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6 de setembro de 2008

défice cultural


“Hoje, estes galeões do sal – Amendoeira e Pinto Luísa – estão novamente de volta às suas gentes com toda a dignidade que merecem. Recentemente recuperados, numa intervenção onde a autarquia investiu mais de 200 mil euros...”
afirmou Isabel Vicente, vereadora da Câmara Municipal, na folha de Alcácer nº 41 (de Agosto/Setembro de 2008)

Ficamos a saber que a CMAS mudou de rumo e desistiu da ideia de vender os galeões. Felizmente corrigiram o engano em tempo útil. Parabéns! Pena é que muitos dos erros que continuam a cometer não sejam também corrigidos. Mas, mais vale pouco do que nada...

Também ficamos a saber que os galeões foram recuperados e que, por isso, nós pagamos 200.000,00€. Já que se gastou o dinheiro, porque é que os galeões não têm velas? E o Pinto Luísa nem sequer tem mastro?

Estes factos parecem não afectar o executivo camarário, que tanto fala na protecção do nosso património, na nossa identidade cultural, no turismo ambiental, etc... Porquê?

Alguém conhece Galeões do Sal sem mastro nem velas?

Não, ninguém conhece porque isso não há nem nunca houve.

Isabel Vicente considera que os galeões regressaram com “toda a dignidade que merecem”. Enganou-se. Os galeões não estão a ser dignificados. E merecem sê-lo. Porque um Galeão do Sal sem mastro e sem velas é como uma biblioteca sem livros. Ou como um oceano sem água!

Por favor, acabem o trabalho. Já tiveram tempo suficiente para isso.



Post Scriptum

Não estranhamos que Isabel Vicente não se aperceba do nível do seu discurso. Isto é perfeitamente aceitável para quem idolatra Paulo Coelho e tem medo de ficar "electrificada" - sim, electrificada! Mas a culpa não é sua.
Ficou tudo dito quando alguém afirmou, no início deste mandato, que esta equipa era capaz de governar o mundo...

2 de setembro de 2008

para que serve o toldo?


Não sabemos ao certo se é recorde. Mas não nos lembramos de ver 6 chapéus de sol por baixo do toldo do camarão.
De tão caricato, este facto torna-se relevante.
Porque se gastaram recursos numa obra que não cumpre a sua função? Sim, porque se cumprisse a sua função, os chapéus de sol não estariam ali. E a sua utilização contínua demonstra que são imprescindíveis.
O toldo não protege do sol, não protege da chuva, é inestético e está desenquadrado do meio em que se insere.
Como é que isto é possível?
Consegue encontrar outra razão que não seja... incompetência?

11 de junho de 2008

bora lá mudar

Notícia do Público de 11-06-2008

A maior câmara municipal do país - Lisboa - analisa a criação de uma rede de bicicletas de uso partilhado.
Nos aglomerados populacionais, a bicicleta é uma alternativa credível ao automóvel, há já muito tempo.
Esta solução tem sido adoptada em muitas cidades da Europa. Com especial incidência na última década do século XX.
São inúmeras as vantagens da sua utilização. Desde a protecção ambiental, à saúde dos seus utilizadores, à gestão do espaço público, ao seu custo reduzido, passando pela elevada flexibilidade, etc., etc.
Não sendo a solução de todos os problemas (o que de todo não existe) é uma alternativa que o bom senso não permite desprezar.

Em Alcácer do Sal foi implementado um sistema de uso partilhado de bicicletas em 2005. As bicicletas eram disponibilizadas a custo zero. No entanto, o seu utilizador responsabilizava-se por ela, durante o período de utilização.
O processo funcionava com base nas novas tecnologias da comunicação e informação. Era acessível automaticamente, através do Cartão do Munícipe, em quiosques multimédia construídos para o efeito.
Foram construídos 14 parques para bicicletas. O sistema permitia que uma bicicleta recolhida num parque pudesse ser devolvida em qualquer outro parque existente para o efeito.
O projecto foi financiado e foi alvo de elogios pela CCDR-A. Não sendo perfeito, era inovador, moderno e capaz.


Este sistema foi desmantelado e destruído pelo executivo do Sr. Pedro Paredes.

Foram devolvidos mais de 200.000,00 €uros à Comunidade Europeia.
Houve outros custos acrescidos, e não desprezáveis, que o executivo não divulgou.
Houve perda de credibilidade perante as instituições financiadoras.
E tudo isto em troca de quê?

De nada!



E para quê?
Não sabemos.
Mas Pedro Paredes, presidente do Município, tem obrigação de saber porquê.
E deve explicar aos cidadãos de Alcácer porque destruiu todo o sistema, em troca de nada. Com argumentos sólidos e coerentes, sem tentar tapar o Sol com a peneira.
São estas as regras das sociedades democráticas. É esta a forma de agir de quem se dispõe a servir a comunidade, em vez de se servir dela.
Alcácer merece uma explicação credível. E, como quem não deve não teme, ou a explicação aparece ou ... há falta de coragem para enfrentar os factos.

Precisamos de entender porque continuamos mergulhados neste abominável estado de estagnação. Destroem-se equipamentos. O que é urgente e importante para o concelho não aparece feito. E, o pouco que se faz, resvala rapidamente para um, aparentemente inevitável, fracasso. O facto é tão evidente que já é motivo de chacota nas ruas de Alcácer. Exemplos não faltam.
É o muro da vergonha.
São as obras do museu.
A feira da aventura e a feira do turismo.
O concurso de presépios.
O mês do desporto, que este ano se desvaneceu.
A estrada da Ameira,(menos de 2 Km em obras há mais de meio ano).
A falta de condições para velarmos os nossos mortos.
A confusão da Rotunda 25 de Abril.
O desordenamento do Largo Luís de Camões.
O Pavilhão da Feira.
O Plano de Urbanização de Alcácer com um PDM desactualizado.
A estrada de casebres.
O toldo do camarão, o toldo dos taxis e outras arquitontices.
A margem sul.
A entrada norte da cidade (quando chove mais do que o normal).
A desorganização da circulação e estacionamento automóvel (em toda a cidade).
A nova escola do Morgadinho (a funcionar em Set 2008, conforme prometido).
As obras do edifício da sopa - ponto net - que arrancaram e pararam.
As escavações em frente à Escola Secundária.
O gabinete da juventude.
A intervenção no antigo cinema.
A remodelação do mercado municipal.
O novo canil.
O... ... ...
A... ...
...

Até que, Pedro Paredes e a sua equipa (capaz de governar o mundo...) reconheceram a sua incapacidade, acabando por se socorrer duma empresa de Lisboa, para lhes fazer aquilo que é da sua responsabilidade - elaborar um projecto de desenvolvimento estratégico para a nossa terra.
Como se não houvesse pessoas, em Alcácer do Sal, capazes de levar esta tarefa a bom porto! Como se não houvesse mais onde gastar, só para começar, cerca de 130.000,00€uros.

Todos nos lembramos das promessas eleitorais.
Todos nos lembramos dos discursos de rei na barriga, após a chegada ao poder.
Todos vimos aquilo que se está a passar na nossa terra.
E não gostamos.

Até quando?

3 de junho de 2008

atracção pelas curvas

Ainda não há muito tempo que criaram uma nova passadeira em plena curva. Foi na antiga estrada nacional nº 5, junto à igreja, conforme noticiamos. Com este tipo de acções diminui-se a segurança rodoviária, contrariando as mais elementares regras de mobilidade.

Ontem deparamos com novas pinturas no asfalto. Desta vez são umas coisas amarelas a dizerem BUS e que coincidem com a paragem dos autocarros. Coincidência: também foram colocadas em curvas. Ou seja, o trânsito é interrompido sempre que o autocarro se imobiliza para pegar e/ou largar passageiros. Porque não se pode ultrapassar em curvas... e para além disso há um risco contínuo.

Repetiram o erro.
Será que não aprendem?
Nestas situações até havia espaço disponível para fazer uma reentrância no passeio de forma a que, o veículo de passageiros, pudesse parar fora da faixa de rodagem. O que permitia melhor fluidez do trânsito e maior segurança. Também era possível deslocar a paragem, afastando-a da curva. É assim que se faz em qualquer cidade moderna por esse mundo fora. Nada demais. Mas, pelo que nos é dado ver, difícil de executar.
Até dá dó...


Mais valia continuarem sem fazer nada... outra vez!

31 de maio de 2008

miragens no deserto das ideias

Hoje, a câmara municipal enviou uma mensagem por telemóvel aos Alcacerenses (aderentes do sistema de sms da cmas). Referia-se aos novos transportes urbanos de Alcácer do Sal. E convidava as pessoas a participar, amanhã, na viagem inaugural.

Acontece que os transportes urbanos em causa já estão em funcionamento há vários anos! Tanto que foram criados pelo executivo anterior... e não mudam.
O que é confirmado oficialmente. Vejamos.

Notícia da folha de Alcácer de Março: "...não se registarão alterações nos percursos e paragens".
"O serviço é rigorosamente o mesmo, a única coisa que muda é que os autocarros vão ser brancos...Circuitos e paragens não muda nada."declaração do Presidente Paredes registada em http://www.mirasado.pt/ , Fev 2008.

Como é possível falar em novos transportes urbanos de Alcácer do Sal se nada muda para os utilizadores? As paragens, os circuitos e os horários são os mesmos. Os autocarros actuais (que foram estreados neste serviço) são substituídos por outros novos. E continuam a ser de borla.


Então, onde estão os novos transportes urbanos?
Resposta: Os novos não existem, porque são os "velhos".

Ao não introduzir melhorias ao funcionamento da rede de transportes, a câmara demonstrou, uma vez mais, a sua incapacidade.
Decorreu o tempo, mais do que necessário, para recolherem dados, avaliarem a situação, identificarem oportunidades de melhoria, planearem a sua execução e implementarem as acções. Porque há muito a fazer para melhorar o serviço. E não mudar significa não evoluir, estagnar, decair.
Então porque não o fizeram?
Porque não sabem fazer melhor, achamos nós. E chegamos a essa conclusão ao analisarmos os resultados apresentados - ou a falta deles.
Neste caso, a única acção visível foi entregar o serviço a privados (*)

Carga a mais para esta gestão autárquica?

Tudo isto tem uma explicação. E sobre isso nós temos uma opinião. Ei-la:

É um facto que esta câmara não consegue fazer obra que se veja.
A confrontação com esse facto causa nervosismo e desconforto aos responsáveis pela gestão autárquica.
O nervosismo tolda as almas e deforma o raciocínio.
Sendo possível atingir-se o desespero, em situações mais avançadas.
Aí perde-se a razão. É-se dominado pela emoção. E aparecem, frequentemente, as decisões irracionais. Com consequências negativas, que também afectam o autor da decisão. É aquilo que se costuma chamar um tiro no pé. Uma coisa frequente naqueles que, ao fazerem a travessia do deserto, têm miragens falsas dum oásis salvador.

E o que são os "novos" transportes urbanos senão uma miragem irrealista, de quem atravessa um deserto de ideias?

(*) - sobre as contas e os custos do serviço falaremos noutro artigo

19 de maio de 2008

SEIS MESES é muito tempo

Na folha de Alcácer de Novembro de 2007, já lá vão mais de seis meses, anunciava-se a obra da estrada da Ameira.

Estas obras ainda estão longe de estar terminadas.
Têm causado muitos incómodos às pessoas.
E já se arrastam à tempo demais.
Senão vejamos.
Aquele troço não chega a ter 2 km.
Se a estrada já estivesse pronta, podiamos dizer que foi arranjada à velocidade aproximada de 300 m/mês. O que, perante a tecnologia hoje disponível, é simplesmente ridículo.
Imaginem quantos séculos seriam necessários para construir o aeroporto em Alcochete a esta velocidade...
.
Então, se a demora não se deve a questões tecnológicas, a que se deverá?
.
Poderemos pensar que há falta de dinheiro.
Sobre este aspecto, o Sr. Presidente Paredes ilucidou-nos quando afirmou: "Esta câmara não é das piores. Há dinheiro e o executivo anterior não nos deixou uma situação financeira complicada." (afirmação publicada no semmaisjornal de 10 de novembro de 2007)

Se a demora na execução desta obra não se deve a questões tecnológicas nem financeiras só nos resta uma outra hipótese:

É uma questão humana.

Ou seja.

Há materiais disponíveis, há tecnologia acessível e há dinheiro.

Mas não há saber nem habilidade para tirar proveito disto tudo.

Não conseguem fazer bem, rapidamente e com custos controlados.

E quando não se consegue fazer isto, é impossível introduzir factores de mudança, fundamentais numa sociedade desenvolvida e competitiva.

Assim não vamos lá.

Alcácer merece mais!

_______________

NOTA:

Exemplos como este abundam no nosso concelho. Basta visitar os artigos antigos do Alcácer do Sol para recolher inúmeros outros exemplos. Ou seja, esta não é nenhuma excepção à regra. Este é o nível de desempenho do nosso executivo camarário.

14 de maio de 2008

arquitontice em evolução

Na última Assembleia Municipal o executivo camarário foi questionado sobre o Largo Luís de Camões.

Respondeu o Sr. Presidente assumindo que ainda não tinham tido tempo de lá ir, prometendo uma intervenção no local.

Já aqui mostrámos que o Sr. Presidente se equivocou, tantas foram as intervenções no largo. Mas a dinâmica instalada é tal que as intervenções surgem umas a seguir às outras. E recentemente fomos surpreendidos com mais uma!

A iluminação da parte inferior do toldo dos táxis - arquitontice 2.
.


Na realidade o toldo já era iluminado pelos candeeiros de iluminação pública. Mas apenas na superfície superior. Que o toldo tapou... Agora foi iluminada a parte inferior. A isto se pode chamar uma arquitontice em evolução!

A necessidade de iluminação dos espaços públicos é indiscutível. Mas a forma como alcançar esse objectivo não pode ser desprezada. Aqui, a solução aplicada é a mesma que predomina nas feiras de província - simplesmente lâmpadas fluorescentes.
Se para uma feira (instalações provisórias e de curta duração) aquela solução é aceitável, para uma instalação definitiva num dos locais mais nobres da cidade é uma aberração.

Em termos de arquitontices, aquele tipo de iluminação acaba por se integrar perfeitamente no nível estético ali presente.
Só que nada daquilo faz sentido naquele local em particular.

É caso para usar as palavras do Sr. Miguel Sousa Tavares:

"Por favor, não governem mais!
...não há nada mais perigoso do que políticos sem ideias mas cheios de iniciativas.
...não há nada mais assustador do que os decisores desatarem a tomar decisões que ninguém lhes pediu e cuja necessidade ninguém sente. Apenas porque acham que assim estão a mostrar serviço."
(*)


Alcácer merece mais!


(*) jornal Expresso de 10 de Maio de 2008

7 de maio de 2008

quem não sabe... compra feito

A ponte metálica sofre obras de manutenção há já muitos meses.
Como consequência dessas obras, a circulação rodoviária sofreu um grande impacto.
Principalmente porque a travessia do rio passou a ser alternada.
Perante este cenário, não houve qualquer readaptação à circulação rodoviária.
As consequências são bem visíveis.
A confusão aumentou.
A rotunda encolheu.
Foi invadida pelos veículos de maior dimensão.

Primeiro foi o lancil a destruir-se.


lancil não resiste e desintegra-se
nunca foi arranjado
repare-se na sinalização ali colocada...

Depois foi o foco de iluminação embutido.
este foco ficou completamente destruído
a gestão da cidade limitou-se a tapa-lo com terra...

Ultimamente os estragos avançaram.
Ontem era uma tampa metálica:
repare que nem sinalização existe!
o buraco está lá
a tampa está partida
como foi possível chegar-se a este estado?

esta fotografia é desta semana!

Deixar chegar a situação a este ponto é lamentável. Ainda por cima quando está em causa a segurança dos cidadãos.

É necessário adaptar o local à realidade presente. E a circulação alternada na ponte é um facto definitivo. Se assim é porquê esperar tanto tempo para por ordem na rotunda?

Estarão à espera que os Senhores de Lisboa lhes venham dizer como é que devem fazer?

Terá sido para isso que lhes vão pagar mais de 130.000,00 €uros?

Se para fazerem um muro (ou será um passeio com estacionamento?) demonstram tanta dificuldade, este tipo de intervenção é claramente areia a mais na camioneta.

Assim não vamos lá.

Alcácer merece mais!

falta de tempo? certamente que não

Na última Assembleia Municipal, uma deputada questionou o executivo sobre a necessidade de se intervir no Largo Luís de Camões.

Neste local o estacionamento é difícil e desordenado.
A circulação rodoviária é caótica.
O espaço está mal gerido, com prejuízo para a economia local, para o turismo, para o ambiente, para a mobilidade e para a qualidade de vida dos cidadãos em geral.
Esta era uma das grandes críticas pré eleitorais da equipa actualmente em funções.
E todos reconhecem que tarda uma intervenção para reabilitação do local.

Não estão em causa ideias, porque essas não faltam.
O que está em causa são resultados. Esses escasseiam!
E neste aspecto pareciam estar todos de acordo!

Até o Sr. Presidente, que afirmou que ainda não tiveram tempo de ir ao Largo Luís de Camões... prometendo uma intervenção para ...
Para quando Sr. Presidente?

Estranhamos a resposta do Sr. Presidente Paredes à pergunta da Deputada.

Explicamos porquê:

1. Toldo dos Táxis





conseguiu-se tapar a ponte...
conseguiu-se tapar o rio...
conseguiu-se afastar dali as pessoas





2. Venda de Camarão

o toldo que não tapa o sol... onde era preciso
o barco que despreza questões básicas de higiene
não há refirgeração para o camarão
não há onde lavar as mãos
a saúde pública foi desprezada



3. Regulação do Estacionamento Automóvel


os parquímetros foram instalados, validados e pagos
permitiam distinguir positivamente os utilizadores
(moradores, comerciantes, deficientes, etc.)
nunca foram postos a funcionar
rejeitaram-nos
em troca de nada
porquê ?

dinheiro directamente para o lixo
até parece que somos ricos...
4. Instalação de Equipamentos Destituídos de Sentido



5. Desmantelamento de Candeeiro de Iluminação Pública

destruir para quê?
com que fim em vista?


Como as imagens provam, houve tempo para intervir no Largo Luís de Camões.
O que não houve foi habilidade, arte, saber e competência.
O que repetidamente aparece em inúmeros outros locais da nossa terra.
Alcácer merece mais!

o muro da vergonha

O muro da vergonha nasceu em Fevereiro (há cerca de 3 meses).
Começou por aparecer, parou a meio da execução e morreu ontem, desmantelado.
Ganhou este nome porque é uma vergonha o que aconteceu.
Nada disto seria possível num sistema organizado e estruturado.
Infelizmente não é o que a Câmara nos mostra.
Este não é um caso isolado. São tantas as demonstrações de incapacidade que até faz dó...

Para quem se julgava capaz de governar o mundo...

Remoção manual dos blocos

Remoção da estrutura de suporte ao muro...


Processamento dos entulhos...

Parece que agora vai nascer ali um estacionamento automóvel.
O que é muito necessário.
Como é necessário em muitos outros locais de Alcácer do Sal.
Será que decidiram finalmente intervir no estado caótico do estacionamento e da circulação automóvel em Alcácer do Sal?
O tempo o dirá.
Basta observarmos o que se passa, ou não passa, pela nossa terra.
Esperemos que esta não seja apenas uma obra desgarrada, desintegrada dum projecto global para a cidade.
Ou teremos que ficar à espera que uma empresa de Lisboa nos diga o que devemos fazer no nosso Concelho? Até 2013?...

Como é possível complicar tanto uma coisa tão simples?
Qual será o motivo por não haver obra que se veja em Alcácer do Sal?

22 de abril de 2008

dia da terra, 22 Abril

Hoje é o Dia da Terra.

Houve debates, divulgação de informação, campanhas de sensibilização,..., enfim uma série de iniciativas por esse mundo fora. Afinal a Terra diz respeito a todos nós!
E em Alcácer?
Andámos pela cidade e recolhemos algumas imagens significativas. Ei-las:
1. No largo Pedro Nunes a Câmara deu continuidade à destruição do sistema de bicicletas com utilização gratuita pela população .
Numa época em que tanto nos preocupamos com o aquecimento global do planeta, com a poluição e com a necessidade de reduzirmos o consumo de combustíveis fósseis, a Câmara rejeita um sistema alternativo ao automóvel com reconhecidas vantagens para todos nós.

A bicicleta apresenta-se, em muitas situações e por essa Europa fora, como uma alternativa viável ao automóvel nas cidades (e não só). A sua taxa de utilização tem crescido imenso, principalmente nos países mais evoluídos...

O sistema instalado em Alcácer integrava soluções tecnológicas evoluídas e inovadoras. Estava instalado e pago. A câmara preferiu deita-lo fora! Arrancou-o hoje, dia 22 de Abril, dia da Terra!

E não criou qualquer alternativa, demonstrando uma vez mais a sua forma de (des)governar.
Resta-nos assim uma marginal atafulhada de carros, estacionamento abundante em segunda fila (com os veículos da câmara a darem o exemplo), circulação muito lenta e no sistema pára-arranca, falta de espaço para circulação pedonal, ...
Como não sabem resolver o problema, pagaram 110.000,00 €uros a uma empresa de Lisboa para lhes dizer o que fazer...

O nosso executivo deve julgar que somos muito ricos... (o pior é que os ricos não fazem disparates deste tipo).
Mais uma vez Alcácer anda para tráz...

2. Os parquímetros instalados no Largo Pedro Nunes e no Largo Luís de Camões foram também hoje arrancados.

Estes equipamentos, que funcionavam com moedas ou cartão do munícipe, pretendiam desincentivar o estacionamento de longa duração. Mas não era um sistema cego. Permitia a diferenciação de utilizadores, nomeadamente os residentes locais, os deficientes e os comerciantes. Desta forma melhorava-se a mobilidade. O comércio tradicional também beneficiava com esta medida. E quem estacionasse o seu veículo na margem sul poderia usufruir de um crédito, no seu cartão do munícipe, no valor duma viagem de mini-autocarro.
Medidas que ajudariam a melhorar a qualidade de vida nesta terra...

O executivo camarário actual quiz mostrar como se governa no mundo...pena ter escolhido como exemplo a república das bananas...


3. Quando este executivo tomou posse também arrancou uma série de sinais de trânsito para reserva de estacionamento a veículos da câmara.
Foi bonito.
O resultado não é no entanto brilhante nem dignificante.
Para além dos muitos carros da câmara estacionados em 2ª fila, observamos um exemplo repetitivo a não seguir. Eis esta situação capatada hoje, Dia da Terra.

Infelizmente muitos outros exemplos poderíamos apresentar.
Alcácer está insustentável.
Mas pode mudar!

26 de março de 2008

conversas da rua

Encontramos uma mãe desolada que nos contou a seguinte história, muito recente:
A Escola Pedro Nunes seleccionou os alunos mais distintos na disciplina de Matemática.
O objectivo era participar numa competição a nível nacional, representando Alcácer do Sal.
O local da prova era Braga.
O entusiasmo era muito. O orgulho em representar o Concelho, também.
Foram pedidos apoios para a deslocação.
A Câmara comprometeu-se em assegurar o transporte.
...
À última da hora falhou...mesmo depois de insistentes pedidos.
...
Os alunos e seus acompanhantes ficaram em terra. Não foram a Braga e Alcácer do Sal não foi representada...

O desconsolo foi enorme...
A frustação era imensa...
Ninguém percebeu o motivo para a Câmara não cumprir o seu compromisso.
Quando ainda há bem pouco tempo, o Presidente Paredes falava num projecto bons alunos...integrado num plano dito estratégico...
Foi o mesmo Presidente Paredes que também afirmou recentemente: "não vale a pena prometerem-nos se não querem cumprir e se prometem vão ter de cumprir".

Será que o Presidente não leva a sério as suas próprias palavras? Ou será que as afirmações do Presidente não merecem o respeito dos seus subordinados?
Será esta mais uma promessa não cumprida por uma equipa capaz de governar o mundo?

Será que a mãe do aluno que não foi a Braga representar Alcácer do Sal estava equivocada?

Que estará a acontecer em Alcácer do Sal? Responda você mesmo!

18 de março de 2008

agradecimento

No início do ano alertamos, aqui no Alcácer do Sol, para alguns riscos presentes na Rotunda 25 de Abril. A 15.1.2008 escrevemos um texto intitulado "trânsito" (continua disponível para sua consulta).
O texto contempla algumas fotografias, das quais extraimos esta:

No mês seguinte, perante total apatia do executivo camarário, voltamos a abordar o assunto.
A situação tinha-se degradado. Os riscos tinham aumentado...
Foi assim publicado um artigo "Rotunda 25 de Abril" a 3 de Fevereiro de 2008 (que também continua disponível para sua consulta).
Recorremos mais uma vez a fotografias para exemplificar alguns dos problemas ali existentes.
Donde retiramos este exemplo:

Hoje constactamos que, passados alguns meses desde o nosso primeiro alerta, o executivo camarário decidiu agir.
Se decidiu agir é porque reconheceu que algo estava mal.
Se algo estava mal, porque levaram tanto tempo a agir?
Pelo que conseguimos vislumbrar, limitaram-se a tapar a cratera com areia.
A fotografia seguinte mostra o local, após a intervenção:
A acção tomada para resolver o problema é tardia e pobre. É muito pobre.
Não foi por falta de tempo...(já lá vão mais de 2 meses...)
Nem foi por falta de sugestões...
Terá, o executivo camarário, tido problemas de planeamento, cabimentação, concepção,...?
Será muito complicado tapar um buraco?
Não sabemos.
Mas também não podemos esperar mais de quem não sabe fazer melhor.
Pelo menos reconheceram que havia ali um problema...
Pelo menos tentaram resolvê-lo...
Muito mais falta fazer.
Mas pelo pouco que fizeram, aqui ficam os nossos agradecimentos.
É para o bem da nossa terra. E isso agrada-nos.
Resta-nos esperar que tenham capacidade para identificar os restantes problemas ali existentes.
E que os resolvam.
Quando isso acontecer, estaremos cá para voltar a agradecer.
Mantemo-nos disponíveis para contribuir com possíveis soluções, como sempre.
Certos de que é importante preservar a segurança, a mobilidade e a boa imagem de Alcácer do Sal.
Alcácer merece carinho!

17 de fevereiro de 2008

incoerências...


No Artigo 4º da "Organização dos Serviços Municipais" apresentado recentemente pelo Município de Alcácer do Sal lê-se:

«1- A desconcentração dos serviços visa aproximar os munícipes dos locais de decisão, contribuindo para melhorar a sua eficiência e a participação dos cidadãos.»

«2- É dever de qualquer responsável propor a adopção de medidas de desconcentração que favoreçam a aproximação dos serviços aos cidadãos.»

Vem isto a propósito do seguinte comentário:
"Quando lembrei ao Presidente Paredes que ele centrou a sua campanha eleitoral num slogan em que prometia que ia governar mais em equipa e fazer de modo que os cidadãos de Alcácer pudessem participar mais nas decisões, ele responde-me, tranquilamente, que abandonou essa ideia, pois chegou à conclusão que «consultar as pessoas era uma perda de tempo». «Vivemos numa democracia representativa, fomos eleitos e isso basta para que tenhamos legitimidade para decidir."

Publicado no http://saldalcacer.blogspot.com
Autor: Miguel Mosquito
Data: 18Set2006



Alcácer merece mais!

16 de janeiro de 2008

enfeites



Em Janeiro, acabadas as festas de fim de ano, desmontam-se as iluminações de Natal.
É o processo normal.
Só não entendemos porque razão não se removem outros enfeites por aí espalhados.
Falamos, por exemplo, dos parquímetros que estão na marginal.

Nunca foram postos a funcionar ao público.
Mas podiam ser úteis.
Podiam, por exemplo, desencorajar o estacionamento de longa duração. Ou seja, menos tempo de estacionamento significa mais carros estacionados por dia. Quantos mais carros estacionados mais potenciais clientes junto ao comércio tradicional.

Senão reparem na quantidade de habitantes, visitantes e turistas, que passam na marginal e se vão embora, só porque não sabem onde deixar o carro. Quantos menos carros param, menos pessoas circulam, menos vendas se fazem. E sem pessoas não há comércio tradicional...nem turismo...nem crescimento.
Este é apenas um dos aspectos da regulação do estacionamento.
Muitos outros se podem aplicar, como por exemplo a isenção de pagamento para os moradores locais e os deficientes.

Para que é que o actual executivo pagou mais de 33.000,00€ por estes equipamentos que nunca usou?...

Terão agora uma alternativa melhor?
Já passaram mais de dois anos e ainda não se percebeu nada...
Na margem Sul destruiram e removeram os equipamentos instalados.

Na margem Norte abandonam-os...como ferro velho!

O estacionamento em segunda fila é uma alternativa melhor?
Acreditamos que alguém pense assim. Se for este o caso, por favor, removam os enfeites! Deitar fora mais trinta e três mil €uros não é nada, comparado com tudo o que já mandaram para o lixo...

Nota: a 300 €uros por cada grupo de foliões, os 33.000 €uros destes enfeites dão um carnaval e pêras!

Bora lá mudar que isto já é "carnaval" a mais!

22 de dezembro de 2007

inovação?


Foi adjudicada uma obra a uma empresa de construção civil.
Optaram por não utilizar os recursos - humanos e materiais - disponíveis na CMAS para a sua execução.
Se esta opção sai mais cara também não interessa. Deve haver dinheiro para gastar.
E desta forma, caso as coisas corram mal, sempre é possível culpar terceiros...
A obra contempla a pavimentação duma pequena rua no Bairro de S.João / Olival Queimado.

A sua execução vai adiantada. Já tiveram início as operações de lancilagem. O pavimento está quase pronto para receber o asfalto.

Excepcional, não é? Aqui está uma evidência da capacidade do executivo camarário em projectar, cabimentar, concursar e, dentro em breve, inaugurar!

Tão excepcional que fomos visitar a obra.
Acontece que houve coisas que não conseguimos ver!
Não vimos nenhum sistema para escoamento das águas pluviais.
Também não vimos a instalação duma rede de esgotos.
E não vimos, não por estarem ocultas. Não. Não vimos porque não foram executadas. Porque se tivessem sido construidas haveria inúmeras evidências. Como as bocas de saneamento ou a abertura das sarjetas...
Isto é grave!
Onde estão as preocupações com a qualidade de vida das pessoas que ali residem?
Onde estão as preocupações com a natureza e a protecção ambiental?
Onde está a gestão dos espaços públicos?
Onde está a correcta aplicação do dinheiro dos nossos impostos?
Porque será que não se fazem as coisas como devem ser?
Porque será?

Alcácer merece mais!


Consegue vislumbrar, junto aos lancis, alguma sarjeta?
E no eixo da via, vislumbra alguma boca de saneamento?
Pois é, não estão lá...









PS - Não acreditamos que a empresa adjudicada se tivesse esquecido de tão importante aspecto construtivo. Mas mesmo que isso fosse possível, os responsáveis da CMAS que acompanham e fiscalizam a obra teriam detectado a anomalia. Poder-se-á então depreender de que a origem da omissão reside no projecto em si?
Consta-nos que desta vez não se podem desculpar com o facto do projecto ser doutro executivo qualquer...