18 de novembro de 2007

Margem Sul - Evolução em 6 meses

Mais uma obra distinta para integrar o Balanço de Dois anos de Mandato.
Nesta sequência de imagens podem comparar a situação em Maio deste ano com a situação captada este último fim de semana.
Observem como as coisas evoluem tão rápidamente! E só em 6 meses!...
Isto é muito saber da equipa que dirige esta cidade, não é?

1. Instalação Eléctrica sobrevivente


















Repare-se na evolução da vegetação, por exemplo...

Pergunta: se desmontaram (ou destruiram), porque não desmontaram tudo? Daria muito trabalho ou seria chato? Haveria falta de dinheiro? Ou o planeamento feito só confirmou uma dose substancial de incompetência?
Resposta possível: As obras vão começar já para a semana. Só não sabe isso quem não é de Alcácer. Temos estado a projectar, a cabimentar, a concursar para fazermos as coisas como devem ser...não é fazer obras primeiro e o projectos depois. Nós não! Nós destruímos primeiro e projectamos depois.
E gandas projectos!
2. Buraquinho














Coisa pequena como podem constactar... Nem sequer está em causa a segurança das pessoas! Também ninguém as manda andar por ali.

3. Entulho














Custa assim tanto remover o entulho? Não há carros? Não há máquinas? Não há trabalhadores? Ou há falta de dinheiro?

4. Destruição


Se não é por falta de dinheiro que isto está assim, porque será?

13 de novembro de 2007

Tranquilidade

Pôr do Sol na barragem em Sta. Susana

PP ao "semmais jornal"1

As pessoas diziam que em Alcácer não se passava nada. Então passou a passar-se.”
Entrevista a Pedro Paredes publicada no “semmaisjornal”de 10Nov2007
Uma, entre muitas, das grandes evidências é o Alcácer do Sol


E vê-se que há uma outra alegria nas ruas, que andam mais ocupadas à noite.”
Entrevista a Pedro Paredes publicada no “semmaisjornal”de 10Nov2007
O quê? Outra vez a noite? Então e o dia?
A prática de desporto e a vida saudável desenvolvem-se mais à noite? Talvez por isso é que se querem atrair empresários da noite e do desporto.
Deve haver aí uma aspiração secreta de levar Alcácer à liderança em Portugal do Desporto da Noite.


Numa altura em que estamos a tentar que rapidamente haja formação, para dar resposta ao projecto turístico previsto para a Comporta, fazia-nos imensa falta que se estivesse a construir a Escola Secundária
Entrevista a Pedro Paredes publicada no “semmaisjornal”de 10Nov2007
Então Senhor Presidente, o grande objectivo para construir a Escola Secundária resume-se à Comporta e a um projecto turístico particular? Será que não identifica outras necessidades no segundo maior Concelho de Portugal? Esqueceu-se das empresas da dança, da arqueologia, da noite, etc? Esqueceu-se do desenvolvimento do “amor-próprio” na nossa região? Esqueceu-se de “reproduzir vida económica e criar emprego” para além da Comporta?

PP ao "semmais jornal"2

Que balanço faz dos primeiros anos de mandato?
"Foram dois anos muito agradáveis. Com simplicidade, degrau a degrau, vamos fazendo o nosso melhor e estamos ainda a precisar de fazer muitas coisas, felizmente".
Entrevista a Pedro Paredes publicada no “semmaisjornal”de 10Nov2007

Se não sabe fazer melhor do que aquilo que está à vista, como foi possível fazer tantas promessas na última campanha eleitoral?

Da mesma forma que parece que não tinha consciência daquilo que estava a prometer, agora também parece que não tem consciência de que está a descer, degrau a degrau, a escada que o leva à porta da rua. Com simplicidade.

PP ao "semmais jornal"3

Esta Câmara não é das piores. Há dinheiro e o executivo anterior não nos deixou uma situação financeira complicada
Entrevista a Pedro Paredes publicada no “semmaisjornal”de 10Nov2007

Oh Sr. Presidente, então o Senhor queixa-se de que “o maior mal da nossa região é a falta de amor-próprio” (folha de alcácer de Out/Nov 2007) e depois vem dizer nesta entrevista que esta Câmara não é das piores? Porque razão esta Câmara não é, ou não pode ser, das melhores? Se não é das melhores, o que é que a sua equipa tem andado a fazer desde há mais de dois anos? Sim, porque o Senhor confirmou que “há dinheiro”? Se não é o dinheiro que falta, serão as pessoas que não são capazes? E o Senhor não é o condutor dos destinos de Alcácer do Sal?


Reflita. Abstraia-se de danças, de aventura, de feiras e de festas. Alcácer necessita de emprego, de desenvolvimento, de modernização. É aí que assenta o amor-próprio dos Alcacerenses. Que o Senhor já classificou como sendo o maior mal da nossa região.
Queremos resultados!

PP ao "semmais jornal"4

Queremos também atrair empresas ligadas à arqueologia, dança, cultura, gastronomia, noite e desportos
Entrevista a Pedro Paredes publicada no “semmaisjornal”de 10Nov2007

Mais nada? É nisto que assenta a estratégia de “reproduzir vida económica e criar emprego”(Notícias do Litoral 28Fev2007) do Senhor Pedro Paredes? Sabe o que é uma empresa?
Empresas de Dança? Alguém conhece uma única empresa portuguesa de dança que seja lucrativa?
Empresas de Arqueologia? Mas será que os achados arqueológicos passarão a reverter a favor dos exploradores? Se assim não for, qual será a fonte de rendimentos dos empresários de arqueologia?
Empresas da noite? Aquilo que se tem passado em Lisboa, no Porto, em Faro, etc. não é esclarecedor dos riscos do negócio da noite? Tem a certeza que os Alcaceremses querem desenvolver o negócio da noite?

Então e os negócios do dia? Sim, do dia!
Porque não indústria e serviços que tirem partido do facto de estarmos localizados no cruzamento das auto-estradas Norte-Sul e Lisboa-Madrid, de estarmos próximos do porto de Sines e Setúbal, de sermos servidos por boas ligações ferroviarias, da proximidade da capital ! Quer mais detalhes?

É grave, muito grave, com mais de meio mandato cumprido, constactar-se que não há ideias sustentadas para o desenvolvimento do Concelho. Não se percebe é o que é que têm andado a fazer.
Ainda fazemos uma colecta para uma empresa de dança, só para o vermos bailar...daí para fora! Já basta de tanto disparate.

8 de novembro de 2007

Arquitontices 1









Por estranho que pareça, o "balanço de dois anos de mandato" não apresenta (ou será que vi mal?) os grandes Projectos dos Toldos de Alcácer, implementados pela equipa actualmente em funções. Estranho porque é com obras deste calibre que se prova toda a capacidade empreendedora dum executivo camarário.

Senão vejamos a ficha ténica:
Obra: Toldo
Localização: Açougues
Funcionalidade: Excepcional, funciona muito melhor por ser estreitinho
Estética: Fabuloso não acham? Reparem no pormenor da conjugação de cores com o vidrão
Integração no Meio: bem, este está mais integrado numa ponta...
Materiais Aplicados: nobres - plástico e tubo galvanizado provavelmente importados
Acabamentos: lindo! tem um folho de ponta a ponta lindo, lindo!
Resistência: elevada (é tão alto que dificilmente alguém se consegue pendurar lá em cima)
Segurança: máxima! está ao lado duma boca de incêndios
classificação final: do melhor que se conseguiu fazer por cá em 2 anos!

Ora digam lá se isto não é digno de registo, com destaque de menção horrorosa, desculpem honrosa?

7 de novembro de 2007

Arquitontices 2

Por estranho que pareça, o "balanço de dois anos de mandato" não apresenta (ou será que vi mal?) os Grandes Projectos dos Toldos de Alcácer, implementados pela equipa actualmente em funções. Estranho porque são obras deste calibre que definem a capacidade empreendedora dum executivo camárário. Senão vejamos: Toldo dos Taxis no Largo Luís de Camões (zona nobre da cidade).
Com a implementação desta obra notavel do mobiliário urbano, consegue-se ocultar a vista da Ponte Metálica - para quem está nas esplanadas.
Como se isso não chegasse, consegue-se também ocultar a encosta do Castelo ou a Igreja de Santiago - para quem está do lado da rotunda.
Isto para não falar de questões estéticas...
E claro que não está em causa a necessidade de uma protecção para os taxis e seus condutores.

Mas não haveria outra localização possível?
E não haveria um design menos abarracado?
Com materiais modernos e acabamentos de qualidade?
Será que, ofuscar a visão de monumentos, aumenta a atracção turística e a auto-estima dos Munícipes?
  • se sim, expliquem como;
  • se não, em que é que pensam as pessoas que tomam estas decisões?

Desporto Aventura - Pista 1


Eis a nova pista para a prática de qualquer desporto aventura que contemple a sua travessia. Liga a estação da CP à EMSUAS - Ameira.































É inadmissível que se deixe chegar a este estado de degradação uma via tão importante para a cidade (registe-se o fluxo rodoviário na mesma...).
Há dois anos, na campanha eleitoral, criou-se tanta expectativa e tanta esperança que valeu uma maioria absoluta. Hoje os resultados verificados provocam tanta desilusão e tanta descrença que até doi. E doi mais ainda quando se tem que passar por aquela via com o carro que cada um de nós comprou com dinheiro limpo. Porque para nós, simples habitantes, os carros custam-nos a pagar. Acredito no entanto que, para aqueles a quem lhes caiu um Toyota nas mãos, não sintam o mesmo e não lhes doa nada. Pelo menos nos próximos dois anos!








ASAE



No balanço de 2 anos de mandato do actual executivo, é dado relevo à "banca em forma de saveiro" apresentada na fotografia. Consideram os ilustres que assim foi possível dignificar "a actividade daquelas senhoras"...

Atendendo a que este equipamento se destina à comercialização de camarão, e sem ser especialista na matéria, é difícil ficar indiferente a algumas questões, como:

  • o camarão não é mantido num espaço refrigerado?
  • os alimentos estão devidamente protegidos do sol?
  • e dos gases de escape dos automóveis, dos insectos e das poeiras?
  • quem manuseia os alimentos lava as mãos em que local? com que água?
  • as pessoas que ali exercem a sua actividade profissional devem permanecer à chuva no inverno e ao sol no verão?
  • e devem estar em pé ou devem trazer uma cadeira de casa?
  • estarão os consumidores devidamente defendidos?

Ainda seria possível acrescentar a esta lista mais questões. Mas não vale a pena.

Triste, triste de quem se orgulha de semelhante obra! Pensaram na fachada e esqueceram-se dos aspectos funcionais e fundamentais.

Infelizmente, esta forma de abordar e resolver problemas não foi um acto isolado...Perde Alcácer, perdemos nós todos.


Comércio Tradicional

Uma das primeiras grandes iniciativas da actual gestão camarária ocorreu há dois anos atrás e tinha como objectivo a dinamização do comércio tradicional em Alcácer. Havia ideias, havia vontade, havia meios, havia querer! Fizeram-se várias reuniões públicas, nomeadamente no Auditório Municipal. Participaram vários elementos com posições importantes na gestão autárquica de Alcácer do Sal. Identificou-se a Associação de Comerciantes como uma das várias causas do problema do comércio tradicional.

Hoje, passados dois anos, o executivo camarário esqueceu-se de inscrever tão brilhante aposta no seu balanço de meio mandato. Porque será que não se orgulham de tanta energia dispendida?

Será que com as alterações introduzidas na Associação de Comerciantes deixou de ser viável a sua demonização? Será que estes resultados não demonstram, uma vez mais, a capacidade de toda uma equipa? Ou não há resultados de todo?
Nesta fotografia aparece uma das unidades integrantes do nosso comércio tradicional, que já se está a adaptar às novas condições do mercado. Neste processo de modernização consta que a Associação de Comerciantes deu um importante contributo.
Poderemos apresentar este caso como um exemplo de inovação, competitividade, competência e capacidade concretizadora?




Encerrado nos dias úteis? Porquê? Por quem?

6 de novembro de 2007

Alcácer Aventura

Este ano, em duas diferentes Assembleias Municipais, o Sr. Presidente Arq. Pedro Paredes foi questionado sobre a estratégia de Alcácer do Sal relativamente ao QREN, ou seja, relativamente aos financiamentos comunitários do 7ºQuadro Comunitário de Apoio com início em 2007.
Da primeira vez, a resposta do Sr. Presidente resvalou para um estudo encomendado ao Sr. Dr. Augusto Mateus, consultor e ex-ministro. Acontece que a CCDR-Alentejo (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Alentejo) já tinha encomendado um estudo ao mesmo Sr. Augusto Mateus. O resultado deste estudo foi apresentado em Abril de 2005, intitulado "Plano Regional de Inovação do Alentejo" que "...visa o aumento da capacidade de desenvolvimento endógena da região...". São 190 páginas impressas em papel de luxo. Mas não chegava. Era preciso mais...Até parecia que Alcácer podia esperar até que alguém lhe vendesse a receita. Fica a triste sensação de que Alcácer actualmente não consegue identificar, desenvolver, planear e executar ideias fundamentais para o seu desenvolvimento...

Na segunda vez em que o Sr. Presidente foi abordado, numa outra Assembleia Municipal, a sua resposta contemplou algumas das ideias globais para o desenvolvimento do Litoral Alentejano em geral e de Alcácer do Sal em particular. Julgo que se poderia concluir que, com base nessas ideias se desenharia a tática para captar os cobiçados financiamentos comunitários. E a ideia apresentada para Alcácer assentava, à data, no Desporto Aventura.

Já passaram vários meses desde estas intervenções. Já foram publicados vários boletins municipais desde essa data. Já foi distribuida uma brochura com o balanço de 2 anos de mandato. Mas a divulgação de ideias concretas para Alcácer fundamentar o recurso aos financiamentos comunitários (QREN) ainda não vi nenhuma.

Será que isso não é importante ou sou eu que estou a ver mal o filme?

As experiências da equipa do Sr. Presidente Arq. Pedro Paredes em termos de Desporto Aventura alcançaram o seu expoente máximo com a realização de duas edições da "Feira da Aventura". Este evento teve mesmo direito a um parágrafo no balanço escrito de 2 anos de mandato. E aí conclui-se que "os resultados ficaram aquém do desejado, pelo que este certame será repensado".

E por isso peço ao Senhor Presidente que repense a feira da aventura, sim senhor.
Mas que repense também a estratégia do Desporto Aventura como charneira do desenvolvimento de Alcácer.
E repense ainda a estratégia para que Alcácer possa beneficiar dos financiamentos comunitários do QREN.
E peço finalmente que repense a sua forma de actuar porque, com Aventuras, acredite que não vamos lá.
É só um pedido.
Espero, sinceramente, que não sinta que lhe estou a pedir demasiado...

foi você que votou em Alcácer do Lixo?






















Não são necessárias palavras.
As imagens falam por si. São muito recentes e são de Alcácer do Sal.
Alguém não anda a zelar convinientemente pela nossa cidade...

ARROGÂNCIA

Enquanto lá em baixo o Sado aplica a sabedoria da água contornando todos os obstáculos que se lhe deparam para chegar livremente ao Atlântico, lá em cima impõe-se uma construção histórica valiosa - o "Castelo".

Entre a parte mais baixa e a parte mais alta da cidade distribuem-se inúmeras construções, lugares, ruas, ruelas, praças, etc. onde sobrevivem diversificados sistemas e micro-sistemas. É o grande aglomerado urbano.

Embora seja mais fácil compreender este aglomerado percorrendo-o ou observando-o da margem sul, há em Alcácer quem persista em olha-lo apenas do "Castelo". Olham de cima, com um ar superior, de quem quer, pode e manda. Julgam-se reis, condes, valetes, concubinas, etc... Pena que os resultados mostrem que mandam mal, muito mal, e quem sofre é Alcácer do Sal. E sofre de quê? Basta olhar! A realidade está bem visível. Não vale é comparar Alcácer com o Biafra. Afinal não estamos nós integrados na União Europeia?

Alcácer do Sal

Alcácer do Sal é uma terra de uma beleza excepcional. A combinação favoravel de vários aspectos naturais dão-lhe um destaque que a diferenciam positivamente no panorama mundial.
A previlegiada localização geográfica também é muito vantajosa. A proximidade da capital, as ligações rodoviárias por auto-estrada (Norte/Sul e Portugal/Espanha), as ligações ferroviárias, a proximidade dos portos de Sines e Setúbal assim como a ligação fluvial ao Atlântico oferecem condições excepcionais para sustentarem um desenvolvimento económico e social contínuo.
Infelizmente a realidade demonstra que as excelentes condições disponibilizadas não são utilizadas em proveito da população. A beleza natural permanece evidente, embora muitas das vezes maltratada. O desenvolvimento... bem o desenvolvimento é que não aparece, nem bem nem maltratado. Com excepção para muito poucos -excepção que confirma a regra. Não será possível inverter esta letargia?