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12 de maio de 2010

processo de extinção


Ontem, na Assembleia Municipal, durante a discussão das contas do Município - que são preocupantes - Pedro Paredes mostrou-se orgulhoso e decidido a manter a mesma forma de actuação como presidente da Câmara.


A situação económico-financeira da autarquia é débil e mantém uma tendência desfavorável.
A situação social não é risonha.
Não existe um plano de acção que nos tire desta letargia.
Não existe uma estratégia para o desenvolvimento sustentado do concelho.
E há uma série de contradições, longa e incompreensível, na gestão autárquica.
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Não há espaço para ninguém se sentir orgulhoso.
Mas há motivos para arregaçar as mangas, pôr mãos à obra e começar a trabalhar, para inverter esta situação.
Mais vale começar tarde do que nunca.
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Pedro Paredes não percebe isto.
Nem parece perceber que quem não se adapta às novas condições está condenado à extinção [Darwin].
Insistindo em continuar no "mais do mesmo", Pedro Paredes caminha "de sabre" em riste, rumo à sua própria extinção, como presidente da Câmara.

Este processo traz custos para Alcácer do Sal e para todos nós.

Donde a questão fundamental é saber qual será a duração deste processo de extinção...
para que cada um de nós desenvolva melhor os seus mecanismos de adaptação à adversidade do meio.

22 de março de 2010

indulgência para os criminosos; paciência para as vítimas?


Lê-se na pág.14 do jornal Público de hoje que "Bento XVI pede indulgência para os [padres] envolvidos nos abusos [sexuais de menores - pedófilos].

A pedofilia no seio da igreja católica atingiu uma dimensão internacional - EUA, Alemanha, Irlanda, Austrália, Brasil, etc... A hierarquia religiosa começou por tentar esconder os factos, passou a manifestar vergonha e remorsos (pagando as devidas indemnizações quando obrigada) e agora pede indulgência para os criminosos. Sobre as vítimas, as palavras e as acções escasseiam...

A Bíblia que eu li deve ser diferente daquela que Ratzinger leu...

A situação "alterou-se" significativamente quando "Silvio Berlusconi, manifestou hoje solidariedade para com o papa Bento XVI face aos escândalos de abuso sexual de menores por padres católicos" [http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1525489&seccao=Europa]

Infelizmente, não estamos perante um problema de solidariedade.
Mas, em questões de sexualidade, Berlusconi deve sentir-se confiante para se mostrar solidário. Está no seu direito.

Ainda de acordo com o Público de hoje:
"o Vaticano 'continua a não perceber que isto não é apenas sobre casos individuais, mas sobre um problema estrutural da Igreja' , lamentou Christian Weisner, porta-voz do movimento reformista Nós Somos Igreja na Alemanha".

Será este o caminho de Deus?

17 de março de 2010

pedofilia na igreja

"Em Portugal, num espaço de cinco anos, dez sacerdotes foram indiciados por abuso de crianças. É a face visível da pedofilia na Igreja portuguesa...

...Os alegados abusos terão acontecido no local de culto, já que o número de padres indiciados em cada ano coincide com o número de crimes cometidos em igrejas."

Os presumíveis crimes foram cometidos entre 2003 e 2007 - já lá vão uns anos.
Só agora vêm a público.
A situação actual dos processos judiciais continua oculta.
Preocupações com a protecção das vítimas? Esperaria outra coisa da justiça portuguesa?

Também estranhamos a posição da igreja católica nesta questão.
Compare a sua actuação nos casos de pedofilia no seio religioso (com dimensão mundial) com a sua postura em relação ao casamento homosexual (de adultos livres e responsáveis).


O espírito da igreja de Roma dominado pelo pensamento do seu frei Tomás?
Desolador.

15 de novembro de 2009

a farsa do presente posta em cena...

Não sei quantos seremos, mas que importa?!
Um só que fosse, e já valia a pena
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!

Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.

E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.


Miguel Torga

27 de outubro de 2009

proteger o ambiente

A produção de arroz é uma actividade económica relevante no nosso concelho.
Ninguém o contesta.


Apenas estranhamos que esta actividade seja, por vezes, tão agressiva para o ambiente.

Na semana passada já eram visíveis as grandes queimadas...
Noutras ocasiões é o recurso aos químicos.
Acções que dão origem a facturas elevadas, em termos de agressão ambiental.





Porque não se aplicam soluções menos agressivas para o ambiente?
Porque não protegemos melhor a natureza?
Destruir hoje para recuperar amanhã?
Quem acredita que essa possa ser uma boa solução?

20 de maio de 2009

o sado ao sol

O Sol brilha cada vez com mais intensidade.
O Verão está a chegar!
O calor a aumentar.
Todo o mundo é feito de mudança...

16 de maio de 2009

Maio

Maio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o Sol já no Sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul

Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar

Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre depois do trigo
Se cantará
Qu'importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar

Numa rua comprida
El-rei pastor
Vende o soro da vida
Que mata a dor
Venham ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu

José Afonso

7 de maio de 2009

Alcácer não mexe

30 de abril de 2009

desmazelo?

Quando se iniciaram as obras na ponte foram instaladas várias infraestruturas de apoio.
Foi uma situação normal que ninguém estranhou nem contestou.
Acontece que as obras já terminaram há meses.
Isto a julgar pela actividade no local e por algumas declarações públicas.
Só que há uns mamarrachos que continuam ali.
Prestam apoio a quê, se já não há obras a decorrer?
Em nossa opinião já lá não deveriam estar há muito tempo.
Mas estão.
Porque os deixam estar.
Será isto desmazelo?
Será distração?
Ou apenas mais do mesmo?
Será que isto tem a ver com aquele toque selvagem que Pedro Paredes deseja para Alcácer?
Será que isto faz sentido, tratando-se duma das zonas mais nobres da cidade?
Deixamos as imagens para demonstrar melhor a nossa indignação:




















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.
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Alcácer merece mais!

26 de abril de 2009

ser mentiroso


Noticiou-se que um dos homens que acusou Sócrates de ser corrupto afirmou que estava a mentir quando fez tais declarações.

Trata-se portanto dum mentiroso assumido.

Estando nós perante um mentiroso comprovado, como se pode concluir que esta última afirmação por ele proferida - de que mentiu quando disse que Sócrates era corrupto - não é também mentira e, consequentemente, a afirmação oposta é verdadeira?

Tal não impede que as palavras dum mentiroso sejam usadas para outros fins, como se de uma verdade se tratasse...

estou triste

Estou triste.
Há quem ande a brincar com as nossas vidas.
Há grandes campanhas para mascarar a realidade.
Há grandes campanhas para encobrir manobras de bastidores mal intencionadas.
Há muita gente que desvaloriza o fim da ditadura em Abril de 1974.
Há quem, nesta data, inaugure obras em nome de Salazar e são muitos os que, silenciosamente, aprovam a iniciativa.
Há quem diga que, no tempo da ditadura, havia grandes re3ervas de ouro, havia "respeito", havia fado, fátima e futebol.
Esquecem-se que, nessa data, as mulheres não tinham direito de voto.
Esquecem-se que, nessa data, as mulheres necessitavam duma autorização escrita do marido se quizessem ir ao estrangeiro, como a Espanha por exemplo.
Esquecem-se que os amantes infelizes não tinham acesso ao divórcio. E o adultério era avaliado e julgado de forma muito diferenciada, pela justiça, consoante o adúltero fosse do sexo masculino ou feminino (é claro que para os homens as atenuantes eram extensas...)
Esquecem-se que as crianças não eram estimuladas a ir à escola - daí as taxas de analfabetismo recordes - mas não podiam, em situação alguma, deixar de particiapr na catequese - embora sem poderem fazer perguntas simples, como por exemplo, se deus existe e está presente em todo o lado, como permite tanta injustiça, tanta sofrimento, tanto horror sem interferir na defesa dos seus ideais.
Esquecem-se que havia dinheiro mas a maioria da população não tinha água canalizada, não tinha electricidade nem casa de banho (o que já não era comum na Europa...)
Esquecem-se que os jovens eram obrigados a participarem activamente numa guerra, independentemente dos seus valores morais ou das suas convicções. Eram colocadas numa situação de "matar" para não morrer.
Esquecem-se que os fumadores eram obrigadas a pagar imposto para poderem usar um simples isqueiro, porque era necessário proteger os interesses da indústria fosforeira.
Esquecem-se que uma simples junta de vacas, usadas para puxar um carro de bois, tinha que pagar licença para poder circular nas aldeias, nos campos, onde os agricultores (falamos de agricultores, não de latifundiários) comiam carne uma vez por mês e andavam, muitas vezes, descalços (por falta de sapatos!).
Esquecem-se que, se alguém falava demais ( e vá-se lá saber em concreto o que era falar demais) estava sujeito a prisão, a tortura, a deportação.
Esquecem-se que havia um pensamento que era correcto e que, os que não estavam englobados nessa categoria, eram punidos severamente, por vezes com a morte!


Isto é explicado nas escolas?
Isto é falado pelas famílias, aos mais novos, nos serões, nas refeições, nas reuniões sociais?
Isto é tudo imaginado e nunca aconteceu?

Valoriza-se o telemóvel, o carro, as viagens, a roupa de marca, a mini e desprezam-se os ensinamentos da História porquê?
Temos [o mundo] evoluído muito no ponto de vista tecnológico.
Não temos evoluído em termos Humanos.
Temos liberdade de expressão. Mas somos sujeitos a inúmeras e diversificadas formas de repressão.
Parece que, colectivamente, teimamos em não usar o cérebro.
Porque será?
Porque é desconfortável?
Porque não sabemos lidar com a incerteza e o desconhecimento?
Porque temos medo de correr riscos e enfrentar o inesperado?
Porque é mais fácil beber umas minis, exibir os adornos pessoais e esperar por uns elogios bacocos?
Porque é mais fácil simular que tudo está bem e, com base nesse pressuposto, justificar uma posição de conforto, dando um ar de importante e superior, indiferente a preocupações concretas. Tudo simulado, tudo fingido, tudo acompanhado de muitos conflitos interiores, não asumidos, mas atenuados com recurso a psicotrópicos, a minis, a ..., e a ...
Até parece que está tudo bem.
Até parece que as aparências justificam todas as nossas acções.

Estarei errado?
Digam-me lá se isto não são razões de sobra para me sentir triste?

22 de abril de 2009

podridão?

Recebemos hoje uma mensagem desconcertante.
Infelizmente este facto já se tornou normal neste Portugal.
Não fomos, nem vamos, fazer a verificação dos factos.
Ficamos a observar os desmentidos - fundamentados - a esta notícia.
Ela aqui vai, tal como a recebemos:

Apesar de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado.
A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a € 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador.
A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado - técnico superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» -apesar de as suas habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade. A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social. O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro.

Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.
Triplicar o salário -

Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de € 4.000 euros mensais (800 contos).
Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril.
O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.
A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo PS mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para € 2.000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao Expresso Vasco Franco.
Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado.
A somar aos mais de € 5.000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais € 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril (?????), e cerca de € 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.
Contas feitas, o novo reformado Vasco Franco do PS, triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos.

Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.

O que é que você acha disto?

21 de abril de 2009

comente


O actual executivo camarário é alérgico ao 25 de Abril?
.
E você? Sente-se bem num sistema que defende os valores do neo-liberalismo?

Comente.

15 de abril de 2009

mosquitos

Já chegaram.
Vamos ter que os gramar durante alguns meses.
Mas depois eles partirão, na companhia do actual executivo camarário...
Lá para o Outono...
...com a queda da folha.
Mais vale tarde do que nunca.
Viva a Democracia.

14 de abril de 2009

promessas...

Mais uma promessa não cumprida...
... com a desculpa de que não havia outra solução...
Desculpas.

Sugestão para o executivo evitar este tipo de embaraços:
Façam o que dizem
Digam o que fazem!

5 de abril de 2009

pensamentos longínquos

"O que toca a todos deve ser aprovado por todos"


Eduardo I
monarca inglês
1239-1307
Infelizmente, muitos séculos depois, há quem considere que nós não devemos participar nas decisões colectivas. Mantendo as aparências democráticas, evidentemente.
Um grande exemplo foi a recente anulação, pelo Sócrates, do referendo sobre a constituição europeia ou aquilo que lhe quizerem chamar. O que até era uma promessa da sua campanha eleitoral.
A nível local também não faltam exemplos...
Não vale a pena referi-los.
Você tem certamente conhecimento de vários...
Por algum motivo Portugal não sai da cauda da Europa há várias décadas.
São os factos que o comprovam.
Não são opiniões.
.
E se mudassemos de carreiro?

4 de abril de 2009

voe mais alto!

não se resigne perante o consumismo
há mais vida para além dos euros...


não baixe a cabeça
pense por si; não tenha medo dos capatazes

não se ajoelhe
levante a cabeça, olhe em frente, orgulhe-se daquilo que faz

não venda a alma ao diabo
viverá na mesma sem o dinheiro dessa venda

Sinta-se bem consigo próprio.
Quando lhe acenarem com a cenoura desconfie. Ela pode estar endiabrada.
Escolha criteriosamente o seu caminho. Voe mais alto.
Porque o sonho comanda a vida.

1 de abril de 2009

Abril, mês dos cravos


"Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinhos.
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas"
.....................................Machado de Assis



Certo é que não há rosa que desabroche num caule sem espinhos.
Até que a rosa perde as suas efémeras pétalas, enquanto os espinhos permanecem activos no seu caule.
Na roseira os espinhos prevalecem.

Actuam o ano inteiro...

O que não acontece com os cravos!

15 de dezembro de 2008

não venda a alma ao diabo!


2 de dezembro de 2008

...à acção!


A semana passada a CMAS lançou mais uma brochura em papel de luxo com 72 páginas.
Intitula-se “do plano à acção”
Lêmos.
Aqui fica uma breve abordagem sobre aquilo que nos foi dado ver, no documento, em termos de capacidade de acção.

São apresentadas, neste documento, várias obras. À falta de melhor, são-nos apresentados vários casos de insucesso. Eis as perfeitas evidências da (in)capacidade da equipa Paredes.


1. Plano de Urbanização de Alcácer do Sal
Foi despoletado para contornar o PDM quanto à construção do novo quartel dos bombeiros.
Não foi executado em tempo útil.
Assumiram a incapacidade.
E avançaram para outra solução: suspenção do PDM.
Uma solução atabalhoada mas que permitiu avançar com o projecto do quartel dos bombeiros... Aliás, este facto também é anunciado no mesmo documento (capítulo “protecção civil”).
Da revisão do PDM é que não se ouve falar... o que é, por si só, revelador da inoperância instalada.

2. Estrada da Ameira
Foi iniciada em Novembro de 2007 com um prazo de execução de 7 meses (o que é imenso atendendo à sua extensão que é menor do que 2 Km).
A obra, que em Dezembro de 2008 ainda não está terminada, contempla uma série de erros grosseiros:
a largura dos passeios não cumpre a regulamentação,
os passeios são preenchidos com obstáculos como postes e caixotes do lixo obrigando os peões a andarem pela estrada,
não há espaço para estacionamento automóvel,
não há arborização da via,
a cablagem não passou a subterrânea,
não há espaço para veículos não poluentes...

3. Galeões do Sal
São referidas as acções de restauro dos galeões, a saber, o Amendoeira e o Pinto Luísa. Acontece que o Pinto Luísa nem sequer tem mastro e nenhum deles tem velas... Galeões movidos a motor de combustão interna? Onde está a fidelidade ao modelo original? É assim que se protege o património?

4. Museu Pedro Nunes
Avançaram para as necessitadas obras de restauro. O embróglio é tão grande que já deixaram de dar relevo às obras em curso e correspondente conclusão. Não se fala sequer numa possível data para a sua reabertura. O que contradiz o discurso de início de mandato... O facto de relevo apresentado são as escavações arqueológicas (esperemos que não sejam conduzidas pela mesma pessoa que coordenou as escavações em frente à escola secundária...). Mais do mesmo?

5. Espaço Net / Edifício Pombo Cupido (antiga sopa)
O prazo estipulado pela própria CMAS, para conclusão das obras, terminou em Junho... Já lá vai quase meio ano. A obra não está terminada. Não é apresentada, sequer, a data prevista para a sua abertura. Apenas aparece a desculpa de que o atraso se deve ao facto do edifício estar degradado. Mas não sabiam isso desde o início? É que se o edifício não estivesse degradado não se justificariam algumas das intervenções previstas... Note-se que a área do edifício em causa equivale a uma pequena habitação familiar... Onde estará a dificuladade?

6. Parque de Feiras
Começaram por prometer um novo pavilhão da feira para o ano de 2006. Não cumpriram. Fizeram um concurso que foi um autêntico fiasco (porque será que só uma entidade se sentiu motivada a concorrer?). Repetiram o concurso. A vereadora da cultura falou, na assembleia municipal, na possibilidade de se iniciarem as obras ainda este ano... Agora vêm dizer que o projecto aguarda a sua “pormenorização”. Fazem-se de esquecidos quanto a uma possível data para início da intervenção. Pudera, depois de tantos falhanços... Para além do mais, repete-se aqui a questão levantada acerca do Largo Luís de Camões. Porque este projecto desenvolve-se em paralelo com o trabalho da Parque Expo. E funcionam de forma descoordenada... Mais uma acção desgarrada?

7. Estrada da Foz
O inicio das obras foi anunciado para Julho de 2008 (ver folha de Alcácer nº39). O prazo de execução previsto é de 6 meses. Pelo que esta intervenção deveria estar terminada em Janeiro de 2009... Basta passar por lá para verificar que, mais uma vez, o prazo não vai ser cumprido. Veremos no final o nível de qualidade da obra.

8. Financiamentos
Há também o registo de várias financiamentos a instituições do concelho. Atendendo que essas acções se resumem a distribuir parte do dinheiro que recebem dos nossos impostos, o que é extremamente fácil de executar, não as consideramos relevantes. Qualquer um o faria. Principalmente quando não há critérios específicos e objectivos para aplicar.

Uma verdadeira sucessão de fracassos.

Resumindo
Esta brochura é, em nossa opinião, propaganda barata, de má qualidade mas com uma apresentação cuidada. Ou seja, o embrulho é bonito, está bem feito mas o conteúdo é desolador. Prevalece a palha e o fracasso.
É que não há mesmo obra que se veja!
É certo que, aquilo que vale a pena fazer, vale a pena fazer bem feito.
Só que, pelo que afirmam, não conseguem fazer nem mais nem melhor. É que já estão a dar o seu melhor...
Acontece que o seu melhor é fraco. Muito fraco.
Porque predominam os fracassos.

Alcácer merece mais!