A 11 de Julho, o petróleo comercializava-se no mercado internacional a 147,50 dólares / barril.
Duas semanas depois, a 25 de Julho, o preço descia para 124,31 dólares / barril.
Ou seja, o preço do petróleo desceu 23,19 dólares por barril.
Isto corresponde a uma redução de 16% .
Compare esta variação com a evolução dos preços dos combustíveis em Portugal.
(16% de 1,50€ dá 24 cêntimos...)
Pode também comparar o tempo de reacção da Galp consoante os preços sobem ou descem...
É o mercado...
Foi para isto que liberalizaram o preço dos combustíveis?
Afinal quem é que ficou beneficiado?
Portugal? Como?
29 de julho de 2008
é o mercado...
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bombeiros
Os Bombeiros de Alcácer do Sal necessitam e merecem melhores condições para desempenharem a sua nobre tarefa.
Todos nós necessitamos dos Bombeiros e desejamo-los cada vez mais eficientes no apoio que nos dão no dia a dia.
As actuais instalações são evidentemente deficitárias. Esta é uma opinião que julgamos ser unânime.
Mas tarda em aparecer um novo quartel de Bombeiros de Alcácer do Sal por impedimentos legais que cabe à CMAS resolver. Consciente disso, o actual executivo meteu a mão no problema e decidiu tentar resolvê-lo. A promessa foi feita há já muitos, muitos meses...
A solução correcta passava por alterar o PDM. Com esta medida podia-se resolver o problema dos bombeiros e muitos outros que afectam a nossa terra. É um trabalho longo, profundo, denso e de extrema importância. Mas não. Não se mexeu no PDM. Este executivo demonstrou falta de visão e falta de determinação para enfrentar tarefas de maior dificuldade. O que é, inegavelmente, um erro clamoroso que trará custos elevados no futuro.
Alternativamente, este executivo camarário decidiu contornar o problema através dum Plano de Urbalização. É como fazer um pequeno remendo numa manta esburacada. É um processo claramente mais simples pelo que se depreende que também fosse mais rápido. Mas nem isto conseguiram fazer em tempo útil. O presidente já confirmou que não há falta de dinheiro. Que terá faltado?
Falharam outra vez!
Enquanto tudo isto não se resolvia, o tempo foi passando e o prazo de candidatura a financiamento foi-se aproximando. A solução legal para a construção do novo quartel de bombeiros não aparecia !
Mas, de remendo em remendo, começou por se abandonar o PDM, para depois se abandonar o Plano de Urbanização e agora suspender-se o PDM (no local do futuro quartel de Bombeiros). É um atropelo em cima de outro atropelo. O descrédito duma organização. O vazio empreendedor duma equipa. Isto parece uma aldrabice.
Mas ainda bem que a CCDR-A aceitou uma solução.
Porque todos nós queremos um novo Quartel moderno e funcional.
Pior seria perdermos esta oportunidade de financiamento.
Acreditamos que, com este nível de desempenho da Câmara, outros financiamentos disponíveis no QREN se perderão. Para sempre... As boas oportunidades escasseiam. Não se podem desperdiçar! A evolução de que tanto necessitamos não se alcança com negligência.
Mais um triste exemplo da forma como o executivo camarário conduz os destinos de Alcácer do Sal. Perante o próximo obstáculo imposto por um PDM antigo e desactualizado, o que irão fazer?
bora lá mudar... porque assim não vamos lá!
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26 de julho de 2008
um pensamento de Obama
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autismo?
Na última semana o dólar voltou a desvalorizar. A cotação chegou aos 1,6038 €uros. Um máximo histórico.
Na última semana o preço do petróleo manteve uma descida que já vinha das semanas anteriores. Comercializou-se a menos de 125 dólares o barril. Esteve a 140 ainda não há muito tempo... Este facto associado à desvalorização do dólar originou uma descida muito significativa no preço do crude.
Perante isto, que aconteceu em Portugal?
O preço dos combustíveis desceram proporcionalmente? Não!
O mesmo não acontece quando o petróleo sobe...
Porquê?
É o mercado a funcionar?
A favor de quem?
Do desenvolvimento do país não é seguramente.
Da maioria dos portugueses também não.
Não vislumbramos nenhuma acção determinada do governo para contrariar esta situação.
Provavelmente acham que está tudo a correr dentro da normalidade...
Triste normalidade esta, que invadiu Portugal.
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18 de julho de 2008
comprar tudo feito
Em fase de expansão da estratégia de festas e feiras da CMAS - já que não há obra que se veja - tem sido dado grande destaque à festa da juventude e outras festarolas.
Comprovando a grande incapacidade da CMAS em conceber, estruturar, organizar e realizar o que quer que seja, a festa da juventude terá a contribuição fundamental de uma empresa de fora -a kalimodjo.
Não temos nada contra empresas, nem contra as pessoas de fora.
Só não entendemos o motivo para comprar tudo feito. Em vez de se fazer em casa aquilo que os recursos disponíveis permitem. Com trabalho e saber, é certo.
Esta contínua opção da CMAS confirma que há dinheiro. Mas será este o melhor destino a dar-lhe?
Já se imaginou a contratar, uma empresa especializada, para celebrar cada um dos aniversários na sua familia, de forma a impressionar os vizinhos? Não escolheria outra opção mais sensata e mais vantajosa? Porque será que a CMAS não faz o mesmo? Com feiras, festas e bolos tentam esconder o quê?...
Façam obra que se veja.
E mudem o rumo da nossa terra, em direcção ao desenvolvimento!
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... de meia tijela
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sejam bonzinhos, colaborem!
O Presidente da República pediu aos cidadãos nacionais que "não baixem os braços".
17/7/2008 em Celorico de Basto
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14 de julho de 2008
a escola de que nós precisamos
- foram avaliados 5 parâmetros
- a avaliação podia variar de 1 - Não Satisfaz até 4 - Muito Bom
- parâmetro "linhas orientadoras e padrões de qualidade" - classificação:1-Não.Satisfaz
- parâmetro "planeamento e implementação das actividades de auto-avaliação" - classificação:1-Não.Satisfaz
- parâmetro "planeamento e implementação de acções de melhoria" - classificação:1-Não.Satisfaz
- parâmetro: "recursos humanos" - classificação:2-Satisfaz
- parâmetro: "recursos financeiros e físicos" - classificação:2-Satisfaz
Ou seja, embora os recursos (humanos, financeiros e físicos) sejam satisfatórios os restantes resultados são 100% negativos (todos 1 - Não Satisfaz).
Acontece que, o mesmo estudo já tinha sido realizado pela mesma entidade há dois anos lectivos atrás. Nessa altura foram considerados 9 parâmetros. Todos eles tiveram avaliação 1 - Não Satisfaz com excepção para os "recursos humanos" e os "recursos financeiros e físicos" avaliados com 2 - Satisfaz. Repetiu-se o insucesso!
Não se verificou, segundo estes relatórios, uma reacção positiva da Escola em tempo útil (relativamente aos processos identificados). Não houve sequer 1 parâmetro que saísse da situação de Não Satisfaz (o mais baixo degrau da classificação)!
Isto é inquietante. Principalmente quando conjugado com outros aspectos inerentes ao processo educativo (alguns já abordados aqui, no Alcácer do Sol).
É necessário mudar.
Precisamos duma escola que lidere processos de mudança, com lealdade, competência e capacidade de sacrifício. Que valorize o mérito e o esforço, sem autoritarismos bacocos e com o envolvimento de todos, aceitando a diversidade em vez de procurar unanimismos. Que forme jovens responsáveis e capazes de enfrentar, com sucesso, os desafios do futuro.
Precisamos duma escola em que os alunos sintam prazer naquilo que fazem. E que ajam duma forma activa, com curiosidade permanente e espírito de iniciativa, na busca de resultados concretos. Que se orgulhem dos resultados que alcançam, individual e colectivamente. Que não estudem por estudar, nem trabalhem por trabalhar. Que sejam fiéis a si mesmos, críticos e interventivos.
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imagem do interior da escola
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13 de julho de 2008
outra vez ?!...
A folha de Alcácer de Junho de 2008 anunciava, na página 4, as obras que estavam a decorrer na estrada de Casebres. Acontece que, em Outubro de 2007, um documento emitido pela CMAS, referia esta mesma obra. E acrescentava que a Câmara pretendia reparar a estrada até ao final do ano (2007).
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12 de julho de 2008
robinho dos petróleos
Toda a gente sabia. Mas, oficialmente, nunca tinha sido assumido.
O governo acabou por confirmar que a Galp beneficia de acções especulativas. Chamou-lhe lucros extraordinários. Calculou-os. O resultado ultrapassou os 400.000.000,00 €uros só para 2008. 
Esta crise não é, seguramente, para todos. Durão Barroso liberalizou o preço dos combustíveis assegurando que a medida permitiria baixar os preços. Perante os factos, ficamos sem saber se Durão Barroso se enganou, se foi enganado ou ambas as coisas.
Eis então que o actual governo decide agir para corrigir a situação. E resolve cobrar uma taxa de 25% sobre estes lucros extraordinários. Ou seja, cobra cerca de 110.000.000,00 €uros à petrolífera. E deixa-lhe, para seu próprio regalo, a modesta quantia de 330.000.000,00 €uros, cobrados aos clientes finais de forma pouco aceitável.
A especulação compensa! E Portugal perde em todos os aspectos.
Temos um governo à medida das empresas, que relega para plano secundário a maioria dos cidadãos (excepções para os muito ricos e os muito pobres...).
Nós vamos continuar a pagar o combustível a preços especulativos.
A realidade não vai mudar. Nem para a grande maioria dos Portugueses, nem para a Galp.
Vejamos, novamente, o detalhe dos preços dos combustíveis (pode ler outro artigo do Alcacer do Sol, sobre este assunto, publicado em 23/4/2008).
Em 2002, o petróleo comercializava-se no mercado internacional a 77 €uros o barril.
Actualmente, o petróleo comercializa-se, no mesmo mercado, a cerca de 89 €uros o barril. (*)
Isto corresponde a um aumento de apenas 16 % desde 2002 até hoje - 6 anos!
E nós, nas bombas, pagamos aumentos escandalosamente superiores em nome de quê?
Não é nome de Portugal, nem do seu desenvolvimento.
É em nome dum mercado.
Porque os interesses das empresas não podem ser atacados.
Princípio oposto é aplicado aos cidadãos, sempre que são revistos os seus direitos (excepção para os muito pobres, não vão eles perder a cabeça e fazerem disparates - o que seria uma chatice).
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(*) - atendendo a que a cotação do dólar ronda os 1,57 €uros e que o preço do petróleo anda à volta dos 140 dólares por barril
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levante-se do chão
O Notícias do Litoral desta semana publicou um artigo de opinião assinado pelo Vice Presidente João Massano.
Lemos o artigo com atenção. Gostamos de saber o que têm para nos dizer as pessoas que dirigem os destinos de Alcácer do Sal.
Não descobrimos nada de relevante.
Explicamos porquê.
Todos sabemos que Alcácer permanece num abominável estado de estagnação. Isto não é novidade para quem quer que seja.
Perante este cenário, qual foi o caminho escolhido pelo autor do artigo? Confirmar esta evidência, agarrando-se ao passado tentando encobrir aquilo que não se faz por cá.
Esta é, em nossa opinião, a posição dos fracos, dos impotentes e incapazes.
O que nós precisamos é de pessoas com capacidade de visão e de concretização. Precisamos de conceber e executar obras concretas, materiais e coerentes que invertam a actual situação.
Precisamos de falar, projectar e agir colectivamente em direcção ao futuro.
O passado já foi. O futuro começa agora.
Com choros e choradinhos não vamos lá.
Mas com vontade, saber e inteligência podemos alterar esta actual desolação que é Alcácer do Sal.
Sejamos concretos (falamos do artigo referido):
- É apresentada a questão do envelhecimento e do decréscimo da população. A questão é importante. Mas falta uma resposta: que medidas concretas, realistas e eficazes é que o actual executivo implementou, nestes quase 3 anos de mandato, para inverter esta situação? E que medidas está neste momento a estudar para levar a efeito a curto, médio e longo prazo?
- É apresentada a questão do analfabetismo. Pois bem, a grande maioria dos analfabetos tem muito mais de 30 ou 40 anos. Mas, lendo o artigo, fica a sensação que este indicador se deve às políticas pós 25 de Abril. E que, nesta questão, o regime da ditadura não teve responsabilidade no facto. Isto é querer tapar o sol com a peneira.
- Ainda sobre o analfabetismo, que agora, no século XXI, evoluiu para iliteracia. Quando se fecham escolas pelo concelho fora, quando se obrigam os alunos de 10 anos (e mais) a saírem de casa antes das 08:00 da manhã para só regressarem ao pôr-do-sol, quando se prometem obras nas escolas e não cumprem as promessas, quando cada vez mais alunos optam por escolas exteriores ao concelho e não se reage, quando aparecem os programas das novas oportunidades como sendo uma grande solução para o processo educativo da nossa população, quando falta repetidamente papel, tinteiros e outro material nas escolas do 1º ciclo, etc., etc. quando tudo isto acontece com a anuência do actual executivo camarário, que legitimidade fica para se desculparem com outros? Será assim que se vai reduzir a iliteracia na nossa terra?
- A falta de empresas sediadas no concelho é outro aspecto importante que também é abordado. Mas aqui também se repete a pergunta feita no ponto 1. Que fez este executivo, de concreto, aplicável e realista para permitir captar empresas de média e grande dimensão? Quantas empresas já trouxeram para o concelho? E quantas deixaram fugir, por falta de condições? E que acções estão a desenvolver para tornar esta terra realmente atractiva do ponto de vista empresarial? Conhecemos o mundo empresarial. Até agora estamos desiludidos com as acções de fachada que temos visto.
Observemos outros factos, outras perspectivas, da realidade do nosso concelho.
Este executivo aceitou, obedientemente, um investimento público (PIDAC) de 4.500 €uros para o Concelho em 2008. Já que estamos em maré de comparações, lembremo-nos que a Grândola foi atribuída a verba de, pelo menos, 7.900.000,00 €uros (no mesmo programa no mesmo ano). Porque não falar em corrigir e compensar este facto, que só pode ser um erro?
O QREN está a decorrer há já algum tempo. Não seria preferível falar das candidaturas que já foram apresentadas? Há programas em que a entrega de candidaturas já encerrou. Porque não se concentram energias nesta importante forma de financiamento para projectos estruturantes? Onde está a visão?
Falta pouco mais de um ano para as próximas eleições autárquicas. Porque não se fala nos objectivos que falta atingir, até ao fim do mandato, para que fiquem cumpridas as promessas eleitorais?
Um mandato - 4 anos - é insuficiente para resolver os nossos grandes problemas. Porque não se trabalha, abertamente, num projecto a longo prazo, que responda às debilidades actuais e tire partido da situação em que estamos inseridos. Porque não nos concentramos em transformar as nossas fraquezas em fortalezas, em vez de nos lamentarmos? O Plano estratégico já apresentado está mal concebido, foi mal discutido e não está suficientemente desenvolvido. Para além disso deveria ser um documento de análise e avaliação contínua. O que não acontece. Desta forma, as mudanças necessárias jamais ocorrerão em tempo aceitável e de forma positiva.
Já criticámos, no passado, muitas acções dos antigos executivos. Mas o passado já passou. O que agora nos interessa é o futuro. Estamos fartos de ouvir discursos de políticos que tentam encobrir as suas incapacidades com heranças recebidas. É lógico que o passado condiciona o presente e o futuro. Isso sempre assim foi e sempre assim será. Em todas as situações. Mas isso não pode ser impeditivo de se apresentarem e discutirem ideias, planos, projectos e acções concretas. Porque, tal como o Presidente Paredes afirmou, "há dinheiro e o executivo anterior não nos deixou uma situação financeira complicada". Ou seja, não há espaço para desculpas!
Mas, acções concretas são coisas que este executivo quase não tem para apresentar. Sem falta de dinheiro e com uma maioria absoluta têm feito pouco, muito pouco, e ineficientemente. Remedeiam o facto quando conseguem comprar tudo feito, geralmente a empresas de fora. Disfarçam com feiras e festas, desprezando acções estruturantes para o concelho. Desperdiçam oportunidades. Não traçam rumos, não definem orientações. Navegam à vista.
É por estes motivos que, sem obra para apresentarem, insistem teimosamente em desculpar-se com o passado.
Mas, a solução do problema está no futuro!
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11 de julho de 2008
onde param os excedentes?
Portugal.
Pagaram-nos para arrancar as nossa vinhas e os nossos olivais; nós obedecemos.
Pagaram-nos para não semearmos as nossas terras; nós obedecemos.
Multaram-nos por produzirmos, em excesso, leite e seus derivados; nós reduzimos a produção.
Voltaram a pagar-nos para abatermos as nossas traineiras; nós obedecemos.
Criamos um défice monstruoso, umas vezes a satisfazermos cunhas, outras vezes para não nos chatearmos, mas sempre com uma dose de negligência assustadora. Mandaram-nos controlar o défice e nós fizemo-lo, como se nada mais houvesse para além dele.
Acabámos por fechar a nossa siderurgia; queríamos o melhor para o país.
Destruímos a formação de técnicos intermédios em nome de novas políticas de educação.
Tivemos muitas outras ajudas, em nome do desenvolvimento sustentado e do progresso.
Hoje,
A maior parte do peixe que compramos é importado;
Passámos de exportadores a importadores de leite - somos deficitários;
Importamos cada vez mais cereais, e cada vez mais caros;
Há uma crise generalizada nos produtos alimentares com reflexos directos na nossa vida;
A nossa indústria é apenúria que se vê - excepção para a autoeuropa (que sózinha representa 2% do PIB) e mais uma dúzia de empresas.
O desemprego mantém-se teimosamente alto.
Temos falta de recursos humanos qualificados.
Mas temos serviços, muitos serviços, muita actividade no ramo imobiliário, muito marketing, muita conversa fiada, muito futebol e televisão qualidade duvidosa.
E poucos resultados.
É assim há anos e anos a fio.
Agora aparece uma crise internacional e não estamos preparados para a enfrentar. Pagamo-lo caro. Muito caro.
Onde está a coerência?
Terá tudo isto aparecido, assim de repente, como que saído do nada?
Não foi possível prever que esta história ainda acabava mal? ...para Portugal.
É possível fazer mais e melhor.
É preciso acreditarmos. E mudarmos!
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novamente excluídos
Ontem, na assembleia da república, o governo anunciou uma nova medida para combater a crise.
Pelo que entendemos, a medida pretende atenuar o efeito do aumento especulativo dos combustíveis.
Desta forma, o governo decidiu criar qualquer coisa como um passe social escolar. Destina-se a jovens, tem início no próximo ano lectivo e permite uma redução substancial no preço dos transportes.
Acontece que, à semelhança duma outra medida recente do governo - o congelamento do preço dos passes sociais - esta medida parece não ter aplicação no nosso concelho.
Porque será que não merecemos um tratamento igual aos habitantes de Lisboa e do Porto (locais onde esta medida se aplica)?
Somos, há já muitas décadas, vítimas do ostracismo dos sucessivos governos de Portugal. Este não é excepção - vejam as verbas atribuídas ao nosso concelho no PIDAC deste ano, com a submissão total do executivo camarário.
Porque razão não somos tratados em pé de igualdade com os Portugueses de outras regiões?
Que mal teremos feito para continuarmos a ser sucessivamente discriminados?
Precisamos dum líder capaz de defender efectivamente os interesses de Alcácer do Sal. Precisamos duma equipa ambiciosa, dinâmica e capaz a gerir os destinos da nossa terra. Precisamos de cumprir as nossas obrigações e fazer valer os nossos direitos. O que é exactamente oposto às atitudes visíveis de submissão, apatia e resignação que o actual executivo camarário apresenta. Com excepção para as feiras e as festas. Mas são poucos, muito poucos, os que governam a sua vida com as feiras e as festas.
É possível fazer mais e melhor!
.................................................................................
NOTA:
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10 de julho de 2008
estorias de ricos
Os 8 países mais ricos do mundo - G8 - juntaram-se, uma vez mais, para acertar estratégias na condução dos destinos do planeta. Desta vez foi no Japão.
Decidiram abordar o problema da crise alimentar. A subida dos preços do alimentos com o agravamento da fome no mundo preocupava-os. Na discussão envolveram os líderes da Etiópia, Tanzânia e Senegal, países em que a fome é crítica, entre muitos outros.
No final das discussões houve espaço para conviver e jantar.
Regalaram-se com uma sumptuosa refeição composta por 24 diferentes pratos, vários vinhos e muito luxo, tendo antecipadamente excluído os representantes da Etiópia, Tanzânia e Senegal, com quem tinham estado reunidos...
Depois disto, que resultados se podem esperar da preocupação desta gente rica?...
...diz quem não é cego: os mesmos de sempre.
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apontar a um alvo; acertar no outro...
A Câmara de Alcácer anunciou, há alguns meses, um processo inovador para a irradicação dos mosquitos.
Envolvia uma empresa estrangeira e tecnologia inovadora para alcançar os objectivos propostos.
No decorrer da campanha descobriu-se que essa acção não contemplava Alcácer do Sal cidade. O alvo era a zona da Comporta. Enfim, nada inesperado...
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