15 de junho de 2008

riso de gato

13 de junho de 2008

"porreiro, pá..."

Re-aborto.
Num país extremamente católico, deu-se o re-aborto da constituição europeia.
... quem diria ...

Inicialmente foram os povos Francês e Holandês a aborta-la. Nessa altura, os donos do mundo, senhores do muito dinheiro, conquistadores da Europa, arranjaram maneira para dizer que aquilo não valia. E nem quizeram repetir. O povo não estava à altura!

Mascararam os factos.
Mudaram o nome.
Mantiveram a intenção - liberdade de crescimento para o liberalismo (neologismo de capitalismo selvagem).

Sócrates foi um aluno bem comportado - cromo?
Fez a cimeira de Lisboa, arrumadinha, certinha, bonitinha, ocazinha...
Correu-lhe bem, a julgar pelo comentário de que "foi porreiro, pá..."
Rompeu com uma promessa eleitoral: referendar o tratado. Provavelmente porque a População Portuguesa pesa pouco na sua balança.
Preferiu alinhar atrás dos seus Senhores. Terá valido a pena?

Os Senhores decidiram que, no resto da Europa, a população não tinha o direito de exprimir a sua opinião sobre o tratado. Fraca democracia esta que despreza as pessoas e tenta impor, artificialmente, vontades alheias.
Foram poucos, ou nenhuns, os momentos em que se discutiu, com a população, o conteúdo do documento. A ideia de que o tratado era pouco claro e objectivo dominou. Seria essa a verdadeira intenção? Daria jeito que não fosse discutido? Estariam a tentar esconder alguma coisa? Estariam a tentar tapar o sol com a peneira?

No entanto, não se deram ao trabalho de "comprar" (sim, comprar também dá trabalho) um aspecto aparentemente menor. A Irlanda!

Pois bem, a Irlanda limitou-se a repetir o que outros povos já tinham dito.
- Não.
Pecado!
Há políticos que, depois de mais uma rejeição inequívoca à constituição europeia, continuam empenhados em leva-la por diante.

Estranhamos. Porque razão há políticos que não "aceitam" as decisões dos seus eleitores se eles, repetidamente, negaram o tratado? Se o problema está na população, ainda alguém se vai lembrar de eleger outro povo (obrigado pela ajuda, Brecht!).

Veremos novas formas, camufladas, para contornar o obstáculo presente.
Contra a vontade de vários povos (alguns dos quais nem sequer tiveram direito a pronunciarem-se).
É a força do dinheiro contra as pessoas, seres humanos, essência da Humanidade!
É a ganância.
Todos nós sentimos o efeito deste capitalismo selvagem.
As pessoas perderam valor na nossa sociedade. O discurso político actual fala mais das empresas e do défice do que das pessoas.
O dinheiro atenua valores e princípios seculares, favorecendo interesses particulares, em detrimento das populações.

Até agora temos visto países que se sentiram pequenos e desenvolveram processos de expansão geográfica. Actualmente vemos mais. Vemos grandes organizações privadas a sentirem que a Terra já é pequena para satisfazer suas desmesuradas ambições. Ambos os casos desembocam em guerras. E nós estamos numa guerra económica. Somos sugados até não termos mais nada para dar. E, ao nosso lado, uma ínfima minoria, acumula desmesuradamente valor. O mundo, duma forma global, não está a evoluir duma forma positiva (não nos referimos à evolução tecnológica, mas sim à evolução económica e social).

Instituiu-se o conceito que tudo se compra, assim haja dinheiro. O que realmente acontece em imensos casos. Consequentemente, é vulgar observarmos nossos semelhantes a venderem a sua alma ao diabo. Esquecendo-se da factura que, mais tarde ou mais cedo, lhes aparecerá.

Com dinheiro é possível criar factos imaginários ou encobrir factos reais.

Mas há excepções.
Há países Europeus que recusaram o €uro.
Há países Europeus que recusaram aderir à comunidade Europeia.
Há países Europeus que se recusam a ser seguidores deste capitalismo selvagem.
Assim como há muitas pessoas, por todo o mundo, que resistem.
Muitas pessoas que acreditam que o dinheiro não é o valor fundamental na nossa existência.
E estas pessoas podem mudar a nossa Terra!


por: Potugal ao Sol

11 de junho de 2008

bora lá mudar

Notícia do Público de 11-06-2008

A maior câmara municipal do país - Lisboa - analisa a criação de uma rede de bicicletas de uso partilhado.
Nos aglomerados populacionais, a bicicleta é uma alternativa credível ao automóvel, há já muito tempo.
Esta solução tem sido adoptada em muitas cidades da Europa. Com especial incidência na última década do século XX.
São inúmeras as vantagens da sua utilização. Desde a protecção ambiental, à saúde dos seus utilizadores, à gestão do espaço público, ao seu custo reduzido, passando pela elevada flexibilidade, etc., etc.
Não sendo a solução de todos os problemas (o que de todo não existe) é uma alternativa que o bom senso não permite desprezar.

Em Alcácer do Sal foi implementado um sistema de uso partilhado de bicicletas em 2005. As bicicletas eram disponibilizadas a custo zero. No entanto, o seu utilizador responsabilizava-se por ela, durante o período de utilização.
O processo funcionava com base nas novas tecnologias da comunicação e informação. Era acessível automaticamente, através do Cartão do Munícipe, em quiosques multimédia construídos para o efeito.
Foram construídos 14 parques para bicicletas. O sistema permitia que uma bicicleta recolhida num parque pudesse ser devolvida em qualquer outro parque existente para o efeito.
O projecto foi financiado e foi alvo de elogios pela CCDR-A. Não sendo perfeito, era inovador, moderno e capaz.


Este sistema foi desmantelado e destruído pelo executivo do Sr. Pedro Paredes.

Foram devolvidos mais de 200.000,00 €uros à Comunidade Europeia.
Houve outros custos acrescidos, e não desprezáveis, que o executivo não divulgou.
Houve perda de credibilidade perante as instituições financiadoras.
E tudo isto em troca de quê?

De nada!



E para quê?
Não sabemos.
Mas Pedro Paredes, presidente do Município, tem obrigação de saber porquê.
E deve explicar aos cidadãos de Alcácer porque destruiu todo o sistema, em troca de nada. Com argumentos sólidos e coerentes, sem tentar tapar o Sol com a peneira.
São estas as regras das sociedades democráticas. É esta a forma de agir de quem se dispõe a servir a comunidade, em vez de se servir dela.
Alcácer merece uma explicação credível. E, como quem não deve não teme, ou a explicação aparece ou ... há falta de coragem para enfrentar os factos.

Precisamos de entender porque continuamos mergulhados neste abominável estado de estagnação. Destroem-se equipamentos. O que é urgente e importante para o concelho não aparece feito. E, o pouco que se faz, resvala rapidamente para um, aparentemente inevitável, fracasso. O facto é tão evidente que já é motivo de chacota nas ruas de Alcácer. Exemplos não faltam.
É o muro da vergonha.
São as obras do museu.
A feira da aventura e a feira do turismo.
O concurso de presépios.
O mês do desporto, que este ano se desvaneceu.
A estrada da Ameira,(menos de 2 Km em obras há mais de meio ano).
A falta de condições para velarmos os nossos mortos.
A confusão da Rotunda 25 de Abril.
O desordenamento do Largo Luís de Camões.
O Pavilhão da Feira.
O Plano de Urbanização de Alcácer com um PDM desactualizado.
A estrada de casebres.
O toldo do camarão, o toldo dos taxis e outras arquitontices.
A margem sul.
A entrada norte da cidade (quando chove mais do que o normal).
A desorganização da circulação e estacionamento automóvel (em toda a cidade).
A nova escola do Morgadinho (a funcionar em Set 2008, conforme prometido).
As obras do edifício da sopa - ponto net - que arrancaram e pararam.
As escavações em frente à Escola Secundária.
O gabinete da juventude.
A intervenção no antigo cinema.
A remodelação do mercado municipal.
O novo canil.
O... ... ...
A... ...
...

Até que, Pedro Paredes e a sua equipa (capaz de governar o mundo...) reconheceram a sua incapacidade, acabando por se socorrer duma empresa de Lisboa, para lhes fazer aquilo que é da sua responsabilidade - elaborar um projecto de desenvolvimento estratégico para a nossa terra.
Como se não houvesse pessoas, em Alcácer do Sal, capazes de levar esta tarefa a bom porto! Como se não houvesse mais onde gastar, só para começar, cerca de 130.000,00€uros.

Todos nos lembramos das promessas eleitorais.
Todos nos lembramos dos discursos de rei na barriga, após a chegada ao poder.
Todos vimos aquilo que se está a passar na nossa terra.
E não gostamos.

Até quando?

reflexão do zé povinho


As declarações de Cavaco Silva, Presidente da República, acerca da raça e do dia da raça, têm sido desvalorizadas por muitos e variados sectores. Muitos deles consideram que as declarações foram uma inofensiva gaffe.

Estranhamos.

Aquelas declarações foram proferidas por um Senhor que raramente tinha dúvidas e que nunca se enganava.
Gaffe? Como é possível?

10 de junho de 2008

vale a pena?

Foi apresentado, esta semana, um relatório do Instituto Internacional de Investigação para a Paz.
Mas os dados não parecem ter muito a ver com a Paz...

Como todos nós já percebemos, a guerra é um negócio lucrativo e duradouro... para alguns. Que importa se morrem uns milhares de pessoas numa guerra se, em contrapartida, houver alguém a ganhar milhões?
Vejamos os números.
Em 2007, a indústria do armamento facturou 851.000.000,00 Euros - 2,5% do PIB mundial! O contributo dos EUA para o aumento das despesas militares foi relevante e substancial.
Numa janela de tempo alargada a 10 anos, os investimentos feitos em armas cresceu 45%, em todo o mundo!

Portugal, com toda a sua modéstia, não deixou de dar o seu contributo.
Quem não se lembra dos novos submarinos, dos novos helicópteros, da substituição das G3, da necessidade de novos carros de combate... Questões bem recentes na nossa realidade nacional: num país de tanga, segundo um ex-chefe do governo.

Quem não conhece as forças armadas, dum pequeno país sem guerra, em que o número de generais por soldados no activo está nos tops mundiais?

Quem não se lembra do apoio oficial do governo português à guerra do Iraque, com a cimeira dos Açores a acelerar o processo de busca de armas de destruição maciça?

Já ninguém sabe ao certo quantos morreram em consequência de actos de guerra.

Nem quantos ficaram mutilados, desalojados, famintos, órfãos, ...

O facto de o mundo estar mais inseguro parece, aos olhos de alguns, não ser preocupante nem relevante.

E já não se fazem juras de que o Bin Laden será capturado e severamente punido.

Que pensar de tudo isto?

Que só valeu a pena para os de alma pequena.
O que não os impediu de poderem ganhar muitos milhões!

por: Portugal ao Sol

respeitem os nossos mortos!

A casa mortuária de Alcácer do Sal foi destruída. Funcionava nas instalações da sta. Casa da Mesericórdia.
A administração local, ou seja, a equipa do Sr. Presidente Paredes, ainda não encontrou uma solução digna e duradoura para resolver este problema.
Começa a ser por demais evidente que, para este executivo, é um problema ter que resolver problemas. Mas administrar uma cidade é, essencialmente, resolver problemas. Preventivamente, sempre que possível.

A Casa Mortuária tem funcionado, recentemente, num pequeno espaço, no Bairro da Casa do Povo.
A situação é aberrante.
O espaço é exíguo, a densidade habitacional é elevada e os acessos são péssimos.
O que não respeita a dor daqueles que vêem partir os seus entes queridos. Faltam condições para se fazer o luto.

Por outro lado, paredes meias com a nova casa mortuária, habitam inúmeras famílias que, pelo respeito que lhes merecem os mortos e os vivos em luto, são forçadas a alterar o seu estilo de vida habitual.

Esta situação não é aceitável.


Há um projecto, para ampliação do cemitério, que contempla a construção duma casa mortuária. Esse projecto é do anterior executivo. Ou seja, já deve ter barbas. Mas a obra não aparece!

Se o projecto desagrada ao Sr.Paredes, então faça outro melhor.
Se o projecto cumpre os requisitos desejados, então faça a obra.
De qualquer forma, já houve tempo de sobra para se resolver este problema.

Por favor, respeitem os nossos mortos.

conversa na rua


A abordagem aconteceu no Largo Luís de Camões.
Uma pessoa amiga dirigiu-se a nós, indignada.
Tinha ido ver um filme Português, no auditório Municipal, com a Soraia Chaves: Call Girl. O argumento do filme desenrola-se à volta duma prostituta de luxo, "capaz de tudo".
A indignação não tinha a ver com o filme. Que tinha algumas cenas mais ousadas. Mas nada que pudesse indignar uma pessoa adulta bem formada.

Por algum motivo existe uma classificação que determina a idade mínima de acesso ao espectáculo. Este filme não era excepção. Até aí estava tudo normal.

Excepto a presença de crianças durante as projecções.
Segundo nos foi relatado, uma criança de oito anos, entre outras, visionou o filme! Criança essa que, durante o espectáculo, teceu vários comentários vernáculos. E que, ao ser abordada por um adulto, reagiu negativamente. Os comentários continuaram... E o adulto em causa calou-se, sem deixar de se sentir incomodado com o facto.

Deste acontecimento sobressaem duas questões:

1- quem controla (e como controla) o acesso aos espectáculos no Auditório? Como se aceita que uma criança de 8 anos assista a um filme com cenas mais ousadas sobre sexo? Será que este é o processo normal de desenvolvimento das crianças?

2- quem garante que os espectáculos no Auditorio decorrem de acordo com as normas socialmente aceites da educação e do respeito mútuo? Será que um espectador, ou um pequeno grupo, tem o direito de perturbar, de forma intencional e continuada, o restante público presente na sala?

Não sabemos as respostas para estas perguntas.
Mas sabemos que o Auditório Municipal funciona sob responsabilidade da Câmara Municipal.

Terá sido este, um caso isolado?

Ou terá sido mais uma evidência do desleixo que reina na gestão autárquica?

Responda quem sabe. Com base em factos. Sem querer tapar o sol com a peneira...

você é de raça? pura?

O Dia de Portugal, que hoje se comemora, voltou a ser dia da raça. É o que se depreende das palavras, proferidas ontem, pelo Presidente da República.

Será isto uma evolução ou uma regressão?
Provavelmente não será nem uma coisa nem outra.


Evolução?
Evolução não é certamente. Porque raça é algo que o genoma humano não consegue identificar.
No entanto, há características que diferem entre os humanos. Foi a diferenciação que, entre outros factores, garantiu a sobrevivência da nossa espécie. Podemos classificar essas diferenciações e assim definirmos uma raça. Mas para que é que isso serve? Para continuarmos a pensar que somos melhores do que os Espanhóis? Como? Se eles é que têm os combustíveis mais baratos, eles é que ganham mais, eles não têm défice mas superavit, enfim... o povo Espanhol goza duma enormidade de vantagens quando comparado com o povo Português... será uma questão de raça? Não, não é certamente.

Por outro lado, Portugal tem investido avultados recursos no combate ao racismo. Onde o slogan "todos diferentes todos iguais" se evidenciou. Parece-nos que, uma vez mais, se desfez um trabalho longo e difícil num ápice. Até parece que se redescobriu recentemente que nós, os humanos, não somos semelhantes. Consequentemente, há uns que são diferentes, provavelmente especiais. Serão os Portugueses?... Que vivem mal, num país recheado de injustiças e desigualdades gritantes. Onde muitos emigram. E todos sabem que, na sua terra, vale mais uma filiação partidária correcta e bons amigalhaços do que o mérito de dominar uma arte, uma técnica ou um conhecimento. É o país da cunha. O que é triste e corroi a nossa auto-estima.

Sabemos o que é Portugal. Conhecemos a nossa História. Valorizamos a nossa Língua. Partilhamos Valores sociais e culturais. Orgulhamo-nos disso. Temos profissionais exemplares e geniais, espalhados por todo o Mundo. Temos orgulho neles por também serem Portugueses. Sabemos que são da nossa Nação. Mas não sabemos de que raça são. Nem sabemos o que é a nossa raça, nem as características que a definem. Por tudo isto, não percebermos para que serve o dia da raça.

Regressão?
Não, também não acreditamos que o seja. O dia da raça remonta ao antigo regime. Que mantinha, com imensa dificuldade, um império colonial. Esse regime necessitava, para sobreviver, do apoio dos povos colonizados. Desta forma o Estado Novo criou um novo facto (para além de muitos outros): o de que existia uma raça que era composta por todos os habitantes do império. Pretendia-se intensificar a integração de outros povos na Nação Portuguesa. O projecto falhou. Hoje não há império. O que invalida uma possível a regressão.
No entanto, a História Mundial está recheada de episódios em que as questões raciais foram relevantes. Por questões de raça tem-se discriminado, maltratado, torturado, matado, extreminado, ... Mas ninguém de bom senso orientaria os seus desígnios nesta direcção.

Qual será então a intenção deste regresso ao dia da raça, em Portugal?

Descubra você mesmo...

Deixamos apenas uma reflexão adicional.
Hoje, dia de distribuição de medalhas, onde se pretende distinguir alguns Portugueses, volta a ser esquecido aquele que, seguramente, mais contribuiu para o desenvolvimento de Portugal.

Falamos do Povo Português. Que nem sente grande necessidade de medalhas. Mas não deixa de sentir as consequências dum sistema que se tem revelado frágil, injusto e desequilibrado. Em vez de medalhas, este povo necessita de um país em que a Justiça funcione, a Educação seja levada a sério, a Saúde não seja negligênciada, a dignidade do Indivíduo seja respeitada e os equilíbrios sejam ajustados.

O que tem sido esquecido, repetida e continuamente, pela nossa classe dirigente.

Alguma razão haverá para que, quando os nossos governantes se lembram do seu povo, na época das eleições, este lhes responda, maioritariamente, com a abstenção. O que, em linguagem popular, quer dizer: queres votos? toma!

por: Portugal ao Sol

4 de junho de 2008

uso abusivo

O Notícias do Litoral de hoje noticiou a entrega a privados da exploração dos transportes urbanos de Alcácer.
E citou João Massano, vice-presidente da autarquia, com a afirmação de que esta decisão vai permitir a "racionalização dos veículos, para que não haja um uso abusivo dos mesmos".

O recurso a veículos da câmara para utilizações abusivas não é um facto inédito.
Falamos da invasão, pelo automóvel, de espaços que não lhes estão destinados. Como a ocupação ostensiva dos passeios, obrigando os peões a circularem na faixa de rodagem, por exemplo. Situação mais grave quando se trata da circulação de carrinhos de bébé ou de cadeiras de rodas.


Acontece que, por vezes, o Sr. Vice Presidente Massano usa o automóvel que lhe está atribuído de forma abusiva.
Apresentamos aqui 4 fotografias para melhor demonstrarem as nossas palavras. Duas da nova era - a era toyota - e outras duas mais antigas - da era citroen. Temos muitas mais, em datas e locais diferenciados.










Para fazer isto mais valia terem estado quietos, quando acabaram com o estacionamento reservado para a vereação, no largo da câmara.
Não respeitar as delimitações de espaços é não respeitar os cidadãos, desprezando a segurança e congestionando a circulação rodoviária, principalmente quando esse comportamento é repetitivo e o seu autor é uma personalidade pública que deve dar o exemplo.
Tudo isto se torna mais caricato porque existe um parque de estacionamento próximo, facilmente acessível e regularmente vazio, na margem sul do Sado.

Teremos que esperar pela privatização do transporte pessoal do Sr. Vice Presidente Massano para podermos aspirar à sua utilização de forma não abusiva?
Ou haverá outras formas de rentabilizar os recursos disponíveis?
..............................................................
NOTA:
A possível privatização do transporte pessoal em causa também poderá trazer uma redução do seu custo, em consonância com as afirmações do Sr. Massano sobre a privatização dos mini-autocarros!

jardim

No último fim de semana houve festa no Jardim Público.
Antes disso, o Jardim teve direito a uma presidência aberta, conforme foi noticiado na folha de Alcácer nº36 (veja a imagem abaixo).
Admiramo-nos com este tipo de visitas abertas. Julgávamos que as presidências abertas eram para abordar, directamente com as pessoas, os problemas concretos do local. Pelos vistos não são. Neste caso, isto acaba por ser uma visita (ou um passeio?) ao Jardim. É que, pelo que nos é dado a entender na notícia da folha de Alcácer, não havia vivalma no local, para além de alguns elementos do aparelho instalado no poder.
Perante estas dúvidas, foi fácil e rápido obter vários esclarecimentos.
Como são cada vez menos aqueles em que acreditam nas capacidades deste executivo, as presidências abertas estão cada vez mais desertas. Ou seja, poucos ou nenhuns querem saber delas. Isto cria uma dificuldade ao executivo. É cada vez mais difícil organizar presidências abertas que não se transformem em verdadeiros vexames, tal a ausência de participação popular. Deste modo se compreende que seja preferível dar uma volta ao jardim a ser confrontado, noutro local, com o desprezo das pessoas perante encenações tristes.
No caso concreto da presidência aberta ao jardim público, ficamos impressionados ao saber que ali existe um relvado multiusos! O que nos deixou apreensivos. A ponto de decidirmos ir ao local, verificar in loco, o que é um relvado multiuso.
Vejamos o resultado da nossa visita, já depois da grande festa, do novo jardim, domingo passado:

1. acesso principal ao Jardim


2. vedação do Jardim




3. Entrada do Jardim pelo lado da Praça de Touros

4. coreto

Ficamos mal impressionados ao ver, no último domingo, as Bandas Filarmónicas de Alcácer do Sal - Pazoa e Calceteira - a tocarem no terreiro, separadas pelo lago, enquanto o coreto, mesmo ali ao lado, não foi utilizado... Estranhas inovações, que resultam mal e desprestigiam os nossos músicos que, empenhadamente, ali se apresentaram.
Depois disto, deixamos para si o prazer de descobrir o que é um relvado multiusos.
...........................................
NOTA:
E se, em vez deste tipo de presidências abertas, se discutisse, na verdadeira acessão da palavra, um plano para desenvolver a cidade? Com o objectivo de despoletar acções concretas e eficazes para tirarem Alcácer do abominável estado de estagnação em que está mergulhada. Sem termos de pagar a empresas de Lisboa para nos virem dizer o que devemos fazer...

memórias vivas




Na 1ª feira da aventura, já lá vão dois anos, levaram para o recinto vários bidões de 200 litros.
Três ficaram lá.
Até hoje!

Vejam as fotografias de 2006 e 2007 (temos mais, caso tenham curiosidade).

Melhor do que ver uma fotografia actual (de 2008) é ir ao local e verificar com os seus olhos. É ali mesmo em frente ao Litoral.

Estarão à espera da reabilitação do espaço da feira para limpar a zona?
Se assim for vamos ter que esperar pelo próximo executivo autárquico...

3 de junho de 2008

atracção pelas curvas

Ainda não há muito tempo que criaram uma nova passadeira em plena curva. Foi na antiga estrada nacional nº 5, junto à igreja, conforme noticiamos. Com este tipo de acções diminui-se a segurança rodoviária, contrariando as mais elementares regras de mobilidade.

Ontem deparamos com novas pinturas no asfalto. Desta vez são umas coisas amarelas a dizerem BUS e que coincidem com a paragem dos autocarros. Coincidência: também foram colocadas em curvas. Ou seja, o trânsito é interrompido sempre que o autocarro se imobiliza para pegar e/ou largar passageiros. Porque não se pode ultrapassar em curvas... e para além disso há um risco contínuo.

Repetiram o erro.
Será que não aprendem?
Nestas situações até havia espaço disponível para fazer uma reentrância no passeio de forma a que, o veículo de passageiros, pudesse parar fora da faixa de rodagem. O que permitia melhor fluidez do trânsito e maior segurança. Também era possível deslocar a paragem, afastando-a da curva. É assim que se faz em qualquer cidade moderna por esse mundo fora. Nada demais. Mas, pelo que nos é dado ver, difícil de executar.
Até dá dó...


Mais valia continuarem sem fazer nada... outra vez!

prémios grandes a encolher

O número de participantes no grande prémio da Páscoa desceu de mais de 400 para 250 entre 2006 e 2008, ou seja, cerca de 40%.


Algum motivo haverá para tanta coisa andar a encolher em Alcácer do Sal.
É a feira da aventura.
O concurso dos presépios.
O mês do desporto.
A feira do turismo.
O grande prémio da Páscoa.
A paciência dos Alcacerenses.
.
... A continuar assim, e de tanto encolher, ainda acabam por desaparecer ...

desventura

Nos últimos 2 anos, o início de Junho coincidiu com a realização da famosa Feira da Aventura. Era mais um dos acontecimentos que se comprava feito a empresas especializadas. O que facilitava imenso a sua execução. Quase que era só pedir, pagar (com o dinheiro dos nossos impostos) e propagandear.

Este ano não ouvimos falar dela... e também ainda não a vimos...Terá mudado o calendário?

Ou será que a aventura se está a acabar, para certas pessoas?

atrasados, outra vez

Na Assembleia Municipal de 28 de Abril de 2008, o Sr. Presidente Arqº Paredes comprometeu-se em discutir com a população, no mês seguinte, o Plano Operacional de Desenvolvimento.

O mês seguinte - Maio - já passou.

Nós não demos pela discussão. Fomos excluídos ou auto-excluiram-se?

O assunto é demasiado importante e urgente para se deixar arrastar por mais tempo. Por isso não entendemos mais este atraso.

Será que o Sr. Presidente Arqº Paredes ainda continua a achar que "consultar as pessoas era [é] uma perda de tempo"? (*)

.........................................................................
(*) - de acordo com saldalcacer@blogspot.com