7 de maio de 2008

o muro da vergonha

O muro da vergonha nasceu em Fevereiro (há cerca de 3 meses).
Começou por aparecer, parou a meio da execução e morreu ontem, desmantelado.
Ganhou este nome porque é uma vergonha o que aconteceu.
Nada disto seria possível num sistema organizado e estruturado.
Infelizmente não é o que a Câmara nos mostra.
Este não é um caso isolado. São tantas as demonstrações de incapacidade que até faz dó...

Para quem se julgava capaz de governar o mundo...

Remoção manual dos blocos

Remoção da estrutura de suporte ao muro...


Processamento dos entulhos...

Parece que agora vai nascer ali um estacionamento automóvel.
O que é muito necessário.
Como é necessário em muitos outros locais de Alcácer do Sal.
Será que decidiram finalmente intervir no estado caótico do estacionamento e da circulação automóvel em Alcácer do Sal?
O tempo o dirá.
Basta observarmos o que se passa, ou não passa, pela nossa terra.
Esperemos que esta não seja apenas uma obra desgarrada, desintegrada dum projecto global para a cidade.
Ou teremos que ficar à espera que uma empresa de Lisboa nos diga o que devemos fazer no nosso Concelho? Até 2013?...

Como é possível complicar tanto uma coisa tão simples?
Qual será o motivo por não haver obra que se veja em Alcácer do Sal?

5 de maio de 2008

um governo, dois pesos, duas medidas

Em Portugal, contrariamente ao que a Constituição prevê, há vários tipos de Portugueses.
Uns devem ser mais puros. Outros, se calhar, não são.
Não sabemos quais são os parâmetros de selecção e distinção. Mas que há distinção, há. De facto há uns Portugueses mais desfavorecidos do que outros. Vá se lá saber porquê...

Provavelmente a bem da nação.
Ou será a bem de algumas empresas?
Ou será a bem de algumas pessoas (seus parceiros e aliados) que dirigem algumas empresas?
Ou tudo isto junto?


Bem, o que isto deve ser é mesmo "um delicado processo avaliativo em que as complexas variáveis intervenientes condicionam as conclusões de tal forma que tornam difícil a explicação do seu raciocínio lógico para o cidadão comum ". Conversa de político, não?
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Falemos claro.
Usemos casos concretos.
Há bens essenciais a que todos os Portugueses recorrem.
Todos nós comemos.
Todos nós cozinhamos os alimentos.
Todos nós tomamos banho com água aquecida.

E, maioritáriamente, recorremos ao gás como fonte de energia térmica doméstica.
Acontece que em Portugal, o imposto sobre o gás - o IVA - é diferente consoante as regiões.
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Deste modo, os grandes aglomerados urbanos, em que fruto de economias de escala se torna rentável a distribuição de gás natural, a taxa de IVA aplicada é de 5%.
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Nas regiões de menor densidade populacional, em que não há distribuição em rede, e que o gás é fornecido em garrafas ou botijas , o IVA taxado é de 21% (consta que vai descer para 20%)...
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A diferença é de 5 para 21 (ou 20, daqui a pouco).
A diferença é QUATRO vezes mais. Ou seja, 400% mais.
A diferença é assombrosa.
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Porque será que as pessoas de Alcácer do Sal, e não só, pagam quatro vezes mais IVA sobre o gás do que as pessoas de Lisboa ou do Porto ou de ...?
Não é tudo gás?
Será que temos culpa, e por isso temos de pagar, por vivermos num pequeno aglomerado urbano?
Mas não é tudo Portugal?
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...Se fosse Espanha era certamente diferente...
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Porque será que o nosso governo apoia este tipo de discriminação?
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Porque será que existe um tratamento diferenciado entre os Portugueses?
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Será isto justiça social?
Não. Justiça social não é seguramente!
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Uma coisa é certa. É possivel fazer diferente. É possível fazer melhor!
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Portugal merece mais!


por: Portugal ao Sol

4 de maio de 2008

vendedores de ilusões


No dia 28 de Abril de 2008 realizou-se mais uma sessão da Assembleia Municipal.
Aí foi anunciado, por um elemento do executivo camarário, que o concurso para o parque de feiras estava terminado, que o orçamento era de 3.500.000 €uros e que esperam começar a obra ainda este ano.

Já tinham prometido um novo pavilhão da feira para a Pimel do ano passado... foi o que se viu!

Entretanto ouvimos dizer que as casas de banho do pavilhão foram destruídas... e reconstruídas! Pelos vistos faziam falta...
Se é para fazer um novo pavilhão para quê fazer obras?
Ou será que só após o inicio da demolição é que descobriram que estavam no caminho errado?

Mas há mais.
Verificamos também que a "requalificação do parque de exposições e feiras" integra o Plano Operacional de Desenvolvimento de Alcácer do Sal, com a chancela da Câmara Municipal. Acontece que, neste documento, a programação do projecto refere:
  • concurso: 2009
  • obra de execução: 2009-2012
Este documento é de 20 de Março de 2008. Desde esta data até ao dia 28 de Abril (cerca de 1 mês) o início da obra foi antecipado de 2009 para 2008!
Estamos curiosos para descobrir o segredo de tamanha melhoria.

Também estamos à espera de poder apreciar o projecto (incluindo as várias especialidades), o processo de financiamento e o início das obras do novo pavilhão ainda este ano.

E ainda estamos à espera de não voltar a ver, naquele espaço, o disparate da Feira da Aventura...
Há muito mais onde gastar melhor o pouco dinheiro que temos!

Voltaremos a este assunto, o mais tardar, em Dezembro deste ano.

3 de maio de 2008

olhem para o que eles fazem, não olhem para o que eles dizem

Em Portugal há quem diga "olhem para o que eu faço; não olhem para o que eu digo".

Mas há quem se recuse a fazê-lo.
E quem se preocupe a observar factos, tirando daí conclusões sobre os seus autores.

Desse modo, e sem termos nada a ver com a política interna de qualquer partido político, não deixamos de observar aquilo que nos é dado ver. E assim tiramos as nossas conclusões. Tire você as suas!

Ouvimos ultimamente falar, em Alcácer do Sal, sobre "falsificação de assinaturas", "eleições [que] foram viciadas", de alguém que " usou poderes que o próprio poder não lhe confere, fazendo promessas, intimidando pessoas..."
Tudo isto, e mais algumas coisas, no interior do partido que nos governa.

Inevitávelmente pensamos que, se entre eles se tratam assim, como não poderão tratar todos aqueles que não pertencem à sua família política?


As nossas questões não são vagas. Nem sequer são menores ou desprezáveis. Caso contrário, estas notícias não teriam eco na imprensa regional... como se pode verificar (uma vez mais) na imagem acima publicada no semmais jornal deste fim de semana.

Ainda fomos tentados a pensar que este era um fenómeno local, característico dum tal deserto jamais.

Puro engano.
A maior seccção do partido que nos governa a nível nacional e local aparece agora na imprensa escrita - ver Expresso deste fim de semana.
Por motivos não menos preocupantes.
Se eles, entre eles, se tratam assim...



por: Portugal ao Sol

servem ou servem-se?

O Município de Alcácer tem apoiado jovens Alcacerenses que pretendam continuar os seus estudos no ensino superior. Esse apoio é dado através de bolsas de estudo, há já muitos anos.

O actual executivo, aqui há uns tempos atrás, vangloriava-se de ter aumentado o número de bolsas de estudo.

Tentava autopromover-se, como sempre, com o dinheiro dos contribuintes. Ou seja, com o nosso dinheiro. Afinal estavam apenas a exercer as suas obrigações. Faziam-no duma forma remunerada. No final não faziam nada demais. Apenas a sua obrigação. Mas mesmo assim achavam que havia espaço para vangloriações. Coitados...
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Ouvimos dizer na rua que, nessa altura, o actual executivo diminuiu o valor individual das bolsas, numa percentagem muito significativa. Mas não o disse. Pelo contrário, escondeu esse facto. Só falou que tinham aumentado o número de bolseiros... A ser verdade, é estranho que, sobre o mesmo assunto, omitam aspectos relevantes enquanto empolam outros. Também ouvimos dizer que o número de estudantes apoiados através de bolsas de estudo era substancialmente menor do que aquele que a equipa do Sr. Presidente Paredes divulgou. Estranhas discrepâncias entre a realidade e o divulgado, vulgo propaganda...
Quando andávamos na escola, ensinaram-nos que a este tipo de acções se chamava manipulação. E neste caso, será ou não será?
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Nesta conversa na rua, ouvimos mais.
Alguém descrevia um caso caricato com muito detalhe e muito pormenor.
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Falava-se concretamente de uma jovem Alcacerense que continuou os seus estudos superiores fora do concelho. Por preencher os requisitos necessários à atribuição de uma bolsa de estudo, esta foi-lhe naturalmente atribuída pelo anterior executivo.
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Com o novo executivo, a imaginar-se capaz de governar o mundo, essa bolsa de estudo não foi renovada. De acordo com o regulamento, a sua renovação seria automática caso se verificassem duas condições:
  1. o aproveitamento escolar da aluna

  2. o rendimento familiar da aluna não ultrapassar os limites regulamentados

Acontece que ambas as condições se verificaram na transição de ano da aluna em causa.

No entanto, a equipa liderada pelo Sr. Paredes julgou, inicialmente, que não havia lugar para renovação da bolsa de estudo.

Pelos vistos não interessavam as normas regulamentares.
Pelos vistos as decisões nem sempre se tomam de acordo com os regulamentos.
Pelos vistos há outros interesses que se subrepõem...
Serão sombras?
Serão mãos invisíveis que tentam manipular?

E porquê?
A justificação nunca foi clara.
No entanto é público que a jovem em causa não era adepta do partido da rosa.
Não sabemos se esse foi o motivo para suspender o apoio. Mas, dos presentes na conversa, ninguém vislumbrava outra razão para aquela atitude descriminatória. Seriam todos muito ignorantes?
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A história não acaba aqui.
Os lesados, a jovem e os seus familiares directos, reclamaram da situação. Primeiro sem qualquer sucesso. O que os levou a recorrer a apoio jurídico. Que também não obteve resultados positivos na abordagem inicial. Consequentemente, acertaram-se estratégias, recolheram-se dados e confrontou-se o executivo camarário com a iminência dum processo judicial. Perante esta situação, em que era claramente desfavorável ao executivo camarário, este cedeu. Restituiu, com efeitos retroactivos, os valores em falta, relativos à bolsa de estudo.
Entradas de leão, saídas de cordeiro...
E porquê?
Porque a jovem tinha legítimo direito a esse apoio, cumprindo os requisitos legais para o seu usufruto.
Porque não basta dizer que se apoiam os jovens neste concelho.
Porque não basta criarem gabinetes da juventude despidos de jovens.
Porque é preciso ser coerente. E a coerência não permite a discriminação negativa de pessoas conforme a Constituição Portuguesa prevê.
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Esta conversa durou bastante tempo...
...e ficaram no ar algumas dúvidas sobre a qualidade da democracia na nossa terra.
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Relembro algumas questões colocadas pelos presentes:
"se a jovem tinha o direito a receber uma bolsa de estudo, porque lha queriam tiraram? Por não ser do partido do poder? Por não gostarem da família dela?..."
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a que alguém completou:
"sim, porque se a Câmara acabou por pagar tudo o que estava previsto, é porque assumiu que estava errada... ao pagarem assumiram claramente o seu erro!"
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e outra pessoa acrescenta:
"isto é inacreditável. Quer dizer que a câmara toma decisões com base em interresses estranhos em vez de decidir objectivamente com base em princípios e valores! O desfecho foi este porque as pessoas se souberam mexer, preparando-se para recorrer ao tribunal."
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Entretanto a jovem já terminou o seu curso superior! Está de Parabéns!
Assim termina esta história.
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Tristes histórias se ouvem na nossa terra.
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Será que alguém se anda a servir do poder, quando deveria servir Alcácer do Sal?
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Quando será que isto muda?

recorte da folha de Alcácer de Set / Out 2007

30 de abril de 2008

combustível


Hoje deu-se o 14º aumento do preço dos combustíveis no ano de 2008. E só vamos em Abril...
Isto acontece sem que o preço da matéria prima, no mercado internacional, tenha sofrido variações substanciais. Basta fazer as contas na nossa moeda, o Euro.

Quem conduz os destinos do país, que se diz preocupado com o nosso bem estar e com o desenvolvimento de Portugal, assiste a tudo isto pacificamente.

Porque razão, em Portugal, tão poucos ganham fortunas imensas à custa do esforço de tantos Portugueses?

Porque razão se compromete o desenvolvimento económico do país ao permitir que o benefício de muito poucos seja alcançado à custo do prejuízo de quase todos?

Porque razão, aqui ao lado, na nossa vizinha Espanha, a situação é tão diferente?
Se calhar porque é possível fazer diferente.
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E aqui, em Portugal, é possível fazer melhor!


por: Portugal ao Sol

25 de abril de 2008

25 de Abril

Hoje comemorou-se um dia Histórico em Portugal.

Conquistou-se a liberdade.
As condições de vida melhoraram muito, desde essa data.
Criou-se uma grande expectativa.
Mas estamos neste século XXI com um nível de descrédito e desconfiança no nosso País como nunca, desde o 25 de Abril.
E não é por acaso.

O desemprego é imenso (há imensos desempregados que não entram nas estatísticas...).

As desigualdades sociais aumentam continuamente. A classe média está quase extinta. A exclusão social preocupa.

O analfabetismo diminuiu mas a ileteracia aumentou assustadoramente.

A saúde, como quase tudo, passou a ser vista como um negócio. Como tal, quem tem pouco dinheiro sujeita-se...

A justiça e a investigação criminal não deixam de transmitir insegurança e desconfiança à população.

Estamos há muitos anos a perder poder de compra, a pagar mais impostos e a observar espectáculos degradantes dos políticos que conduzem o destino de Portugal.

Em Alcácer do Sal a situação não é melhor. Antes pelo contrário. Quando o presidente da câmara afirmou que "consultar as pessoas era uma perda de tempo" (1), ficou tudo dito em poucas palavras.
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Falta cumprir um ideal!
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(1) - afirmação retirada de http://saldalcacer.blogspot.com/ em 18 de Setembro de 2006

23 de abril de 2008

Saramago

Hoje, dia do livro, é inaugurada uma mega exposição em Lisboa, dedicada a Saramago (no Palácio da Ajuda).
Não é demais recordar que, até hoje, apenas dois Portugueses foram premiados com um Nobel.
E dos dois apenas um está vivo: José Saramago. Que, para além deste, ganhou inúmeros outros prémios internacionais.

Aqui há uns anos, Saramago sentiu-se menos bem tratado no seu país e abandonou Portugal. Para essa decisão contribuiu decisivamente um senhor, certamente apoiado por outas ilustres almas. Esse senhor dá-se pelo lindo nome de Lara. Pertenceu a um dos governos do Sr. Presidente Cavaco Silva (consta que nesse governo as dúvidas eram escassas e o chefe não se enganava). Já ninguém houve falar do Sr. Lara. Entretanto Saramago regressa ao seu País pela Porta Grande e é, cada vez mais, reconhecido por esse mundo fora.
Infelizmente não veio para ficar. E regressará para a terra que o acolheu de braços abertos.
Coisas da vida...

Nós, e muitos outros, vamos certamente ver a exposição.

petróleo desce no mercado internacional

Ontem o petróleo atingiu, no mercado internacional, os 120 dólares! Record!

Ontem o Euro cotou-se a 1,6019 dólares.

Fazendo as contas, o petróleo comercializava-se ontem ao preço de 74,91 €uros.

Em 2002, o preço do petróleo rondava os 77 €uros...

Alguém anda a ganhar com este negócio, mas não é o Português comum, de certeza!


por: Portugal ao Sol

promessas rompidas

Hoje o parlamento ractifica o novo tratado da união europeia.
As promessas pré eleitorais contemplavam um referendo para o efeito.
Mas isso foi antes das eleições...

Dar a voz aos Portugueses para quê, se há pessoas que se sentem capazes de decidir por eles?
Será que os Portugueses não sabem pensar e decidir?
Será que os Portugueses não têm direito a definir o seu destino?
Será legítimo cedermos a nossa soberania a outros povos?
Será que elegemos estes deputados para esse fim em concreto (decidir a nossa perda de soberania) ?

E assim, lá vamos nós, cantando e rindo, com futebol, telenovela e perda de qualidade de vida.

Dá para pensar que isto "é uma espécie de mão invisível a tentar ou mesmo a controlar tudo aquilo que puder, na tentativa de manipular..." conforme afirmava o Sr.Vice Presidente Massano, a semana passada, no jornal Litoral Alentejano.

Portugal está insustentável.
Mas pode mudar.

por: Portugal ao Sol

vejam bem


vejam bem

que não há

só gaivotas

em terra

quando um homem

se põe

a pensar

José Afonso

22 de abril de 2008

dia da terra, 22 Abril

Hoje é o Dia da Terra.

Houve debates, divulgação de informação, campanhas de sensibilização,..., enfim uma série de iniciativas por esse mundo fora. Afinal a Terra diz respeito a todos nós!
E em Alcácer?
Andámos pela cidade e recolhemos algumas imagens significativas. Ei-las:
1. No largo Pedro Nunes a Câmara deu continuidade à destruição do sistema de bicicletas com utilização gratuita pela população .
Numa época em que tanto nos preocupamos com o aquecimento global do planeta, com a poluição e com a necessidade de reduzirmos o consumo de combustíveis fósseis, a Câmara rejeita um sistema alternativo ao automóvel com reconhecidas vantagens para todos nós.

A bicicleta apresenta-se, em muitas situações e por essa Europa fora, como uma alternativa viável ao automóvel nas cidades (e não só). A sua taxa de utilização tem crescido imenso, principalmente nos países mais evoluídos...

O sistema instalado em Alcácer integrava soluções tecnológicas evoluídas e inovadoras. Estava instalado e pago. A câmara preferiu deita-lo fora! Arrancou-o hoje, dia 22 de Abril, dia da Terra!

E não criou qualquer alternativa, demonstrando uma vez mais a sua forma de (des)governar.
Resta-nos assim uma marginal atafulhada de carros, estacionamento abundante em segunda fila (com os veículos da câmara a darem o exemplo), circulação muito lenta e no sistema pára-arranca, falta de espaço para circulação pedonal, ...
Como não sabem resolver o problema, pagaram 110.000,00 €uros a uma empresa de Lisboa para lhes dizer o que fazer...

O nosso executivo deve julgar que somos muito ricos... (o pior é que os ricos não fazem disparates deste tipo).
Mais uma vez Alcácer anda para tráz...

2. Os parquímetros instalados no Largo Pedro Nunes e no Largo Luís de Camões foram também hoje arrancados.

Estes equipamentos, que funcionavam com moedas ou cartão do munícipe, pretendiam desincentivar o estacionamento de longa duração. Mas não era um sistema cego. Permitia a diferenciação de utilizadores, nomeadamente os residentes locais, os deficientes e os comerciantes. Desta forma melhorava-se a mobilidade. O comércio tradicional também beneficiava com esta medida. E quem estacionasse o seu veículo na margem sul poderia usufruir de um crédito, no seu cartão do munícipe, no valor duma viagem de mini-autocarro.
Medidas que ajudariam a melhorar a qualidade de vida nesta terra...

O executivo camarário actual quiz mostrar como se governa no mundo...pena ter escolhido como exemplo a república das bananas...


3. Quando este executivo tomou posse também arrancou uma série de sinais de trânsito para reserva de estacionamento a veículos da câmara.
Foi bonito.
O resultado não é no entanto brilhante nem dignificante.
Para além dos muitos carros da câmara estacionados em 2ª fila, observamos um exemplo repetitivo a não seguir. Eis esta situação capatada hoje, Dia da Terra.

Infelizmente muitos outros exemplos poderíamos apresentar.
Alcácer está insustentável.
Mas pode mudar!

desafio

No dia 18 deste mês publicamos um artigo intitulado "navegação à vista".
Nesse artigo falámos, entre outras coisas, do Plano Operacional de Desenvolvimento - accção estratégica.
Realçámos o facto de este documento aparecer no terceiro ano de mandato. E acresentámos que este documento está mal estruturado e tem erros grosseiros e graves.

Reafirmamos aquilo que dissemos.

E estamos disponíveis para explicar as razões do nosso comentário. Propomos para tal a realização dum debate público em data, hora e local a acordar.
O nosso contacto é: alcacerdosol@gmail.com

Obrigado


Nota: este desafio surge na sequência duma abordagem de que fomos alvos sobre esta questão; como quem não deve não teme...

21 de abril de 2008

buracos? A culpa é de quem fez a estrada...

A última folha de Alcácer destaca o facto de os edifícios camarários necessitarem de manutenção e de isso implicar trabalho! Pintar paredes e tapar brechas na piscina coberta já é motivo de notícia.

Fantástico não é?
Não. Não é fantástico que não haja nada de relevante para divulgar aos munícipes. E por não haver nada de relevante aparecem estas bolhas...
Diria antes, isto é desolador.

Serão as actividades de manutenção consumidoras do saber e da energia deste executivo, ao ponto de eles não conseguirem fazer "obra" que se veja?

Ou será que o executivo não faz "obra" porque isso, no futuro, representará um acréscimo de trabalho para a manter?

Por este andar, o executivo ainda se há-de queixar de alguém ter construído ruas e estradas pelo concelho de Alcácer do Sal.
É que se não houvesse ruas nem estradas, não havia tantos e tantos buracos por aí espalhados! E há já tanto tempo que esperam por ser tapados...

Nós, Alcacerenses, merecemos mais. Muito mais!

20 de abril de 2008

tristeza

A CMAS contratou uma empresa de Lisboa por 110.000,00 €uros.
Por este valor pretende-se que essa empresa faça uma reflexão estratégica incidindo na definição de uma visão para o município, fundamentada num plano de desenvolvimento...


Acontece que o objectivo do trabalho contratado coincide com aquilo que nós reclamamos para a nossa terra há já muito tempo.

Com esta acção o executivo camarário vem-nos dar razão, uma vez mais. Mas isso não nos dá qualquer alegria. Porque este estudo vai ser iniciado no terceiro ano de mandato. Ou seja, vem tarde, vem muito tarde. Já se perdeu tempo a mais. Com custos elevados para todos nós. E há coisas que já não é possível recuperar.


Por outro lado, ao entregarem o estudo a uma empresa de Lisboa, demonstraram uma grande incapacidade em gerir os recursos existentes no Concelho.

Será que a população de Alcácer do Sal não tem capacidade para definir uma visão para a sua terra?
Será que aqueles que aqui vivem, que lutam todos os dias por uma vida digna, que sentem na pele as dificuldades duma crise económica, social e ambiental, será que esses não conseguirão definir uma visão para o município?
Que o executivo camarário não tenha capacidade para o fazer é, em nossa opinião, um facto evidente. Pelos vistos, os boys que contrataram também não têm. Enfim, a navegação à vista não dá para muito mais. Mas é triste que votem ao desprezo pessoas do nosso concelho com grandes capacidades.

Mais uma vez se vai comprar feito.
Mais uma oportunidade se perde para dinamizar e estimular a nossa sociedade.
Mais uma vez tudo se faz sem discussão pública, sem diálogo, sem explicação.

Ainda há poucas semanas o Sr. Presidente Paredes anunciava que "o Plano Estratégico existe e está a ser seguido com todo o empenho" (folha de Alcácer de Março 2008).

É caso para perguntar: que plano estratégico é esse que desconhece a questão básica, fundamental e necessária à sua concepção - a visão para o município? (caso contrário, que motivo levaria o executivo a contratar uma empresa de Lisboa para o fazer?).


Como se não tivessemos motivos suficientes de tristeza, verificamos que o prazo de concretização deste trabalho é de 4 meses! Ora, o que está em causa num trabalho desta envergadura condicionará a nossa vida colectiva durante muitos anos (assumindo que isto é um trabalho para levar a sério e não para deitar fora, como já vimos fazer a muitas outras coisas...). Nesta perspectiva, 4 meses pode ser pouco. Pode ser mesmo muito pouco e pode trazer consequências gravosas para o Concelho. As precipitações, as pressas e as ansiedades não costumam dar bons resultados.


Mas então para quê tanta pressa, se até agora (e já vamos no 3º ano de mandato) isto nunca pareceu ser urgente?


Em nossa opinião, a resposta é simples:
A verdadeira situação do executivo camarário é de desespero. Desespero porque já passou tempo demais sem conseguirem fazer obra que se veja. E as eleições são para o ano... Com elas é necessário mostrar resultados aos eleitores. Mas que resultados, se eles não são positivos? Então, já que não conseguem fazer obra, tentam desesperadamente apresentar projectos de obras (consequência do trabalho agora encomendado, ou seja, a 2ª fase que já está considerada). Complementam assim as feiras e as festas, que já fazem parte da cultura desta Câmara. E entretanto fazem mais outras compras (dinheiro vai havendo...). Juntarão a tudo isto um grande esforço propagandístico, tentando assim esconder toda a sua incapacidade para a função.

É uma tristeza.
Não é disto que Alcácer precisa para se desenvolver...