12 de março de 2008

palavras, leva-as o vento...

Em Março de 2006, o Sr. Presidente Paredes escrevia na folha de Alcácer:
"resta provar que [a equipa do executivo] também sabe planear, a longo prazo, com método e ponderação".

Em Maio de 2006, o Sr. Presidente Paredes voltava a escrever na folha de Alcácer e afirmava:
"terminou o tempo do improviso. Agora é tempo de planear iniciativas, de definir estratégias, de trabalhar de forma metódica e organizada."

Passado este tempo todo - 2 anos - fomos à procura de resultados. Fomos ver como se planeou e de que forma metódica e organizada é que se trabalhou.
Não andámos muito. Ficámo-nos logo ali pelo Largo Luís de Camões.
Perante tantas evidências do trabalho do executivo (ou da sua ausência), decidimo-nos concentrar em apenas 1 evento.
Escolhemos uma das obras do regime, o "Toldo 3".
(os toldos 1 e 2 são o dos Açougues e o dos táxis - ver artigos "Arquitontices").

Eis os factos puros:

1. Em 2007 anuncia-se a obra, com referência na brochura "balanço de dois anos de mandato"

2. A 16 de Janeiro de 2008 inicia-se a obra com a remoção dum candeeiro que estava a estorvar, o que levou menos de 1 dia a fazer.

3. Uma semana depois colocavam-se as sapatas, bloqueando o passeio.

4. Terminadas as bases sinalizou-se o local, que assim permaneceu várias semanas...




5. E ontem colocaram os 3 postes do toldo.

Já passaram praticamente 2 meses desde que se arrancou o candeeiro e o toldo ainda não se vislumbra.
Achamos nós que, para além do toldo, ainda falta criar as condições de higiene e segurança inerentes à venda de camarão. Ou seja, um lavatório com água corrente para lavar as mãos, um sistema de refrigeração para os alimentos, a protecção dos alimentos expostos, etc, etc...
Não há outra forma de proteger a saúde dos consumidores e de não impressionar negativamente os turistas que nos visitam. Afinal, segundo o balanço de 2 anos de mandato "pretende-se dignificar a venda de camarão". Será possível fazê-lo sem contemplar as questões de higiene e segurança? Não acreditamos nisso.
Esta é uma obra minúscula. Imaginem como seria se se tratasse duma obra de média ou grande dimensão...
Conclua você mesmo o tipo de planeamento, método e organização do executivo camarário.
A este ritmo, quando será a inauguração?
Alcácer merece mais!

originalidades

O ano passado foram abertas umas valas junto ao campo de futebol do Atlético.

O pavimento ainda não foi reparado.
Nada de anormal no nosso Município. O desleixo é evidente em inúmeros espaços. Já ninguém estranha.
Mas, neste local, aconteceu algo mais original...
É que num cruzamento de valas, uma parte foi alcatroada e outra não. Vejam as imagens.



Lembram-se de um texto publicado no Alcácer do Sol em 2007 sobre "um rego com um risco ao meio"?
Se não se lembram podem lê-lo agora (o texto continua disponível). Este caso é mais uma espécie de risco ao meio...
Há maus exemplos que se repetem ao longo do tempo...
Que faltará para corrigir esta situação?
Capacidade?
Competência?
Saber?
O que é que você acha?

11 de março de 2008

sondagem

À pergunta:

"Como está o executivo PS a governar a Câmara de Alcácer?"

78% dos participantes acham que

a Câmara NÃO está a ser BEM governada.

Sondagem feita em http://osatao.blogspot.com/

10 de março de 2008

Pazôa

















A Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba vai receber, em Alcácer do Sal, a Banda de Música de Pollenza - Palma de Mayorca.
Esta visita resulta de um intercâmbio cultural entre as duas entidades.
Haverá duas oportunidades para apreciar a actuação dos nossos visitantes:

  • no dia 28 à noite no Auditório Municipal e
  • no dia 29 pelas ruas de Alcácer do Sal em desfile

É agradável, muito agradável, constactar o reforço de laços sociais e culturais criados por pessoas de Alcácer do Sal.

Uma recepção calorosa aos nuestros hermanos e um agradecimento fraterno à Pazôa pela sua dedicação e empenhamento na cultura da nossa terra são os votos do Alcácer do Sol.

9 de março de 2008

marcha da indignação











Alcácer do Sal esteve representada na Marcha da Indignação em Lisboa. Foi uma participação pequena, atendendo ao número de manifestantes - 100.000. Foi uma participação livre, consciente e responsável dos professores da nossa terra.
Os professores não têm medo de avaliações, conforme alguém tenta fazer crer. Eles, até serem professores, foram avaliados vezes sem conta. E isso nunca foi impeditivo de alcançarem os objectivos propostos. Posteriormente continuaram a ser avaliados, de acordo com os modelos que lhes foram apresentados.
O que os professores não querem é ser avaliados deficientemente e manipulavelmente. Sem regras claras, objectivas e mensuráveis e por pessoas mal habilitadas para o efeito.

Para esclarecer melhor esta questão, apresentamo-vos o relato dum facto real.

A cena passa-se no interior dum estabelecimento de ensino em Alcácer do Sal. Em concreto na sala onde o Conselho Executivo está instalado.
Um elemento do Conselho Executivo solicita a um professor que assine uma lista.
O professor, usando os seus direitos, recusa educadamente assinar tal documento.
Outro elemento do Conselho Executivo, também presente, pede imediatamente o processo individual do professor, de forma a registar a recusa para que conste na sua avaliação.
Isto não é avaliar.
Isto é chantagem.
Aconteceu em Fevereiro de 2008, no interior duma escola de Alcácer do Sal.
Como é possível um sistema de avaliação de pessoas permitir tal atitude?

Muitas, muitas outras histórias nos chegaram aos ouvidos...
Como um professor de trabalhos manuais (agora chama-se outra coisa...) avaliar um colega de educação física...
Ou um professor de geografia avaliar um colega de filosofia e um outro de economia...
Ou um professor de Fisico-Química avaliar um colega de Informática...
Ou ...
Por algum motivo apareceram em Lisboa 100.000 dos 143.000 professores existentes em Portugal.

Infelizmente este problema não se restringe ao sistema de ensino.
Já nos contaram muitas outras histórias de "interessantes" avaliações em curso no nosso Município...
Falaremos delas noutro dia.

8 de março de 2008

dia da Mulher

Hoje é dia da Mulher.
Sinceramente, gostaríamos de viver numa sociedade em que não houvesse dia da Mulher.
Gostaríamos de viver numa sociedade justa e equilibrada, em que a discriminação não existisse. Em que realmente houvesse igualdade de oportunidades para todos os cidadãos, independentemente do seu sexo ou de outra qualquer característica pessoal.
Infelizmente essa não é a sociedade em que nós vivemos.
É um facto de que as Mulheres são segregadas e discriminadas. As estatísticas desmentem os que tentam tapar o sol com a peneira.
É uma imbecilidade desperdiçar o potencial de um indivíduo por questões que tenham a ver com o seu sexo. Ou com o que quer que seja. Para nossa infelicidade, a imbecilidade não rareia no nosso mundo... Há interesses que, durante séculos, têm imposto a exclusão de tantas e tantas pessoas de elevado potencial...A História desmente qualquer demonstração do contrário.

É neste cenário que fazemos, neste dia, um voto de coragem e determinação para todas as mulheres deste mundo!
Sem elas, nada disto seria possível!
Obrigado a todas vós!

há um ano atrás

Na folha de Alcácer de Março de 2007, na mensagem do presidente , Pedro Paredes afirma:

"só vamos conseguir dar dimensão e visibilidade às nossas iniciativas se as levarmos a efeito e as promovermos em conjunto com os Municípios vizinhos".

Atendendo aos resultados visíveis, poderemos concluir que:
  • não foram capazes de levar a efeito as suas iniciativas? ou
  • não havia iniciativas para levar a efeito? ou
  • os vizinhos não quizeram?

Assim não vamos lá.

Alcácer merece mais!

arquitontices

Está em construção, na margem Sul, um novo edifício.
Não conseguimos perceber o seu enquadramento naquele local.
Os desiquilíbrios estéticos são evidentes. A volumetria do edifício é excessiva.
O crescimento da nossa cidade é vital. Mas não a qualquer preço.
Seria imprescindível a existência daqueles pisos todos?
A utilização a dar aos pisos superiores é assim tão específica? Não se poderia fazer o mesmo noutro local? Tinha que ser ali, assim, porquê? Num leito de cheias? Na margem do rio?
Garantimos que há muitos, muitos Alcacerenses que gostariam de conhecer as respostas a estas questões.
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O nosso património natural tem que ser preservado. Não temos mais nenhum. A margem Sul é uma zona previlegiada de Alcácer do Sal.
Agora, quem chega à nossa terra, vindo do Sul, tem um edifício a ocultar o belo casario na margem Norte.
Crescimento desordenado não é desenvolvimento. É selvajaria.


O Sr. Presidente manifestou-se várias vezes incomodado com uma vedação em rede, mesmo ali ao lado. Mandou destruí-la há mais de um ano.
Entretanto, constroi-se no mesmo local, sem icómodos visíveis, um bloco daquelas dimensões...
Achamos que perdeu aqui uma grande oportunidade para mostrar a coerência dos seus actos. O que gera dúvidas acerca dos motivos que fundamentam as suas decisões.
Porque será que o Sr. Presidente não se mostra incomodado com este volume ali implantado?
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Fomos à procura duma possível razão.
Uma tarefa difícil, diga-se de passagem.
Vislumbramos uma possível causa!
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Senão vejamos a afirmação do Sr. Presidente Pedro Paredes ao Notícias do Litoral de 28 de Fevereiro de 2007: "O autarca normal, o autarca modelo faz umas torres em frente ao rio..."
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Atendendo à especificidade do local, não é possível fazer ali uma torre. Mas, quem não tem cão...caça com gato.
Sentir-se-á o Sr. Presidente, com aquela obra, um autarca normal ou um autarca modelo?
Não sabemos.
Nem sabemos se esta hipótese tem alguma validade.
Certamente que o Sr. Presidente sabe.
Assim sendo, estamos convictos de que partilhará, com a população de Alcácer do Sal, os elevados desígnios desta construção.

falta de rumo

Em nossa opinião, Alcácer do Sal debate-se com um evidente problema de liderança.
Achamos que este facto é, por si só, confirmado pela ausência de obra feita. E pela falta de argumentos que o justifiquem.
Agrava-se o actual estado de estagnação em que estamos mergulhados.
Alcácer perde. Todos os dias perde. E cada vez mais.
Vai levar muito tempo a recuperar tudo aquilo que não tem sido feito no momento certo.
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Outros há, não muito longe de nós, que sentem um problema semelhante.
Parecem decididos a resolvê-lo.
Foi o que constactamos ao ler o DN de ontem.

7 de março de 2008

Senhor dos Mártires

Voltámos ao Senhor dos Mártires.
Gostamos muito daquele local.
É um símbolo inquestionavel de Alcácer do Sal.
Pena é que esteja no estado em que está.
Senão vejamos:
Comecemos por um amontoado de cartões, plásticos, pedras, ...que mais parece uma lixeira!


vista de outro ângulo...
Um pouco mais ao lado amontoam-se desordenadamente pedras e pedregulhos...num piso, todo ele, mal mantido.

E neste local nobre da cidade, deu-se lugar de destaque ao contentor do lixo!

Um pouco mais ao lado, encontra-se um monte de entulho, há mais de um ano...

Alguém anda a tratar mal o nosso Património.
Alcácer merece mais!
Nota: as fotografias apresentadas foram recolhidas esta semana.

6 de março de 2008

onde começa a liberdade?

Com as mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com as mãos tudo se faz e se desfaz.
Com as mãos se faz o poema - e são de terra.
Com as mãos se faz a guerra - e são a paz.
...
...
De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

Manuel Alegre

5 de março de 2008

indignações

Há muita indignação no executivo camarário por causa dum artigo publicado recentemente no Jornal de Notícias.
Na última Assembleia Municipal o executivo deu largas à sua indignação.
Pelos vistos a PJ não falou com o Vice Presidente. E o jornal noticiou esse facto.
A indignação resume-se a isto.

Não vimos o executivo camarário esboçar qualquer indignação pelo facto de ter emitido uma licença de utilização sem a prévia vistoria. O que é obrigatório por lei.

Não vimos o executivo camarário esboçar qualquer indignação pelo facto de utilizar o termo "escola ambiental", quando este termo não pode ser aplicado naquela situação.

Não vimos o executivo camarário esboçar qualquer indignação pelo facto do Presidente desrespeitar um seu colaborador directo, afirmando que por ser "um homem das línguas, sabe lá o que é uma licença de utilização".

Não vimos o executivo camarário esboçar qualquer indignação pelo facto de ter delegado competências numa pessoa que não estava habilitada para as exercer - "por ser um homem das línguas...".

Não vimos o executivo camarário esboçar qualquer indignação pelo facto de alguém assinar licenças camarárias sem saber o que é uma licença de utilização, embora o fizesse com a devida aprovação superior...

Não vimos o executivo camarário esboçar qualquer indignação pelo facto de terem andado a "coser" projectos...pelos vistos mal.

Não vimos o executivo camarário esboçar qualquer indignação pelo facto de divulgar, na sua página de internet, informações sobre uma Escola Ambiental. Um projecto empresarial recente divulgado ao lado dos locais históricos mais emblemáticos do nosso Concelho.

Não vimos o executivo camarário esboçar qualquer indignação pela notícia do jornal Público de 17 de Maio de 2006 que abordava as questões que a PJ agora investiga.

Mas vimos o executivo camarário nervoso. Muito, muito nervoso.
Na realidade não lhe faltam razões para tal.

Andará alguém a tentar tapar o sol com a peneira?

Alcácer merece mais!

Nota: as afirmações e dados acima referidos foram retirados do Jornal Público de 17 de Maio de 2006, do Jornal de Notícias de 27 de Fevereiro de 2007, do http://www.bombeiros-portugal.net/ e do http://www.mirasado.pt/.

toponímia

Na folha de Alcácer de Março de 2007, o executivo camarário assumia o problema da toponímia em Alcácer do Sal. Aconteceu há um ano.


Todos nós sabemos qual é a situação em Março de 2008. Continua a haver problemas com o nome de algumas ruas. Continua a haver problemas com alguns números de polícia...

Porque será que, assumido o problema e definido o respectivo plano de acção, os resultados tardam em aparecer, mesmo depois de já ter passado um ano?

Porque será?

Não é necessário perguntar. Todos nós vemos aquilo que (não) se está a passar na nossa terra.

Assim não vamos lá.

Alcácer merece mais!

4 de março de 2008

navegar à vista

Na Assembleia Municipal da última sexta feira, o Sr. Presidente mostrou-se desconfortável com algumas acusações de que é alvo: a falta de estratégia na condução dos destinos do Concelho. Ou seja, de "navegar à vista", como afirmou.
A provar a falsidade de tais acusações, o Sr. Presidente usou uma folha de papel em que, pelos vistos, estavam listados 11 projectos para Alcácer do Sal. Desses onze leu o título de seis ou sete. Os restantes ficaram guardados no caixote dos tabus.
Não nos conseguimos lembrar de nenhum dos títulos dos projectos mencionados pelo Sr. Presidente.
Mas ficamos a perceber que aquela lista era uma surpresa para muitos dos elementos (todos?) da Assembleia Municipal. Donde concluimos que a folha dos 11 projectos não tinha sido discutida nem analisada em conjunto. O lapso foi atenuado quando mandou tirar uma fotocópia da folha para dar a uma Deputada Municipal.
Achamos tudo isto muito triste.
É pena que Alcácer continue a ser governada desta forma. É pena.
E explicamos porquê.

Se aquela folha de papel era um plano estratégico para o desenvolvimento de Alcácer, vem tarde. Vem muito tarde. Falta pouco mais de um ano para terminar o mandato. Agora é que aparecem projectos em concreto? Que terão andado a fazer nestes dois anos e meio?

Se aquela folha de papel era um plano estratégico para o desenvolvimento de Alcácer, porque não foi discutido abertamente com as pessoas da terra? Será obra de iluminados que não perdem tempo a consultar as pessoas porque têm legitimidade para governar? Será arrogância? Será falta de saber? Será um truque malabarista?

Se aquela folha de papel era um plano estratégico para o desenvolvimento de Alcácer, o que será um verdadeiro plano de desenvolvimento? O Sr. Presidente contou 11 projectos. Quiz mostrar trabalho. Mas estas coisas não se medem pelo número de projectos. Valorizar o número de projectos, e só isso, é um lapso típico de quem não sabe muito bem como as coisas se fazem.
O Sr. Presidente deveria ter começado por explicar qual a sua visão para Alcácer a médio e longo prazo, o que nunca o vimos fazer com qualidade.
Deveria ter claramente explicitado as expectativas para a nossa terra. Limitou-se a falar da próxima edição da Folha de Alcácer...o que revela a sua curta visão.
Deveria ter analisado em concreto a envolvente em que Alcácer se insere. Analisado as condicionantes internas e as condicionantes externas. Analisado os pontos fortes e os pontos fracos, as oportunidades e as ameaças. Deveria ter analisado muito bem a concorrência, nomeadamente de Grândola...
Deveria ter analisado vários cenários.
Deveria ter definido as decisões estratégicas e consequentes planos de acção, com objectivos, metas...
E tudo isto deveria ser feito em diálogo permanente, com a população de Alcácer e as suas instituições.
Mas não vimos nada de isto a ser feito em Alcácer do Sal.
Sabemos que algum deste trabalho foi encomendado a pessoas ou organizações que mal conhecem a nossa terra. E que algum deste trabalho não foi feito para Alcácer do Sal mas sim para o Litoral Alentejano. O que tira detalhe e especificidade indispensáveis numa sociedade cada vez mais competitiva.
E isto não é assunto que se apresente com base numa única folha de papel.
Se há documentação adicional, porque é que não estava disponível?
Na sociedade da informação, no século XXI, ainda andamos a passar fotocópias para partilharmos documentos em plena Assembleia Municipal?
Assim, e de acordo com a promessa do Sr. Presidente, vamos esperar pela próxima Folha de Alcácer para perceber melhor os detalhes de tão auspicioso plano.
E, se é que é verdade que não se tem andado a navegar à vista, o plano a apresentar deverá ser coerente com o discurso recente do executivo.
Por isso, esperamos encontrar:

  • estímulo ao investimento privado na área da noite, da dança, da arqueologia...
  • submissão perante a ausência de investimento público - PIDAC
  • planos de pormenor nºs. 3, 4 e 5 em substituição do PDM
  • promessas não cumpridas
  • aumento de jobs para satisfazer boys
  • feiras, festas e fogo de artifício
  • desportos de ar livre (excluir-se-á o golf?)
  • terminar as investigações da PJ
  • fazer as pazes com o Secretário de Estado Valter Lemos
  • projecto da Feira para o próximo mandato
  • toyotas
  • ...

Isto é se houver coerência com o passado. Mas será possível fazer um plano de desenvolvimento em contradição com tudo aquilo que têm feito até agora?



Por este andar não saimos desta tendência contínua que coloca Alcácer num deplorável estado de estagnação.
Assim não vamos lá.

Alcácer merece mais!

3 de março de 2008

terá sido esquecimento?


Sexta feira passada houve Assembleia Municipal.

Depois do período de antes da ordem do dia foi dada a palavra ao Sr. Presidente Pedro Paredes. Que falou das novidades para a terra.

Falou do Centro de Saúde. Trouxe a confirmação de que não ia encerrar...e estava muito, muito agradecido ao Governo e a um Secretário de Estado.
Ficamos embasbacados...Agradecer o quê? Porquê?
A Constituição não prevê o direito à saúde?
Agradecimentos por não nos tirarem aquilo que é um direito de todos nós?
Construiu-se um Centro de Saúde novo para agora não o usarem?
O Governo central não se limitou a fazer o que tinha que ser feito?
Será que esta submissão é para compensar a arrogância tida para com o Secretário de Estado da Educação a propósito da Escola Secundária?

Mas o Senhor Presidente falou de mais coisas...

Falou de cavalos e do evento que o Grupo Espírito Santo trouxe para a zona da Comporta (a estratégia do GES é correcta - há que comercializar o empreendimento...e cavalos de corrida coincide com pessoas muito ricas...).

O Sr. Presidente terminou aquela intervenção a falar de projectos novos. Ali estava a prova de que existe uma estratégia e que não se pratica a navegação à vista. Pena é que só tenha lido os títulos dos projectos. O que não deu para perceber nada. (será aqui publicado um artigo, sobre este assunto, muito brevemente).

Após ter abordado estes temas, o Sr. Presidente passou a palavra.

Estranhamos.
E estranhamos que o Sr. Presidente não tivesse falado duma reunião, que decorreu no dia 27 de Fevereiro, em Castro Verde, e em que Alcácer do Sal esteve representada. Nessa reunião ficou decidida a criação duma Associação - AMAGIA. A associação deverá arrancar já em Maio e pretende "gerir" o abastecimento de água em alta e o saneamento. Cinquenta e um por cento do capital da AMAGIA fica nas mãos da Águas de Portugal.
Ou seja, a Águas de Portugal decide o que quer, quando quer e como quer.
Nós consumimos. Porque sem água ninguém sobrevive.
Mais um monopólio em Portugal?
A História recente do nosso País mostra que estas acções são regularmente acompanhadas de substanciais aumentos de preços para os consumidores finais.
O Sr. Presidente pode garantir que os aumentos da água e do saneamento, em Alcácer do Sal, não serão superiores aos aumentos dos salários da função pública, nos próximos anos?

Mas também estranhamos que o Sr. Presidente não tivesse falado duma outra reunião, no dia 27 de Fevereiro, que também envolveu Alcácer do Sal. Desta vez na alçada do Ministério da Justiça, através do Sr. Secretário de Estado José Condes Rodrigues. O assunto em discussão prende-se com a organização de comarcas judiciais piloto e tem a ver com a nova proposta de reorganização judiciária.
De acordo com o Portal do Governo "não haverá o encerramento de qualquer tribunal". Uma promessa feita pelo mesmo Governo que prometeu não subir os impostos...
Que estará reservado para Alcácer do Sal?

Será que estes assuntos não são suficientemente importantes para integrarem a lista de novidades apresentada pelo Sr. Presidente? Ou será que estes assuntos já foram previamente discutidos e analisados sem que nós dessemos por isso? Serão os cavalos mais importantes para os Alcacerenses?

Será que dialogar com as pessoas continua a ser uma perda de tempo para quem tem legitimidade para governar?

Alcácer merece mais!