15 de maio de 2008

houve outra alegria nas ruas

Comentava-se na rua uma reunião importante que decorreu em Alcácer no início da semana.
Foi à noite e até vieram pessoas de Setúbal...
Houve quem não conseguisse ficar até ao fim. E, pela cara dos intervenientes que saíam da reunião, a agenda era certamente indigesta.

Tão indigesta que um dos participantes da conversa na rua lembrou: "nunca as palavras do Presidente Paredes se aplicaram tão bem; nessa noite via-se que havia outra alegria nas ruas, que andavam mais ocupadas à noite..." (1)

A que um outro acrescentou: "é verdade, o Presidente acaba por ter razão ao dizer que as pessoas achavam que em Alcácer não se passava nada, mas que entretanto passou a passar-se..." (2)

Advinhe você que reunião importante terá sido para merecer tantos comentários nas ruas de Alcácer do Sal.

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NOTAS:

(1) - Pedro Paredes afirmou "vê-se que há uma outra alegria nas ruas, que andam mais ocupadas à noite" ao semmais jornal de 10 NOV 2007

(2) - Pedro Paredes afirmou "As pessoas diziam que em Alcácer não se passava nada. Então passou a passar-se." ao semmais jornal de 10 NOV 2007

no reino do improviso

Com a organização da câmara municipal, decorrerá no próximo fim de semana o programa: Canto de Improviso. (*)

Esperamos um programa de muito elevada qualidade, atendendo ao elevado nível de improvisação aplicado pela câmara na gestão de Alcácer. É que a experiência conta muito nestas coisas.

Estamos mesmo em crer que, nesta área do improviso, existe um potencial tão vasto que poderemos aspirar a uma posição de relevo a nível internacional.
Quem sabe se os Suecos não resolvem criar o Nobel do Improviso para nos premiar?

por: Portugal ao Sol

(*) - de acordo com a informação disponibilizada em www.rostos.pt

mudam-se os tempos, mudam-se as ilusões?

Na última Assembleia Municipal o Sr. Presidente Paredes voltou a falar sobre o Plano Operacional de Desenvolvimento - Acção Estratégica.
Escutámos com atenção.
E ficámos confusos.
Parece-nos que há falta de coerência entre o discurso do ano passado (2007) e o discurso deste ano (2008).
Desta vez não ouvimos o Sr. Presidente Paredes falar de temas que valorizava há bem pouco tempo.
Sejamos concretos.

  • Será que o Sr. Presidente já não está empenhado em "atrair empresas ligadas à ... noite... e à dança"? (1) Terá entretanto percebido que a dinamização económica é algo mais complexo?
  • E a especialização de Alcácer já não se restringe aos desportos de ar livre? Terá finalmente descoberto que há outras cartas no baralho? (2)
  • E que dizer sobre a promoção de "actividades agrícolas, como visitar uma quinta pedagógica, andar de bicicleta e a cavalo"? (3) Ciclismo agrícola? Hipismo agrícola? Inovador, sem dúvida. Pena que a ideia não sobrevivesse...

Confuso, não acham?

Para quem se julgava capaz de governar o mundo...

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NOTAS:

(1) - afirmação de Pedro Paredes extraída do semmais jornal de 10Nov2007

(2) - em 28Fev2007 Pedro Paredes afirmou ao Notícias do Litoral :"penso que a especialização de Alcácer são mesmo os desportos de ar livre"

(3) - afirmação de Pedro Paredes ao Notícias do Litoral de 28Fev2007

embargada?

Terá sido embargada?
Suspensa foi de certeza. As imagens falam por si.


Falamos de uma intervenção camarária em frente à Escola Secundária, perto do Sr. dos Mártires.
A escavação arqueológica começou.
A escavação arqueológica parou.
E daí ainda não passou. Já lá vão muitas semanas.
Quando terminará?
Porquê?

Já é normal que as obras parem sem ninguém entender porquê.
Lembram-se do museu?
Lembram-se da estrada da Ameira?
Lembram-se do pavilhão da feira?
Se for necessário damos mais exemplos.


É evidente a incapacidade deste executivo em conduzir processos de mudança, por muito simples que sejam - vejam o muro da vergonha.
Será incompetência?



Chegou-nos a informação de que neste caso o IGESPAR (antigo IPPAR) teve que actuar. O que originou a interrupção da escavação. E o consequente pedido de esclarecimentos ao responsável da obra. Esclarecimentos que parecem levar muito tempo a dar...
Pelos vistos há dúvidas sobre a metodologia utilizada naquela escavação.
Dúvidas essas que são suficientes para pararem a obra. Que ali está ao completo abandono.


Porque será?
Será incompetência?

P.S. - Falando com as pessoas que ali trabalhavam, foi-nos dito que aquele espaço seria seguidamente aterrado para então se construirem ali moradias...
...isto é que é amor ao património arqueológico!

escasseiam os sinais de trânsito?

Ontem era bem visível, no cruzamento do restaurante Leonardo, uma deformação do pavimento que representava um risco para a segurança rodoviária.
Pelo que se pode observar das fotografias, esta deformação está cerca de 70 cm dentro da faixa de rodagem, se considerarmos o lancil do passeio como o seu limite (não há qualquer sinal a alertar para a redução da largura da faixa de rodagem)
Para além disso, aquilo que é bem visível durante o dia transforma-se numa armadilha quando a visibilidade diminui - à noite, por exemplo.




Esta deformação não apareceu dum momento para o outro.
Durante o dia só passa despercebida aos mais distraídos.
E pode causar um acidente rodoviário.
Mesmo assim não foi alvo alvo de qualquer sinalização.
Nestas situações, e enquanto não se reparam as deficiências, é necessário agir preventivamente. Para isso existe a sinalização rodoviária.



Será que estamos a ver mal e isto não representa perigo algum...
...ou será que alguém anda a ver menos bem e não dá a devida importância à segurança dos cidadãos?

14 de maio de 2008

arquitontice em evolução

Na última Assembleia Municipal o executivo camarário foi questionado sobre o Largo Luís de Camões.

Respondeu o Sr. Presidente assumindo que ainda não tinham tido tempo de lá ir, prometendo uma intervenção no local.

Já aqui mostrámos que o Sr. Presidente se equivocou, tantas foram as intervenções no largo. Mas a dinâmica instalada é tal que as intervenções surgem umas a seguir às outras. E recentemente fomos surpreendidos com mais uma!

A iluminação da parte inferior do toldo dos táxis - arquitontice 2.
.


Na realidade o toldo já era iluminado pelos candeeiros de iluminação pública. Mas apenas na superfície superior. Que o toldo tapou... Agora foi iluminada a parte inferior. A isto se pode chamar uma arquitontice em evolução!

A necessidade de iluminação dos espaços públicos é indiscutível. Mas a forma como alcançar esse objectivo não pode ser desprezada. Aqui, a solução aplicada é a mesma que predomina nas feiras de província - simplesmente lâmpadas fluorescentes.
Se para uma feira (instalações provisórias e de curta duração) aquela solução é aceitável, para uma instalação definitiva num dos locais mais nobres da cidade é uma aberração.

Em termos de arquitontices, aquele tipo de iluminação acaba por se integrar perfeitamente no nível estético ali presente.
Só que nada daquilo faz sentido naquele local em particular.

É caso para usar as palavras do Sr. Miguel Sousa Tavares:

"Por favor, não governem mais!
...não há nada mais perigoso do que políticos sem ideias mas cheios de iniciativas.
...não há nada mais assustador do que os decisores desatarem a tomar decisões que ninguém lhes pediu e cuja necessidade ninguém sente. Apenas porque acham que assim estão a mostrar serviço."
(*)


Alcácer merece mais!


(*) jornal Expresso de 10 de Maio de 2008

sondagem com adesão recorde

à pergunta:

"em sua opinião, ao contratar uma empresa de Lisboa para fazer o estudo de enquadramento estratégico de Alcácer, o executivo camarário demonstrou que:"

foram apresentadas as seguintes opções:

  • não tem ideias válidas
  • não sabe planear
  • não consegue executar
  • é incompetente
  • é genial

Nesta sondagem houve 639 participações!

Cerca de 10 vezes mais participações do que é habitual noutras sondagens do Alcácer do Sol.

Estranho... verificámos que, contrariamente ao que tinha ocorrido anteriormente , cada computador deixou de estar limitado a um único voto. Ou seja, passou a ser possível, a cada computador, adicionar um voto cada vez que se ligasse à internet. Era só uma questão de ligar, votar, desligar, ligar, votar, ...e assim sucessivamente. Esta alteração é totalmente alheia ao Alcácer do Sol, sendo da responsabilidade do www.blogger.com (administrador do sistema de blogs)

Gostamos de saber que atraímos as atenções das pessoas do Concelho de Alcácer do Sal. Gostamos de saber que incomodamos alguns vendedores de ilusões. Mas não gostamos de tudo. Não gostamos que houvesse pessoas a esforçarem-se em adulterar resultados. Há várias evidências. Numa delas, num domingo à noite, entre as 23 e as 23:30 horas, houve 63 votos introduzidos, todos eles na opção do genial - mais de 2 votos por minuto, todos na mesma opção. Estatisticamente, e tendo por base a população do Concelho, isto só é possível através de pura manipulação. Terá valido a pena?

O que está em causa é se os Alcacerenses são ou não capazes de definir uma estratégia de desenvolvimento para a sua terra.

  • caso haja Alcacerenses capazes de conceber e elaborar um plano de desenvolvimento, então não haveria motivo para pagar a uma empresa de Lisboa para o fazer;
  • caso não haja Alcacerenses capazes de realizar tal tarefa, ou seja, definir o seu próprio futuro colectivo, então a solução correcta era pedir a quem soubesse. Mesmo que pouco ou nada conheça do nosso Concelho... que foi a opção do executivo camarário.

Foi esta útima opção a escolhida por 60% (389 votos) dos participantes. Ou seja, aqueles que consideraram esta decisão "genial".

Estranhamos haver tamanho número de pessoas a assumirem a incapacidade da sua terra na condução dos seus destinos. Isso não significa que não respeitemos a vontade da população de Alcácer. Por isso explicamos a nossa estranheza.

Nas últimas eleições, o partido vencedor teve 45% dos votos (aprox.).

Que terá acontecido para que esse apoio tenha crescido 33% (de 45 para 60%) depois dos disparates todos que têm andado continuamente a fazer? Quando, ainda por cima, existe um conflito aberto entre eles mesmos? Conflito esse que nos tem dado a conhecer melhor a sua essência...

Ao tentarmos entender este fenómeno, acabamos por nos deparar com as palavras do Sr. Vice Presidente da Câmara, quando afirmou:

"...há algumas zonas sombrias dentro do PS. Sem dúvidas que as há...Essa sombra existe. É uma espécie de mão invisível a tentar ou até mesmo a controlar tudo aquilo que puder, na tentativa de manipular - e manipula..." (*)

Está tudo dito! Só não quem é cego.

(*) - afirmações integrantes da entrevista publicada no jornal Litoral Alentejano de 15/4/2008

Post Scriptum

Agradecemos a todos, sem qualquer excepção, a divulgação dada ao Alcácer do Sol. Sem o empenho destes valiosos colaboradores não seria possível atingir o número de visitas alcançado. O que faz do Alcácer do Sol o líder regional de opinião na internet, cuja temática se centra em Alcácer do Sal.

Uma vez mais, muito obrigado, a todos!

7 de maio de 2008

quem não sabe... compra feito

A ponte metálica sofre obras de manutenção há já muitos meses.
Como consequência dessas obras, a circulação rodoviária sofreu um grande impacto.
Principalmente porque a travessia do rio passou a ser alternada.
Perante este cenário, não houve qualquer readaptação à circulação rodoviária.
As consequências são bem visíveis.
A confusão aumentou.
A rotunda encolheu.
Foi invadida pelos veículos de maior dimensão.

Primeiro foi o lancil a destruir-se.


lancil não resiste e desintegra-se
nunca foi arranjado
repare-se na sinalização ali colocada...

Depois foi o foco de iluminação embutido.
este foco ficou completamente destruído
a gestão da cidade limitou-se a tapa-lo com terra...

Ultimamente os estragos avançaram.
Ontem era uma tampa metálica:
repare que nem sinalização existe!
o buraco está lá
a tampa está partida
como foi possível chegar-se a este estado?

esta fotografia é desta semana!

Deixar chegar a situação a este ponto é lamentável. Ainda por cima quando está em causa a segurança dos cidadãos.

É necessário adaptar o local à realidade presente. E a circulação alternada na ponte é um facto definitivo. Se assim é porquê esperar tanto tempo para por ordem na rotunda?

Estarão à espera que os Senhores de Lisboa lhes venham dizer como é que devem fazer?

Terá sido para isso que lhes vão pagar mais de 130.000,00 €uros?

Se para fazerem um muro (ou será um passeio com estacionamento?) demonstram tanta dificuldade, este tipo de intervenção é claramente areia a mais na camioneta.

Assim não vamos lá.

Alcácer merece mais!

a ilusão dum oásis

Na década passada fomos presenteados com um oásis por um dos governos da altura.
Sim, um oásis!
Ou seja, aquilo que nos rodeava, a Europa e o Mundo, eram um deserto.
Portugal era o oásis no meio desse deserto.
Estava-se na época do dólar e do petróleo baratos. Havia grandes injecções de dinheiro da Comunidade Europeia.

Se não fossem as forças de bloqueio, suponho que teríamos alcançado o estatuto de mega-oásis. Mas não houve tempo para lá chegar...
coisas de tabus...

Desse oásis herdamos, nesta década, uma longa crise económica, social e ambiental, de como já não há memória.

Recentemente, mais concretamente no dia 25 de Abril de 2008, disseram-nos que "vender ilusões não é seguramente a melhor forma de fortalecer o imprescindível clima de confiança que deve existir entre os cidadãos e a classe política". (*)

Acredite que esta é mesmo verdade!
E foi-nos apresentada pelo criador do nosso oásis...

(*) - frase extraída do discurso do Sr. Presidente Cavaco Silva no 25 de Abril de 2008


por: Portugal ao Sol

falta de tempo? certamente que não

Na última Assembleia Municipal, uma deputada questionou o executivo sobre a necessidade de se intervir no Largo Luís de Camões.

Neste local o estacionamento é difícil e desordenado.
A circulação rodoviária é caótica.
O espaço está mal gerido, com prejuízo para a economia local, para o turismo, para o ambiente, para a mobilidade e para a qualidade de vida dos cidadãos em geral.
Esta era uma das grandes críticas pré eleitorais da equipa actualmente em funções.
E todos reconhecem que tarda uma intervenção para reabilitação do local.

Não estão em causa ideias, porque essas não faltam.
O que está em causa são resultados. Esses escasseiam!
E neste aspecto pareciam estar todos de acordo!

Até o Sr. Presidente, que afirmou que ainda não tiveram tempo de ir ao Largo Luís de Camões... prometendo uma intervenção para ...
Para quando Sr. Presidente?

Estranhamos a resposta do Sr. Presidente Paredes à pergunta da Deputada.

Explicamos porquê:

1. Toldo dos Táxis





conseguiu-se tapar a ponte...
conseguiu-se tapar o rio...
conseguiu-se afastar dali as pessoas





2. Venda de Camarão

o toldo que não tapa o sol... onde era preciso
o barco que despreza questões básicas de higiene
não há refirgeração para o camarão
não há onde lavar as mãos
a saúde pública foi desprezada



3. Regulação do Estacionamento Automóvel


os parquímetros foram instalados, validados e pagos
permitiam distinguir positivamente os utilizadores
(moradores, comerciantes, deficientes, etc.)
nunca foram postos a funcionar
rejeitaram-nos
em troca de nada
porquê ?

dinheiro directamente para o lixo
até parece que somos ricos...
4. Instalação de Equipamentos Destituídos de Sentido



5. Desmantelamento de Candeeiro de Iluminação Pública

destruir para quê?
com que fim em vista?


Como as imagens provam, houve tempo para intervir no Largo Luís de Camões.
O que não houve foi habilidade, arte, saber e competência.
O que repetidamente aparece em inúmeros outros locais da nossa terra.
Alcácer merece mais!

o muro da vergonha

O muro da vergonha nasceu em Fevereiro (há cerca de 3 meses).
Começou por aparecer, parou a meio da execução e morreu ontem, desmantelado.
Ganhou este nome porque é uma vergonha o que aconteceu.
Nada disto seria possível num sistema organizado e estruturado.
Infelizmente não é o que a Câmara nos mostra.
Este não é um caso isolado. São tantas as demonstrações de incapacidade que até faz dó...

Para quem se julgava capaz de governar o mundo...

Remoção manual dos blocos

Remoção da estrutura de suporte ao muro...


Processamento dos entulhos...

Parece que agora vai nascer ali um estacionamento automóvel.
O que é muito necessário.
Como é necessário em muitos outros locais de Alcácer do Sal.
Será que decidiram finalmente intervir no estado caótico do estacionamento e da circulação automóvel em Alcácer do Sal?
O tempo o dirá.
Basta observarmos o que se passa, ou não passa, pela nossa terra.
Esperemos que esta não seja apenas uma obra desgarrada, desintegrada dum projecto global para a cidade.
Ou teremos que ficar à espera que uma empresa de Lisboa nos diga o que devemos fazer no nosso Concelho? Até 2013?...

Como é possível complicar tanto uma coisa tão simples?
Qual será o motivo por não haver obra que se veja em Alcácer do Sal?

5 de maio de 2008

um governo, dois pesos, duas medidas

Em Portugal, contrariamente ao que a Constituição prevê, há vários tipos de Portugueses.
Uns devem ser mais puros. Outros, se calhar, não são.
Não sabemos quais são os parâmetros de selecção e distinção. Mas que há distinção, há. De facto há uns Portugueses mais desfavorecidos do que outros. Vá se lá saber porquê...

Provavelmente a bem da nação.
Ou será a bem de algumas empresas?
Ou será a bem de algumas pessoas (seus parceiros e aliados) que dirigem algumas empresas?
Ou tudo isto junto?


Bem, o que isto deve ser é mesmo "um delicado processo avaliativo em que as complexas variáveis intervenientes condicionam as conclusões de tal forma que tornam difícil a explicação do seu raciocínio lógico para o cidadão comum ". Conversa de político, não?
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Falemos claro.
Usemos casos concretos.
Há bens essenciais a que todos os Portugueses recorrem.
Todos nós comemos.
Todos nós cozinhamos os alimentos.
Todos nós tomamos banho com água aquecida.

E, maioritáriamente, recorremos ao gás como fonte de energia térmica doméstica.
Acontece que em Portugal, o imposto sobre o gás - o IVA - é diferente consoante as regiões.
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Deste modo, os grandes aglomerados urbanos, em que fruto de economias de escala se torna rentável a distribuição de gás natural, a taxa de IVA aplicada é de 5%.
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Nas regiões de menor densidade populacional, em que não há distribuição em rede, e que o gás é fornecido em garrafas ou botijas , o IVA taxado é de 21% (consta que vai descer para 20%)...
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A diferença é de 5 para 21 (ou 20, daqui a pouco).
A diferença é QUATRO vezes mais. Ou seja, 400% mais.
A diferença é assombrosa.
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Porque será que as pessoas de Alcácer do Sal, e não só, pagam quatro vezes mais IVA sobre o gás do que as pessoas de Lisboa ou do Porto ou de ...?
Não é tudo gás?
Será que temos culpa, e por isso temos de pagar, por vivermos num pequeno aglomerado urbano?
Mas não é tudo Portugal?
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...Se fosse Espanha era certamente diferente...
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Porque será que o nosso governo apoia este tipo de discriminação?
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Porque será que existe um tratamento diferenciado entre os Portugueses?
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Será isto justiça social?
Não. Justiça social não é seguramente!
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Uma coisa é certa. É possivel fazer diferente. É possível fazer melhor!
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Portugal merece mais!


por: Portugal ao Sol

4 de maio de 2008

vendedores de ilusões


No dia 28 de Abril de 2008 realizou-se mais uma sessão da Assembleia Municipal.
Aí foi anunciado, por um elemento do executivo camarário, que o concurso para o parque de feiras estava terminado, que o orçamento era de 3.500.000 €uros e que esperam começar a obra ainda este ano.

Já tinham prometido um novo pavilhão da feira para a Pimel do ano passado... foi o que se viu!

Entretanto ouvimos dizer que as casas de banho do pavilhão foram destruídas... e reconstruídas! Pelos vistos faziam falta...
Se é para fazer um novo pavilhão para quê fazer obras?
Ou será que só após o inicio da demolição é que descobriram que estavam no caminho errado?

Mas há mais.
Verificamos também que a "requalificação do parque de exposições e feiras" integra o Plano Operacional de Desenvolvimento de Alcácer do Sal, com a chancela da Câmara Municipal. Acontece que, neste documento, a programação do projecto refere:
  • concurso: 2009
  • obra de execução: 2009-2012
Este documento é de 20 de Março de 2008. Desde esta data até ao dia 28 de Abril (cerca de 1 mês) o início da obra foi antecipado de 2009 para 2008!
Estamos curiosos para descobrir o segredo de tamanha melhoria.

Também estamos à espera de poder apreciar o projecto (incluindo as várias especialidades), o processo de financiamento e o início das obras do novo pavilhão ainda este ano.

E ainda estamos à espera de não voltar a ver, naquele espaço, o disparate da Feira da Aventura...
Há muito mais onde gastar melhor o pouco dinheiro que temos!

Voltaremos a este assunto, o mais tardar, em Dezembro deste ano.

3 de maio de 2008

olhem para o que eles fazem, não olhem para o que eles dizem

Em Portugal há quem diga "olhem para o que eu faço; não olhem para o que eu digo".

Mas há quem se recuse a fazê-lo.
E quem se preocupe a observar factos, tirando daí conclusões sobre os seus autores.

Desse modo, e sem termos nada a ver com a política interna de qualquer partido político, não deixamos de observar aquilo que nos é dado ver. E assim tiramos as nossas conclusões. Tire você as suas!

Ouvimos ultimamente falar, em Alcácer do Sal, sobre "falsificação de assinaturas", "eleições [que] foram viciadas", de alguém que " usou poderes que o próprio poder não lhe confere, fazendo promessas, intimidando pessoas..."
Tudo isto, e mais algumas coisas, no interior do partido que nos governa.

Inevitávelmente pensamos que, se entre eles se tratam assim, como não poderão tratar todos aqueles que não pertencem à sua família política?


As nossas questões não são vagas. Nem sequer são menores ou desprezáveis. Caso contrário, estas notícias não teriam eco na imprensa regional... como se pode verificar (uma vez mais) na imagem acima publicada no semmais jornal deste fim de semana.

Ainda fomos tentados a pensar que este era um fenómeno local, característico dum tal deserto jamais.

Puro engano.
A maior seccção do partido que nos governa a nível nacional e local aparece agora na imprensa escrita - ver Expresso deste fim de semana.
Por motivos não menos preocupantes.
Se eles, entre eles, se tratam assim...



por: Portugal ao Sol

servem ou servem-se?

O Município de Alcácer tem apoiado jovens Alcacerenses que pretendam continuar os seus estudos no ensino superior. Esse apoio é dado através de bolsas de estudo, há já muitos anos.

O actual executivo, aqui há uns tempos atrás, vangloriava-se de ter aumentado o número de bolsas de estudo.

Tentava autopromover-se, como sempre, com o dinheiro dos contribuintes. Ou seja, com o nosso dinheiro. Afinal estavam apenas a exercer as suas obrigações. Faziam-no duma forma remunerada. No final não faziam nada demais. Apenas a sua obrigação. Mas mesmo assim achavam que havia espaço para vangloriações. Coitados...
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Ouvimos dizer na rua que, nessa altura, o actual executivo diminuiu o valor individual das bolsas, numa percentagem muito significativa. Mas não o disse. Pelo contrário, escondeu esse facto. Só falou que tinham aumentado o número de bolseiros... A ser verdade, é estranho que, sobre o mesmo assunto, omitam aspectos relevantes enquanto empolam outros. Também ouvimos dizer que o número de estudantes apoiados através de bolsas de estudo era substancialmente menor do que aquele que a equipa do Sr. Presidente Paredes divulgou. Estranhas discrepâncias entre a realidade e o divulgado, vulgo propaganda...
Quando andávamos na escola, ensinaram-nos que a este tipo de acções se chamava manipulação. E neste caso, será ou não será?
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Nesta conversa na rua, ouvimos mais.
Alguém descrevia um caso caricato com muito detalhe e muito pormenor.
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Falava-se concretamente de uma jovem Alcacerense que continuou os seus estudos superiores fora do concelho. Por preencher os requisitos necessários à atribuição de uma bolsa de estudo, esta foi-lhe naturalmente atribuída pelo anterior executivo.
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Com o novo executivo, a imaginar-se capaz de governar o mundo, essa bolsa de estudo não foi renovada. De acordo com o regulamento, a sua renovação seria automática caso se verificassem duas condições:
  1. o aproveitamento escolar da aluna

  2. o rendimento familiar da aluna não ultrapassar os limites regulamentados

Acontece que ambas as condições se verificaram na transição de ano da aluna em causa.

No entanto, a equipa liderada pelo Sr. Paredes julgou, inicialmente, que não havia lugar para renovação da bolsa de estudo.

Pelos vistos não interessavam as normas regulamentares.
Pelos vistos as decisões nem sempre se tomam de acordo com os regulamentos.
Pelos vistos há outros interesses que se subrepõem...
Serão sombras?
Serão mãos invisíveis que tentam manipular?

E porquê?
A justificação nunca foi clara.
No entanto é público que a jovem em causa não era adepta do partido da rosa.
Não sabemos se esse foi o motivo para suspender o apoio. Mas, dos presentes na conversa, ninguém vislumbrava outra razão para aquela atitude descriminatória. Seriam todos muito ignorantes?
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A história não acaba aqui.
Os lesados, a jovem e os seus familiares directos, reclamaram da situação. Primeiro sem qualquer sucesso. O que os levou a recorrer a apoio jurídico. Que também não obteve resultados positivos na abordagem inicial. Consequentemente, acertaram-se estratégias, recolheram-se dados e confrontou-se o executivo camarário com a iminência dum processo judicial. Perante esta situação, em que era claramente desfavorável ao executivo camarário, este cedeu. Restituiu, com efeitos retroactivos, os valores em falta, relativos à bolsa de estudo.
Entradas de leão, saídas de cordeiro...
E porquê?
Porque a jovem tinha legítimo direito a esse apoio, cumprindo os requisitos legais para o seu usufruto.
Porque não basta dizer que se apoiam os jovens neste concelho.
Porque não basta criarem gabinetes da juventude despidos de jovens.
Porque é preciso ser coerente. E a coerência não permite a discriminação negativa de pessoas conforme a Constituição Portuguesa prevê.
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Esta conversa durou bastante tempo...
...e ficaram no ar algumas dúvidas sobre a qualidade da democracia na nossa terra.
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Relembro algumas questões colocadas pelos presentes:
"se a jovem tinha o direito a receber uma bolsa de estudo, porque lha queriam tiraram? Por não ser do partido do poder? Por não gostarem da família dela?..."
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a que alguém completou:
"sim, porque se a Câmara acabou por pagar tudo o que estava previsto, é porque assumiu que estava errada... ao pagarem assumiram claramente o seu erro!"
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e outra pessoa acrescenta:
"isto é inacreditável. Quer dizer que a câmara toma decisões com base em interresses estranhos em vez de decidir objectivamente com base em princípios e valores! O desfecho foi este porque as pessoas se souberam mexer, preparando-se para recorrer ao tribunal."
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Entretanto a jovem já terminou o seu curso superior! Está de Parabéns!
Assim termina esta história.
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Tristes histórias se ouvem na nossa terra.
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Será que alguém se anda a servir do poder, quando deveria servir Alcácer do Sal?
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Quando será que isto muda?

recorte da folha de Alcácer de Set / Out 2007