8 de fevereiro de 2008

fraco ilusionismo!

Quando assumiu a posição de vereadora, a Srª D. Isabel Vicente escreveu uma minúscula coluna na folha de Alcácer. Nesse pequeno texto, a Srª Vereadora da cultura citou Paulo Coelho a abrir e repetiu a dose a fechar o seu reduzidíssimo artigo. Ficou identificado o seu nível cultural.

Mais tarde, em plena assembleia municipal, discursou sobre a piscina municipal e revelou que tinha ficado com medo de ficar "electrificada". Aí confirmou o seu nível educacional.

Na folha de Alcácer deste mês, a Srª D. Isabel Vicente assina um artigo em que pretende mostrar trabalho feito. Quererá demonstrar agora a sua apetência para o ilusionismo?


Ilusionismo porquê?
Porque quer mostrar obra onde ela não existe. A Srª Vereadora limita-se a referir alguns factos menores, desconexos e desintegrados duma ideia abrangente. Aquilo a que é costume chamar medidas avulsas. Tornando clara a ausência dum plano integrado de actuação, confirma a tática do navegar à vista... Não é muito prestigiante, mas é aquilo que nos é dado a observar da realidade. Vejamos.

Comecemos pelas palavras da Srº Vereadora: "melhoria da qualidade de vida das populações".Continuemos pelos temas por ela selecionados. Ou seja:

  • Dakar 2007 - que melhorias trouxe para a "qualidade de vida das populações"? Exclui-se deste raciocínio a Herdade da Comporta, com ganhos evidentes na promoção do seu empreendimento turístico. Foi o Grupo Espírito Santo que atraiu, e bem, o Dakar 2007, não foi a CMAS... para quê pôr-se em bicos de pés?

  • Carnaval - desde a nossa infância que nos lembramos de brincar ao Carnaval. Até aí nada de novo. Mas será que adicionar a organização dum corso, que tem a duração de 2 ou 3 horas, será um facto relevante para a "melhoria da qualidade de vida das populações" no ano de 2007?

  • PIMEL - esta feira já tem barbas! Melhoraram-na? Sim, comprando tudo feito a empresas de fora. Enquanto isso, a oportunidade de muitas pessoas de Alcácer facturarem passou claramente ao lado. E, já que se fala da PIMEL, nós pedimos-lhe que comente a FEIRA DA AVENTURA, a FEIRA DO TURISMO, o Mercado Mensal... Tudo isto serviu para a "melhoria da qualidade de vida das populações"? Ou houve desperdício de recursos?

  • Desporto - iniciaram vários programas desportivos. Claro! O futebol para os mais jovens era grátis e passou a ser pago (20€/mês + 50€ de inscrição). O programa de natação para as crianças do centro infantil não se realizou o ano passado. A canoagem, grande promessa de 2005, foi aquilo que ninguém viu...Tudo isto para melhorar a "qualidade de vida das populações"?

  • As animações de Natal, de que também se gaba, é coisa que também já tem barbas... e brancas!... Perguntem ao Comércio Tradicional os efeitos dessa animação e confirmem a sua "melhoria da qualidade de vida"... De caminho mostrem o sucesso do grande concurso de presépios de Natal 2007!

  • Apoiaram as actividades de várias colectividades, que já eram apoiadas?... mas passaria pela cabeça de alguém cortar subsídios à Calceteira, à Pazoa, à Xarrama, etc.? Fizeram apenas o que tinha que ser feito, com o dinheiro dos nossos impostos. (Não queremos sequer falar do Atlético, tal é a nossa tristeza...).

  • Ofereceram uma festa de Natal aos idosos? E o que fizeram para "melhorar a qualidade de vida" nos restantes 364 dias do ano? E os não idosos? Sim, que é que fizeram para os não idosos "melhorarem a sua qualidade de vida"?
  • Recuperaram uma série de coisas? As obras de recuperação, são como o nome indica, meras manutenções do que já existia. Isso não basta. Para nos mantermos actuais é indispensável criar, inovar, empreender! Disso não lemos nada... também não o vemos por esse Concelho fora! E é por aí que se melhora a qualidade de vida das populações...

Fraco ilusionismo este. Como diz o nosso povo, para quem não sabe dançar, até o chão atrapalha...

Triste realidade a nossa. Assim não vamos lá.

Alcácer merece mais!

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz;
...
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre in Praça da Canção

6 de fevereiro de 2008

nova organização 19!

Tal como tinhamos prometido, voltámos ao tema da nova organização da câmara.
A proposta já foi aprovada, quer em reunião de câmara quer em assembleia municipal.

Hoje vamo-nos concentrar numa longa matriz (13 pág.s!) com o título "proposta de alteração ao quadro de pessoal do município".

Reduzimos a análise a apenas de 3 grupos de pessoal:

  • P. Dirigente
  • P. Chefia
  • Técnico Superior

Donde constactamos:

  • a criação líquida de 2 lugares de Dirigentes (Chefes de Divisão) - criam-se 3 mas extingue-se 1
  • a criação líquida de 3 lugares de Chefia (Chefes de Secção)
  • a criação líquida de 14 lugares de Técnicos Superiores (ver nota 2)

  • Somando tudo dá 19 novos lugares! (2+3+14)=19

    Dito de outra maneira: partiu-se duma situação de 52 lugares, aumentou-se 37% até se atingir a módica quantia de 71 posições! Isto é que é obra! O Presidente tinha razão quando disse que havia dinheiro!

      Que significado terá tamanho crescimento da estrutura da Câmara?

      Será que se vai começar a ver qualquer coisa feita de novo? Será que desta vez irá aparecer Obra? Este é o desejo de todos nós. Queremos desenvolvimento para Alcácer do Sal. E isso também passa por uma nova organização, devidamente integrada num projecto global para o desenvolvimento do Concelho.

      Para esclarecer esta questão, recorremos às fontes oficiais. Ou seja, às "Grandes Opções do Plano e Orçamento 2008". Lemos e analisámos o documento da autoria do executivo camarário. Mas a tendência é de continuidade. Ou seja, confirma-se a incapacidade empreendedora, a deficiente criatividade e a ausência de ambição deste executivo camarário. Concluimos que aquilo que se prepara para o futuro deste Concelho é "mais do mesmo". Ou seja, com mais ou menos metros de alcatrão, com mais ou menos foguetes nas festas, vamos continuar a viver neste abominável estado de estagnação. As grandes tarefas a despoletar vão continuar à espera de alguém que, com visão, coragem e determinação as implemente. Até lá é o que se vê.

      E o que nos é dado a ver? Vêm-se 19 novas posições de destaque na estrutura camarária. Mas não se vê um projecto global para rentabilizar este investimento em recursos humanos. Aumenta-se a despesa em pessoal sem se definir com exactidão os objectivos concretos a alcançar. Este exemplo que nos é dado a ver é, em nossa opinião, a satisfação de clientelismos. Há quem lhe chame jobs para os boys. E ainda há quem fale de tachos, tachos e mais tachos.

      Gostaríamos muito de estar enganados. Infelizmente não acreditamos que seja esse o caso. No entanto, o Sr. Presidente Arqº Pedro Paredes pode demonstrar o contrário. Basta para isso apresentar dados e factos que demonstrem o retorno do investimento agora feito. Em que acções, em que obras, com quanto dinheiro e em que datas é que atigirá o retorno do investimento agora feito...com o dinheiro dos nossos impostos!

      E já agora explique também a transparência nos processos de selecção...

      Se o fizer com sucesso, nós cá estaremos para bater palmas. Se se mantiver o silêncio é porque infelizmente temos razão, mais uma vez.

      ... Alcácer espera, espera e continua a esperar...por Desenvolvimento!

      Até quando?

      Nota1. Dada a importância do assunto, voltaremos a este tema. Também abordaremos as grandes opções do plano e orçamento 2008, com a colaboração especial de alc.do.sol.

      Nota 2. Relação de posições a criar na nova estrutura:
      Chefe de Divisão: 3
      Chefe de Secção: 3
      Engenheiro: 2
      Técn.Sup.Anim Cult:1
      Técn.Sup.Ambiente:1
      Tecn.Sup.Desporto:3
      Tecn.Sup Arqueologia: 1
      Tecn.Sup.Bibliot.e Doc:1
      Técn.Sup.Economia/Gestão/Finanças:1
      Técn.Sup.Design: 1
      Técn.Sup.Consultor Jurídico: 2
      Técn.Sup.Comunicação Social: 1
      Técn.Sup. Psicologia: 1
      Técn.Sup. História: 1
      Técn.Sup.Conservação e Restauro:1
      Especialista de Informática: 1
      Técn.Sup.Turismo: 1

      Total de lugares criados: 25
      Total de lugares extintos:6
      Saldo de lugares criados: 19

      Nota 3:Nestes cálculos não está incluido:
      Pessoal Docente
      Pessoal Técnico
      Pessoal Informática
      Pessoal Técnico Profissional
      Administrativos
      Apoios Educativos
      Pessoal Auxiliar
      Operários: altamente qualificados / qualificados / semi-qualificados

      Contacte-nos através de alcacerdosol@gmail.com

      quarta-feira sempre desce o pano


      5 de fevereiro de 2008

      carnaval

      Como é costume, foi animado o Carnaval, em Alcácer do Sal .
      Felizmente não choveu.
      Foi bonito de se ver.
      Com muitas crianças divertidas!
      Tal como já sucede há muitos anos, as Bandas Filarmónicas animaram mais a festa, graças á sua boa música!
      São estas coisas, que fazem parte da nossa terra, que nos deixa orgulhosos!
      Muita coisa ainda há-de mudar, e as nossas bandas continuarão a tocar!




      A melhor representação de 2008, segundo o Alcácer do Sol:

      Para o ano há mais!

      sinais de perigo

      Sábado, dia 2, fui ao mercado mensal.
      Não sei o motivo pelo qual a Câmara, que tanto gosta de feiras, despreza este evento.
      Mas eu gosto de lá ir.
      Muitas das vezes não compro nada. Mas no sábado acabei por adquirir uns produtos, por acaso bastante volumosos. A ponto do vendedor me recomendar que fosse buscar o meu veículo para carregar ali a mercadoria. Segui os seus conselhos. Acedi ao local da venda fazendo o mesmo trajecto que o vendedor.
      Foi quando deparei com algo que não imaginava...
      Uma cratera, de enormes dimensões, mesmo em frente ao portão, sem qualquer tipo de sinalização!
      Veja a imagem:

      Para perceber melhor a dimensão da cratera observe doutro ângulo:




      Senti-me desconfortável.
      Pensava...
      e se uma criança cai ali ?
      e se um condutor menos atento...
      Porque não haverá qualquer tipo de sinalização? Sim, porque não haverá? Por dificuldade? Por ignorância? Por abandono ou desleixo? Porquê?
      Observei o desenrolar da situação.
      Hoje, terça feira de Carnaval, o parque da feira tinha imensos veículos estacionados no seu interior. O portão continuava aberto. O festa no pavilhão estava quase a começar. A noite, que esconde perigos na sua escuridão, estava a despontar...a sinalização continuava ausente enquanto a cratera continuava presente...
      Tudo igual...com a agravante do local ser utilizado por muito mais pessoas...
      .
      Comentei o caso com outras pessoas...chegamos à conclusão de que esta situação já se arrasta assim desde o ano passado.
      Acabamos por ficar tristes e ao mesmo tempo revoltados.
      Estamos a falar de um espaço aberto ao público, inclusivamente à noite - o portão não é fechado há muito tempo.
      Todos os meses há ali um mercado.
      Agora houve festejos de Carnaval.
      Circulam ali pessoas que por qualquer descuido se podem aleijar.
      E ninguém previne os potenciais acidentes?
      Estarão à espera duma fatalidade para agir?
      Andarão distraídos com algum cortejo?
      Porquê tanto desprezo, tanto desleixo?

      Mas, infelizmente há mais. Há mais crateras espalhadas pelo recinto. Todas elas sem qualquer sinalização. Deixamos aqui apenas um exemplo. Mas se tiverem dúvidas, visitem o local e descubram outras. Não é um exercício difícil.

      Que fica mesmo junto ao portão...Isto está assim desde o ano passado...
      .
      Alcácer merece mais!

      3 de fevereiro de 2008

      Rotunda 25 de Abril



      O Problema na Rotunda 25 de Abril teve origem no ano passado.
      Não deriva das obras da ponte.
      E poderia ter sido evitado se tivessem sido tomadas medidas preventivas simples, como é normal nestas situações. Mas não se tomaram essas medidas. O estado de abandono da cidade deixa os Alcacerences tristes. Infelizmente têm razões para estarem tristes.

      A fotografia acima é de 10 de Janeiro. Nela se podem ver fitas plásticas, suportadas por varas metálicas, a sinalizar o local.
      Se houve necessidade de sinalizar o local é porque alguma coisa não estava bem. Senão para que iriam sinalizar aquilo?
      Passadas 3 semanas observamos que a "sinalização" ali colocada estava espalhada pelo chão, ou seja, destruída - ver fotografia abaixo, tirada a 2 Fev2008.

      O que nos leva a perguntar: que terá acontecido para que deixasse de haver sinalização? A resposta é: NADA.
      Deixou de ser necessário alertar os automobilistas? A resposta é: NÃO.

      A observação local mostra a degradação do espaço, com riscos evidentes para a segurança rodoviária.
      Reparem, por exemplo, no actual estado da lancilagem na fotografia abaixo (tirada a 2 fev 2008).
      Pior ainda é que existem naquela praça uns holofotes embutidos no pavimento. Eles formam enormes crateras, encobertas por placas de betão. Um desses holofotes está destruído. A placa que o encobre tem resistido mas já mudou de lugar. Quanto mais tempo irá resistir? A sua localização coincide com a trajectória de circulação dos veículos. Que poderá acontecer se um camião enfiar um rodado nesse buraco?

      A postura correcta em termos de segurança dá absoluta prioridade à prevenção.
      Não é o que aqui tem sido feito. Em vez de prevenção vemos desleixo...
      Para além das questões de segurança também poderiamos falar da gestão do trânsito e das questões estéticas ali presentes.
      As obras na ponte não são nem podem ser usadas como desculpa para a situação. Se isto é um problema difícil de resolver, então as capitais mundiais já teriam desaparecido do mapa...
      Há soluções práticas que reduzem substancialmente os problemas actuais. Não é preciso fazer nenhum viaduto, como já ouvimos falar. Falamos de soluções simples. Apenas é necessário vontade e dedicação à nossa terra para que sejam implementadas.

      Não entendemos o desprezo que é dado a Alcácer do Sal.
      Uma cidade de que nos orgulhamos.
      E que nos deixa tristes quando observamos todo este abandono.

      Ninguém esperava isto duma equipa capaz de governar o mundo.
      E nós precisamos é de governo para Alcácer do Sal.
      Mas isso infelizmente não temos.
      Os factos falam por si.

      Até quando?
      .
      Alcácer merece mais!

      _________________a grande armadilha


      Nota: o Alcácer do Sol já se tinha pronunciado sobre este assunto a 15 de Janeiro de 2007.

      2 de fevereiro de 2008

      apresentação

      Viva Alcácer!
      A minha participação neste espaço visa partilhar informações e pensamentos sobre factos relacionados com a minha terra.
      Os meus textos terão a assinatura "alc.do.sol".
      Para comunicarem comigo, é favor utilizarem a caixa de correio electrónico disponível neste espaço: alcacerdosol@blogspot.com

      Até breve
      Alc.do.Sol

      Bonita e Valiosa


      Alcácer é duma beleza imensa.
      Todos o sabemos mas não é demais recordá-lo.
      Nesta fotografia podemos ver um pequeno detalhe da cidade com um dos seus valiosos símbolos em grande plano - o nosso Amendoeira a flutuar no Rio Sado, desde há muitos, muitos anos!
      .
      Muita coisa ainda há-de mudar nesta terra.
      Enquanto isso, nada impedirá o Amendoeira de continuar tranquilamente a flutuar...

      novo colaborador


      Na sua estratégia de consolidação e crescimento, o Alcácer do Sol vai passar a contar com uma nova personagem a conceber e a apresentar textos neste espaço.

      Para ela uma nota de boas vindas e votos de sucesso na luta pela liberdade e pelo desenvolvimento do nosso Concelho.

      Alcácer merece-o!

      1 de fevereiro de 2008

      perda de tempo

      "Quando lembrei ao Presidente Paredes que ele centrou a sua campanha eleitoral num slogan em que prometia que ia governar mais em equipa e fazer de modo que os cidadãos de Alcácer pudessem participar mais nas decisões, ele responde-me, tranquilamente, que abandonou essa ideia, pois chegou à conclusão que «consultar as pessoas era uma perda de tempo». «Vivemos numa democracia representativa, fomos eleitos e isso basta para que tenhamos legitimidade para decidir."

      trecho retirado de http://saldealcacer.blogspot.com assinado por Miguel Mosquito em 18 de Setembro de 2006

      Mais palavras para quê?

      31 de janeiro de 2008

      momento de humor

      Não, não abdicamos dos nossos valores, nem dos nossos princípios.
      Entenda o artigo anterior, intitulado "e contudo devemos continuar fiéis ao partido socialista" como um momento de humor e boa disposição dum nosso colaborador recente.
      Explicamos porquê.
      O Alcácer do Sol limita-se a comentar factos relativos ao Concelho de Alcácer do Sal assim como questões comuns desta vida terrena. E não pretende dar instruções a ninguém. É uma das premissas editoriais. Foi uma opção, como poderia ser qualquer outra. Temos opiniões concretas sobre muitas dos acontecimentos que se passam para além deste paraíso. Mas isso são contas doutro rosário...
      Por esse motivo não falamos de partidos nacionais. E não vamos falar do PS, nem de socialismo ou de liberalismo capitalista. Mas falamos desta terra!

      Não sabemos se a equipa que gere o Concelho é composta por Socialistas. É certamente composta por pessoas que se propuseram conduzir os destinos deste Concelho. Fizeram-no livremente. Foram eleitos e exercem com toda a legitimidade a função. Ninguém o contesta!

      Da mesma forma, a população que aqui vive tem o direito de ter uma opinião sobre o seu desempenho. Uma opinião esclarecida, baseada em factos e expectativas concretas, apenas valoriza a nossa Democracia local.

      Não houve total liberdade para fazer promessas? Porque não há-de continuar a haver liberdade para as analisar?

      E o que é que nos tem sido dado a observar?
      A nossa opinião é de que a Câmara é gerida por um grupo de pessoas que não funciona em equipa, que não tem uma visão para Alcácer e que gera resultados fracos, nulos e por vezes negativos. Em simultâneo tenta esconder toda essa incapacidade com formas de relacionamento humano pouco evoluídas , como por exemplo o recurso à arrogância.
      Não sabemos se isto é ser socialista ou não. Nem estamos preocupados com isso.
      O que nos preocupa é que esta terra não dá mostras de sair dum terrível estado de estagnação. Não há empregos (excepção para alguns boys), não há investimento, nem público nem privado (excepção para o sector imobiliário, o que já vem de longe), não há projectos estruturantes para captar financiamentos comunitários, não há inovação nem empreendedorismo nem capacidade de concretização...mas há perda de poder de compra, ausência de expectativas e uma desmotivação colectiva de fazer dó!
      É claro que não é assim em tudo. Há fartura de folhetos, brochuras e panfletos. As Feiras e as Festas abundam. Mas, com feiras e festas não se dá de comer aos nossos filhos!

      Se, o que nos é dado observar nos conduz a estas opiniões, que razões nos poderiam levar a uma posição de subjugação e submissão às pessoas ou ao partido que as geram?
      A vida deve ser levada de cabeça erguida. Para isso é imprescindível vivê-la, em todas as situações, de acordo com os valores e os princípios que cada um elege. Isto é incompatível com posições de seguidismo cego, subserviência e conformismo.
      Por isso somos incapazes de dizer que... somos fiéis àqueles que nos desprezam, ignoram e maltratam.
      Porque uma coisa é o nosso clube de futebol. Outra coisa é a nossa vida!

      Nesta perspectiva, colocar a hipótese de que "devemos continuar fiéis ao partido socialista" só poderá ser uma piada...infelizmente abaixo do nível a que os Gatos Fedorentos nos habituaram.

      E contudo devemos continuar fieis ao Partido Socialista…

      Uma das melhores ilustrações de como podemos ter liberdade de expressão sem que a fidelidade nos atormente denomina-se de Princípio de Baldwin. O que é isto? Bem, num resumo rápido é uma explicação em que se afirma que o mundo que nos rodeia – que no nosso caso é o concelho - se torna progressivamente um sítio com maior complexidade e com maior número de situações problema.
      Todos nos lembramos do tempo em a governação da CMAS era do Partido Comunista. E que dizer? Não foi há muitos anos.

      Todos nos lembramos do tempo em que não havia telemóveis. E que dizer? Não foi há muitos anos. Mais, todos nos lembramos do tempo em que construíamos frases sobre a inutilidade dos telemóveis. E este palavreado nada adiantou. O mundo, como o nosso concelho, alterou-se de tal maneira que quem hoje não tem telemóvel está desadequado.

      Todos contamos que os nossos concidadãos tenham telemóvel, tal como as diferentes instituições contam que todos tenhamos acesso á Internet. E afinal o que é que isto quer dizer?

      Isto quer dizer que tudo o que se faz ou pretende fazer para melhorar o mundo e para dar sentido ao mundo se tornam facilmente caricaturas históricas. Temos sempre que ser fieis já que o mundo se encontra permanentemente em mudança e a inventar-se a si mesmo e quem toma decisões terá sempre que, no futuro, convencer o cidadão do que o que fez já não se adequa a esta realidade actual.

      O nosso mundo envolvente, o nosso concelho é um espectáculo sempre em mudança e ser-lhe fiel é mentir-lhe.

      Devemos pois ser fieis a quem faz, os governantes, e às ideologias que os governam.
      Sendo assim, devemos continuar fieis ao Partido Socialista.
      Todos temos uma religião e não mudamos.
      Todos temos um clube e não mudamos.Todos temos um partido e não mudamos. A fidelidade, em todos estes casos e noutros, torna-se um porto de abrigo em que o nosso espírito repousa tendo assim tempo para outras dificuldades que a vida nos apresenta.

      30 de janeiro de 2008

      à procura de "coisas" positivas

      Por vezes pode parecer que falamos muito de coisas negativas. Será que nos andamos a esquecer das coisas positivas?
      Para dissipar essa dúvida concentrámos os nossos esforços na busca de coisas positivas.
      Felizmente não tivemos que procurar muito!
      Vem a propósito a "alteração da estrutura orgânica e do quadro de pessoal" da CMAS, apresentada e assinada pelo Sr. Presidente Arqº Pedro Paredes. Julgamos que o documento seja de Dezembro de 2007. Não lhe vislumbramos a data. Não por falta de vista mas por falta da data em concreto. Possivelmente trata-se de uma redução de custos, ou seja, de uma redução de défice. Se assim for deve ser uma coisa positiva.

      Sintetizando, referimo-nos ao documento que apresenta uma nova organização para a Câmara. O que é uma coisa positiva, visto ser urgente inverter este abominável estado de estagnação.

      E é uma coisa positiva porque confirma que, depois de mais de dois anos a trabalhar, o executivo camarário descobriu que precisava de mudar. Ou seja, andou-se mais de dois anos a trabalhar com uma estrutura desajustada. Os resultados à vista comprovam-no. Diz o ditado que mais vale tarde do que nunca. Donde podemos concluir que negativo negativo era, passado este tempo todo, o executivo ainda não ter descoberto a grande evidência: assim não vamos lá!

      Então que se mude o que está mal. E começou-se a mudar por aqui, o que é uma coisa positiva.

      Os processos de mudança são complexos e requerem pessoas capazes na sua condução. Caso contrário cai-se no vulgar processo de intenções e não se sai daí. De intenções está o inferno cheio...e não só! Afinal este processo de mudança leva-nos para onde? Vejamos.

      O que muda? O que traz de novo esta organização?
      À primeira vista traz mais umas quantas "Divisões" e com elas mais uns quantos chefes de divisão, acompanhados por... Bem, se é para crescermos deve ser uma coisa positiva. Para confirmar esta hipótese lemos atentamente a justificação para esta mudança, apresentada por Pedro Paredes - ponto 4 da deliberação - em que afirma:

      "Quanto às alterações de pessoal, as necessidades sentidas passam pela melhor adequação das tarefas às funções exercidas, e pelo incremento das condições necessárias para beneficiar a eficácia e a eficiência dos serviços municipais, procurando aumentar os quadros superiores e técnicos deste Município."

      1ª conclusão: há um fundamento, o que é uma coisa positiva e nem sempre acontece;

      2ª conclusão: a "adequação das tarefas às funções exercidas" em vez da adequação das tarefas às necessidades de desenvolvimento de Alcácer do Sal já não nos parece positivo...Afinal o que está em causa nesta re-organização é o Município ou são as funções exercidas pelo pessoal?

      3ª conclusão: fundamentar esta mudança "procurando aumentar os quadros superiores e técnicos deste Município" em vez de procurando novas soluções que sustentem um desenvolvimento continuado deste Município ? Isto já nos parece claramente negativo...por muito esforço que façamos na busca de aspectos positivos. Mais do que isso: cheira-nos a escândalo!
      E porquê? Porque isto, traduzido à letra, é criar jobs para boys em vez de criar estruturas para tirar Alcácer deste abominável estado de estagnação!

      Tudo isto é feito à custa dos impostos que todos nós pagamos...e é apresentado como algo de muito positivo! O que até é verdade, mas apenas para alguns boys.
      A alteração da estrutura funcional da CMAS era, e continua a ser, urgente e necessária. Mas uma alteração que tenha como objectivo promover o desenvolvimento económico e social, a criação de emprego, a segurança e a estabilidade nesta terra maravilhosa. Assim não. Assim não vamos lá!

      Alcácer merece mais!

      Nota 1: as citações apresentadas foram extraídas da "proposta de deliberação nº022/gap/2007 ao executivo da Câmara", assinada por Pedro Manuel Igrejas da Cunha Paredes e aprovada em reunião de Câmara e em Assembleia Municipal em Dezembro de 2007.

      Nota 2: atendendo à importância do tema, comentaremos em breve algumas questões particulares desta nova estrutura orgânica.




      um exemplo caricato da adaptação de uma tarefa a uma função

      Queremos uma Escola Nova

      Se procurarem esta árvore dentro do espaço da escola vão reparar que ela está empedernida e seca. E é por esta e por outras que queremos uma escola nova.
      Por outro lado, é já longo o debate, quer em termos de prática pedagógica quer em termos ideológicos, em torno deste assunto mas ele pode estar sempre aberto a novas abordagens.
      Temos de ter coragem e dizer: "Queremos uma escola nova".

      Queremos tornar toda a comunidade educativa em Homens mais racionais e esclarecidos afastando deles todos os sentimentos de «medo».

      Queremos estimular e dirigir discretamente os processos de avaliação, de ensino e de aprendizagem atenuando a competição gratuita e negativa.

      Queremos que os nossos cidadãos - alunos, funcionários e professores - passem a ser o Homens livres no seio de uma escola pública dentro da comunidade.

      Queremos uma escola cada vez mais aberta e onde a individualidade e a voz de cada um se possa fazer ouvir de uma forma diferente.

      Contudo, o professor, enquanto mediador de conhecimentos e saberes, deverá fazer uso daquilo que sabe e do seu porquê que faça sentido ao aluno, sem cair num "facilitismo" que entorpece, e no qual a avaliação se pode, facilmente, tornar.
      Deste ponto de vista, só "queremos uma escola nova". Uma escola onde as árvores secas não devem estar.

      Mas este apelo, pode muito bem ser considerado, apenas mais um capítulo da guerra entre a "escola nova" e a "escola tradicional".