIS!

6 de maio de 2009

estudar no ensino superior

Uma investigadora da Universidade de Lisboa analisou quanto custa estudar na Universidade em alguns países da Europa.

Concluiu que "as famílias portuguesas são as que mais pagam, em relação ao seu rendimento, para ter os filhos no ensino superior". (1)

Concluiu também que, em contra partida, "os apoios em Portugal também são dos mais diminutos. No resto da Europa chegam aos 93%, enquanto em Portugal se ficam pelos 18% do preço total do curso". (1)

Acresce-se o facto de, em Portugal, entre 1995 e 2005, as propinas no ensino público terem subido 452%. Enquanto a Constituição fala dum ensino tendencialmente gratuito...

Vem isto a propósito duma das "grandes" medidas do actual executivo camarário de Alcácer do Sal.

O de baixar, em 30% as bolsas de estudo dadas pela CMAS a estudantes no ensino superior!

Como se depreende dos dados acima apresentados, esta foi claramente uma decisão errada. Mais uma. Em que os jovens do nosso concelho ficaram prejudicados.

Nem o argumento de que esta medida permitiu alargar o número de bolsas tem qualquer cabimento. Porque as receitas previstas nos orçamentos da CMAS de 2008 e 2009 contemplavam crescimentos anuais superiores a 20%! Ora dinheiro não falta!

Para além disso, os valores relativos ao aumento do número de bolsas de estudo são ridículos quando comparados com alguns desperdícios feitos em perfeitos fracassos, em arquitontices, em disparates...

De que serve um gabinete da juventude se depois cortam nos apoios, a essa mesma juventude, que quer desenvolver as suas competências com recurso ao ensino universitário?

A Educação não deveria ser um negócio...

Alcácer merece mais!

(1) - Fonte: Diário de Notícias de 3/5/2009

_______________________________

NOTA:

Na acta nº 4, relativa à Reunião Ordinária de Câmara realizada a 21/02/2008 pode-se ler: "A vereadora Isabel Vicente esclareceu que o valor das bolsas não foi reduzido em 50% mas sim em 30%."

5 de maio de 2009

recorrer ao absurdo para encobrir outro absurdo

No Diário do Sul de 13 de Abril de 2009, Pedro Paredes recorreu a um absurdo que não passaria pela cabeça de ninguém de bom senso:

"em vez de juntarmos o dinheiro todo e fazer uma auto-estrada por cima do rio, com uma estátua dos eleitos"

para justificar um outro absurdo:

"é muito mais importante esta política de proximidade. Fazer o urbanismo do cantinho, do remate, da concordância do lancil"

Este último absurdo deriva do facto de não haver obra que se mostre, que se veja, na fase final dum mandato de 4 anos!


PASSEIO EM FRENTE À ESCOLA SECUNDÁRIA

Desde quando um concelho pretende modernizar-se e competir nesta sociedade baseando a sua actividade no "cantinho", no "remate", na "concordância do lancil"?

Note-se que esta declaração vem na sequência da pergunta "No seu entender que marca deixa neste mandato?".

Isto é desolador... mas perfeitamente real!

Há que mudar!
Há que mudar!

24 de abril de 2009

o urbanismo de proximidade


Pedro Paredes apresentou, como obra de mandato, o urbanismo de proximidade.
E projectou uma "Alcácer" selvagem para o futuro da nossa terra.
Fê-lo, este mês, em entrevista ao Diário do Sul.
Mais palavras para quê?

22 de abril de 2009

fazer muito pouco dá nisto


"se mantivermos esta zona como uma zona em que se faz pouco mas muito bom, talvez haja futuro"  Pedro Paredes ao Diário do Sul, 13/4/2009























15 de março de 2009

aberração

A falta de sentido estético, de ideias e de bom senso deu origem a mais uma aberração:
a colocação de três contentores, para recolha selectiva de lixo, em frente à Biblioteca.



A separação dos resíduos é importante, caso sejam sujeitos a reciclagem.
Mas os contentores não têm que estar colocados numa zona nobre da cidade : na marginal, em frente a um dos edifícios emblemáticos de Alcácer que por coincidência é um importante polo cultural.
Como se isso não bastasse, ocupam uma parte muito substancial da zona pedonal... mais um sinal de desprezo pela segurança e mobilidade dos peões.

Há outros espaços onde poderiam colocar os contentores, com um impacto negativo menor do que o actual.

Que pensarão os responsáveis pela cultura, pelo turismo e pela segurança ao ver os caixotes do lixo a ocuparem o passeio em frente à biblioteca?
Que pensará o Presidente da Câmara, cuja formação o vincula a um apurado sentido estético, perante esta aberração?
Ou não pensarão?
Mais vale tarde do que nunca...
O tempo o dirá.
Bastará verificar se esta situação é, ou não, corrigida.





25 de fevereiro de 2009

acredite que é verdade

Na era da informação e da tecnologia, é cada vez menor o recurso ao papel no processamento de informação.
Há um rol infindável de vantagens na utilização do suporte digital quando comparado com a tradicional folha de papel, característica dos séculos passados.

Contrariando esta evidência, aqui em Alcácer do Sal, em pleno século XXI, Pedro Paredes teve a ilustre intervenção:

"o jurista é de opinião que não se devem ceder cópias digitais das actas aos vereadores porque se podem prestar a um uso ilícito, pelo que continuarão a recebê-las em papel"

É lamentável o desconhecimento revelado nesta afirmação (naquela altura já o PDF tinha barbas...)

É lamentável a forma como os vereadores eleitos são tratados, ao assumir que estes poderiam utilizar os documentos de forma ilícita...

A ser verdade que um jurista, pago pela CMAS, tenha feito tal afirmação - damos o benefício da dúvida porque é vulgar Pedro Paredes enganar-se - é grave. E, em nossa opinião, esse facto não deveria passar imune.

Mais grave é o presidente do nosso município ter feito semelhante afirmação, em reunião ordinária de câmara, realizada a 21/2/2008. Já lá vai um ano.

Resta-nos a consolação de que, embora tarde, já reconheceram o erro e corrigiram-no.
Facto que infelizmente não acontece, noutras situações, com a frequência necessária.
O que nos deixa cada vez mais atolados neste abominável estado de estagnação.

Como diz o povo: para quem não sabe dançar, até o chão atrapalha...


Alcácer merece mais!

7 de janeiro de 2009

coxa inauguração

A CMAS investiu cerca de 260.000,00 € num autocarro novo.
Foi inaugurado no início de Setembro.
Com pomba e circunstância.
Foi alvo de campanha por parte do executivo ainda em funções
(quando não se sabe fazer obra que se veja, compra-se feito).
E vai de publicidade.
Sempre dá para tentar encobrir outras carências e debilidades...
Acontece que, após a inauguração, o autocarro tem estado imóvel.
À chuva e ao sol.
Fomos à procura da razão de mais uma prova de imobilidade.
Foi fácil.
Disse-nos, quem sabe, que o veículo não reúne todos os requisitos legais necessários para circular. E disse-nos mais: que a responsabilidade de tal facto não tem a ver com o fornecedor do bem em causa.
Por exclusão de partes, o autocarro está parado por incapacidade da equipa Paredes.
Mas poucos estranham, poucos protestam.
Afinal já estamos habituados, pois de incompetência estamos bem servidos.
Enfim, mais do mesmo...

Alcácer merece mais!

20 de novembro de 2008

Brasil, 6 - Portugal ...



28 de outubro de 2008

porque desprezam os peões?


clique na imagem para ver melhor

Em 37cm não passa uma pessoa adulta.
Quanto mais um carro de bébé...ou uma cadeira de rodas...
A segurança rodoviária é desprezada.
Parece inacreditável mas é verdade.
Acontece na Europa em pleno século XXI.
Infelizmente acontece na nossa terra...
Porquê?

25 de outubro de 2008

ass mun ext

Realizou-se ontem uma assembleia municipal extraordinária.
Fomos a tempo de escutar uma intervenção do Sr. Presidente da Câmara.
Ficamos a saber, acerca da barraca com os agricultores, na semana passada , que o executivo se esqueceu dos produtores de arroz. Isto tem a ver com a limitação à circulação de pesados na marginal.
Sim, o Sr. Presidente assumiu o esquecimento, em nome da sua equipa, como responsável máximo da autarquia.

Como é possível semelhante esquecimento?

Como é possível que alguém, depois de se propôr a fazer mundos e fundos, depois de exercer a governação do concelho durante 3 anos, se esqueça dum dos sectores fundamentais da economia da nossa terra?

Como é possível terem-se esquecido dos agricultores, quando na véspera da sua manifestação, em plena sessão de câmara, eles apresentaram pessoalmente as suas preocupações?

Como é possível eleger, na PIMEL, o arroz como uma das pérolas de Alcácer e depois revelar tamanho desconhecimento sobre esta importante actividade?

A resposta é simples.
É possível, sim.
É mais do mesmo!

________________________________________
NOTA:
Será que o Presidente anda com necessidade de gastar energias?
É que, segundo o Setúbal na Rede, e perante a iminência do protesto dos agricultores, "Pedro Paredes considera “óptimo” que o façam [o protesto], “porque as pessoas precisam de gastar energias de vez em quando”.
Brilhante, não?
A quem entregámos nós os destinos de tão maravilhosa terra!

20 de setembro de 2008

mais disparates...

Não há Obra que se veja em Alcácer do Sal.
É triste mas é verdade.
Mas há obrinhas.
Disparatadas.
Onde se destaca a falta de visão e a incapacidade da equipa do Sr. Paredes.
Vejamos.
Fizeram, este verão, uma intervenção na marginal.
Foram colocados pinos num dos passeios.
Eis um exemplar:


Há poucos meses atrás, a mesma equipa do Sr. Paredes colocou, no mesmo local, uns pinos diferentes. Ainda lá estão, no passeio do outro lado. Estes pinos têm um design completamente diferente. Vejam a imagem e comparem os dois lados da via:



Actualmente temos pinos verdes, com um design duvidoso, num dos passeios da marginal. E, no passeio oposto, temos pinos em inox. Do ponto de vista estético esta solução é um perfeito disparate. Não faz sentido. É aberrante.



Isto é como ter um carro com pneus Pirelli dum lado e pneus Mabor do outro...

Qual o valor acrescentado daqueles pinos verdes?
Sim, o que é que vamos ganhar com aquilo?
Por acaso havia carros a invadir aquele passeio? Não, não havia.
A mudança dos pinos deveria estar integrada numa intervenção global que aquela via tanto necessita. Mas não, não foi isso que aconteceu.
Mais um retalho.
Mais um remendo.
Mais desperdícios...
Há coisas muito mais importantes que ficam esquecidas.
E que deviam ser alvo de intervenções concretas.
Na marginal também.
Damos exemplos concretos:

1. O passeio junto ao rio é demasiado estreito. Não permite que dois peões caminhem descontraidamente lado a lado. É um exercício de perícia duas pessoas cruzarem-se no passeio sem invadirem a estrada. Circular exclusivamente no passeio, para quem se desloca numa cadeira de rodas ou com um carrinho de bébé, é impossível. Estamos a falar de um dos mais nobres locais duma cidade que quer desenvolver o turismo...e promover a segurança! É necessário alargar o passeio.

2. A circulação rodoviária no local é caótica. Nas horas de ponta circula-se mais devagar na marginal do que na maioria das ruas de Lisboa... A circulação frequente de grandes camiões é claramente desajustada (há alternativas para os veículos pesados; há alternativas para a areia). É necessário regular o trânsito.

3. O estacionamento em segunda fila é frequente, o que causa inúmeros transtornos e diminui as condições de segurança. É necessário criar alternativas e regula-lo.

4. Não existem condições para a circulação em segurança de bicicletas. Ou seja, para a utilização de meios de locomoção não poluentes. É necessário criá-las se realmente se quer proteger o ambiente, melhorar a mobilidade e desenvolver o turismo natureza.

5. Não existe uma manutenção cuidada da área. Os buracos no asfalto levam muitas semanas a ser tapados... É necessário rever o plano de manutenção da cidade.

6. Não existem ideias concretas, integradas num projecto que satisfaça os objectivos de desenvolvimento do Concelho. É necessário encontrar uma equipa que o consiga fazer. A equipa do Sr. Paredes já mostrou que não tem capacidade para tal.

12 de setembro de 2008

o sol e a peneira



Um cidadão de Alcácer escreveu-nos em nome de Salaciablog e mostrou-se indignado com o Alcácer do Sol.
Aceitamos com naturalidade a diversidade de ideias. Gostamos do diálogo. Defendemos conceitos e apresentamos os nossos argumentos com prazer. Fazemo-lo aqui como em qualquer outro lugar. Cara a cara, se assim o desejarem.

Um dos aspectos que indignou o cidadão em causa foi um artigo do Alcácer do Sol sobre o Pinto Luísa e o Amendoeira. Nós contestavamos a propaganda feita em torno destas embarcações. Porque os Galeões do Sal sempre tiveram velas e mastro. Sem mastro e sem velas, pode haver muitos tipos de embarcações mas não são Galeões do Sal. Isto é um facto. Não é uma opinião.

O Salaciablog afirmava: "dentro em breve o Pinto Luísa vai receber um mastro vindo da Holanda, visto que a madeira tem melhor resistência e adequa-se melhor á função que lhe é destinada ".
Agradecemos a informação.
Pena é que este facto não tenha sido referido no editorial da folha de Alcácer assinado por Isabel Vicente, que serviu de base ao nosso texto. Afirmava Isabel Vicente que o “ Amendoeira e Pinto Luísa – estão novamente de volta às suas gentes com toda a dignidade...

O Salaciablog acrescentava: "quanto às velas, talvez não veja a necessidade elas existirem, pois os barcos devem se tornar mais fácil de navegar com motor do que á vela, e existir velas só como o elemento meramente decorativo, não valeria a pena gastar dinheiro do erário público".

Continuava o salaciablog a afirmar que os artigos do Alcácer do Sol “podem não corresponder á verdade ou então os juízos de valor que efectua não são os adequados”.

Estranhamos a acusação.
Mas estamos disponíveis para tentar entender outros pontos de vista. Basta, para tal, que respondam de forma credível às seguintes questões:

Se não há necessidade de velas para o Amendoeira e o Pinto Luísa, para que servirão os mastros?

Se as velas são elementos decorativos, um mastro sem velas é o quê?

Se o mastro é um elemento decorativo, porque é que foram comprar um à Holanda de forma a garantir que se adequasse melhor à função que lhe é destinada? Para se adequar melhor a funções decorativas?

Isabel Vicente não destacou a recuperação dos galeões e a sua dignidade? Então porque recuperam apenas uma parte da embarcação? Porque desprezaram aspectos carregados de simbolismo – as velas? Qual foi o critério? Que processos de decisão fundamentaram uma opção que contradiz o discurso oficial da equipa Paredes? Onde está o rigor histórico e a defesa do nosso património quando se amputam as velas das embarcações históricas de Alcácer do Sal?

Onde está o estímulo ao turismo ambiental com barcos à vela sem velas, movidos a motor?

Que razão para estarem agora tão preocupados em poupar dinheiro do erário público se, nestes quase 3 anos, têm desperdiçado tantos recursos em festas, feiras, disparates e aberrações?

Vá lá. Não tentem tapar o sol com a peneira.