6 de março de 2008

onde começa a liberdade?

Com as mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com as mãos tudo se faz e se desfaz.
Com as mãos se faz o poema - e são de terra.
Com as mãos se faz a guerra - e são a paz.
...
...
De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

Manuel Alegre

5 de março de 2008

indignações

Há muita indignação no executivo camarário por causa dum artigo publicado recentemente no Jornal de Notícias.
Na última Assembleia Municipal o executivo deu largas à sua indignação.
Pelos vistos a PJ não falou com o Vice Presidente. E o jornal noticiou esse facto.
A indignação resume-se a isto.

Não vimos o executivo camarário esboçar qualquer indignação pelo facto de ter emitido uma licença de utilização sem a prévia vistoria. O que é obrigatório por lei.

Não vimos o executivo camarário esboçar qualquer indignação pelo facto de utilizar o termo "escola ambiental", quando este termo não pode ser aplicado naquela situação.

Não vimos o executivo camarário esboçar qualquer indignação pelo facto do Presidente desrespeitar um seu colaborador directo, afirmando que por ser "um homem das línguas, sabe lá o que é uma licença de utilização".

Não vimos o executivo camarário esboçar qualquer indignação pelo facto de ter delegado competências numa pessoa que não estava habilitada para as exercer - "por ser um homem das línguas...".

Não vimos o executivo camarário esboçar qualquer indignação pelo facto de alguém assinar licenças camarárias sem saber o que é uma licença de utilização, embora o fizesse com a devida aprovação superior...

Não vimos o executivo camarário esboçar qualquer indignação pelo facto de terem andado a "coser" projectos...pelos vistos mal.

Não vimos o executivo camarário esboçar qualquer indignação pelo facto de divulgar, na sua página de internet, informações sobre uma Escola Ambiental. Um projecto empresarial recente divulgado ao lado dos locais históricos mais emblemáticos do nosso Concelho.

Não vimos o executivo camarário esboçar qualquer indignação pela notícia do jornal Público de 17 de Maio de 2006 que abordava as questões que a PJ agora investiga.

Mas vimos o executivo camarário nervoso. Muito, muito nervoso.
Na realidade não lhe faltam razões para tal.

Andará alguém a tentar tapar o sol com a peneira?

Alcácer merece mais!

Nota: as afirmações e dados acima referidos foram retirados do Jornal Público de 17 de Maio de 2006, do Jornal de Notícias de 27 de Fevereiro de 2007, do http://www.bombeiros-portugal.net/ e do http://www.mirasado.pt/.

toponímia

Na folha de Alcácer de Março de 2007, o executivo camarário assumia o problema da toponímia em Alcácer do Sal. Aconteceu há um ano.


Todos nós sabemos qual é a situação em Março de 2008. Continua a haver problemas com o nome de algumas ruas. Continua a haver problemas com alguns números de polícia...

Porque será que, assumido o problema e definido o respectivo plano de acção, os resultados tardam em aparecer, mesmo depois de já ter passado um ano?

Porque será?

Não é necessário perguntar. Todos nós vemos aquilo que (não) se está a passar na nossa terra.

Assim não vamos lá.

Alcácer merece mais!

4 de março de 2008

navegar à vista

Na Assembleia Municipal da última sexta feira, o Sr. Presidente mostrou-se desconfortável com algumas acusações de que é alvo: a falta de estratégia na condução dos destinos do Concelho. Ou seja, de "navegar à vista", como afirmou.
A provar a falsidade de tais acusações, o Sr. Presidente usou uma folha de papel em que, pelos vistos, estavam listados 11 projectos para Alcácer do Sal. Desses onze leu o título de seis ou sete. Os restantes ficaram guardados no caixote dos tabus.
Não nos conseguimos lembrar de nenhum dos títulos dos projectos mencionados pelo Sr. Presidente.
Mas ficamos a perceber que aquela lista era uma surpresa para muitos dos elementos (todos?) da Assembleia Municipal. Donde concluimos que a folha dos 11 projectos não tinha sido discutida nem analisada em conjunto. O lapso foi atenuado quando mandou tirar uma fotocópia da folha para dar a uma Deputada Municipal.
Achamos tudo isto muito triste.
É pena que Alcácer continue a ser governada desta forma. É pena.
E explicamos porquê.

Se aquela folha de papel era um plano estratégico para o desenvolvimento de Alcácer, vem tarde. Vem muito tarde. Falta pouco mais de um ano para terminar o mandato. Agora é que aparecem projectos em concreto? Que terão andado a fazer nestes dois anos e meio?

Se aquela folha de papel era um plano estratégico para o desenvolvimento de Alcácer, porque não foi discutido abertamente com as pessoas da terra? Será obra de iluminados que não perdem tempo a consultar as pessoas porque têm legitimidade para governar? Será arrogância? Será falta de saber? Será um truque malabarista?

Se aquela folha de papel era um plano estratégico para o desenvolvimento de Alcácer, o que será um verdadeiro plano de desenvolvimento? O Sr. Presidente contou 11 projectos. Quiz mostrar trabalho. Mas estas coisas não se medem pelo número de projectos. Valorizar o número de projectos, e só isso, é um lapso típico de quem não sabe muito bem como as coisas se fazem.
O Sr. Presidente deveria ter começado por explicar qual a sua visão para Alcácer a médio e longo prazo, o que nunca o vimos fazer com qualidade.
Deveria ter claramente explicitado as expectativas para a nossa terra. Limitou-se a falar da próxima edição da Folha de Alcácer...o que revela a sua curta visão.
Deveria ter analisado em concreto a envolvente em que Alcácer se insere. Analisado as condicionantes internas e as condicionantes externas. Analisado os pontos fortes e os pontos fracos, as oportunidades e as ameaças. Deveria ter analisado muito bem a concorrência, nomeadamente de Grândola...
Deveria ter analisado vários cenários.
Deveria ter definido as decisões estratégicas e consequentes planos de acção, com objectivos, metas...
E tudo isto deveria ser feito em diálogo permanente, com a população de Alcácer e as suas instituições.
Mas não vimos nada de isto a ser feito em Alcácer do Sal.
Sabemos que algum deste trabalho foi encomendado a pessoas ou organizações que mal conhecem a nossa terra. E que algum deste trabalho não foi feito para Alcácer do Sal mas sim para o Litoral Alentejano. O que tira detalhe e especificidade indispensáveis numa sociedade cada vez mais competitiva.
E isto não é assunto que se apresente com base numa única folha de papel.
Se há documentação adicional, porque é que não estava disponível?
Na sociedade da informação, no século XXI, ainda andamos a passar fotocópias para partilharmos documentos em plena Assembleia Municipal?
Assim, e de acordo com a promessa do Sr. Presidente, vamos esperar pela próxima Folha de Alcácer para perceber melhor os detalhes de tão auspicioso plano.
E, se é que é verdade que não se tem andado a navegar à vista, o plano a apresentar deverá ser coerente com o discurso recente do executivo.
Por isso, esperamos encontrar:

  • estímulo ao investimento privado na área da noite, da dança, da arqueologia...
  • submissão perante a ausência de investimento público - PIDAC
  • planos de pormenor nºs. 3, 4 e 5 em substituição do PDM
  • promessas não cumpridas
  • aumento de jobs para satisfazer boys
  • feiras, festas e fogo de artifício
  • desportos de ar livre (excluir-se-á o golf?)
  • terminar as investigações da PJ
  • fazer as pazes com o Secretário de Estado Valter Lemos
  • projecto da Feira para o próximo mandato
  • toyotas
  • ...

Isto é se houver coerência com o passado. Mas será possível fazer um plano de desenvolvimento em contradição com tudo aquilo que têm feito até agora?



Por este andar não saimos desta tendência contínua que coloca Alcácer num deplorável estado de estagnação.
Assim não vamos lá.

Alcácer merece mais!

3 de março de 2008

terá sido esquecimento?


Sexta feira passada houve Assembleia Municipal.

Depois do período de antes da ordem do dia foi dada a palavra ao Sr. Presidente Pedro Paredes. Que falou das novidades para a terra.

Falou do Centro de Saúde. Trouxe a confirmação de que não ia encerrar...e estava muito, muito agradecido ao Governo e a um Secretário de Estado.
Ficamos embasbacados...Agradecer o quê? Porquê?
A Constituição não prevê o direito à saúde?
Agradecimentos por não nos tirarem aquilo que é um direito de todos nós?
Construiu-se um Centro de Saúde novo para agora não o usarem?
O Governo central não se limitou a fazer o que tinha que ser feito?
Será que esta submissão é para compensar a arrogância tida para com o Secretário de Estado da Educação a propósito da Escola Secundária?

Mas o Senhor Presidente falou de mais coisas...

Falou de cavalos e do evento que o Grupo Espírito Santo trouxe para a zona da Comporta (a estratégia do GES é correcta - há que comercializar o empreendimento...e cavalos de corrida coincide com pessoas muito ricas...).

O Sr. Presidente terminou aquela intervenção a falar de projectos novos. Ali estava a prova de que existe uma estratégia e que não se pratica a navegação à vista. Pena é que só tenha lido os títulos dos projectos. O que não deu para perceber nada. (será aqui publicado um artigo, sobre este assunto, muito brevemente).

Após ter abordado estes temas, o Sr. Presidente passou a palavra.

Estranhamos.
E estranhamos que o Sr. Presidente não tivesse falado duma reunião, que decorreu no dia 27 de Fevereiro, em Castro Verde, e em que Alcácer do Sal esteve representada. Nessa reunião ficou decidida a criação duma Associação - AMAGIA. A associação deverá arrancar já em Maio e pretende "gerir" o abastecimento de água em alta e o saneamento. Cinquenta e um por cento do capital da AMAGIA fica nas mãos da Águas de Portugal.
Ou seja, a Águas de Portugal decide o que quer, quando quer e como quer.
Nós consumimos. Porque sem água ninguém sobrevive.
Mais um monopólio em Portugal?
A História recente do nosso País mostra que estas acções são regularmente acompanhadas de substanciais aumentos de preços para os consumidores finais.
O Sr. Presidente pode garantir que os aumentos da água e do saneamento, em Alcácer do Sal, não serão superiores aos aumentos dos salários da função pública, nos próximos anos?

Mas também estranhamos que o Sr. Presidente não tivesse falado duma outra reunião, no dia 27 de Fevereiro, que também envolveu Alcácer do Sal. Desta vez na alçada do Ministério da Justiça, através do Sr. Secretário de Estado José Condes Rodrigues. O assunto em discussão prende-se com a organização de comarcas judiciais piloto e tem a ver com a nova proposta de reorganização judiciária.
De acordo com o Portal do Governo "não haverá o encerramento de qualquer tribunal". Uma promessa feita pelo mesmo Governo que prometeu não subir os impostos...
Que estará reservado para Alcácer do Sal?

Será que estes assuntos não são suficientemente importantes para integrarem a lista de novidades apresentada pelo Sr. Presidente? Ou será que estes assuntos já foram previamente discutidos e analisados sem que nós dessemos por isso? Serão os cavalos mais importantes para os Alcacerenses?

Será que dialogar com as pessoas continua a ser uma perda de tempo para quem tem legitimidade para governar?

Alcácer merece mais!

29 de fevereiro de 2008

expropriação

A Assembleia da República recebeu recentemente a delegação de Alcácer para a nova Escola Secundária.
Falamos com alguns participantes.
Não ficamos muito animados.
Há algumas coisas que ainda não conseguimos perceber.

Na Folha de Alcácer de há um ano - Jan/Fev 2007 - era anunciada a deliberação da Câmara relativa à Escola Secundária. Nessa notícia havia a referência ao "valor de 83.533,30 €uros a pagar à Associação de Solidariedade Social dos Comerciantes ...pela expropriação do terreno de 4.378 metros quadrados onde será construída a nova Escola Secundária..."
E acrescentava: "o montante foi fixado com base numa avaliação efectuada pelos serviços da edilidade".

Em Novembro de 2007 a folha de Alcácer voltava a abordar o assunto e referia o facto de que "a câmara viu-se obrigada a negociar o terreno, pelo qual vai pagar 160 mil euros".

Não conhecemos a razão pela qual o preço do terreno passou de 83 mil €uros para 160 mil €uros. Isto tudo em menos de um ano. A diferença é muito substancial. É praticamente o dobro!
Há certamente uma razão. Todos nós gostavamos de a conhecer.
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Mas não é tudo.
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O Notícias do Litoral de 12 de Dezembro de 2007 também aborda este assunto referindo uma moção onde se lê: "condenar o Governo pelo seu comportamento...que fez «letra morta» do Acordo a que se tinha vinculado há um ano, sem qualquer explicação e que levou o Município a proceder e a concluir o processo de expropriação do terreno para o efeito..."
A folha de Alcácer de Dez 2007, confirma que o processo de expropriação já tinha sido concluído, àquela data.
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Acontece que as "Grandes Opções do Plano e Orçamento 2008" da CMAS contém uma verba, de 159.200 €uros, relativa à "aquisição de terreno para nova escola secundária".
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Ficamos com mais uma dúvida.
Se a aquisição do terreno já tinha sido concluída em 2007, porque razão o orçamento de 2008 contempla o seu pagamento no ano de 2008? Afinal o pagamento não tinha já sido efectuado?
Se o pagamento não tinha sido efectuado, como é possível ter concluído o processo?
Será que o Governo Central retirou a verba do PIDAC por considerar que a expropriação ainda não tinha sido concluída?
Será que o Governo Central tem razões válidas para fazer o que fez?
Será que, infelizmente, Alcácer fica mais uma vez a perder?
Será...

28 de fevereiro de 2008

não lhe ligam

Na folha de Alcácer de Setembro de 2006, o Sr. Presidente apelava à população para que pintasse as casas de branco.
Foram poucos aqueles que ligaram alguma coisa às palavras do Sr. Presidente.
Consequentemente, o Sr. Presidente repetiu o apelo em Julho de 2007...


Passado este tempo todo, continuamos a não ver resultados positivos do apelo do Sr. Presidente.
A ponto de, até os vizinhos da frente, parceiros institucionais, pintarem a casa de cor-de-rosa.
Porque será que as palavras do Sr. Presidente têm pouco impacto na nossa terra?


Porque será?

27 de fevereiro de 2008

observações

Observamos que foi retirada a informação dum painel existente no edifício da Abegoaria.
Nesse painel estava a "obra" captada nesta fotografia, tirada no ínício da semana.
Esta obra foi alvo dum artigo nosso, relativo ao corte da EN5 em Alcácer do Sal.

Observamos também que a referência à escola ambiental da herdade das parchanas foi retirada do site da CMAS - sector "concelho / geografia". Esta estranha referência foi alvo de um reparo no nosso artigo "embrulhada" relativo ao processo de investigação da Polícia Judiciária à Câmara Municipal.

Ficamos satisfeitos por ver corrigidos alguns dos lapsos da Câmara.
Continuem assim porque ainda têm muito trabalho pela frente!

CMAS na imprensa

O Jornal de Notícias de hoje publica um artigo dedicado a Alcácer do Sal no capítulo de "Polícia e tribunais".
A notícia aborda o facto de a Polícia Judiciária estar a investigar factos relacionados com o processo de licenciamento da Herdade das Parchanas.
O artigo refere que o projecto de licenciamento foi "várias vezes recusado pelo anterior executivo, por ilegalidades" e que foi "assinado pelo actual presidente da Câmara, Pedro Paredes, que licenciou a infra-estrutura através do vice-presidente".
O artigo também afirma que o "arquitecto Pedro Paredes, (que) trabalhou para a Herdade das Parchanas".


Sobre este mesmo assunto e segundo o jornal Público de 17 de Maio de 2006, "o presidente da Câmara admitiu o erro e remeteu responsabilidades para uma técnica da autarquia".
Mas os técnicos não assinam licenças de utilização.
E esta foi assinada pelo Vice-Presidente João Massano. Que não tem o pelouro do planeamento e gestão urbanística...nem esperou que fosse efectuada a vistoria final, obrigatória pela lei...
Para além disso, o vice-presidente João Massano, "sabe lá o que é uma licença de utilização" segundo afirmou ao Público o Presidente Pedro Paredes. Pelos vistos não sabe mas assina!
É assim que se trabalha normalmente na Câmara?
Não sabemos, mas que há fumo, há. E não é pouco.
Estranhamos também o facto de este sector - planeamento e gestão urbanística - não ter sido praticamente afectado pela nova organização camarária. Será que assim dá mais jeito?
Será que não é preciso mudar porque assim é que está bem?
Será que alguém anda a ganhar alguma coisa com isto?
Se há, não é Alcácer do Sal, com certeza.

O Presidente Pedro Paredes afirmou há alguns meses, que este processo cumpriu todos os trâmites legais.
Pelos vistos as palavras do Presidente Pedro Paredes não foram levadas a sério pela Polícia Judiciária, que julgou ter motivos para investigar.

Alcácer merece mais!

26 de fevereiro de 2008

território desordenado

O PDM (Plano Director Municipal) é antigo e está desactualizado.
Com reflexos negativos no desenvolvimento de Alcácer do Sal.
Pelo que é urgente revê-lo.
Mas não. O PDM não mexe. Ou melhor, ninguém o põe a mexer. Mas a realidade não para. Pelo contrário, muda dia após dia.
Contorna-se o problema com remendos. Fazem-se Planos de Urbanização à medida...
Cada vez que aparece um projecto "diferente" faz-se um Plano de Urbanização. Ouvimos dizer que já vão no segundo...
Um PDM adequado permitiria englobar estas e muitas outras necessidades, duma vez só!
Para além dos custos disto tudo.
Senão vejamos:

As "grandes opções do plano de 2008" da CMAS contempla para "Planos de Urbanização" a módica quantia de 95.000,00 € distribuidos por 2008 e 2009.
O mesmo documento contempla para a "revisão do PDM" o valor de apenas 5.000 € em 2008. Mas para 2009, já se prevê uma despesa de 115.000 €.
Então porque não se começou por fazer o PDM logo em 2005 ou 2006?
Levam três anos a pensar em começar?
Ou será que dá muito trabalho?


Se o processo de revisão do PDM não estivesse parado, pouparíamos 95.000 € (em planos de urbanização).
Que poderiam ser aplicados em qualquer coisa útil - exclusão evidente das feiras, festas e propaganda.
Então porque não foi feito?
Porquê?
E porque razão é que a nova organização da câmara não mexeu na Divisão de Planeamento e Gestão Urbanística (DPGU) ?
Criaram 19 novos lugares nos quadros superiores da câmara e para o ordenamento do território nem um!
Porquê?
Estará tudo bem? Se está tudo bem, porque é que o Gabinete de Estudos e Planeamento da DPGU não elabora os Planos de Urbanização? Porquê gastar 95.000 € quando é possível fazer internamente?

Esta inoperânia governativa só tem uma causa: incompetência!
E quem perde é Alcácer do Sal.
Perde oportunidades. Perde dinheiro. Perde Tempo.

Alcácer merece mais!

25 de fevereiro de 2008

repetição desnecessária

Visitamos a Abegoaria e observamos os paineis que tentam mostrar obra.
Vimos uma notícia tristemente interessante.
Relatava as obras do 2º semestre de 2007 - "reconstrução de passagem hidráulica na EN5" - ver foto abaixo.
Ampliando o título do cartaz...



Quem não se lembra? Foi há um ano. Houve uma derrocada e a entrada Norte de Alcácer esteve fechada muito tempo. As obras acabaram por se fazer com muito esforço e muita dedicação...Queixava-se na altura o Sr. Vereador Hélder Serafim na folha de Alcácer de Dez/Jan2007: "...quando se executou a estrada Norte de Alcácer, as manilhas de água pluviais foram mal colocadas ao contrário...".


Aconteceu que no último fim de semana a entrada Norte de Alcácer voltou a estar encerrada. O motivo foi o mesmo...as chuvas do dia 18, 2ª feira. Uma repetição desnecessária...e triste.


Sinalização do corte da estrada na rotunda junto ao campo de futebol do Atlético.


Estrada bloqueda junto ao acesso à ZIL, no fim de semana passado. Repare-se no sinal caído, um símbolo já habitual da prevenção rodoviária em Alcácer...


A meio da semana passada já as obras eram intensas...Na fotografia acima pode-se ver a faixa de rodagem, de quem sai de Alcácer em direcção a Setúbal, cortada ao trânsito (sentido Norte).

Neste momento as obras estavam ainda a começar. Na faixa de rodagem oposta (ver fotografia em baixo) a actividade era mais intensa.

Neste local tapava-se rapidamente um buraco gigantesco. Na foto de cima vê-se um camião a chegar carregado de terra...trata-se da faixa de rodagem de quem vem de Setúbal e entra em Alcácer (sentido Sul).

...a terra é rápidamente descarregada...


e prontamente "empurrada" com auxílio de uma niveladora.


A cratera tinha uma dimensão consideravel!

Este local é quase coincidente com aquele em que houve uma outra derrocada há um ano atrás.
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Os Alcacerenses questionam-se, como tivemos oportunidade de ouvir: "Então arranjaram aquilo há um ano e já está assim outra vez? ...Que arranjo é que foi feito? ... Não foi para esta obra que veio cá um do governo dar dinheiro? ".
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É difícil arranjar explicações para tamanho fracasso. Naquela 2ªfeira, há 8 dias atrás, não houve nenhum dilúvio (ver notícia no Alcácer do Sol sob título "chuva"). Nem este local é uma zona baixa. O que nos deixa, a todos, desconfortados.
Será que desta vez conseguem fazer o trabalho como deve ser? Será?
Será possível fazer melhor? Não temos a menor dúvida que sim!
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Alcácer merece mais!

Nota:
O município divulgou, na comunicação social, o corte da estrada. Nessa divulgação lê-se: "Nesse local, no mesmo troço da EN5 que abateu no ano passado, também devido às fortes chuvadas, mas desta vez «do lado oposto» da estrada...".
As imagens aqui publicadas mostram que os problemas recentes ocorreram em ambos os lados da estrada...
Faltar à verdade para quê?

clientelismo

à pergunta feita no Alcácer do Sol:
"na sua opinião, aumentar os quadros da CMAS em 19 lugares significa:"

80% dos participantes escolheu a opção "executivo satisfaz clientelismos".

As restantes opções eram: executivo prepara obra e executivo mostra trabalho.

24 de fevereiro de 2008

orçamentos...

Foi preciso esperar por 2007 para o executivo mostrar o que realmente vale. E deixar de se poder desculpar com o passado...

Em 2007 elaborarou e aplicou o orçamento apostando "na modernização e desenvolvimento" - ver notícia publicada na folha de Alcácer nº 20 de Dez/Jan de 2007.

Dois mil e sete já passou.
E com ele devemos ter atingido a modernização e o desenvolvimento. Porque este ano, de 2008, o orçamento deixou de apostar na "modernização e desenvolvimento" para passar a apostar na "área de apoio social" - ver a última folha de Alcácer.
Mas como a modernização e o desenvolvimento ainda não chegaram a este Concelho, interrogamo-nos...
...porque será que o executivo mudou a sua aposta? ´
Será falta de orientação? Falta de estratégia? Falta de visão?
Que será?

Porque se anda a deambular em vez de se caminhar num sentido bem definido?
Não percebemos.
E continuamos a não perceber quando olhamos para os números do plano e orçamento deste ano. Explicamos porquê.
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Começamos por verificar que o Gabinete de Apoio ao Desenvolvimento Económico representa menos de 0,2% da despesa corrente da CMAS! Confirma-se que a aposta não é no desenvolvimento. Mas porquê? Se este gabinete não serve o desenvolvimento de Alcácer, então para que é que existe?
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Fomos então à procura do social, a aposta do executivo para 2008.
Eis alguns dos exemplos que encontramos:
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O programa de Rede Social é contemplado com 3.500 € (ver as Grandes Opções do Plano 2008) . Destes, 2.000 € são para formação. Tudo junto dá 292 € por mês. Confirma-se o comentário dum conhecido Alcacerense: "cuidado que as redes têm buracos..."

O programa da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens é contemplado com a módica quantia de 100 € por mês! (1.200 € para o ano todo - ver as Grandes Opções do Plano 2008).
Isto é que é protecção?
Isto é que é apostar na área de apoio social?

Para terminar os números, por agora...
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...verificamos que o Gabinete das Feiras e Animação Cultural tem uma despesa corrente prevista 1.423 % maior que o Gabinete de Desenvolvimento Económico.
Não nos enganamos. São mil, quatrocentos e vinte e três porcento mais! E a Semana da Juventude não está incluída no Gabinete de Feiras...
Aproveitamos para verificar que a Semana da Juventude "leva" só 252% mais que o Gabinete de Desenvolvimento Económico!
Não conseguimos ver nem desenvolvimento económico nem apoio social. Mas vemos uma clara aposta em feiras e em festas... seremos ricos? muito, muito ricos? Não há outras opções mais úteis para investir?
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...verificamos ainda que se gasta com o "Boletim Municipal e Outras Publicações" 231% mais do que com o Gabinete de Desenvolvimento Económico.
Parece-nos que a falta de desenvolvimento vai ser combatida com propaganda...e mais propaganda. Enfim, areia para os olhos...
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Tudo leva a crer que 2008 é apenas "mais do mesmo".
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Assim não vamos lá.
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Alcácer merece mais!

Nota: os dados foram extraidos da versão de 28-11-2007 das grandes opções do plano e orçamento 2008 da Câmara Municipal de Alcácer do Sal.

23 de fevereiro de 2008

mastro arreado...

O nosso Amendoeira está de mastro arreado há cerca de duas semanas...
É pena e isto deixa-nos tristes.
Nós gostamos de o ver pujante! E o mastro, como elemento essencial deste barco, marca a sua identidade.
Ele veio da reparação há muito pouco tempo... e já não se aguenta em pé?
Porque será? Foi necessário recorrer ao um dispositivo naútico adicional para manter o mastro naquela posição...

Será que foi para isto que se gastou aquele dinheiro todo?
Senão vejamos:
Na folha de Alcácer de Fevereiro de 2006 é noticiada a reparação do Amendoeira...

...por 54.250 €uros.

Acontece que na folha de Alcácer de Maio/Junho de 2007 o Amendoeira volta a ser notícia...
...e a reparação do Amendoeira deixou de ser 54.250 €uros e passou a ser mais de 100.000 €uros!

Porquê?
Porque duplicou a conta a pagar?
E já está neste estado?
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Resta-nos perguntar quando é que o Amendoeira terá direito a velas!
O mastro não foi construído para iluminações de Natal.
O mastro foi construído para outra função.
Mantenham o Amendoeira duma forma coerente, por favor!
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Alcácer merece mais!

20 de fevereiro de 2008

chuva

Segunda feira choveu muito.
As zonas mais baixas da cidade ficaram alagadas. Nada que nunca se tenha visto.
Desta vez houve zonas do nosso País muito mais afectadas pelas chuvas. Da próxima vez não sabemos como será.
Dizem os entendidos na matéria que estes fenómenos vão acontecer com maior frequência e com maior intensidade.
O que não é nada bom para nós. Estes fenómenos afectam negativamente a nossa vida. E nós não temos capacidade para impedi-los.

Mas podemos reduzir os seus efeitos negativos.
Sendo importante começar a agir imediatamente.
Para começar é necessário ter um conhecimento detalhado do impacto das chuvas e das causas que lhes estão associadas.
Seguidamente deve-se elaborar um plano de acções, de forma a minimizar as consequências negativas das intempéries.
Finalmente implementam-se as acções definidas, avaliam-se os seus efeitos e fazem-se as devidas correcções.
É um trabalho árduo e longo, mas muito importante.
O desenvolvimento da nossa terra passa por este tipo de acções preventivas.

Os efeitos das chuvas são facilmente visíveis.
Outros há que não são de tão simples observação. Não sendo, por isso, menos importantes, nem menos graves. Também aqui, é preciso saber "lê-los", "interpreta-los" e agir de forma a minimizar - se possível eliminar - os seus efeitos preversos. Esta é a forma de se gerarem as condições essenciais ao desenvolvimento da nossa terra. É preciso criar emprego, melhorar as condições de vida e voltar a fazer crescer a nossa população!

É preciso fazer investimentos públicos, recorrer aos financiamentos comunitários e actuar duma forma credível e reponsável para ser possível atrair empresas.
Estas acções, ou a sua ausência, vão determinar o nosso futuro colectivo.

Alcácer do Sal necessita urgentemente de inverter o actual estado de estagnação.

Alcácer merece mais!