31 de agosto de 2008

as férias chegam ao fim


Terminam as férias.
O Alcácer do Sol retoma naturalmente a sua actividade.
Neste regresso vamos falar de algumas questões relativas ao período estival. Vejamos uma perspectiva pessoal deste período, centrada em questões globais.

Retomaremos as questões locais logo a seguir!


No último dia de Julho, Cavaco Silva fez uma comunicação ao país. Começou com um mistério - o tema da conversa. Este tabu, que durou um dia, mobilizou os Portugueses. Estes, compreensivelmente preocupados, esperavam (e esperam) por algo que os ajude a superar uma crise longa e angustiante. E pararam para escutar. Poucos perceberam a mensagem. Quem a ouviu, leu e releu continuou sem perceber. Afinal de contas o nosso presidente está preocupado com a sua perda de poderes? É desprestigiante ouvir determinadas entidades públicas antes de tomar uma decisão política? O diálogo e a democracia não são conciliáveis? Continuará o Presidente a pensar que nunca se engana e raramente tem dúvidas? Os factos reais contradizem claramente esta crença...

Porque será que o nosso presidente dá tanto relevo à questão processual dos Açores e mal se pronuncia sobre os verdadeiros problemas dos Portugueses? Nós andamos a lutar contra uma crise que se arrasta desde o início do século. Não se vislumbra uma luz ao fundo do túnel. E isto é secundário em relação ao estatuto dos Açores?

Posteriormente, o Presidente da República decidiu interditar o espaço aéreo no local em que passava férias, no Algarve. Haveria alguma ameaça terrorista? Parece que não. Pelo que pudemos entender, estava em causa o seu conforto pessoal. Perante a lei somos todos iguais e temos todos os mesmos direitos. Mas sempre há uns mais iguais do que outros... por estar em causa, provavelmente, o desenvolvimento de Portugal.

Já na recta final das férias, Cavaco Silva vetou a lei do divórcio. Ele acha mais justo dificultar o divórcio a uma pessoa que seja vítima de violência doméstica e tenha uma relação matrimonial indesejada. E este veto aparece em nome da defesa da vítima!... Tudo isto se enquadra com o pensamento de que o casamento tem, como função principal, a procriação. Enfim...


Agosto manteve a tendência violenta dos últimos tempos. Foram muitos os assaltos, as perseguições, os tiros e as vidas perdidas. O sentimento de insegurança alastrou a todo o país. Na justiça mantém-se a conflitualidade entre vários sectores. Tarda em aparecer uma liderança capaz de controlar a situação, proporcionando um ambiente de estabilidade e cooperação, necessários à resolução dos seus problemas estruturais. A Justiça continua a funcionar muito deficientemente. Com graves prejuízos para Portugal e para os Portugueses.

A segurança é um dos factores básicos para o desenvolvimento do País, promessa tantas vezes repetida e sem resultados à vista. Até quando? Neste cenário, Sócrates tem estado estranhamente silencioso. Ainda em Dezembro andava tão interventivo (lembram-se do show do Tratado de Lisboa?).

O preço do petróleo desceu significativamente nos mercados internacionais. Dos 140 dólares por barril baixou até aos 113 dólares. Uma redução que, na altura, rondou os 18%. Para o consumidor final, o preço também desceu, mas a outro ritmo... muito, muito menor (uma descida de 18% sobre 1,50€ dá qualquer coisa como 27 cêntimos). Porquê? Questões que não merecem a intervenção do Presidente da República nem do Governo... Entretanto, na Madeira, o governo regional decidiu intervir na liberalização do preço dos combustíveis. O que prova que há outras soluções disponíveis. Desde que haja vontade... ou capacidade para enfrentar os interesses instalados na defesa dos interesses nacionais.

Os meteorologistas previram um verão muito quente. O que não se verificou até ao momento. São previsões, como tal passíveis de erro. O mesmo se tem passado com as previsões da inflação. Restou-nos aceitar um verão ameno da mesma forma que somos forçados a aceitar actualizações salariais abaixo da inflação. Já é assim há muitos anos. Com a diferença de que o erro, na inflação, é sempre para o mesmo lado. Estranhas coincidências... Também aqui nos querem convencer de que não há nada a fazer e que nos resta aceitar, obedientemente, este fenómeno repetitivo... é o nosso mercado. O governo Espanhol, perante uma crise assumida, e contra as recomendações do FMI, faz exactamente o contrário... porque há outras soluções, porque há outras formas de estar na vida.

Com um verão ameno, os incêndios foram menos frequentes. Ou será que, nos anos anteriores, já ardeu tudo o que havia para arder? Para quem dirige, o importante é que este é um motivo válido para auto-elogios. Facto importante numa sociedade em que a aparência prevalece sobre a realidade.


Os Jogos Olímpicos de 2008 voltaram a mostrar que o desporto e os atletas são usados, prioritáriamente, para alcançar objectivos políticos. O desporto e as pessoas vêm depois...

A China tem ambições mundiais. Não se coibiu de forjar imagens televisivas, com recurso a técnicas informáticas, na cerimónia de abertura. Houve imagens que foram deliberadamente manipuladas. A voz duma menina chinesa (que preenchia os requisitos sonoros) foi difundida na cerimónia de abertura. Mas a menina cantora foi substituída por outra, porque a sua aparência física não satisfazia os padrões estéticos dos dirigentes chineses. A luta pelas medalhas, com a China e os EUA a degladiarem-se, escondeu muitos outros aspectos dignos de relevo numa competição desportiva. O mundo ocidental, que tanto se horroriza com alguns regimes mundiais não democráticos (Iraque, Afeganistão, Coreia do Norte... só para falar de alguns mais badalados) não teve coragem de abordar claramente a questão dos Direitos Humanos na China, onde são clara e frequentemente violados. Privilegiaram-se as questões económicas em detrimento das pessoas. Uma vez mais...

Na representação Portuguesa o destaque vai para as medalhas conquistadas e para o péssimo trabalho realizado pelos dirigentes, a começar pelo presidente do Comité Olímpico Português. O caricato vai para o facto de um clube Português ter tido mais atletas medalhados do que Portugal...


No Cáucaso, a Geórgia decidiu atacar a Ossétia do Sul e reintegra-la. Acontece que a Ossétia já vivia independente da Geórgia desde o início dos anos 90... Que se terá passado na mente do presidente Georgiano? Os Russos esmagaram-nos com uma incrível facilidade enquanto o esperado apoio dos EUA, da Nato e da UE se ficou pelas palavras. Tudo isto era espectável. Erro de cálculo ou ingenuidade? Não dá para entender. As actuações dos Russos são criticáveis? Claro que sim! Mas quem tem legitimidade para o fazer, depois daquilo que se tem visto no Iraque, no Afeganistão, no Kosovo, no Paquistão, ...? Porque será que os princípios que fundamenaram a independência do Kosovo não se aplicam à Ossétia? A história está para durar. A ganância em dominar o mundo traz custos elevados. Regressam os grandes investimentos mundiais em armamento... Aumenta o risco duma guerra planetária... Não é disto que os Humanos precisam.

Foi divulgado que, no Brasil, nos últimos 4 anos, 10% da população saiu da situação de pobreza e alcançou o patamar da classe média. Uma evolução positiva que merece destaque. Em Portugal a tendência é oposta. A classe média vai diminuindo continuamente enquanto o número de pobres aumenta. Em termos de distribuição de riqueza mantemos uma vergonhosa posição na Europa. O Brasil mostra-nos que afinal é possível fazer diferente, mantendo o crescimento económico. Desde que haja vontade...

Enfim, as férias estão a acabar...

1 de agosto de 2008

férias

29 de julho de 2008

é o mercado...

A 11 de Julho, o petróleo comercializava-se no mercado internacional a 147,50 dólares / barril.

Duas semanas depois, a 25 de Julho, o preço descia para 124,31 dólares / barril.

Ou seja, o preço do petróleo desceu 23,19 dólares por barril.
Isto corresponde a uma redução de 16% .

Compare esta variação com a evolução dos preços dos combustíveis em Portugal.
(16% de 1,50€ dá 24 cêntimos...)

Pode também comparar o tempo de reacção da Galp consoante os preços sobem ou descem...

É o mercado...
Foi para isto que liberalizaram o preço dos combustíveis?
Afinal quem é que ficou beneficiado?
Portugal? Como?

bombeiros

Os Bombeiros de Alcácer do Sal necessitam e merecem melhores condições para desempenharem a sua nobre tarefa.

Todos nós necessitamos dos Bombeiros e desejamo-los cada vez mais eficientes no apoio que nos dão no dia a dia.

As actuais instalações são evidentemente deficitárias. Esta é uma opinião que julgamos ser unânime.
Mas tarda em aparecer um novo quartel de Bombeiros de Alcácer do Sal por impedimentos legais que cabe à CMAS resolver. Consciente disso, o actual executivo meteu a mão no problema e decidiu tentar resolvê-lo. A promessa foi feita há já muitos, muitos meses...

A solução correcta passava por alterar o PDM. Com esta medida podia-se resolver o problema dos bombeiros e muitos outros que afectam a nossa terra. É um trabalho longo, profundo, denso e de extrema importância. Mas não. Não se mexeu no PDM. Este executivo demonstrou falta de visão e falta de determinação para enfrentar tarefas de maior dificuldade. O que é, inegavelmente, um erro clamoroso que trará custos elevados no futuro.

Alternativamente, este executivo camarário decidiu contornar o problema através dum Plano de Urbalização. É como fazer um pequeno remendo numa manta esburacada. É um processo claramente mais simples pelo que se depreende que também fosse mais rápido. Mas nem isto conseguiram fazer em tempo útil. O presidente já confirmou que não há falta de dinheiro. Que terá faltado?
Falharam outra vez!

Enquanto tudo isto não se resolvia, o tempo foi passando e o prazo de candidatura a financiamento foi-se aproximando. A solução legal para a construção do novo quartel de bombeiros não aparecia !

Mas, de remendo em remendo, começou por se abandonar o PDM, para depois se abandonar o Plano de Urbanização e agora suspender-se o PDM (no local do futuro quartel de Bombeiros). É um atropelo em cima de outro atropelo. O descrédito duma organização. O vazio empreendedor duma equipa. Isto parece uma aldrabice.

Mas ainda bem que a CCDR-A aceitou uma solução.
Porque todos nós queremos um novo Quartel moderno e funcional.
Pior seria perdermos esta oportunidade de financiamento.


Acreditamos que, com este nível de desempenho da Câmara, outros financiamentos disponíveis no QREN se perderão. Para sempre... As boas oportunidades escasseiam. Não se podem desperdiçar! A evolução de que tanto necessitamos não se alcança com negligência.

Mais um triste exemplo da forma como o executivo camarário conduz os destinos de Alcácer do Sal. Perante o próximo obstáculo imposto por um PDM antigo e desactualizado, o que irão fazer?

bora lá mudar... porque assim não vamos lá!

26 de julho de 2008

um pensamento de Obama

Obama, candidato democrata à presidência norte americana, em digressão europeia, conversou em Londres com Brown (1º ministro inglês).
Aí, ao falar para ingleses sobre a intervenção no Iraque e no Afeganistão, referiu: "...penso que o povo americano está agradecido pela ajuda que foi dada".
Ficamos com dúvidas sobre tão profundo pensamento.
Aquela invasão / guerra não avançou contra as recomendações das Nações Unidas?
Já terão descoberto as armas de destruição maciça?
Conseguiram descobrir as ligações próximas entre o Saddam e a Al Qaeda?
Se bem que ainda não tenham conseguido apanhar o Bin Laden, pelo menos conseguiram enforcar o Saddam. E o Iraque, que era uma ditadura, passou a ser um regime militar em guerra civil, o que é uma evolução, pelos vistos, assinalável. Isto ajudou a subida do preço dos combustíveis, assim como o desenvolvimento da indústria de armamento, da construção e do petróleo. A desestabilização da região também cresceu de forma assinalável.
Entretanto, outras ditaduras tão deploráveis como a do Saddam, continuam pacificamente a sua acção, muitas vezes com o apoio explícito dos polícias do mundo.
A produção e o tráfico de droga no Afeganistão também tem crescido em ritmo elevado nos últimos anos. Os talibans continuam a ganhar força e o seu domínio cresce contínua e sustentadamente.
Enquanto Guantanamo não cumpre, há já tanto tempo, as mais elementares leis do direito internacional. Excepções sem qualquer lógica ou explicação aceitável. As leis aplicam-se de acordo com as conviniências? Ou haverá leis secretas que estão fora do conhecimento público?
Já poucos perdem tempo a falar de Bush. A não ser para o classificarem como o pior presidente americano de sempre. Enquanto isso, Obama tem aparecido como uma nova esperança... empenhado na luta contra o terrorismo e agradecido pelas ajudas prestadas.
Mas como é que alguém pode pensar em agradecer a participação de quem quer que seja em tanta mentira, em tamanho fracasso?
Os factos falam por si...








































autismo?

Na última semana o dólar voltou a desvalorizar. A cotação chegou aos 1,6038 €uros. Um máximo histórico.
Na última semana o preço do petróleo manteve uma descida que já vinha das semanas anteriores. Comercializou-se a menos de 125 dólares o barril. Esteve a 140 ainda não há muito tempo... Este facto associado à desvalorização do dólar originou uma descida muito significativa no preço do crude.


Perante isto, que aconteceu em Portugal?
O preço dos combustíveis desceram proporcionalmente? Não!
O mesmo não acontece quando o petróleo sobe...
Porquê?
É o mercado a funcionar?
A favor de quem?
Do desenvolvimento do país não é seguramente.
Da maioria dos portugueses também não.
Não vislumbramos nenhuma acção determinada do governo para contrariar esta situação.
Provavelmente acham que está tudo a correr dentro da normalidade...
Triste normalidade esta, que invadiu Portugal.

18 de julho de 2008

comprar tudo feito

Em fase de expansão da estratégia de festas e feiras da CMAS - já que não há obra que se veja - tem sido dado grande destaque à festa da juventude e outras festarolas.

Comprovando a grande incapacidade da CMAS em conceber, estruturar, organizar e realizar o que quer que seja, a festa da juventude terá a contribuição fundamental de uma empresa de fora -a kalimodjo.
Não temos nada contra empresas, nem contra as pessoas de fora.
Só não entendemos o motivo para comprar tudo feito. Em vez de se fazer em casa aquilo que os recursos disponíveis permitem. Com trabalho e saber, é certo.
Esta contínua opção da CMAS confirma que há dinheiro. Mas será este o melhor destino a dar-lhe?

Já se imaginou a contratar, uma empresa especializada, para celebrar cada um dos aniversários na sua familia, de forma a impressionar os vizinhos? Não escolheria outra opção mais sensata e mais vantajosa? Porque será que a CMAS não faz o mesmo? Com feiras, festas e bolos tentam esconder o quê?...

Façam obra que se veja.
E mudem o rumo da nossa terra, em direcção ao desenvolvimento!

... de meia tijela


Em tempo de crise aguda e prolongada em Portugal, nem todos estão desapontados.
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Um exemplo apenas.
Francisco Van Zeller, patrão dos patrões (chefe da CIP - confederação dos industriais portugueses), não tem dúvidas e, acerca do novo código do trabalho, afirma:
"Vieira da Silva [ministro do trabalho] fez melhor do que um governo de direita".
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No polo oposto, o daqueles que dependem do seu trabalho para sobreviverem com dignidade, escutam-se comentários críticos e preocupantes.
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Uma coisa é certa. É estranho haver um acordo, entre duas partes, em que apenas uma sai ganhadora. Ou seja, com a introdução da nova lei, uma das partes não vai ganhar nada, em nenhum dos aspectos. Razão para se perguntar: como foi possível os perdedores concordarem?
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Com dinheiro, com muito dinheiro, e ainda mais dinheiro, conseguem-se coisas inimagináveis. Há quem o tenha para investir. O troco aparecerá mais tarde, como sempre...
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Socialismo de ...

sejam bonzinhos, colaborem!

O Presidente da República pediu aos cidadãos nacionais que "não baixem os braços".
17/7/2008 em Celorico de Basto

14 de julho de 2008

a escola de que nós precisamos

A Escola Secundária tem sido alvo duma atenção especial, desde há uns tempos para cá.
Estamos de acordo de que a Escola seja debatida, apoiada e estimulada.
Há muito a fazer.
Resta saber se aquilo que está a ser feito vai ao encontro das necessidades dos nossos estudantes em particular e da comunidade em geral.

Há dúvidas sobre o assunto.
Falemos hoje dum facto concreto.

No ano lectivo anterior, o Ministério da Educação, através da Inspecção-Geral da Educação, realizou um estudo na ESAS sob o tema "Efectividade da Auto-Avaliação das Escolas".
A autonomia duma escola só é possível se existir um sólido processo de autoavaliação. Só assim é possível identificar os aspectos menos positivos, agindo de forma a inverter a situação. Só assim é possível identificar os processos que correm bem e aplicar as boas práticas noutros processos da vida escolar. Só assim é possível ser, responsavelmente, autónomo.

Acontece que o relatório da Inspecção-Geral da Educação produziu resultados preocupantes. Ei-los:
  1. foram avaliados 5 parâmetros
  2. a avaliação podia variar de 1 - Não Satisfaz até 4 - Muito Bom
  3. parâmetro "linhas orientadoras e padrões de qualidade" - classificação:1-Não.Satisfaz
  4. parâmetro "planeamento e implementação das actividades de auto-avaliação" - classificação:1-Não.Satisfaz
  5. parâmetro "planeamento e implementação de acções de melhoria" - classificação:1-Não.Satisfaz
  6. parâmetro: "recursos humanos" - classificação:2-Satisfaz
  7. parâmetro: "recursos financeiros e físicos" - classificação:2-Satisfaz

Ou seja, embora os recursos (humanos, financeiros e físicos) sejam satisfatórios os restantes resultados são 100% negativos (todos 1 - Não Satisfaz).

Acontece que, o mesmo estudo já tinha sido realizado pela mesma entidade há dois anos lectivos atrás. Nessa altura foram considerados 9 parâmetros. Todos eles tiveram avaliação 1 - Não Satisfaz com excepção para os "recursos humanos" e os "recursos financeiros e físicos" avaliados com 2 - Satisfaz. Repetiu-se o insucesso!

Não se verificou, segundo estes relatórios, uma reacção positiva da Escola em tempo útil (relativamente aos processos identificados). Não houve sequer 1 parâmetro que saísse da situação de Não Satisfaz (o mais baixo degrau da classificação)!

Isto é inquietante. Principalmente quando conjugado com outros aspectos inerentes ao processo educativo (alguns já abordados aqui, no Alcácer do Sol).

É necessário mudar.

Precisamos duma escola que lidere processos de mudança, com lealdade, competência e capacidade de sacrifício. Que valorize o mérito e o esforço, sem autoritarismos bacocos e com o envolvimento de todos, aceitando a diversidade em vez de procurar unanimismos. Que forme jovens responsáveis e capazes de enfrentar, com sucesso, os desafios do futuro.

Precisamos duma escola em que os alunos sintam prazer naquilo que fazem. E que ajam duma forma activa, com curiosidade permanente e espírito de iniciativa, na busca de resultados concretos. Que se orgulhem dos resultados que alcançam, individual e colectivamente. Que não estudem por estudar, nem trabalhem por trabalhar. Que sejam fiéis a si mesmos, críticos e interventivos.

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imagem do interior da escola

13 de julho de 2008

outra vez ?!...

A folha de Alcácer de Junho de 2008 anunciava, na página 4, as obras que estavam a decorrer na estrada de Casebres.

Acontece que, em Outubro de 2007, um documento emitido pela CMAS, referia esta mesma obra. E acrescentava que a Câmara pretendia reparar a estrada até ao final do ano (2007).



O final de 2007 já passou há muito tempo.
Em Junho, segundo o folheto da CMAS, a obra ainda estava a decorrer.
Falharam. Mais uma vez!...

12 de julho de 2008

robinho dos petróleos

Toda a gente sabia. Mas, oficialmente, nunca tinha sido assumido.
O governo acabou por confirmar que a Galp beneficia de acções especulativas. Chamou-lhe lucros extraordinários. Calculou-os. O resultado ultrapassou os 400.000.000,00 €uros só para 2008.
Esta crise não é, seguramente, para todos. Durão Barroso liberalizou o preço dos combustíveis assegurando que a medida permitiria baixar os preços. Perante os factos, ficamos sem saber se Durão Barroso se enganou, se foi enganado ou ambas as coisas.

Eis então que o actual governo decide agir para corrigir a situação. E resolve cobrar uma taxa de 25% sobre estes lucros extraordinários. Ou seja, cobra cerca de 110.000.000,00 €uros à petrolífera. E deixa-lhe, para seu próprio regalo, a modesta quantia de 330.000.000,00 €uros, cobrados aos clientes finais de forma pouco aceitável.
A especulação compensa! E Portugal perde em todos os aspectos.

Temos um governo à medida das empresas, que relega para plano secundário a maioria dos cidadãos (excepções para os muito ricos e os muito pobres...).
Nós vamos continuar a pagar o combustível a preços especulativos.
A realidade não vai mudar. Nem para a grande maioria dos Portugueses, nem para a Galp.

Vejamos, novamente, o detalhe dos preços dos combustíveis (pode ler outro artigo do Alcacer do Sol, sobre este assunto, publicado em 23/4/2008).
Em 2002, o petróleo comercializava-se no mercado internacional a 77 €uros o barril.
Actualmente, o petróleo comercializa-se, no mesmo mercado, a cerca de 89 €uros o barril. (*)
Isto corresponde a um aumento de apenas 16 % desde 2002 até hoje - 6 anos!
E nós, nas bombas, pagamos aumentos escandalosamente superiores em nome de quê?
Não é nome de Portugal, nem do seu desenvolvimento.
É em nome dum mercado.
Porque os interesses das empresas não podem ser atacados.
Princípio oposto é aplicado aos cidadãos, sempre que são revistos os seus direitos (excepção para os muito pobres, não vão eles perder a cabeça e fazerem disparates - o que seria uma chatice).
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Que fará o governo relativamente a outros produtos que também são vítimas de ataques especuladores? Falamos, por exemplo, dos produtos alimentares e de algumas matérias-primas.
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Que fará o governo às empresas que pagam uma taxa de IRC que é menos de metade da taxa cobrada à generalidade das empresas? Falamos, por exemplo, do sector bancário.
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Que fará o governo para defender os interesses dos cidadãos e o desenvolvimento do país?

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(*) - atendendo a que a cotação do dólar ronda os 1,57 €uros e que o preço do petróleo anda à volta dos 140 dólares por barril

levante-se do chão

O Notícias do Litoral desta semana publicou um artigo de opinião assinado pelo Vice Presidente João Massano.
Lemos o artigo com atenção. Gostamos de saber o que têm para nos dizer as pessoas que dirigem os destinos de Alcácer do Sal.
Não descobrimos nada de relevante.
Explicamos porquê.
Todos sabemos que Alcácer permanece num abominável estado de estagnação. Isto não é novidade para quem quer que seja.
Perante este cenário, qual foi o caminho escolhido pelo autor do artigo? Confirmar esta evidência, agarrando-se ao passado tentando encobrir aquilo que não se faz por cá.
Esta é, em nossa opinião, a posição dos fracos, dos impotentes e incapazes.
O que nós precisamos é de pessoas com capacidade de visão e de concretização. Precisamos de conceber e executar obras concretas, materiais e coerentes que invertam a actual situação.
Precisamos de falar, projectar e agir colectivamente em direcção ao futuro.
O passado já foi. O futuro começa agora.
Com choros e choradinhos não vamos lá.
Mas com vontade, saber e inteligência podemos alterar esta actual desolação que é Alcácer do Sal.
Sejamos concretos (falamos do artigo referido):

  1. É apresentada a questão do envelhecimento e do decréscimo da população. A questão é importante. Mas falta uma resposta: que medidas concretas, realistas e eficazes é que o actual executivo implementou, nestes quase 3 anos de mandato, para inverter esta situação? E que medidas está neste momento a estudar para levar a efeito a curto, médio e longo prazo?
  2. É apresentada a questão do analfabetismo. Pois bem, a grande maioria dos analfabetos tem muito mais de 30 ou 40 anos. Mas, lendo o artigo, fica a sensação que este indicador se deve às políticas pós 25 de Abril. E que, nesta questão, o regime da ditadura não teve responsabilidade no facto. Isto é querer tapar o sol com a peneira.
  3. Ainda sobre o analfabetismo, que agora, no século XXI, evoluiu para iliteracia. Quando se fecham escolas pelo concelho fora, quando se obrigam os alunos de 10 anos (e mais) a saírem de casa antes das 08:00 da manhã para só regressarem ao pôr-do-sol, quando se prometem obras nas escolas e não cumprem as promessas, quando cada vez mais alunos optam por escolas exteriores ao concelho e não se reage, quando aparecem os programas das novas oportunidades como sendo uma grande solução para o processo educativo da nossa população, quando falta repetidamente papel, tinteiros e outro material nas escolas do 1º ciclo, etc., etc. quando tudo isto acontece com a anuência do actual executivo camarário, que legitimidade fica para se desculparem com outros? Será assim que se vai reduzir a iliteracia na nossa terra?
  4. A falta de empresas sediadas no concelho é outro aspecto importante que também é abordado. Mas aqui também se repete a pergunta feita no ponto 1. Que fez este executivo, de concreto, aplicável e realista para permitir captar empresas de média e grande dimensão? Quantas empresas já trouxeram para o concelho? E quantas deixaram fugir, por falta de condições? E que acções estão a desenvolver para tornar esta terra realmente atractiva do ponto de vista empresarial? Conhecemos o mundo empresarial. Até agora estamos desiludidos com as acções de fachada que temos visto.

Observemos outros factos, outras perspectivas, da realidade do nosso concelho.

Este executivo aceitou, obedientemente, um investimento público (PIDAC) de 4.500 €uros para o Concelho em 2008. Já que estamos em maré de comparações, lembremo-nos que a Grândola foi atribuída a verba de, pelo menos, 7.900.000,00 €uros (no mesmo programa no mesmo ano). Porque não falar em corrigir e compensar este facto, que só pode ser um erro?

O QREN está a decorrer há já algum tempo. Não seria preferível falar das candidaturas que já foram apresentadas? Há programas em que a entrega de candidaturas já encerrou. Porque não se concentram energias nesta importante forma de financiamento para projectos estruturantes? Onde está a visão?

Falta pouco mais de um ano para as próximas eleições autárquicas. Porque não se fala nos objectivos que falta atingir, até ao fim do mandato, para que fiquem cumpridas as promessas eleitorais?

Um mandato - 4 anos - é insuficiente para resolver os nossos grandes problemas. Porque não se trabalha, abertamente, num projecto a longo prazo, que responda às debilidades actuais e tire partido da situação em que estamos inseridos. Porque não nos concentramos em transformar as nossas fraquezas em fortalezas, em vez de nos lamentarmos? O Plano estratégico já apresentado está mal concebido, foi mal discutido e não está suficientemente desenvolvido. Para além disso deveria ser um documento de análise e avaliação contínua. O que não acontece. Desta forma, as mudanças necessárias jamais ocorrerão em tempo aceitável e de forma positiva.

Já criticámos, no passado, muitas acções dos antigos executivos. Mas o passado já passou. O que agora nos interessa é o futuro. Estamos fartos de ouvir discursos de políticos que tentam encobrir as suas incapacidades com heranças recebidas. É lógico que o passado condiciona o presente e o futuro. Isso sempre assim foi e sempre assim será. Em todas as situações. Mas isso não pode ser impeditivo de se apresentarem e discutirem ideias, planos, projectos e acções concretas. Porque, tal como o Presidente Paredes afirmou, "há dinheiro e o executivo anterior não nos deixou uma situação financeira complicada". Ou seja, não há espaço para desculpas!

Mas, acções concretas são coisas que este executivo quase não tem para apresentar. Sem falta de dinheiro e com uma maioria absoluta têm feito pouco, muito pouco, e ineficientemente. Remedeiam o facto quando conseguem comprar tudo feito, geralmente a empresas de fora. Disfarçam com feiras e festas, desprezando acções estruturantes para o concelho. Desperdiçam oportunidades. Não traçam rumos, não definem orientações. Navegam à vista.

É por estes motivos que, sem obra para apresentarem, insistem teimosamente em desculpar-se com o passado.

Mas, a solução do problema está no futuro!

11 de julho de 2008

onde param os excedentes?

Portugal.

Pagaram-nos para arrancar as nossa vinhas e os nossos olivais; nós obedecemos.


Pagaram-nos para não semearmos as nossas terras; nós obedecemos.


Multaram-nos por produzirmos, em excesso, leite e seus derivados; nós reduzimos a produção.


Voltaram a pagar-nos para abatermos as nossas traineiras; nós obedecemos.

Criamos um défice monstruoso, umas vezes a satisfazermos cunhas, outras vezes para não nos chatearmos, mas sempre com uma dose de negligência assustadora. Mandaram-nos controlar o défice e nós fizemo-lo, como se nada mais houvesse para além dele.


Acabámos por fechar a nossa siderurgia; queríamos o melhor para o país.


Destruímos a formação de técnicos intermédios em nome de novas políticas de educação.


Tivemos muitas outras ajudas, em nome do desenvolvimento sustentado e do progresso.



Hoje,
A maior parte do peixe que compramos é importado;
Passámos de exportadores a importadores de leite - somos deficitários;
Importamos cada vez mais cereais, e cada vez mais caros;
Há uma crise generalizada nos produtos alimentares com reflexos directos na nossa vida;
A nossa indústria é apenúria que se vê - excepção para a autoeuropa (que sózinha representa 2% do PIB) e mais uma dúzia de empresas.
O desemprego mantém-se teimosamente alto.
Temos falta de recursos humanos qualificados.

Mas temos serviços, muitos serviços, muita actividade no ramo imobiliário, muito marketing, muita conversa fiada, muito futebol e televisão qualidade duvidosa.

E poucos resultados.
É assim há anos e anos a fio.
Agora aparece uma crise internacional e não estamos preparados para a enfrentar. Pagamo-lo caro. Muito caro.

Onde está a coerência?
Terá tudo isto aparecido, assim de repente, como que saído do nada?
Não foi possível prever que esta história ainda acabava mal? ...para Portugal.

É possível fazer mais e melhor.
É preciso acreditarmos. E mudarmos!

novamente excluídos

Ontem, na assembleia da república, o governo anunciou uma nova medida para combater a crise.

Pelo que entendemos, a medida pretende atenuar o efeito do aumento especulativo dos combustíveis.

Desta forma, o governo decidiu criar qualquer coisa como um passe social escolar. Destina-se a jovens, tem início no próximo ano lectivo e permite uma redução substancial no preço dos transportes.


Acontece que, à semelhança duma outra medida recente do governo - o congelamento do preço dos passes sociais - esta medida parece não ter aplicação no nosso concelho.

Porque será que não merecemos um tratamento igual aos habitantes de Lisboa e do Porto (locais onde esta medida se aplica)?

Somos, há já muitas décadas, vítimas do ostracismo dos sucessivos governos de Portugal. Este não é excepção - vejam as verbas atribuídas ao nosso concelho no PIDAC deste ano, com a submissão total do executivo camarário.

Porque razão não somos tratados em pé de igualdade com os Portugueses de outras regiões?

Que mal teremos feito para continuarmos a ser sucessivamente discriminados?

Precisamos dum líder capaz de defender efectivamente os interesses de Alcácer do Sal. Precisamos duma equipa ambiciosa, dinâmica e capaz a gerir os destinos da nossa terra. Precisamos de cumprir as nossas obrigações e fazer valer os nossos direitos. O que é exactamente oposto às atitudes visíveis de submissão, apatia e resignação que o actual executivo camarário apresenta. Com excepção para as feiras e as festas. Mas são poucos, muito poucos, os que governam a sua vida com as feiras e as festas.

É possível fazer mais e melhor!

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NOTA: