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22 de maio de 2009

o empenho pela educação e pelos jovens

Pedro Paredes e a sua equipa fartam-se de falar.
Apresentam planos, projectos, ideias.
Os resultados é que custam a aparecer...
Das palavras aos actos vai uma distância incomensurável!
Porque será?
É só propaganda?
Vejamos o que os dados, fornecidos pela própria CMAS, dizem.

Falamos agora sobre a educação.
O que afecta essencialmente as nossas camadas mais jovens.
(falaremos de outros temas noutra ocasião; desta vez escolhemos este)






Segundo o documento " Execução Anual do Plano Plurianual de Investimentos" verifica-se que o actual executivo camarário projectou investir em "Educação"(obj 21), durante o ano de 2008, a módica quantia de 450.249,98€.

Terminado o ano de 2008 e feitas as contas, verificou-se que se investiu nesta área apenas 192.813,09€.

Ou seja, ficou por cumprir a maior parte do projectado.
Ficou por executar mais de metade daquilo a que se propuseram fazer.
Para ser mais preciso, ficou por concretizar 57% do previsto.
Isto é demais!

Não foi por falta de dinheiro.
Como já aqui escrevemos, as receitas da CMAS têm crescido de forma continuada e muito significativamente.

Não foi por falta de necessidade.
Elas estão à vista de quem visite as escolas de Alcácer.

Então porque foi?
Projectaram mal?
Não sabem fazer melhor?
Enganaram-se, outra vez?

Prometeram a remodelação da escola do Morgadinho para o ano passado. As obras nem sequer começaram.

Prometeram a renovação da escola dos Telheiros.
A sua candidatura não avançou. Esta escola desapareceu do prometido plano de renovação do parque escolar.

Reduziram em 30% as bolsas de estudo para quem está no ensino superior.

Tanta conversa sobre os apoios à juventude e à educação no concelho e depois não fazem nem metade daquilo a que se propuseram fazer?

Porquê?
Incompetência?

6 de maio de 2009

estudar no ensino superior

Uma investigadora da Universidade de Lisboa analisou quanto custa estudar na Universidade em alguns países da Europa.

Concluiu que "as famílias portuguesas são as que mais pagam, em relação ao seu rendimento, para ter os filhos no ensino superior". (1)

Concluiu também que, em contra partida, "os apoios em Portugal também são dos mais diminutos. No resto da Europa chegam aos 93%, enquanto em Portugal se ficam pelos 18% do preço total do curso". (1)

Acresce-se o facto de, em Portugal, entre 1995 e 2005, as propinas no ensino público terem subido 452%. Enquanto a Constituição fala dum ensino tendencialmente gratuito...

Vem isto a propósito duma das "grandes" medidas do actual executivo camarário de Alcácer do Sal.

O de baixar, em 30% as bolsas de estudo dadas pela CMAS a estudantes no ensino superior!

Como se depreende dos dados acima apresentados, esta foi claramente uma decisão errada. Mais uma. Em que os jovens do nosso concelho ficaram prejudicados.

Nem o argumento de que esta medida permitiu alargar o número de bolsas tem qualquer cabimento. Porque as receitas previstas nos orçamentos da CMAS de 2008 e 2009 contemplavam crescimentos anuais superiores a 20%! Ora dinheiro não falta!

Para além disso, os valores relativos ao aumento do número de bolsas de estudo são ridículos quando comparados com alguns desperdícios feitos em perfeitos fracassos, em arquitontices, em disparates...

De que serve um gabinete da juventude se depois cortam nos apoios, a essa mesma juventude, que quer desenvolver as suas competências com recurso ao ensino universitário?

A Educação não deveria ser um negócio...

Alcácer merece mais!

(1) - Fonte: Diário de Notícias de 3/5/2009

_______________________________

NOTA:

Na acta nº 4, relativa à Reunião Ordinária de Câmara realizada a 21/02/2008 pode-se ler: "A vereadora Isabel Vicente esclareceu que o valor das bolsas não foi reduzido em 50% mas sim em 30%."

27 de março de 2009

cor de rosa






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17 de março de 2009

dar o dito por não dito... outra vez!

A folha de Alcácer nº38 foi publicada em Junho de 2008.
Nela pode-se ler, sob o título "Educação", que o novo centro escolar do Torrão contempla o ensino pré escolar, 1º, 2º e 3º ciclos.




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Acontece que, na folha de Alcácer nº 48 (Fev/Mar 2009), o centro escolar do Torrão volta a ser notícia. Mas agora o seu conteúdo sofre alterações significativas .
Anuncia-se que o Torrão será contemplado com novas instalações para o ensino pré-escolar e 1º ciclo.
A capacidade para integrar o 2º e 3º ciclos, apresentada na notícia de há nove meses atrás, desaparece.
Passa-se dum facto para uma possibilidade adiada... para um futuro omisso.
Sem qualquer justificação para esta mudança de planos...


Notícia da última folha de Alcácer


Certo é que as duas notícias são contraditórias.
Numa diz-se que se faz.
Na outra diz-se que haverá possibilidade de se vir a fazer, sabe-se lá quando...
Que terá levado o executivo a alterar o discurso sem qualquer explicação?
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As crianças e os jovens do Torrão têm o direito à educação, como todas as outras e de acordo com a Constituição.
Satisfazer esse direito obrigando as crianças de 10 ou 11 anos a percorrerem longas distâncias (nem sempre bem servidas de transporte) e a permanecerem longos períodos afastados da sua terra, dos seus familiares e da sua casa, não é uma situação desejável na Europa Comunitária em pleno século XXI. Esta é uma situação que é necessário alterar.
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Mas, a julgar pela publicidade em curso, o nosso executivo está muito orgulhoso desta obra amputada. E nem sequer faz uma previsão para a concretização das obras adiadas, que foram publicitadas há menos de um ano...
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Não é o pavilhão desportivo coberto que compensa a suspensão de uma parte significativa do projecto - o 2º e o 3º ciclos.
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Porque será que este executivo não faz o que diz, nem diz tudo o que faz?
Porque será?
Advinhe você...
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Não é desta forma que Alcácer (concelho) se desenvolve, evolui e dignifica...
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16 de março de 2009

incongruências...

Estranhamos o facto da renovação nacional do parque escolar apresentar, no nosso concelho, grandes discrepâncias de caso para caso.
Escrevemo-lo aqui.
Estranhamos o facto da Escola dos Telheiros ter sido excluída do processo.
Estranhamos o facto do processo da outra escola da cidade - a Escola do Morgadinho - estar atrasado em relação às restantes.
E também estranhamos o facto de apenas a Escola do Torrão ter direito a um pavilhão coberto para a prática desportiva.

A folha de Alcácer vem agora esclarecer este último facto:


Acontece que os argumentos apresentados para justificar o pavilhão coberto no Torrão, também são válidos para a Comporta.
Ou seja, se construíssem um pavilhão coberto na Escola da Comporta, este também poderia, tal como no Torrão, ser utilizado pela restante população.
E acrescentaríamos: poderia também ser utilizado por turistas...

Mas, o que concluímos da leituras dos boletins oficiais do Município, é que os princípios aplicados num local diferem dos princípios aplicados noutro local.
Já ouvi chamar, a estes modelos de pensamento e acção, discriminação negativa.
Será que consideram que as crianças e os habitantes da Comporta são seres inferiores e, consequentemente, têm menos direitos?
Será que na Comporta não chove, não há frio no inverno nem um sol abrasador no Verão?

Este artigo, publicado na folha de Alcácer, só vem realçar a falta de coerência deste executivo nas suas relações com as pessoas.

Incongruências...
para satisfação dos interesses de quem?

14 de março de 2009

viva o Atlético

Hoje, a escolinha de futebol de 7 do Atlético deslocou-se a Grândola e bateu, por 4-1, o Grândola foot.
Falamos de crianças a rondarem os 10 anos, que têm feito boa figura no campeonato em curso.

Estão mais uma vez de parabéns!

Estranhamos o facto de o site oficial da CMAS anunciar sucessivamente as actividades duma outra escolinha de futebol de Alcácer, ignorando continuamente os nossos míudos do Atlético.
Será distracção, descriminação ou simplesmente desconhecimento?

Certo é que as pessoas passam mas as instituições ficam.

E o nosso Atlético vai continuar a desenvolver o seu importante trabalho na área do desporto em Alcácer do Sal.

6 de março de 2009

precisamos duma Escola nova!

Referimo-nos à Escola Secundária.
Falemos de factos.

Em Julho de 2005 foi emitido um relatório da Inspecção-Geral de Educação.
Integrava-se no Programa de Aferição.
Contemplava a Efectividade da Auto-Avaliação da Escola Secundária de Alcácer do Sal.
Foram avaliados quatro campos de aferição compostos por nove indicadores (no total).
A avaliação considerava uma escala de 4 níveis. O mais baixo - nível 1(não satisfaz) - até ao máximo - nível 4(muito bom).
Dos nove indicadores avaliados dois atingiram o nível 2 -satisfaz. Foram eles os Recursos Humanos e os Recursos Financeiros e Físicos.
Os restantes sete indicadores mereceram nota negativa - nível 1(não satisfaz).
Ou seja, podemos dizer que a taxa de sucesso se ficou pelos 22%...
Estes resultados não deixam dúvidas a ninguém.
São catastróficos.
Pelo que era de esperar uma reacção enérgica do Conselho Executivo da Escola para inverter uma situação deveras anómala.

O tempo passou.
E a Inspecção-Geral da Educação voltou à Escola em Novembro de 2008.
Voltou a fazer a sua avaliação na Escola Secundária de Alcácer do Sal.
Fez-se, inevitavelmente, a comparação de resultados desta avaliação com a anterior.
Ficámos desolados.
Vejamos porquê.
Eis algumas afirmações integrantes do relatório:

  • "Os alunos não têm uma imagem muito positiva da Escola"

  • "Os documentos estruturantes da ESAS expressam princípios de equidade e de justiça. Porém, os diversos actores não têm a percepção de que os responsáveis pautem o seu desempenho em consonância com estes pressupostos."

  • "Não existe uma visão estratégica única, consentânea e partilhada por todos"

  • "A Assembleia tem tido um papel pouco interveniente, o mesmo sucedendo com o Conselho Pedagógico, cuja actividade se encontra suspensa à data da intervenção [Nov2008], por decisão do Conselho Executivo"

  • "A liderança de topo é inexistente e não revela capacidade de comunicação..."

  • "os problemas identificados mantêm-se, são do conhecimento de todos os actores e não se perspectiva qualquer plano que vise mobilizar os diferentes pareceiros na sua resolução"

  • "A Escola desconhece os seus pontos fortes e fracos e não definiu planos de melhoria"
E, nas considerações finais do relatório, são identificados apenas 3 pontos fortes contra 10 pontos fracos.

Note-se que um dos pontos fortes da Escola é o "Empenho dos docentes nas actividades lectivas".

Só falta dizer que a avaliação contemplou 5 parâmetros dos quais apenas dois tiveram classificação de suficiente. Os restantes 3 foram negativos (insuficiente).
Em termos globais atrevemo-nos a dizer que isto corresponde a uma taxa de sucesso de apenas 40%.
É negativo.
É mau.
Com a agravante desta situação se estar a arrastar há já uns anos.
Alcácer merece uma Escola de Qualidade.
É para isso que pagamos os nossos impostos.
É para isso que o Conselho Executivo recebe o seu salário.


imagem do interior da Escola

5 de março de 2009

simulacro estende-se à educação



Depois de anunciar a renovação/construção de quatro centros escolares, o executivo em funções já começou a recuar.
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Primeiro fez desaparecer a Escola dos Telheiros deste processo.
Falta explicar porquê.
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Depois avançou com os concursos para as Escolas da Comporta e do Torrão.
Deixou para trás a Escola do Morgadinho. Uma promessa já falhada.
Esqueceram-se da cidade?
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Não contemplaram a Escola da Comporta com o 2º ciclo. O que é difícil de entender.
Esta opção causa danos e sacrifícios a muitas crianças de 10 e 11 anos.
Elas, para irem à Escola, saem de casa pelas 7:30 da manhã e regressam perto das 18:00
(no Inverno saem de casa de noite e chegam a casa de noite).
Será isto desprezável para aqueles que decidiram não avançar com as necessárias obras?
Quem assim decide, tomaria a mesma decisão se tivesse nesta situação os seus próprios filhos (ou netos)?
E não nos venham com desculpas de dinheiro...
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Por outro lado há discrepâncias difíceis de entender.
Falamos, por exemplo, duma escola ter uma área coberta para a prática desportiva e de a outra escola não ter.
Porque será?
O clima é assim tão diferente de um local para o outro?
Ou será que vislumbraram alguma diferença nas crianças?
Não venham outra vez com a desculpa da dimensão da escola e do número de alunos. Isso é descriminar pessoas pelo simples facto de viverem num aglomerado urbano maior ou menor... Ainda para mais estamos a falar de crianças!
Se há dinheiro para mudar pavimentos de passeio, não haverá dinheiro para fazer uma cobertura numa das escolas a construir?
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Na última Assembleia Municipal, Pedro Paredes enalteceu a acção do executivo na área da educação.
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Mas não disse que as Grandes Opções do Plano de 2009 contemplam uma variação (relativamente a 2008)
de.....-33%..para Bolsas de Estudo no Ensino Superior. Ou seja, passaram de 60.000€ em 2008 para 40.000€ este ano.
Note-se que, no mesmo período, o executivo prevê um crescimento das suas receitas de +26%...

Pedro Paredes também não disse que, no seu segundo ano de mandato, reduziram o valor individual das mesmas bolsas de estudo em cerca de 50%...

A redução do número de bolsas atribuídas não é, nem pode ser, uma justificação para estes cortes.
Porque os critérios aplicados no processo de candidatura são demasiado exigentes.
Façam as contas a quanto gasta um aluno para tirar um curso superior e pensem.

Para além disto, um aluno que opte por um curso tecnológico (ensino secundário) corre o risco de ter que ir estudar para outra cidade (a oferta da nossa Escola Secundária é fraca). O que representa uma despesa adicional muito considerável... a ponto de poder inibir tal iniciativa. Com possíveis prejuízos para o aluno e para a comunidade.

Na era do conhecimento, não estimular efectivamente a formação de pessoas nos mais variados níveis de ensino, é um puro suicídio.
O desenvolvimento não se consegue com simulacros.
Consegue-se com acções coerentes e determinadas.
Assim não vamos lá!


Alcácer merece mais!


(*)- Grandes Opções do Plano dos anos 2008 e 2009 / Ensino Superior / Bolsas de Estudo [21 213]

14 de novembro de 2008

alunos



Decorreram hoje, em várias cidades de Portugal, manifestações de alunos do ensino básico e secundário.
Houve escolas fechadas, protestos e polícia. Alguns deles à paisana e infiltrados no meio dos estudantes. O Estado estava, possivelmente, em risco.
Falámos com um estudante que participou activamente nos protestos.
Tentámos entender o motivo da sua contestação.

Eis os pontos de vista apresentados:

1. Regime de faltas. Um aluno que falte o equivalente a duas semanas - 10 dias - terá que fazer uma prova, por cada disciplina, para retomar a Escola com possibilidade de sucesso. Independentemente do motivo das faltas. Ou seja, um baldas tem o mesmo tratamento que um aluno empenhado que tenha um problema de saúde. Na perspectiva do estudante com quem falámos, isto é injusto e inaceitável.

2. Um aluno que siga o percurso normal no ensino secundário tem que cumprir, com dedicação, três anos de estudo. Um outro aluno, com uma perspectiva alternativa, abandona a escola, espera pelos 18 anos, inscreve-se no desemprego e tira o 12º ano em menos de um ano e com financiamento mensal através das novas oportunidades. Financiamento esse que é superior àquele que é atribuido aos alunos do ensino superior. Na perspectiva do estudante com quem falámos, isto é injusto e inaceitável.

Ficámos sensibilizados pelos argumentos deste estudante.
Perguntamos-lhe ainda se os estudantes estavam a ser manipulados.
Ele respondeu que sim, que estavam a ser alvo de manipulação. Havia quem os tentava manipular quando os queriam convencer de que as suas preocupações não tinham fundamento, que eram falsas, que eram desajustadas...

Que dizer?

Um dos participantes que mais se destaca na fotografia ostenta o fardamento da PSP e tem uma pose significativa... até parece que está ali perdido.

4 de novembro de 2008

a nova Escola Sec

Onde estão contempladas, no orçamento de estado 2009, as verbas necessárias à construção da nova escola secundária?
Quanto dinheiro foi atribuído?
Que projecto vai ser executado?

Podemos confiar na palavra de quem nos assegurou que a construção da nova escola vai arrancar no próximo verão?

Podemos confiar?
Vamos ter uma Escola nova?
Ou vamos ter uma Escola remendada?
Mais do mesmo?

Vá lá, esclareçam as pessoas.
Mostrem o que valem!



_________escola nova é carnaval?

obrigado, Escola



Em 5 de Outubro de 2008 fizemos o alerta através do artigo "desprezo pelas crianças?".
Acontecia que os alunos da Escola dos Açougues não tinham, à sua disposição, sandes ou outros alimentos para consumo a meio da manhã ou a meio da tarde.
Ou seja, se não troxessem de casa o lanche ficavam sem comer.
O que chegou a acontecer.
Restava-lhes apenas o leite escolar.
O que é bom mas não é suficiente, nem satisfatório, nem sequer é legal.

Acontece que hoje, 4 de Novembro de 2008, um mês depois do nosso alerta, um mês e meio depois do início das aulas, já existe a possibilidade dos alunos daquela Escola adquirirem uma sandes para o seu lanche.

Não sabemos as razões nem as dificuldades para tamanho atraso.
Acreditamos que o cumprimento da legislação em vigor faça parte dos objectivos do(s) dirigente(s) escolar(es) responsáveis.
Acreditamos que a sua avaliação venha a ser credível (não é disso que depende o sucesso da actual política de educação?)
Porque mais vale tarde do que nunca, aqui fica o nosso agradecimento por terem feito a vossa obrigação.

23 de outubro de 2008

matemática

As inscrições das escolas nas XXVII Olimpíadas Portuguesas da Matemática terminam dia 24. Amanhã!

A informação disponibilizada no site da Sociedade Portuguesa de Matemática indicava hoje a não inscrição das escolas do nosso concelho - Torrão (Bernardim Ribeiro), Pedro Nunes e Secundária.

Numa terra em que não se passa nada, faz sentido levar os nossos jovens a participar nestes eventos.
Estamos a tempo de os inscrever! Mas atenção, só falta um dia!
O que deve ser feito pelas escolas através de http://www.opm-online.net





Pode não parecer, mas há muito de matemática nesta representação geométrica.

9 de outubro de 2008

carnavaladas

O executivo camarário decidiu apoiar economicamente os estudantes da terra.
Desta forma disponibilizará um vale de 20 euros para aquisição de livros e material escolar aos alunos do escalão 2 do abono de família e de 40 euros para os do escalão 1.

São notáveis todos os esforços humanos e financeiros no apoio dos mais jovens.
São positivas todas as apostas firmes na juventude.
Porque o pilar fundamental do desenvolvimento futuro está nas mãos dos mais novos.

Recorte do editorial duma folha de Alcácer recente


O apoio de 20 euros na aquisição de livros e material escolar é uma prova inequívoca do nível de empenhamento do executivo no desenvolvimento futuro.

Pena é que este valor não chegue sequer para pagar o material escolar solicitado.
Quanto mais os livros...

Valeu o esforço.
Como vale a incoerência.


Acontece que a CMAS ofereceu este ano 300 euros a cada grupo que desfilasse durante duas horas...no Carnaval!

Enfim, tudo isto é normal, no reino do irracional!

.................................
NOTA:
1. Muitos outros exemplos de incoerência poderiam ser dados.
Mas não vale a pena.
Os Alcacerenses conhecem-nos tão bem quanto nós.

2. Segundo a Constituição, o ensino oficial obrigatório deveria ser tendencialmente gratuito... Mas há quem pense que a escola é uma chatice, enquanto as festas e as feiras são um divertimento. Como também há quem apoie esse pensamento...

6 de outubro de 2008

falta de privacidade

Na semana passada houve alguma instabilidade na Escola Pedro Nunes.
O facto deveu-se ao presumível internamento de um aluno com meningite.
O que deu origem a alguns boatos. E receios por parte de muitos pais.

No objectivo de repôr a normalidade na escola, facto desejado por todos, foi afixado na escola um documento em papel timbrado do Ministério da Saúde, assinado por Rosa Freitas, Delegada de Saúde do Concelho de Alcácer do Sal.

Ao lermos o documento ficámos desconfortados.
Porque nele se explicitava o nome do aluno que padecia de um problema de saúde.

Os pais não procuravam a identidade do(s) doente(s) em causa.
Os pais procuravam razões para estarem seguros e tranquilos de que os seus filhos não estavam sujeitos a riscos de contágio duma doença infecciosa.

Então para que servia a divulgação do nome da criança doente?
Que objectivo se pretendia alcançar com tal referência?
Porque não se garantiu a privacidade daquele indivíduo?
Não sabemos a resposta.
Mas sabemos que este facto caiu mal a muita gente...



Se alguém puder esclarecer as nossa dúvidas, por favor contacte-nos para o alcacerdosol@gmail.com
Nós divulgaremos os esclarecimentos apresentados.

5 de outubro de 2008

desprezo pelas crianças?

As Escolas iniciaram o ano lectivo na segunda semana de Setembro.
Mas em Outubro, uma das escolas do 1º ciclo da cidade de Alcácer do Sal, ainda não disponibilizava comida para as crianças se alimentarem ao meio da manhã ou ao meio da tarde.
Sim! Ou as crianças levam comida de casa ou não comem.
Porque não há uma sandes sequer para elas comprarem. Nem uma peça de fruta.
Note-se que no ano passado, nesta mesma escola, havia sandes para os alunos que o desejassem...
Este ano não há porquê?
Note-se também que noutras escolas existe oferta alimentar.
Nesta escola não há porquê?
Não sabemos as razões de tamanho desmazelo.
Porque não acreditamos que esta seja uma medida consciente para a redução do défice (ou dos custos...)
Numa terra em que se gasta tanto dinheiro em feiras e festas, sempre há-de sobrar algum para assegurar, universalmente, os direitos das crianças.
Vá lá. Façam aquilo que deve ser feito.
Ponham as Escolas a funcionar.

........................................
Nota:
Caso estejam interessados em saber mais detalhes sobre esté facto, nomeadamente qual a Escola em causa, contactem para alcacerdosol@gmail.com

4 de outubro de 2008

segregação?



Depois de encerradas várias escolas no concelho de Alcácer do Sal, a folha de Alcácer nº40 apresenta agora a nova propaganda camarária sobre Escolas.
No artigo pode-se ler:



Acontece que este artigo refere um recinto desportivo coberto para a escola do Torrão.
O que não acontece na descrição apresentada para a escola da Comporta. Trata-se, em ambos os casos, de novos edifícios.

Haverá erro na formulação da notícia?
Se assim for é normal.
Poucos estranharão o facto.
Mas então corrijam a informação.

Se não há erro na notícia, haverá erro no desenvolvimento do projecto?
Afinal os alunos da Comporta, assim como todos os outros, não têm também direito a um espaço desportivo coberto?
Descriminação negativa?
Com crianças e jovens?
No século XXI?
Com base em quê?

Vá lá, corrijam os erros.
É o mínimo que se pode pedir a quem não acerta numa à primeira.

E a ampliação prometida para a escola do Morgadinho também contempla um recinto desportivo coberto? Acontece que o que actualmente lá existe não cumpre as condições necessárias para funcionar como tal...


...............................
Nota:
No mesmo artigo também se pode ler:

Ilucidativo não é?
Gostavamos de ver a avaliação de desempenho dos funcionários responsáveis por estas chalaças.

NOTA:
Repare-se que os projectos das Escolas foram entregues a um gabinete exterior à autarquia.
Donde ressalta a inevitável pergunta:
Sr. Paredes, como arquitecto e presidente da autarquia, poderia explicar aos Alcacerenses como é que têem sido geridos os recursos humanos da área de arquitectura do município? É que não se vêem resultados do seu trabalho...
E olhe que nós nem temos falta de vista nem andamos distraídos.

13 de setembro de 2008

regresso à escola



Começou um novo ano lectivo.
De acordo com a promessa do Sr. Presidente Pedro Paredes, a Escola dos Açougues deveria ser encerrada no final do ano lectivo 2007/2008.
Ainda de acordo com a mesma promessa, no ano lectivo que agora começa - Setembro de 2008 - já deveriam estar terminadas as obras de expansão da Escola do Morgadinho. O que permitiria a transferência das duas turmas dos Açougues. Para além da criação de outras duas salas para o pré-escolar.

As obras nem sequer começaram... Os alunos, esses terão que esperar.

Que justificação haverá para esta omissão?

Estranhamos esta forma de estar na vida.
Se não conseguem cumprir as suas promessas, porque as fazem?
Quem pode confiar naqueles que não honram a sua palavra?


...............................
Nota:
Porque será que as coisas acontecem quando se trata das feiras e das festas e deixam de acontecer noutros sectores - neste caso a educação?
Que estratégia estará por trás destes factos?
Triste forma de definir prioridades...
Alcácer merece mais!

14 de julho de 2008

a escola de que nós precisamos

A Escola Secundária tem sido alvo duma atenção especial, desde há uns tempos para cá.
Estamos de acordo de que a Escola seja debatida, apoiada e estimulada.
Há muito a fazer.
Resta saber se aquilo que está a ser feito vai ao encontro das necessidades dos nossos estudantes em particular e da comunidade em geral.

Há dúvidas sobre o assunto.
Falemos hoje dum facto concreto.

No ano lectivo anterior, o Ministério da Educação, através da Inspecção-Geral da Educação, realizou um estudo na ESAS sob o tema "Efectividade da Auto-Avaliação das Escolas".
A autonomia duma escola só é possível se existir um sólido processo de autoavaliação. Só assim é possível identificar os aspectos menos positivos, agindo de forma a inverter a situação. Só assim é possível identificar os processos que correm bem e aplicar as boas práticas noutros processos da vida escolar. Só assim é possível ser, responsavelmente, autónomo.

Acontece que o relatório da Inspecção-Geral da Educação produziu resultados preocupantes. Ei-los:
  1. foram avaliados 5 parâmetros
  2. a avaliação podia variar de 1 - Não Satisfaz até 4 - Muito Bom
  3. parâmetro "linhas orientadoras e padrões de qualidade" - classificação:1-Não.Satisfaz
  4. parâmetro "planeamento e implementação das actividades de auto-avaliação" - classificação:1-Não.Satisfaz
  5. parâmetro "planeamento e implementação de acções de melhoria" - classificação:1-Não.Satisfaz
  6. parâmetro: "recursos humanos" - classificação:2-Satisfaz
  7. parâmetro: "recursos financeiros e físicos" - classificação:2-Satisfaz

Ou seja, embora os recursos (humanos, financeiros e físicos) sejam satisfatórios os restantes resultados são 100% negativos (todos 1 - Não Satisfaz).

Acontece que, o mesmo estudo já tinha sido realizado pela mesma entidade há dois anos lectivos atrás. Nessa altura foram considerados 9 parâmetros. Todos eles tiveram avaliação 1 - Não Satisfaz com excepção para os "recursos humanos" e os "recursos financeiros e físicos" avaliados com 2 - Satisfaz. Repetiu-se o insucesso!

Não se verificou, segundo estes relatórios, uma reacção positiva da Escola em tempo útil (relativamente aos processos identificados). Não houve sequer 1 parâmetro que saísse da situação de Não Satisfaz (o mais baixo degrau da classificação)!

Isto é inquietante. Principalmente quando conjugado com outros aspectos inerentes ao processo educativo (alguns já abordados aqui, no Alcácer do Sol).

É necessário mudar.

Precisamos duma escola que lidere processos de mudança, com lealdade, competência e capacidade de sacrifício. Que valorize o mérito e o esforço, sem autoritarismos bacocos e com o envolvimento de todos, aceitando a diversidade em vez de procurar unanimismos. Que forme jovens responsáveis e capazes de enfrentar, com sucesso, os desafios do futuro.

Precisamos duma escola em que os alunos sintam prazer naquilo que fazem. E que ajam duma forma activa, com curiosidade permanente e espírito de iniciativa, na busca de resultados concretos. Que se orgulhem dos resultados que alcançam, individual e colectivamente. Que não estudem por estudar, nem trabalhem por trabalhar. Que sejam fiéis a si mesmos, críticos e interventivos.

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imagem do interior da escola

7 de julho de 2008

uma Escola Secundária Nova!

A semana passada abordamos o insucesso escolar na Escola Secundária de Alcácer do Sal - ESAS.
Os dados foram retirados da carta educativa.
Hoje tivemos acesso a dados mais recentes. Falamos dos resultados dos exames nacionais realizados muito recentemente.
Não ficámos tranquilos com aquilo que vimos.
Explicamos porquê:

Houve 33 alunos a fazer exame de Matemática A (12º ano).
Só 13 conseguiram tirar positiva. Ou seja, houve 60% de insucesso nesta prova! Num momento em que as notas de matemática a nível nacional subiram muito substancialmente. A média nacional rondou os 14 valores...

Mas se considerarmos o exame de Matemática Aplicado às Ciências Sociais (11º ano), a situação é ainda pior. Dos 18 alunos que fizeram exame, só 2 é que tiveram positiva. O que corresponde a 89% de insucesso.

A Fisíco-Química (11º ano) fizeram exame 22 alunos. Só 5 tiveram positiva. Isto corresponde a 77% de negativas...

Os números são assustadores.
E confirmam a preocupação por nós demostrada muito recentemente.
Os dados confirmam o nosso apelo:

Precisamos duma Escola Secundária Mesmo Nova!
O que vai muito além do betão, motivo de propaganda contínua do executivo camarário.

...............................................................................
Nota: os dados apresentados foram recolhidos das pautas expostas hoje na ESAS.
São dados concretos, oficiais e que falam por si.
E são motivo de preocupação para todos os cidadãos de Alcácer do Sal. Em especial para os responsáveis directos pela educação no nosso concelho.

5 de julho de 2008

omissões na carta educativa

Porque necessitamos de uma Escola Secundária NOVA.

A carta educativa apresenta muitos dados.
Infelizmente nem todos são analisados, no documento, com a devida atenção.
O que empobrece a carta educativa, não dignifica os seus autores e afecta negativamente o desenvolvimento de Alcácer do Sal.
Falamos de factos concretos e recorremos aos dados apresentados.
Que são preocupantes.
Eis aqui um aspecto: o insucesso escolar no 12ºano.
A representação gráfica dos dados é a seguinte:

Donde se observa facilmente que:

  1. há uma tendência muito positiva de 1998 até 2000
  2. a partir do ano 2000, a tendência inverte-se; o insucesso escolar aumenta duma forma contínua e preocupante.
Se em 2000 houve 12 % de insucesso, em 2005 (último dado disponível) houve 45.
Um aumento de 375% em apenas 5 anos !!!

O que é que aconteceu?
Qual a causa deste insucesso?
Que acções estão a ser tomadas para inverter a situação?
Quem é responsável pela elaboração dum plano de recuperação?
Quais são as acções identificadas para o efeito.
Como vão ser implementadas?
Quem são os implementadores?
Quais são os timmings?
Como se vai verificar a efectividade do plano?
Etc...

Não vislumbramos, na carta educativa, nenhuma preocupação especial pelo insucesso escolar na Escola Secundária.
Mas que ele existe, existe! (ou a carta educativa contém dados que não reflectem a realidade).

Tem-se falado muito duma escola nova. Mas, esta escola de que falam, resume-se a betão e pouco mais. A Nova Escola de que todos nós precisamos é MUITO mais do que isso. Negligenciar este facto compromete o desenvolvimento do nosso concelho.

Esperamos, todos, por uma verdadeira Nova Escola !
A tendência verificada terá que ser invertida.
Com a participação activa de todos os elementos integrantes do processo educativo.
Sem exclusões nem omissões. Sem tratamentos preferenciais, nem cunhas. Com dignidade, correcção e profissionalismo.
Há que exigir resultados aos responsáveis pelos destinos da educação em Alcácer do Sal.
Os nossos alunos, que ainda optam por estudar na ESAS, merecem-no!
Alcácer do Sal também.

Os dados (vejam os resultados de 2000) mostram que é possível fazer melhor.

Façam-no!
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NOTA:
Os dados apresentados foram retirados da carta educativa.
Repare-se que o insucesso escolar é menor nos 1oº e 11º anos. Acontece que no 12º ano há exames nacionais eliminatórios, o que não acontece nos anos anteriores. Se a explicação estiver neste facto, a preocupação deverá ser ainda maior.