3 de janeiro de 2008

2008

Acabou 2007. Começou 2008. Não ocorreu nada de extraordinário. Verificou-se apenas um caso particular dum processo de contagem.
Nesta altura festejamos, convivemos, reflectimos... e fazemos balanços!
Que o futuro seja mais proveitoso do que o presente é um desejo comum. Aspirar a uma vida melhor, tanto para nós como para os que nos rodeiam, é uma legítima aspiração.
É nesta perspectiva que o Alcácer do Sol se afirma. No reconhecimento perante resultados positivos. Na indignação perante a sua ausência.
Estamos pessimistas relativamente a 2008. O que nos deixa tristes. Sabemos que é possível inverter este estado de estagnação. Mas para que isso aconteça, alguma coisa terá que mudar.
Eis aqui resumidas as razões pelas quais estamos pessimistas em relação a 2008:

1. Feiras, festas, ...e procissão!
Vamos continuar a ser presenteados com feiras e festas. A sua organização deverá ser entregue a empresas externas. Como há dinheiro, dá nas vistas e é fácil encomendar, o seu crescimento deverá ser inevitável.
A Feira da Aventura e a Feira do Turismo, iniciativas marcantes do actual executivo camarário, despertam a nossa curiosidade. Esperamos para ver.
Certo é que as famílias não vivem nem de festas nem de feiras.

2. PDM – Plano Director Municipal
Alcácer do Sal tem um PDM antigo e desactualizado. É urgente adequa-lo à realidade, adaptando-o às necessidades de desenvolvimento da Cidade. É um trabalho longo e complexo, fundamental para podermos ganhar competitividade.
Não teremos certamente um novo PDM tão cedo. Nem em 2008, nem em 2009...
É pena. Alcácer perde com isso, e perde muito!
Um pequeno exemplo é o novo quartel dos Bombeiros. Esta é uma obra importante e fundamental. Ninguém duvida da sua necessidade. Só que a sua implantação, nos terrenos adquiridos para o efeito, colide com o PDM. Para resolver a situação, a autarquia ignorou a revisão do PDM e avançou com um “Plano de Urbanização”. O que resolve o problema dos Bombeiros. Mas não resolve muitos outros problemas da cidade. Ou seja, tapou-se um buraco e deixaram-se muitos outros para tapar depois...mas quando?
Uma boa oportunidade para relembrar: bora lá mudar o PDM.

3. QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional
Os programas de financiamento comunitário aguardam candidaturas.
Não conhecemos projectos a apresentar que visem o desenvolvimento integrado do nosso Concelho.
Nem percebemos a visão do actual executivo para a nossa terra. Negócios da noite, da dança, da arqueologia, da cultura...desporto aventura...como é que isto tudo se conjuga numa forma de melhorar a qualidade de vida da população?
Aguardamos com ansiedade a apresentação de candidaturas fortes que visem a aplicação de dinheiros comunitários em Alcácer. O nosso desenvolvimento também passa por aí.

4. Investimento Público
O investimento público em Alcácer do Sal tem diminuído duma forma contínua e atinge em 2008 valores ridículos! Sem investimento público é extremamente difícil desenvolver as condições que tornem a cidade atractiva ao investimento privado, reduza o desemprego e melhore as condições de vida da população.
Perante este facto, o nosso edil afirma que não nos podemos queixar muito dos investimentos da Administração Central...o que no mínimo é desconcertante.
Sem investimento, a estagnação que Alcácer enfrenta deverá ultrapassar o ano de 2008. O que lamentamos profundamente.

5. Empresas e Emprego
Alcácer necessita urgentemente de estimular a instalação de empresas no nosso Concelho. Elas são um dos elementos essenciais ao desenvolvimento. Os resultados de 2006 são desanimadores.
É necessário sair do conforto dos gabinetes, dos jobs e dos toyotas e estimular e incentivar os potenciais investidores!
Nós estamos no cruzamento dos principais eixos rodoviários do país (auto-estradas Lisboa – Algarve e Lisboa – Madrid – Barcelona), estamos próximos de dois portos marítimos (Sines e Setúbal), estamos junto ao futuro cento logístico do Poceirão e do provável aeroporto de Alcochete, somos servidos por via ferroviária (a estação da CP está inacessível por via rodoviária mas apenas temporáriamente) e a capital é já ali!
Está-se à espera de quê?

6. Escolas
Alcácer necessita de renovar grande parte das suas Escolas. Na era da sociedade do conhecimento, uma formação sólida dos nossos jovens é ainda mais necessária. A escola secundária é um bom exemplo. Mas não é caso único. Outras há, no nosso Concelho, que também necessitam de intervenções urgentes. No caso das escolas do 1º ciclo, o financiamento nem depende das verbas do PIDAC... Depende da vontade e da capacidade de concretização do executivo camarário.
Mas atenção! As necessárias intervenções não se restringem ao betão. Existem carências graves em muitas outras áreas da educação. Experimentem fazer algumas perguntas a alguém integrado no sistema educativo que esteja descomprometido com o poder...
No aspecto educativo também não se prevê uma evolução positiva para 2008. Nem Escola Secundária, nem Escola do Morgadinho, nem Escola dos Açougues, nem Escola dos Telheiros, nem...
Não é paralisia a mais? Gostaríamos sinceramente de falhar na nossa previsão.

7. Pavilhão da Feira
De acordo com as promessas, o novo pavilhão da feira estreou-se em 2007.
De acordo com a realidade, é mais que provavel que em 2008 ainda não funcione.
As justificações apresentadas pelo erro evidenciam grande inexperiência e incapacidade na condução deste assunto. Infelizmente, esta evidência repete-se em outros actos da gestão municipal...
Afinal vamos ter um novo pavilhão no ano das eleições ou no próximo mandato? Advinhe você!

8. Re-organização interna da CMAS
No último ano houve algumas mexidas organizacionais. O maior destaque foi para o afastamento do Sr. Vice Presidente João Massano do pelouro dos Recursos Humanos. Função que passou a ser acumulada pelo Sr. Presidente Arqº Pedro Paredes. Nós, até agora, ainda não conseguimos entender o motivo para a mudança. Possivelmente porque somos muito distraídos.
Para 2008 também se prevêm mexidas, principalmente para níveis hierárquicos abaixo dos Vereadores. O que não impede a possibilidade de ocorrência duma grande surpresa...

9. Mosquitos
Em 2007 veio a público uma iniciativa que integrava a CM Alcácer do Sal, a CM Grândola e a Herdade da Comporta para erradicação dos inconvinientes mosquitos.
Percebeu-se depois que a cidade de Alcácer do Sal estava excluída desse programa.
Pareceu-nos que alguém ia a reboque de qualquer coisa...
Certo é que a grande maioria da população do Concelho se concentra na cidade de Alcácer. Cidade esta que foi excluída do programa em que a CMAS participa.
Assim se vê como são tidas em consideração as pessoas desta cidade.
E você, como é que acha que vai ser tratado em 2008?

10. Há dinheiro
Ao referir-se à CMAS, o nosso edil afirmou que “há dinheiro...”. (semmais jornal de 10.11.2007). O que nos deixou muito mais descansados.
Ficamos todos a saber que, para além de haver dinheiro, também há uma equipa para governar o mundo.
Mas não é preciso tanto. Nós só pedimos que se limitem a governar bem Alcácer do Sal.
Assim sejam capazes.
Para o bem de todos nós.

25 de dezembro de 2007

falta de energia?



Concurso de Presépios de Natal em 2005

Em 2005 decorreu o 1º Concurso de Presépios, da iniciativa do actual executivo camarário. Está a acabar 2007 e ainda não apareceu o 2º Concurso. Será que este só se realiza de 4 em 4 anos (como os Jogos Olímpicos...)? Esqueceram-se, desistiram, ou mudaram de opinião? Será que fomos nós que não encontramos vestígios da continuidade deste evento?

Na altura, e segundo a folha de Alcácer de Janeiro de 2006, o Sr. Presidente Arquitecto Pedro Paredes afirmou que os objectivos deste concurso eram "ver a disponibilidade das pessoas do Concelho para voltar a fazer arte". O que quer dizer que as pessoas tinham deixado de fazer arte. Dois anos passados, confirmando-se a ausência de concurso, será que as pessoas voltaram a deixar de fazer arte?

Ora quem quer fazer arte, faz e fará arte, independentemente de quem tenta tirar proveito político do seu trabalho.

É evidente que os artistas continuaram a trabalhar durante estes dois anos. Os mais jovens, que não encontraram aqui condições para demonstrar as suas capacidades, saíram da terra e foram em busca de melhores oportunidades lá fora. O que não é novidade nenhuma...
Em simultâneo outros houve que, cá na terra, não fizeram, nem estão a fazer, aquilo que prometeram.
Será falta de organização, falta de planeamento ou falta de capacidade?
A extinção duma das suas iniciativas - o Concurso de Presépios - logo após o seu nascimento, é mais uma evidência.
Há os que, ao começarem uma coisa, desistem às primeiras dificuldades. Depois, para disfarçarem, mudam de coisa! E se necessário for, voltam a começar... e a mudar. Ora esta é uma característica dos fracos.

Por favor, deixem de tratar mal Alcácer do Sal !


P.S. - Sobra a última questão: Será que em Dezembro de 2008 vai haver concurso? Talvez! Já todos advinhamos porquê! É período eleitoral...

prenda de Natal



À pergunta "neste Natal gostaria de oferecer ao executivo camarário:"

53% dos participantes escolheu a opção "lista de promessas".

Outras opções disponíveis eram:
  • toyotas

  • boys

  • jobs

  • ramos de flores

  • outros adereços

Vamos enviar a lista pelo correio!

22 de dezembro de 2007

Natal com buracos

Nem só de iluminação vive o Natal em Alcácer do Sal.
A comprova-lo estão, por exemplo, os buracos.
As imagens são muito recentes e dispensam comentários.
Observemos algumas evidências:

Foz



















Laranjal



















junto à Rádio Mirasado


















junto ao campo do Atlético


















a caminho do Parque de Campismo


















junto à Escola Pedro Nunes


















Senhor dos Mártires















Bairro do Venâncio


















Bairro do Laranjal



















Junto ao Cemitério


















Morgadinho - junto ao Bairro da Casa do Povo















Morgadinho - junto ao Bairro da Casa do Povo


















Marginal


















As fotografias foram tiradas no dia 20 de Dezembro de 2007, sendo a última a única excepção.
No entanto, o rego existente na Marginal, junto ao Cais da Ribeira Velha, continua por asfaltar...

Para quem tanto prometeu...já é buraco a mais!

inovação?


Foi adjudicada uma obra a uma empresa de construção civil.
Optaram por não utilizar os recursos - humanos e materiais - disponíveis na CMAS para a sua execução.
Se esta opção sai mais cara também não interessa. Deve haver dinheiro para gastar.
E desta forma, caso as coisas corram mal, sempre é possível culpar terceiros...
A obra contempla a pavimentação duma pequena rua no Bairro de S.João / Olival Queimado.

A sua execução vai adiantada. Já tiveram início as operações de lancilagem. O pavimento está quase pronto para receber o asfalto.

Excepcional, não é? Aqui está uma evidência da capacidade do executivo camarário em projectar, cabimentar, concursar e, dentro em breve, inaugurar!

Tão excepcional que fomos visitar a obra.
Acontece que houve coisas que não conseguimos ver!
Não vimos nenhum sistema para escoamento das águas pluviais.
Também não vimos a instalação duma rede de esgotos.
E não vimos, não por estarem ocultas. Não. Não vimos porque não foram executadas. Porque se tivessem sido construidas haveria inúmeras evidências. Como as bocas de saneamento ou a abertura das sarjetas...
Isto é grave!
Onde estão as preocupações com a qualidade de vida das pessoas que ali residem?
Onde estão as preocupações com a natureza e a protecção ambiental?
Onde está a gestão dos espaços públicos?
Onde está a correcta aplicação do dinheiro dos nossos impostos?
Porque será que não se fazem as coisas como devem ser?
Porque será?

Alcácer merece mais!


Consegue vislumbrar, junto aos lancis, alguma sarjeta?
E no eixo da via, vislumbra alguma boca de saneamento?
Pois é, não estão lá...









PS - Não acreditamos que a empresa adjudicada se tivesse esquecido de tão importante aspecto construtivo. Mas mesmo que isso fosse possível, os responsáveis da CMAS que acompanham e fiscalizam a obra teriam detectado a anomalia. Poder-se-á então depreender de que a origem da omissão reside no projecto em si?
Consta-nos que desta vez não se podem desculpar com o facto do projecto ser doutro executivo qualquer...

19 de dezembro de 2007

ainda a Regi

Segundo o Litoral Alentejano de 15Out2007, o Sr. Presidente Arqº Pedro Paredes afirmou, a propósito da exoneração da Srª Ana Massano, que passou a haver necessidade da Regi ser orientada por outra pessoa, com outro perfil, "...uma pessoa mais conciliadora, menos lutadora, menos de fazer roturas, menos de quebrar com o passado, para fazer diferente e melhor".

É estranho que em simultâneo, o Sr. Presidente Arqº Pedro Paredes também tenha afirmado que a Srº Ana Massano "cumpriu a sua missão muito bem".

Da primeira afirmação fica-nos a interpretação de que a pessoa em causa se afirmou como algo conflituosa. O que se depreende da necessidade em encontrar agora uma pessoa mais conciliadora. O que é complementado pela necessidade de reduzir roturas...
E para além disso era necessário fazer melhor! Donde se pode depreender que aquilo que foi feito acaba por revelar muitas oportunidades de melhoria...
Como é possível, perante estas palavras, afirmar que a missão foi muito bem cumprida, e seguidamente exonerar a pessoa em causa?

É caso para recorrer às palavras do Sr.Vice Presidente da Câmara, João Massano, no Notícias do Litoral de 3 de Outubro de 2007 em que afirma. "Não basta dizer que uma coisa é isto ou aquilo para isso passar a ser verdade. É preciso demonstrar na prática o que se afirma".

Gostariamos de escutar a opinião do Sr. Vice Presidente João Massano acerca do que foi dito e do que foi demonstrado, neste caso concreto. As suas palavras poderão ser, neste caso, uma excelente demonstração prática daquilo que ele mesmo afirma.
recorte do Notícias do Litoral - 3Out2007

17 de dezembro de 2007

disparate


Alcácer do Sal prescindiu dos serviços dos caminhos de ferro!
Não acredita? É verdade! Contado ninguém acreditaria. Por isso veja com os seus próprios olhos.
Se tentar ir à estação da CP de Alcácer do Sal por via rodoviária é confrontado por sinais de "trânsito proibido". Há um sinal na Ameira e outro junto à estrada da EPAC. E não há outros acessos.
Bem, o isolamento não é total. Há excepções! São os "moradores"...
A que se deverá tamanho disparate?
Será que a GNR vai multar os veículos que teimem em pegar ou largar passageiros na estação?
Será que no largo em frente à estação não há espaço suficiente para fazer inversão de marcha?
Será esta uma nova estratégia para o desenvolvimento da nossa terra?
Depois do que temos visto, já acreditamos em tudo...
até na estratégia de desenvolvimento do disparate!

16 de dezembro de 2007

uma história mal contada


No mês passado realizou-se uma conferência de imprensa em Grândola. Nessa ocasião foi abordada a questão da Regi. A notícia foi divulgada pelo Notícias do Litoral de 14Nov2007 (pág.10). Nela se menciona que o Senhor Presidente Arquitecto Pedro Paredes abordou a questão da exoneração da Senhora Ana Massano dizendo que " os seus serviços deixaram de ser necessários porque neste momento procuramos uma pessoa com o perfil diferente que desempenhe tarefas diferentes." Este assunto já deu origem a muitas opiniões. Esta é apenas mais uma.

A Senhora Ana Massano foi nomeada para a vice presidência pelo Sr. Pedro Paredes, como presidente da Regi.
E foi exonerada por ele.Há cerca de dois anos tinha o perfil adequado para a direcção.
Agora não tem.
Mas o que é que mudou assim tanto em tão pouco tempo? Foi a conjuntura local, nacional ou internacional? Não estamos perante mais uma evidência de que há quem queira tapar o sol com a peneira? Quem sabe gerir uma empresa não será capaz de se adaptar à sua evolução? Claro que pode, desde que tenha condições de trabalho e capacidade para o fazer.
Se não houvesse condições de trabalho, certamente que Ana Massano se teria afastado. O que não aconteceu. Acabou por ser afastada.

As explicações sobre estas tristes deambulações são pobres e escassas. O que estimula o desenvolvimento de variadas opiniões, que interpretem a exoneração. É que não bate a bota com a perdigota. Eis outra opinião.

Como factos sabemos que o Sr. Presidente da Regi nomeou e exonerou a sua vice presidente com um intervalo de quase dois anos.
Se a nomeou foi porque reconhecia nela capacidade para exercer o cargo - hipótese 1.
ou então desprezou o mérito para satisfazer alguma influência política, - hipótese 2.
Os resultados apresentados pela Regi não devem ter corrido nada bem. Diz o povo que em equipa que ganha não se mexe. E não há fogo sem fumo.
Certo é que resultados desfavoráveis afectam negativamente a imagem de quem dirige as operações. E isso é desconfortável. A solução mais comum no nosso meio político é a do bode expiatório. O que pode coincidir com a responsabilização dos inferiores. E despoletar a exoneração. É fácil...

O pior é que quem dirige as operações acaba sempre por ficar afectado. Este caso não é excepção.
Caso a hipótese 1 seja válida, o Presidente faz uma avaliação errada.
Caso a hipótese 2 seja válida, o Presidente toma uma decisão com base em factores alheios à missão da REGI. O que no mínimo é éticamente questionavel.
Seja qual for a hipótese, o Presidente da Regi toma uma decisão errada e tenta corrigi-la com uma exoneração. Esta decisão atrai inevitavelmente muitas atenções e especulações. O que é sempre desconfortavel. E reforça o argumento de que os resultados alcançados eram negativos. Se assim não fosse, para que se sujeitaria o Presidente da Regi a tamanho desconforto? Provavelmente para evitar um desconforto ainda maior! E o maior desconforto era assumir pessoalmente resultados não meritórios.

Esta instabilidade só prejudica a Regi e consequentemente o Litoral Alentejano.
Voltamos a perder. E perdemos todos.
E a prova de que perdemos está bem evidente no mesmo artigo jornalístico já referido.

Ao abordar o questão da ligação das juntas de freguesia à Internet, afirmou-se: "...todas aquelas que querem aderir vão ser ligadas mas tudo isso leva o seu tempo".Tenham dó! Então estabelecer uma ligação à internet é uma coisa que leva assim tanto tempo? Precisam de ajuda? Isso não deveria já estar implementado há muito tempo? O que é que andaram a fazer? O que é que andam a fazer? É por isso que necessitam de um novo perfil para a vice presidência? É assim que aplicam os financiamentos comunitários?
Isto para não falar na qualidade, quantidade e disponibilidade do acesso público à internet em Alcácer do Sal...

Diz o povo que para quem não sabe dançar, até o chão atrapalha.
O que não é uma opinião. É uma constactação.

12 de dezembro de 2007

falta de visão estratégica


SONDAGEM 3

À pergunta " na sua opinião, atrair empresas ligadas à noite, significa: "

"falta de visão estratégica" foi a opção escolhida em 71% dos votos.

A opção "desenvolvimento sustentado" obteve tantos votos como "infantilidade" - 11% das escolhas.
Finalmente, a opção "diversão e distúrbios" foi escolhida em 5 % das participações.

10 de dezembro de 2007

um mês


No dia 9 de Novembro os serviços camarários fizeram uma intervenção na marginal, junto ao Cais da Ribeira Velha. A intervenção deu direito a um comunicado da Câmara que, entre outras informações, prometia ser breve na sua acção.
No dia 9 de Dezembro, um mês depois, o estado na via no local da intervenção é aquele que se observa na fotografia.
Ficamos na dúvida. Será que a Câmara considera a obra terminada ou será que o conceito de breve é, para este caso, compatível com um período superior a 1 mês? O pior é que ambas as hipóteses estão erradas.
Assim não se desenvolve a Cidade, nem o Turismo, nem se melhora a qualidade de vida dos Munícipes.
Alcácer merece mais!

7 de dezembro de 2007

A maior obra do ano


Estamos a terminar o ano. Momento ideal para fazer alguns balanços. Vem assim a propósito a maior obra do ano. Ora o maior investimento efectuado em todo o Concelho foi (ou é?) feito na estrada entre Sta.Catarina e as Alcáçovas.

Neste projecto são canalisados, segundo a CMAS, 600.000,00 €uros - o que corresponde a 120 milhões de escudos e não 1,2 milhões de escudos como publicado na Folha de Alcácer nº 28 em artigo assinado pelo Sr.Vereador das Obras Municipais. É realmente muito, muito dinheiro!

A reparação da estrada era evidentemente necessária. O estado em que se encontrava justificava, por si só, uma intervenção. Isso é inquestionavel.

Mas estranha-se a forma e as opções tomadas para reparar tamanha anomalia. E porquê?

Analisemos factos concretos.

Para tal recorremos à entrevista do Senhor Presidente Arquitecto Pedro Paredes ao jornal Notícial do Litoral de 28 de Fevereiro de 2007:

"vamos fazer uma coisa que me parece uma mentira: Digo isto com toda a tranquilidade, porque é um bocado gastar dinheiro inutilmente, mas pelo menos dá a sensação às pessoas que, na prática, a câmara está mesmo a acarinhar a questão da estrada."

Porque se preocupa o Senhor Presidente com a sensação que dá às pessoas ? Porque não se preocupa antes com factos concretos, que não pareçam mentiras e que sejam relevantes para o desenvolvimento sustentado da nossa terra? As decisões são tomadas com base em sensações? O que nós precisamos é de factos concretos e reais, estruturados duma forma integrada com o objectivo de gerar resultados. Nós não vivemos das sensações.

Será possível que, perante o facto de se gastar dinheiro inutilmente - são só 600.000,00 €uros... - se pode permanecer tranquilo? Não seria normal estar inconformado e procurar activamente alternativas? Não seria normal pensar em investir o dinheiro em vez de o gastar inutilmente? Porque não o fizeram?
Não sendo por falta de alternativas (porque elas existem!), qual acha que poderia ser a razão?

Realmente isto até parece uma mentira. Infelizmente não é.

Mas há mais!

Afirma ainda o Senhor Presidente: "...vamos fazer um troço de três quilómetros, ... , que dá para um ano ou dois e todos os anos vamos fazendo mais um bocado...Isto é um bocado disparatado, mas é o nosso coração a funcionar"

Disparatado é, e o próprio Presidente o confirma. Senão vejamos. Se cada troço dá para um ano ou dois, quer dizer que em 2008, o mais tardar em 2009, o troço agora feito já não estará capaz. Ora nessa data a estrada ainda não estará concluída - uma estrada de 12 Km reparada em troços de 3 Km dá 12 : 3 = 4 troços = 4 anos! Seguindo este raciocínio, a estrada terá que ser reparada ainda antes de ser terminada! E as reparações suceder-se-ão com uma frequência notável! Realmente é um grande disparate!

Posteriormente "melhorou-se" a questão reduzindo o número de troços a reparar de 4 para 3...O que também não resolve o disparate, apenas o modifica. E qual será a razão de tamanha melhoria! Possivelmente para terem a estrada terminada antes das próximas eleições...

Estes problemas costumam acontecer a quem decide usar o coração para tomar decisões. São as chamadas decisões emocionais. Mas acontece que a qualidade destas decisões tende a ser muito reduzida. Daí pedirmos ao executivo camarário para usarem mais a cabeça e menos o coração. Se o conseguirem fazer ganharemos todos!

Mas ainda não é tudo! O Senhor Presidente ainda afirmou:

"...estamos dispostos a fazer este "disparate", e digo que é um disparate porque depois pode vir a Estradas de Portugal, passado pouco tempo, limpar aquilo tudo e fazer a estrada como deve ser. Aparentemente, é dinheiro deitado à rua, mas eu, emocionalmente, sinto que temos de dar um jeito àquilo, porque senão as pessoas entram em desespero."

Quando se faz qualquer coisa, porque é que não se faz sempre "como deve ser" em vez de se fazerem (não é só este) tantos disparates?

Dinheiro deitado à rua? Para quê? Quem beneficia disso? Como?

O disparate é tamanho que dispensa grandes comentários. Alcançamos o limiar do surreal ou do irreal.

É revoltante ver como se articulam as instituições - neste caso a Estradas de Portugal e a CMAS - e como se gere o dinheiro dos impostos que pagamos. São os 600.000,00 €uros das obras em curso acrescidos dos ?.000.000,00 €uros que se gastarão para fazer a estrada como deve ser!


"sinto que temos de dar um jeito àquilo, porque senão as pessoas entram em desespero", afirmou o Senhor Presidente. Nós respondemos:
Não dê um jeito. Faça é "disto" e "daquilo" uma terra desenvolvida. Porque a grande maioria das pessoas está a entrar em desespero!

Muito mais se poderia dizer...mas oportunidades não vão faltar.

Nota: as citações apresentadas foram, todas elas, extraídas da entrevista dada pelo Senhor Presidente Arquitecto Pedro Paredes ao Notícias do Litoral de 28/2/2007.


Caso queiram enriquecer este tema podem enviar informações para alcacerdosol@gmail.com . Obrigado a todos!

5 de dezembro de 2007

tiro falhado

O Alcácer do Sol foi alvo dum ataque!

Esse ataque recorreu-se da possibilidade oferecida, sem qualquer descriminação, à inserção de comentários por qualquer indivíduo. Em menos de uma hora “choveram” insultos e calúnias relativas a uma pessoa.

Acontece que o Alcácer do Sol existe para abordar questões concretas do nosso Concelho. Não existe para falar de ninguém em particular , nem perdemos tempo com isso (cada um sabe de si). Acresce o facto de as afirmações feitas neste blog poderem ser comprovadas, caso venha a ser necessário. O que impede o recurso à calúnia e à mentira.

Para além disso, a divulgação de opiniões é um direito da nossa sociedade, que se insere na liberdade de expressão, e da qual nós não abdicamos. Falamos e falaremos da nossa terra, com empenho e carinho, e protestaremos quando Alcácer for mal tratada.


Aproveitamos o facto para lembrar a todos os que se sentem incomodados com o Alcácer do Sol que, também eles, podem criar um blog. E de acordo com os seus valores, poderão, então, dar liberdade aos seus instintos e descarregar todo o nervosismo que transportam. Lembramos também que ainda poderão recorrer-se de uma outra solução para resolverem a vossa indisposição - basta cumprirem as vossas promessas e mostrarem resultados que contemplem o desenvolvimento sustentado da nossa terra. Por favor, construam e não destruam, façam mais, em vez de comprar feito, e recorram à vossa lista de promessas quando não souberem o que fazer. Assim o consigam, para o bem de todos nós (e não de um pequeno grupo em particular).
Neste ataque nunca foram contestadas nem as opiniões nem os factos apresentadas no Alcácer do Sol. Donde se confirma o velho ditado de que contra factos não há argumentos.
Por isso nos sentimos agora ainda mais fortes, mais confiantes e mais seguros de que a nossa mensagem é séria e é válida. E assim vamos continuar.


O espaço para comentários foi suspenso temporáriamente e será reaberto, sob outras condições, com brevidade.
Para já está disponível o endereço alcacerdosol@gmail.com para todos aqueles (e são muitos) que queiram participar construtivamente neste blog. Podem faze-lo propondo textos para apresentação ou fazendo sugestões sobre temas que julguem importantes.

Estejam atentos. Regressaremos muito em breve para falarmos da maior obra do ano!

4 de dezembro de 2007

A mentira da Estrada da Ameira



Na Folha de Alcácer nº 31, que foi distribuída há cerca de duas semanas, aparecia um artigo que se intitulava "obras na estrada da ameira já tiveram início" comentando as necessitadas obras de reparação (ver foto).
Acontece que até este momento não se vislumbra qualquer obra na referida via.
Ou seja, a notícia publicada é uma mentira.
Porque mentem nesta Câmara?
Toda a gente sabe que a mentira não engrandece ninguém.
Então porque mentem à população?

Na minha opinião só existe uma razão, neste caso particular.

Na ânsia de tentarem esconder mais uma evidência da sua incompetência, quiseram iniciar as obras rapidamente. O objectivo era desviar as atenções dos Munícipes. Apostaram no início das obras para uma data. Combinaram a sua divulgação com a equipa de informação e propaganda. Trabalharam em paralelo, para ganhar tempo. Aconteceu que, com toda a naturalidade, a incompetência prevaleceu. Ou seja, não conseguiram arrancar com a obra na data combinada e a agência de informação e propaganda não foi a tempo de retirar a notícia do "prelo".
Poderiam ter optado por não distribuir o panfleto. Não o fizeram. Evidenciaram os valores pelos quais se regem, uma vez mais...
Os resultados estão à vista e contra factos não há argumentos.

Alcácer não precisa disto!

A minha opinião poderá estar errada. Se for esse o caso, convido os Senhores Vereadores e o Senhor Presidente a apresentarem o verdadeiro motivo pelo qual esta mentira foi divulgada à população. Podem inclusive utilizar o espaço destinado a comentários e assim limpar a Vossa Honra.

1 de dezembro de 2007

Alcácer do Sol - 1 mês


Novembro terminou.
Completou-se o primeiro mês do Alcácer do Sol.
Com sucesso!
Sucesso porque incomodamos duma forma construtiva. As nossas intervenções foram ojectivas, positivas e correctas.
O Alcácer do Sol não se move contra pessoas, sejam elas quem forem.
O Alcácer do Sol move-se contra a mentira, a demagogia, a incompetência, a prepotência, o oportunismo, a espertalhice, etc...
Questionamos factos concretos, não avaliamos questões pessoais e subjectivas.
É esta a nossa forma de protestar. Sabemos que o nosso protesto incomoda. Incomoda aqueles que mentiram e continuam a mentir, que prometeram e não cumprem, que segregam e descriminam pessoas continuamente, que escondem fragilidades tremendas através de posturas arrogantes, que podiam estar a trabalhar para o desenvolvimento da nossa terra mas deixam-na estagnar por incompetência.
Quem pratica esses actos está claramente incomodado, nós sabemos.
E vão continuar incomodados.

Porque não nos vamos calar.

Queremos resultados.

Queremos mais emprego.

Queremos crescimento do nível de vida.

Queremos desenvolvimento.

Queremos ter orgulho em quem comanda os destinos deste Concelho!

Até sempre!
Um abraço a TODOS os Alcacerenses e muito obrigado pelo vosso apoio!
Alcácer do Sol

Sondagem 2

Decorreu na última semana a segunda sondagem do Alcácer do Sol.
À pergunta: "na última semana você viu outra alegria nas ruas"
3,5% dos votantes escolheram a opção "a todas as horas"
96,5% dos votantes escolheram a opção "não viu"


Note-se que o Senhor Presidente Arquitecto Pedro Paredes afirmou recentemente que "vê-se que há uma outra alegria nas ruas" (*).

Observando os resultados destes dois anos de mandato, já poucos duvidam da falta de visão que ataca o executivo camarário. O problema atinge uma dimensão que no mínimo é preocupante.
Vejamos algumas reacções encontradas algures ao acaso nesta aldeia global:




Ele também se fartou de ver outra alegria nas ruas



Este, na tentativa de ver outra alegria, foi ao oculista...


E este demonstrou uma alegria contagiante depois dum balanço de dois anos de mandato!


(*)afirmação ao "semmais jornal" a 10 de Novembro de 2007